Zumbilândia
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Admito, estou esperando por algo que não vai acontecer. Estou esperando pra que tudo volte ao normal mas sei que não vai voltar, porque voltaria? tenho certeza que não é um sonho já me belisquei varias vezes já até me machuquei, mas a comida está acabando e tenho que arranjar alguma forma de arranjar comida, o Thiago falou que tem um mercadinho na esquina, porém ou eu era a isca ou eu ia pegar a comida, prefiro não ser a isca e lá fui eu, a Clover estava a me olhar das escadas, sai junto com o Thiago pela porta dos fundos estava com uma pistola que deviam ter poucas balas e só pra lembrar não sei atirar, e também estava com uma faca de cozinha normal e claro uma mochila para carregar as comidas.
Saímos e o Thiago começou a fazer barulhos enquanto eu estava escondida do outro lado da rua, os "bichos" foram atrás dele e eu fui andando calmamente no sentido contrario,em direção ao mercado que o Thiago falou chegando lá tinha alguns zumbis, Droga como iria entrar? fiquei alguns segundos pensando, alguns minutos até q eles ouviram um barulho ao final da rua e foram para lá, o que foi? não tenho a minima ideia mais eu adorei. Cheguei a frente do mercado e tinha uns três crânios totalmente abertos, ensanguentados, eu apenas continuei andando acho que com o tempo você se acostuma com a dor, minha respiração estava acelerada estava com medo com muito medo, o mercado estava quieto totalmente em silêncio podia ouvir minha respiração e meus passos confusos, era um mercadinho normal, com brinquedos nas vitrines para atrair as crianças, cheguei a sessão de comidas, estava fedendo acho que tinha algumas coisas que ficaram velhas ou fora da geladeira, peguei alguns enlatados, algumas coisas que sei que demoram mais para estragar e coloquei na mochila, continuei andando fui até o balcão olhei tinha um lacinho rosa e imediatamente lembrei de Akita, não tinha a minima ideia do que havia acontecido com ela, entrei atrás do balcão para pegar o lacinho, junto tinha uma varinha de condão, daquelas que as menininhas brincam de fadinha, Lembrei da Clover e coloquei na mochila para ela, quando peguei a varinha vi que embaixo do balcão tinha algo me abaixei muito devagar , olhando atentamente com a faca na mão e vi que tinha algumas armas, bem grandes e eu nunca havia pegado em uma daquelas, coloquei algumas na mochila e tinha umas que não dava para colocar na mochila segurei nas mãos, logo ouvi um barulho na porta e me assustei, fui para de trás de umas prateleiras e podia ouvir alguém falando algo, era a voz de um homem e ele falava: —Você viu o que fiz com aquele zumbi? hahaha e logo outra voz grossa respondeu: — Ele mereceu você não acha? e os dois gargalhavam, droga eu acho que roubei as armas de alguém! Sai de fininho sem que ninguém me visse e comecei a correr pela rua com várias armas na mochila e algumas na minha mão, avistei o Thiago sentado na varanda da casa mirando para o nada, corri até ele e mandei ele entrar na casa, assim que ele entrou larguei as armas no sofá e tirei as comidas da mochila e o resto das armas,o Thiago começou a me encarar e falou: — Só uma informação, você ta querendo assaltar um banco ou o que? onde conseguiu tudo isso? Eu queria me achar um pouco então falei: — Ah então, aconteceu que encontrei uns caras no caminho do mercado eles não me deram escolha tive que rende-los e roubar as armas deles, mas você sabe né era eu ou eles não tinha o que fazer. sorri maliciosamente e continuei falando: — Então agora que estou melhor, tenho que voltar... Você sabe o João me espera, ele ainda deve estar me procurando eu espero.Thiago concordou e disse que amanha de manhã poderíamos ir atrás dele, entreguei a varinha para a Clover e ela ficou toda boba brincando, acho que isso seja o mais complicado a Clover é apenas uma criança e ela sempre está com medo de algo, posso ver em seus olhos. Como ela vai viver assim? Com medo, como eu vou viver? como todos vamos viver? se é que vamos viver né, acho meio difícil morrer pois todos os mortos voltam, acho que vou ter que escolher que tipo de vivo vou querer ser, acho que simplesmente tanto faz.
No outro dia acordamos cedo foi um pouco difícil de acordar, nessa ultima semana tinha dormido com a Clover na cama e o Thiago no sofá,Querendo ou não eu me apeguei muito a ela, ela era um doce de menina naquele dia deixei-a dormir mais um pouco e fui para cozinha preparar o café da manhã já que o Thiago não era muito bom nessas coisas, terminado o café fui chamar a Clover o Thiago já havia levantado chegando lá em cima me vi de frente pro espelho, havia uma grande cicatriz no meio da minha testa, uma cicatriz do tipo que não sai nunca mais, bom dizem que cicatrizes são marcas de superação que apenas guerreiros possuem.
Tomamos nosso café,pegamos nossos pertences que não eram muitas coisas, pegamos todos nossos suprimentos e caminhamos um pouco até a mansão, não era tão distante, passamos pelo beco o que me deu arrepios só de lembrar e a rua estava um pouco vazia, poucos zumbis e o Thiago ia matando eles a facada, me pergunto como ele consegue fazer isso tão bem, Chegamos ao portão, entramos devagar, eu estava apavorada pois não sabia o que iria encontrar, abri a porta de entrada e vi João Victor abraçado com uma garota, mais não só abraçado ele estava beijando a garota, e ele percebeu que tinha alguém e quando me viu falou:—Marie eu posso explicar! cai em lagrimas ele veio ao meu lado e continuou: —Eu achei que você estivesse morta te procuramos por um longo tempo, na verdade nunca deixamos de te procurar,mas você sabe primeiro procuramos uma pessoa. Após 72 horas, procuramos um corpo...
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