Zona Obscura

17 17º - O Que A Verdade Muda?


Notas iniciais
Yo! Antes de tudo é para avisar que, se não me engano, este vai ser o primeiro capítulo com linguagem imprópria. Pronto, é só uma palavrinha, nada demais ;) Boa leitura!!

O sol começava a raiar e enquanto o dia terminava para alguns para outros começava agora.

Na vila Blue não era diferente. Analie acabara de acordar e preparava-se para ir fazer a ronda e recolher o relatório das baixas daquela noite. Porque é que as pessoas não iam correr e ganhar uns trocos em vez de se matarem uns aos outros? É verdade que às vezes dar uns tiros até fazia bem para relaxar mas encher as ruas de sangue só por diversão já não é tão benéfico e nos últimos tempos piorara.

Ao menos agora era apenas à noite. Antes, dois chefes supremos atrás, era Analie ainda uma miúda, não se podia sair à rua sem um colete anti-balas e preparado para morrer.

A mulher dirige-se ao parque de estacionamento onde se encontra o seu tão amado Lamborghini.

Ao aproximar-se repara que o carro da sua rival e parceira está estacionado ao fundo do parque.

– Mas ela não disse que ia sair?

Curiosa Analie vai até lá confirmar. Tal não é o seu espanto quando vê Syrena e o seu chefe no banco do carro aos beijos quase nus.

Incrédula encosta-se ao carro que estava ao seu lado e espera que eles saiam.

Minutos depois o casal sai do carro e dá de caras com a mulher que saca de duas pistolas apontando-as a cada um deles.

– Sim senhor. Nunca pensei.

– Analie tem calma, pousa as armas. — Pede cuidadosamente o chefe de Blue.

– Da mamuda eu até podia esperar, mas de si chefe? Devia ter vergonha.

– Posso matá-la chefe? — Pergunta Syrena com um traço de fúria na voz.

– Chefe? Ali no carro era Patrick e gemidos, agora é chefe!

– Analie, já chega. — Patrick coloca a mão sobre uma das armas.

– Chefe deixe-me dar cabo dela. — Syrena estava a ficar impaciente.

– Cala-te mamuda que não é nada contigo!

Syrena chega ao seu limite e puxa de um punhal. As duas pegam-se.

Patrick lança um longo suspiro e dispara um tiro para o ar.

– Já chega desta merda! As duas!

As mulheres curvam-se numa reverência.

– Em primeiro lugar, eu e a Syrena não temos nenhuma relação amorosa, é apenas prazer. E segundo, a minha vida não te diz respeito Analie.

– Sabe chefe, você é um grande cretino. — Sorri Analie.

– Por isso é que vocês as duas me amam.

Patrick era o chefe da vila Blue, pouco se sabia dele a não ser que fora escolhido pela sua técnica com a arma e a sua perigosa mas eficaz maneira de conduzir. Não levava as relações a sério e o prazer é que era importante. Dizia-se que enquanto não encontrasse a mulher ideal assim continuaria.

***

Como prometido Anne conseguira a sua autorização de saída e o dia de folga com as faltas justificadas. Tentara saber como estava o Diretor mas Sakai Ryu fizera questão de evitar todo e qualquer contato com ela.

Não demorou muito até chegar à cidade e daí ao White Bar demorariam apenas mais alguns minutos.

Ao entrar no já conhecido bar, Anne começa logo a ser alvo de assobios e comentários maldosos.

– Olá boneca.

– Queres vir dar uma volta connosco?

Kenji aparece com a bandeja dando a ordem com o olhar para depositar as armas. A rapariga coloca lá o lápis e um canivete.

– A Informadora?

– Já disse que só te quero aqui quando fizeres dezoito anos. — Sam mostra-se. Estava sentada numa mesa a ler o jornal.

– Só faltam alguns meses. Preciso de uma informação.

– Não negoceio com menores de idade.

– E assim? — Anne apresenta um maço de dinheiro na mesa.

– Onde roubaste isso?

– Não roubei!

– O teu pai é um mãos largas. Que queres saber?

– Quero que me digas a que vila pertencem estes dois. — A rapariga entrega uma foto de Hinaichigo e outra de Wyuuko Hatanne.

Sam observa as fotografias.

– O que farás?

– Como? — Anne responde confusa.

– Vais matá-los? Já os conheces mas não fizeste nada. Se descobrires que eles não pertencem a Red vais matá-los?

– Eu... Bem... Eu não mato pessoas só por não serem da minha vila, só se eles forem de alguma vila hostil.

– Tu nunca matas-te ninguém miúda. Kenji leva-a à escola.

O barman aparece e agarra no braço de Anne.

– Larga-me! Eu quero saber!

– Kenji.

O homem agarra em Anne e coloca-a ao ombro. Corada a rapariga tenta soltar-se.

Sam sorri malvada.

– Não faças tanto barulho que espantas os clientes. E fica descansada que eles são inofensivos... — Kenji leva a rapariga embora. — ...por enquanto.

Notas finais
Patrick - http://i1099.photobucket.com/albums/g398/Crescent_2010/DaemonSpade.jpg