Zona 13

2 As regras do jogo


Notas iniciais
As regras estão na mesa suas vidas não são de responsabilidade nossa! Sejam bem vindos.

Ouvi alguém me chamar:-Jonas.-Era minha mãe vindo com um amigo que havia acabado de chegar.-Com quem você esta falando?-Perguntou ela com um olhar debochado.

-Com este senhor aqui .-Enquanto eu falava eu estava me virando e apontando com o envelope na direção de Magnos.

-Você está bêbado? Não tem ninguém atrás de você.

Virei rapidamente, olhei e pensei que fosse uma das muitas brincadeiras da minha mãe, logo percebi que era sério.

Não havia ninguém ao meu lado e como? Como aquele senhor que vinha lentamente quase parando correu em frações de segundos a ponto de desaparecer de minhas vistas, aquilo estava começando a me assustar.

-Ei vai ficar parado ai ou vai me apresentar seu amigo imaginário.-Disse Alfredo o amigo da minha mãe abrindo um meio sorriso pois ele não era muito bom em piadas de ultima hora, ainda mas naquela bendita hora mais sinistra que presenciei.-Esse garoto já esta meio bêbado.

-Vamos entrar antes que você pegue uma gripe já esta até serenando.-Disse minha mãe colocando sua mão em meu ombro para entrar com ela.

Sem nenhum tipo de palavra que pudesse sair da minha boca entrei completamente assustado. Alguns amigos dos meus pais chegaram para incrementar a festa e ajudar com as bebidas, pelo menos para acabar com elas, fiquei por toda festa pensando no ocorrido, se aquilo mesmo havia acontecido, passou pela minha cabeça que tudo aquilo não tinha passado de uma mera alucinação.

Mas como pode ter sido uma alucinação se o envelope estava em minhas mãos com meu dedo ainda furado, achei que fosse loucura minha pensar que o velho era mesmo um ilusionista na verdade era mais loucura ainda pensar que tudo foi fruto da minha imaginação.

Não ignorei, olhei para o envelope o peguei e, sem cerimônia o abri, no momento que dei aquele rasgo para rompê-lo toda a visão da minha casa estava se destorcendo, as paredes estavam se desfazendo o chão estava mudando o estilo de piso para um tipo de calçada as pessoas na festa estavam sumindo aos poucos, minha respiração estava ofegante, o que estava acontecendo? Era confuso será que era a casa que estava se destorcendo ou era minha mente que estava prestes a se desligar como uma TV, Eis a questão daquela confusa viajem de pensamentos que me ocorria no momento.

Fantasmagoricamente Tudo sumiu rápido num piscar de olhos, eu me encontrava num cenário vazio sem minha casa, meus pais, e os convidados da festa, não conseguia gritar ou ate mesmo correr alguma coisa não deixava me mexer ou ate mesmo respirar direito estava ficando frio talvez eu estivesse morrendo! Era assim que me diziam quando as pessoas morrem aos poucos. Esses são os efeitos?

Agora a minha frente se passava milhões de grãos de areia colorida que se espalhava ao meu redor formando algumas coisas que ainda não conseguia entender, logo em seguida começou a ganhar formas de homens ou algo parecido, pensei:”Estou morto fui direto para o inferno.” Era a única coisa que passava pela minha cabeça, não pude fazer nada a não ser soltar uma lagrima completamente sofrida, em seguida na velocidade da luz como uma pancada na cabeça as coisas voltaram ao normal, cai direto no chão. Meu corpo se encontrava em estado de dormência e a única coisa que funcionava era os meus olhos meio embaçados conseguia ver umas pessoas me olhando, tocando em mim pois meus ouvidos não conseguia captar os sons e muito menos as vozes das supostas pessoas.

Até que bem baixo e aumentando lentamente eu podia ouvir as vozes das pessoas, aos poucos meu corpo se livrava da dolorosa paralisia.

-Ei cara levanta ai.-Disse um cara negro meio calvo batendo de leve em meu rosto.-Vamos cara você já esta ai faz uma hora nesse chão.

-Onde estou?-Perguntei.

-Você esta na maior mansão do mundo, mais conhecida como zona 13.-Disse uma garota que aparentava ter a mesma idade que a minha ou ser ate mais nova.

Observando bem enquanto estava deitado olhei de relance e percebi que tinha 12 pessoas ao meu redor alguns calados, outros aparentavam preocupados com algo, mas em minha mente nada passava ainda. Eu estava confuso e desnorteado com o acontecimento.

Lá em frente a entrada saindo do portão central vinha um senhor com vestes de empregado e meio corcunda com um olhar murcho e aparência pálida.

-Vejo que todos já estão aqui. -Disse ele. -Todos sabem das regras? -Olhou para todos esperando uma resposta, ninguém sabia de nada e mantiveram-se calados. -Pois então! Vou ditar para todos vocês ouçam com atenção hum, hum…-Limpou sua garganta.-É dito de já com poucas palavras, regra numero um, não poderão abandonar a mansão, numero dois suas vidas e estados mentais não são de nossa responsabilidade e regra numero três e mais importante, nunca! Eu disse, nunca, abram o envelope dentro da casa, só poderão ser abertos depois que saírem da mansão. Boa sorte!-Disse ele abrindo o portão e se retirando.

Assim que o mordomo disse envelope, olhei logo para o meu e percebi que o rasgo que eu havia feito não estava mais ali, o envelope estava lacrado ainda novo em folha.

Todos começaram a entrar na casa e alguns comentavam sobre um suposto tesouro guardado pela Família a séculos, pois ai estava minha chance de não passar uma noite neste lugar bizarro simplesmente só o tesouro para estava de bom tamanho, agora o meu intuito era pega-lo e nada alem.