Zona Obscura

21 21º - Coincidência Ou Destino


Notas iniciais
E agora o Incubo chegou para se juntar ao grupo! O irá sair desta conversa?

"A meio de toda a confusão Incubo entra no bar provocando o silêncio total novamente"

– Que reunião inesperada hoje. — Comenta Sam sentando-se numa mesa e convidando os restantes a fazer-lhe companhia.

Os clientes, nas suas mesas, ignoravam agora aquelas presenças a fim de não arranjarem problemas.

O silêncio estava instalado na mesa.

Sam sorria com Kenji de pé atrás de si, Raven não percebia porque tinha de estar sentada numa mesa com aquele homem que a tentara violar, Sakai Ryu imitava a dona do bar e sorria divertido, Incubo não ostentava qualquer tipo de expressão mas o seu sentimento predominante era o desconforto.

– Então vamos lá por partes. Ryu, o que fazes aqui? — A Informadora inicia a conversa.

– Vim visitar-te.

– Sem ser isso.

– Preciso de um serviço teu.

– Que acontecimento raro. Do que se trata?

– Uma encomenda. Preciso que vás buscá-la comigo.

– Lamento mas não sou pombo de correio e não vou a encontros em dias de trabalho.

– Sam, por favor.

Kenji baixa-se e sussurra algo à Informadora que a deixa claramente animada.

– Muito bem pensado meu caro. Raven, querias trabalho e assim terás. O teu primeiro serviço é acompanhares o Ryu e ires buscar a encomenda.

– O quê?! — Raven quase derruba a cadeira.

– O que foi? Qual é o espanto? Estou a dar-te trabalho. Vais receber 40% do pagamento.

– Porque é que tenho de ir servir de taxista e só recebo 40%?

– Porque eu é que vos darei o mapa de estradas não vigiadas das vilas. Além disso pode ser preciso livrarem-se de algum inconveniente. — Sam sorri maliciosamente.

– Nesse caso... — Raven parecia pouco convencida.

– Ótimo. Amanhã já terei tudo o que será necessário. Próximo: Incubo.

O médico treme ligeiramente. Sam era a única mulher por quem ele não sentia desejo. Ou talvez não. Os olhos dela lembravam-lhe o chefe supremo por quem mantinha uma secreta paixão. Não importava se era homem, Incubo queria-o não importava o quê. Desde que o vira pela primeira vez quando foi tirado da clínica que esperava pelo segundo encontro, o que nunca aconteceu.

– Tu é que me chamaste aqui.

– Tens razão. Mas vens uns dias atrasado. Perdeste-te?

– Eu sou o único médico aqui, não posso vir quando te apetece flor.

– Verdade.

– O que me queres?

– Preciso que arranjes um enfermeiro para a escola Okane. O último sofreu um acidente. — Sam olha para Ryu com um ar de censura.

– Só isso? — Pergunta Incubo aliviado.

– Sim. Vês aqui alguém doente para precisar de ti para outra coisa?

Kenji que se ausentara por momentos regressa e entrega um bilhete à Informadora.

– Parece que o nosso destinado encontro foi interrompido não é? — Supõe Ryu.

Sam levanta-se sorrindo forçadamente e tira uma arma do lado de dentro do balcão.

– Bebam alguma coisa por minha conta. Kenji cuida do bar. Tenho um serviço para fazer.

Notas finais
Até amanhã!!!!