Notas iniciais
Hey, hey. Gente, eu estou me dividindo em duas, minhas aulas voltam daqui há alguns dias e eu tenho que terminar de escrever essa fanfic e ainda tenho que terminar de ler um livro. Enfim, vou tentar postar os capítulos bem mais rápido. Bem, vou parar de enrolar e vamos ao que interessa. Boa leitura :3

Kimberly

–Onde estamos? — perguntei, me levantando de algo que parecia ser um chão.

–O que aconteceu com a gente? — Justin perguntou de cara feia, bagunçando ainda mais os cabelos castanhos.

De repente luzes fortes foram acesas, nós cobrimos os olhos tentando nos acostumar com a claridade. Erika e Drake se espertaram na hora, estavam com uma aparência de quem não dormia a dias.

–Por quanto tempo dormimos? — Drake perguntou.

Depois que as luzes foram acesas, uma voz grossa e fria alterada por um programa de áudio irrompeu de um alto-falante que eu nem sabia que tinha ali:

–Quem são vocês? Quero nomes.

–Quer nossos nomes pra que? — Drake perguntou ao alto-falante.

–Quem faz as perguntas aqui sou eu. Agora, respondam minha pergunta!

–Que porra! Sua voz de merda! Sou Kimberly Mclean, satisfeito?

–E os outros? — a voz perguntou.

–Justin Walker.

–Drake Sullivan.

–Erika... — ela hesitou, mas continuou. — Kiowa.

Houve um silêncio e então a voz continuou:

–Kiowa? Você tem alguma ligação com Stephen Kiowa?

–Eu sou... Sou filha dele — respondeu.

As luzes da sala ficaram mais claras e eu tive que fechar os olhos para não ficar cega. Logo algumas pessoas entraram na sala, estavam todas vestidas de branco, eles começaram a atirar os dardos, mas eu comecei a me esquivar deles ( o que não foi uma boa ideia), tentei correr até a porta e quebrar a cara de quem quer que estivesse fazendo isso. Mas isso só dificultou as coisas para o meu lado, logo senti três dardos se prenderem em meu pescoço e eu cai no chão.

Justin

Acordei com uma dor de cabeça horrível, olhei ao redor e vi que a sala havia voltado a ficar escura, percebi que Drake também estava acordando, mas não consegui localizar Kimberly e Erika. Drake estava tão atordoado quanto eu, mas também percebeu que Erika e Kimberly não estavam ali.

–Eles nos fizeram apagar de novo? — ele perguntou.

–É, pois é — respondi, passando a mão na cabeça.

–Cadê a Erika e a Kimberly?

–Não sei, acho que levaram elas — respondi.

–E agora? Como vamos fazer sem elas? — Drake perguntou, estava de cabeça baixa.

–Não sei, mas nós sabemos atirar — falei, tentando ser confiante.

–Certo, e cadê a sua arma? — ele perguntou, irônico. — Não me leve a mal Justin, mas em uma briga corpo a corpo Kimberly é muito melhor que você. Ela não precisa de armas de fogo para se defender...

–Concordo que não sou tão bom quanto ela, e que estou desarmado também! Mas, Drake, sou bem mais eficiente que você e Erika.

–Ou não. Mas isso não é hora para discutir, a questão no momento é: onde estão aquelas duas?

Kimberly

Abri os olhos lentamente, meu pescoço doía de uma forma inimaginável. Sentia que meus músculos e meus ossos inteiros estavam entrando em estado de decomposição e que eu ia acabar virando pó a qualquer momento. Percebi que minhas mãos estavam amarradas em uma cadeira, minha boca estava fechada com uma fita cinza e que eu estava em um cubículo metalizado que deram o nome de sala. Na porta branca que se estendia logo a minha frente, havia um homem imenso, cheio de músculos e bastante alto. Ele me olhava de um jeito malicioso, quase divertido. Ele me lembrou muito Blake, o que fez um frio percorrer minha espinha. O cara estava vestido completamente de branco, a única cor diferente eram seus cabelos pretos e os olhos verdes. O homem tinha um walk talk nas mãos, e de repente começou a sair de lá o som de uma voz, dizendo:

–Pode fazer.

Após ter dito "câmbio" o cara alargou mais o sorriso e se aproximou sugestivamente de mim. Ele se agachou para ficar do meu tamanho e começou a passar a mão pelas minhas pernas. Eu tive vontade de me socar por não ter colocado uma calça jeans e sim um short. Eu já sabia o que, provavelmente, aconteceria e não estava nem um pouco feliz com aquilo. O cara desceu a mão até o meio das minhas pernas e começou a desbotoar os botões do meu short, eu tentei, inutilmente, me afastar, mas ele segurou a cadeira. Ele, provavelmente, viu minha cara de espanto e parou de desabotoar meu short, mas logo em seguida começou a percorrer suas mãos por todo o meu busto, parando bastante tempo para acariciar meus seios e depois meu abdômen. Sentia vontade de gritar, de chorar, mas nada disso adiantaria só atiçaria mais o homem. Aquilo só estava me lembrando do dia em que Blake tentou fazer a mesma coisa comigo, mas naquele dia eu até conseguia me esquivar, porém, hoje, eu estava presa e não conseguia me mexer.
O cara deixou uma mão em um dos meus seios e a outra foi para no meio das minhas pernas, em momento algum o cara tirava os olhos dos meus, era como se ele quisesse ver o pânico e o medo crescendo dentro de mim (o que estava funcionando). Quando senti que ele ia colocar uma mão dentro do meu short e outra dentro da minha camisa, não raciocinei direito, em um ato de violência pura subi meu joelho com força até as partes intimas do homem, ele saiu de perto de mim e caiu no chão se contorcendo de dor. Um canivete caiu do bolso do homem e eu, mais do que depressa, tentei alcança-lo com os pés, mas estava longe demais e a cadeira não queria cooperar, ela não saia do lugar. A dor do homem já devia estar passando, pois ele se levantou do chão e veio até mim, me olhou nos olhos e eu pude ver um ódio passar por eles. Ele deu um tapa tão forte no meus rosto que pensei que meus dentes haviam saído do lugar, depois pegou a cadeira que eu estava sentada e sem muito esforço me lançou contra a parede, senti a cadeira quebrar em pedaços enquanto eu, provavelmente, estava com o ombro deslocado. Fechei meus olhos tão apertados que senti lágrimas escorrendo pelos mesmos, não queria morrer ali. Ainda tinha promessas para cumprir.

Erika

–Hora de acordar, senhorita Kiowa.

A voz grossa e fria que eu escutara horas atrás falou novamente, fazendo os pelos da minha nuca se eriçarem. Coloquei a mão no pescoço e o massageie, estava com uma dor intensa naquele local.

–Puta merda, vocês tem que achar outro jeito para me fazer desmaia. Esse já está ficando muito doloroso... — falei.

Abri os olhos e percebi que estava sentada em uma cadeira e que estava com as braços amarrados. Minhas costas latejavam, eu devia estar a um bom tempo naquela posição. Eu estava dentro de uma sala branca e tinha um homem vestido de branco postado na frente da porta, ele me olhava com tanta raiva que senti meu corpo estremecer.

–Então, senhorita Kiowa, tenho perguntas para lhe fazer — a voz parecia despreocupada. Aquilo estava me deixando profundamente irritada.

–Não vou responder nada! — falei.

A voz riu.

–Acho bom você ser uma boa garota e responder tudo o que eu perguntar!

–E por que eu faria isso? — franzi a testa.

–Estou com seus amigos, e a ruivinha está prestes a ser violentada.

Meus olhos se arregalaram ao imaginar o desespero que Kimberly deveria estar passando. Porém, eu sabia que ela não ia gostar nem um pouco se eu desse alguma informação valiosa para alguém daqui. Talvez se eu escolhesse bem as palavras, eles nos deixariam ir embora.

–Está perdendo seu tempo comigo, não sei de absolutamente nada — falei.

–E você espera que eu acredite nisso?

–Bem, sim.

–Eu não sou idiota, senhorita Kiowa. Por que você e aqueles outros três vieram para cá então? Pela fisionomia de vocês, acho que são americanos, certo? O que os trouxeram para o México?

Meu coração começou a acelerar e eu sentia que estava mais ferrada do que nunca.

–Só vou responder suas perguntas, se você responder uma minha.

A pessoa pareceu pensar e então disse:

–Depende.

–Certo, isso aqui é a cede do governo? Eu e meus amigos estamos dentro dela, quer dizer... Do laboratório dela?

–Pode ser que sim.

Não estava em condições de dizer isso, mas ponto para nós. Mesmo com todas as complicações, estávamos dentro da cede, o que era bom. Agora só precisávamos nos livrar desses filhos da puta.

–Agora voltando as minhas perguntas, senhorita Kiowa...

Justin

Eu não aguentava mais ficar ali sem ter nenhuma noticia de Erika e Kimberly, não estava com um bom pressentimento e sabia que Drake sentia a mesma coisa. Nós até poderíamos nos dar o luxo de dizer que estávamos tendo um tratamento diferenciado, trouxeram comida para nós e travesseiros e lençóis, pois na sala não havia se quer uma cadeira. Mas eu não estava gostando nada daquilo.

–Nós temos que dar o fora daqui — Drake disse.

–Eu sei, mas como?

Nós ficamos olhando ao redor da sala até que vimos uma janelinha, parecia um duto de ventilação. Bem, mas já era alguma coisa. Drake foi até a "janela" e ficou olhando lá para dentro, depois disse:

–Acho que nós dois podemos passar por aqui. Só precisamos andar engatinhando.

–Isso não vai dar certo — comentei.

–Tem que dar. Nós precisamos salvar aquelas duas ou...

A porta da sala foi aberta e eu e Drake demos um pulo para trás. Estava rezando para que ninguém tivesse visto o que estávamos prestes a fazer. Um homem vestindo um terno risca de giz branco, adentrou a sala, ele não parecia muito mexicano para mim. Era alto, branco, tinha cabelos loiros tão claros que pensei que fossem pintados e tinha olhos negros. Ele não parecia uma pessoa comum, tampouco parecia uma pessoa.

–Olá garotos — ele disse.

Eu e Drake trocamos um olhar e não dissemos nada.

–É muito feio não cumprimentar as pessoas, sabiam? — ele deu um sorriso maligno.

–Cadê a Kimberly e a Erika? — perguntei, com raiva.

–Estão onde devem estar — ele riu.

–E quem é você? — Drake perguntou, no mesmo tom que eu.

O homem se aproximou mais de nós e disse, com um sorriso nos lábios:

–Ora, sou o diretor de tudo isso aqui.

Notas finais
Hey. Capítulo tenso esse, não?! Haha, bem, comentem :3