Zumbe

4 Lar Doce Lar


Notas iniciais
demorei p postar pois ocorreram imprevistos

''Eu já estava entregue, havia um monte de zumbis por toda parte e tudo que eu mais desejara em minha vida era a morte, eu não tinha motivos para viver e muito menos lutar, exceto meu namorado, ele era atencioso e todos os dias dizia me amar pelo menos umas 5 vezes, a saudade batia forte em meu peito e o desejo de me juntar a ele era gigante. Há 2 dias uma espécie de apocalipse zumbi aconteceu do nada, todo mundo que eu conheci em minha vida havia sumido, e tudo que me importava para mim, era o Peter, ele também estava sumido quando tudo aconteceu''. A noite estava densa, com a neblina e o frio exalando morte, um cheiro de carne podre consumia o ar e tudo parecia feder, nas ruas jornais espalhados pelo chão, todos com notícias dos Z, Cristie estava sentada em seu sofá fumando seu cigarro como se nada estivesse acontecendo, ela não temia os Z e nem sua morte, com 1,70 de altura e cabelos pretos, ela era punk e tinha um transversal na orelha direita, era terrivelmente bela e sua face e personalidade apresentava uma pessoa rígida e maldosa, a porta estava rachando aos poucos e ela sequer se mexia, mas toda vez que olhava para a foto de Peter lágrimas escorriam por seu rosto sem sequer um soluço escapar. Isso acontecera na Inglaterra. A alguns milhares de Quilômetros dali, Black se encontrava numa situação ainda pior, mesmo já estando na cabana, ainda tinha que matar a fome, sobreviver ao frio e ainda deixar o local seguro para visitas indesejadas.

Assim que terminou de organizar a cabana o som de uma faca sendo amolada podia ser ouvido, o som de um caçador se preparando é o mesmo som que um samurai faz ao tirar sua espada da bainha, isso significa morte, ''quero ver se consigo pegar um javali hoje, estou com uma fome maldita'', a comida que deixara no carro junto com a caixa de armas era para caso não conseguisse caçar nada, um desafio e tanto para ele que já conhecia o local, mas tudo antes da epidemia. Assim que abriu a porta um Z caiu em cima de Black, o susto foi tremendo pois o maldito sequer tinha batido na porta, ele empurrou o corpo do ser que se desfez em sua mão e ao tentar pegar a faca em seu bolso tomou uma mordida no ombro, a partir daquele momento o mundo parou, tudo ficou em câmera lenta, quem diria que até mesmo um cara super preparado e treinado iria morrer, as lembranças de sua vida passada, os dias solitários treinando e caminhando, todo o dinheiro gasto em armas e preparações, uma vida dedicada à sobreviver acabara de ser jogada fora.

Assim que a ficha caiu Black soltou um grito de fúria e dor insano, era a sanidade de um homem sendo posta a prova, num momento de fúria Black segurou a cabeça do Z com as duas mãos e esmagou-a, levantou irado e ao ver uma horda de zumbis vindo em sua direção arrancou a camisa, pegou o sangue de seu ombro e desenhou um Valknut em seu peito, empunhou seu machado de lenhador e correu em direção à morte gritando como um guerreiro viking, ao cortar cabeças e destroçar corpos, ao matar cerca de 15 zumbis uma dor na perna o atinge, mais uma mordida para lembra-lo de sua morte, matou o zumbi que mordera sua perna e girou seu machado matando os 4 mais próximos, mas à depressão o alcançara, em sua mente uma reflexão pairava, ''Nem mesmo o mais forte e mais preparado dos homens é imortal, então não preste atenção em como irá morrer, mas sim como irá viver e o que deixará para trás'', ao entender sua morte com maior sabedoria decidiu correr para dentro da cabana e lá dentro se ajoelhou, pediu à Odin para juntar-se a ele, e se suicidou com um tiro na cabeça.

Voltando à Inglaterra, Cristie sentada em seu sofá chorando viu a porta quebrar, por sorte apenas um zumbi entrou e os outros estavam presos lá fora em barricadas, ''Um é o suficiente'' disse a jovem ao ver o ser se aproximar, sem paciência para se juntar à seu amado ela decide se aproximar do morto-vivo e deixar ele morder seu braço, a dor da mordida a faz gritar e é quando um tiro explode a cabeça do ser, num susto ela cai no chão e nota uma sombra aparecer na porta, era Peter, com as roupas todas rasgadas e sujo de sangue mas sem um ferimento sequer ele entra correndo e gritando ''CRISTIEEE!'', Cristie ao notar que seu amor estava vivo percebe a besteira que fez, agora ela estava morta e ele iria passar por tudo que ela passou, como poderia consertar um erro desses?.

Peter a leva para sua cama e faz um curativo no local da mordida, ''Vai ficar tudo bem meu amor, não se preocupe'' dizia o coitado tentando consolar Cristie que acabara de cometer um suicidio por amor, ''Eu prometo que você não vai morrer, eu contei quanto tempo demora para virar um Z e é aproximadamente 30 dias'', ele abraça ela e senta ao seu lado, ''Preciso que fique segura até eu voltar, mas aqui não é seguro mais, consegue andar?'' perguntou Peter com a esperança de receber um sim, mas foi surpreendido com um abraço forte e lágrimas encharcando sua roupa, ''Me desculpe meu amor, eu pensei que estivesse morto, não confiei em sua palavra e queria me juntar à você, eu sei que estou morta pois não consigo andar, me desculpe'' e um som de gotas soava fraco, era Peter chorando, após 8 meses de namoro e aos 18 anos de idade nunca se passou por sua cabeça que isso iria acontecer.

''Meu amor, em toda minha vida eu nunca desisti de algo, e não me perdoaria se desistisse de você, lute comigo e vamos dar um jeito nisso'' falou o jovem em uma voz confiante, seu sonho era ser militar e proteger sua país e família, a única pessoa com quem ele se importava era ela, o amor de sua vida, ''Quanto mais difícil mais fácil né amor?'' disse Cristie tentando animar seu namorado e a si mesma, Peter trocou de roupa e carregou-a em seu ombro, fez um nó com corda para ela não cair de sua costa e pediu que se segurasse nele. O peso afetava sua coluna já cansada pela luta mas sua dignidade e confiança eram inabaláveis, com um revolver na mão direita e um facão na esquerda eles saíram em busca da cura e de uma vida juntos.

Notas finais
Saiba reconhecer o esforço que alguém faz para te ver feliz.