Zumbilândia - Matar ou Morrer.
5 Acho uma casa.
Notas iniciais
Já passava da meia noite e eu era a única acordada dentro do carro, por coincidência achei uma casa com a luz acessa. Desci do carro e bati na porta, ninguém atendeu então eu quebrei a fechadura com a minha faca e entrei. A casa estava intacta, era do tipo rustica, bem aconchegante. Subi as escadas e fiquei aliviada ao perceber que não tinha nenhuma pessoa morta ou um zumbi dentro da casa.
Voltei para dentro do carro e o estacionei na garagem da casa. Chamei todo o pessoal e Trevor, Tyler e Dallas me ajudaram a tirar as coisas do porta malas.
–Vão dormir. Eu fico de vigia. – falei.
Tinha dois quartos enormes na casa então dividimos entre meninos e meninas.
–Temos que pegar armas. – ouvi a voz de Dallas.
–Onde? – perguntei sem tirar os olhos da janela.
–Antes de pegar no sono dentro do carro eu vi que a gente passou por uma delegacia, podíamos ir lá. – Dallas disse.
–Tudo bem, vamos assim que amanhecer. Agora vai dormir. – falei.
–Boa noite, Kim. – Dallas andou até mim e beijou o topo da minha cabeça.
–Boa noite. – falei.
Os grilos estavam cantando no jardim da casa e estava tudo silencioso. Eu deixei a janela aberta se não ia morrer de calor ali dentro, deixei meu facão em cima do sofá e fui até a cozinha, abri a geladeira e vi que tinha comida ali dentro.
Um barulho vindo da sala, me fez xingar mentalmente por ter deixado meu facão no sofá. Os passos estavam se aproximando e quando eu vi a sombra atrás da porta da geladeira, peguei a primeira coisa que eu vi na frente: uma garrafa de água vazia e joguei na silhueta para na minha frente.
–Ai! — a voz de Dallas me fez dar um suspiro de alegria. — Você tá maluca?
–Desculpe, — falei fechando a porta da geladeira. — Pensei que fosse um daqueles zumbis nojentos.
–Você acertou a garrafa na minha cabeça, sua idiota! — ele ligou a luz da cozinha e eu fechei a geladeira.
–Para de frescura, Dallas. Foi sem querer. — sentei em cima da mesa da cozinha.
–Você poderia ter quebrado minha cabeça, Kimberly.
–Com uma garrafa de água seca? Ah, por favor, Dallas!
Ele cruzou os braços e ficou me encarando.
–Será que ainda tem algum sobrevivente? — Dallas perguntou.
–Não sei. — suspirei. — Isso tá uma loucura, não é? Todo mundo virando zumbi, pessoas e mais pessoas morrendo...
–Você tá com medo? — ele veio até mim.
–Não e você?
–Não. Nossos pais estão mortos. Todos os meus amigos, provavelmente, estão mortos também. — ele deu de ombros. — Só tenho você. Não preciso ter medo.
Sorri e baguncei seus cabelos.
–Vá dormir. Amanhã temos que sair cedo. — falei.
Ele assentiu e beijou minha bochecha.
–Boa noite, Kim.
–Boa noite.
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