Zombies Vs. Estudantes
3 Um novo abrigo
Notas iniciais
POV – Victoria
Corremos para onde estava o ônibus, ao chegamos lá vimos João e seu amigo Marcos em cima do ônibus atirando em zumbis que estavam em volta do ônibus.
Havia alguns zumbis tentando entrar pela porta do ônibus, tinha alguns garotos tentando segurar, mas eles não aguentariam muito tempo.
Marcelo: Vamos logo, precisamos sair da escola rápida.
Nós pegamos os fuzis que achamos no Banker, eles eram barulhentos, mais seria mais uteis que pistolas com silenciadores.
Matamos a pequena horda o mais rápido possível. Quando vimos de longe mais alguns zumbis chegando pertos nós entramos no ônibus.
Quando saímos da escola, saímos rapidamente do ônibus, matamos os zumbis que estavam por perto e fechamos o portão da escola, como aviamos prometido para Gustavo e Thierry.
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Depois de trinta minutos que pareceram horas, nós chegamos na frente de uma mansão, tinham murros de uns três metros de altura e portões de ferro que pareciam poder aguentar uma horda de zumbis de zumbis tentando entrar.
Marcelo ficou dirigindo e então eu, Renata, Matheus, João e o amigo dele Marcos, saímos e matamos alguns poucos zumbis, abrimos os cadeado do portão e abrimos um dos lados do portão, que era o bastante para o ônibus passar.
Marcelo: Bem vindos a minha humilde casa.
Matheus: “Humilde”? Essa casa é umas cinco vezes maiores que a minha.
Renata: Não exagera Matheus.
Victoria: Nisso eu tenho que concordar com o Matheus.
Matheus: Você concordando comigo, nossa, esse é realmente o fim do mundo.
Nós rimos e conversamos um pouco, mandamos as crianças ficarem no ônibus enquanto dávamos uma olhada na casa pra verificar se nenhum zumbi tinha conseguido entrar.
Meia hora depois saímos dizendo que estava tudo bem. De noite comemos uma macarronada que Marcelo fez. Aquilo estava delicioso, era bom comer algo que não estava em uma lata.
Renata: Gente, a gente vai ficar pra sempre aqui? Tipo, um dia alguns zumbis podem conseguir derrubar o portão e entrar aqui.
Victoria: Ela esta certa, não podemos ficar aqui pra sempre.
Marcelo: Não precisamos ficar aqui pra sempre. Nos fundos tem um deposito, lá esta cheio de grades e coisas de ferro que meu pai guardou dos carros velhos, podemos tentar meio que “blindar” o ônibus para uma futura fuga.
Matheus: Apenas um ônibus blindado não será muito útil.
Marcelo: Eu tinha a impressão que você iria dizer isso, Matheus. Meu pai foi sempre paranoico, achando que uma nova guerra pode-se acontecer a qualquer momento, no porão tem varias armas, tem umas metralhadoras grandonas, podemos tentar equipa-la no ônibus.
Matheus: De Onde você tira essas ideias cara.
Marcelo: Você não gostou?
Matheus: Pelo contrario, eu adorei!
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POV – Matheus
Eu tinha certeza, esse Marcelo é demais. A ideia dele de armar e blindar o ônibus foram sensacional. O professor Claudio foi correndo na frente, ele estava mais animado do que normalmente. Ele era nosso professor de historia, era fanático pela segunda guerra, quando Marcelo disse que no deposito tinha velhas peças de caças usadas na segunda guerra, ai já viu né.
Ele correu na nossa frente, nós o advertimos, pois podia ter algum zumbi lá. Ele nem deu atenção pra nós.
Como havíamos previsto, haviam dois zumbis no deposito. O professor Claudio foi descuidado e então...
Minutos depois ele virou um daqueles bichos, eu apontei a arma pra ele e iria atirar, Renata segurou minha mão e não deixou. Ela pegou uma Katana, chegou perto do zumbi professor Claudio e cortou a cabeça dele.
Renata: é isso foi bom.
Matheus: Nossa, fiquei com medo de você, Renata.
Renata: Buuu.
Nós rimos por alguns segundos, eu entendia Renata, o professor Claudio sempre tentava faze-la reprovar. Ele a odiava por causa do pai de Renata. O pai de Renata trabalha para a policia federal, ele comandou uma operação que prendeu o irmão e o pai de Claudio.
Matheus: Vamos, temos muito trabalho pra fazer.
Enrolamos os três corpos e jogamos por cima do murro, entramos e pegamos alguns ferros velhos, pegamos grades para bota nas janelas do ônibus e aquelas espécies de lanças que tem em portões. Eu e Marcelo pensamos que poderíamos solda-los dos lados do ônibus para “espetar” os zumbis que tentassem segar perto. Tinha uma carroceria de um carro antigo, pensamos em fazer um buraco no teto do ônibus, botar uma metralhadora em cima e soldar a carroceria em cima, era uma ideia meio loca, mais tínhamos que tentar.
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POV – Marcelo
Estamos a cinco meses na minha casa, eu acho que já deu quase um ano desde tudo começou, desde que o mundo terminou.
As modificações do ônibus estavam quase prontas, até mesmo as crianças ajudaram, o que fez tudo ser mais rápido, soldamos varias lanças do lado do ônibus, sorte nossa que meu pai tinha um aparelho de solda guardado, de vez em quando precisávamos de peças ou alimentos, criamos então equipes de buscas para procurar o que precisamos.
Fizemos três grupos de apenas dois em cada um, Matheus insistiu para darmos “nomes legais” para os grupos.
O grupo de Matheus e João ficou como Os Samurais.
O grupo de Victoria e Renata foi nomeado de Donzelas Matadoras.
O grupo formado por mim e o garoto Marcos, ficou como Mecânicos, pelo fato de nós sermos os melhores com ferramentas no grupo.
Eu e Marcos soldamos placas de ferro no portão, para os zumbis não conseguirem nós ver que aviam varias crianças na casa. Matheus e Victoria tentaram ensinar alguns garotos a usar armas, as garotas também não ficaram de fora.
Renata se esforçava ao máximo para procurar sobreviventes, ela sua no ônibus e ficava olhando as casas vizinhas procurando por pessoas, não conseguimos encontrar nenhum, ela se sentia frustrada com isso.
POV – Victoria
Passamos o dia na modificação do ônibus, treinado os colegas de João, observando às ruas a procura de algum sobrevivente.
De noite, Renata preparou uma lasanha, com poucos ingredientes, mas estava boa, deu pra saciar a fome. Todos foram dormir cedo, eu fiquei no primeiro turno de vigia. Fiquei em uma janela no andar de cima da casa com um rifler que Marcelo me deu, eu não entendo muito de armas, então não posso dizer muito bem o nome dela. Tinha um silenciador na ponta, pra não chamar atenção de outros zumbis.
Meia hora se passou então esta na hora de dar uma volta pelo terreno da casa.
Eu desci as escadas com minha lanterna e arma na mão, nas minhas costas a katana. Enquanto eu me aproximava da porta, eu ouvi uns barulhos na cozinha. Eu fui dar uma olhada, quando seguei lá eu vi alguém parrado na frente da geladeira.
Victoria: João! O que você esta fazendo!?
João: Hã? Mana, eu só estou haar, tomando agua.
Victoria: É então o que este prato com pedaços de bacon que esta a sua mão?
João: Eu estava com fome desculpa.
Sentamos à mesa, ele comeu os pedaços de bacon e meu deu alguns. Ficamos conversamos, relembrando de um tempo feliz, onde nossa família se divertia juntos todo final de semana, da nossa casa na fazenda, onde andávamos de cavalo até cansar, tempos que nunca voltaram.
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Dei minhas rondas e voltei pra janela, João ficou lá comigo, olhando as estrelas e conversando. Lá pelas duas da manha, Marcelo acordou e trocou de turno comigo, eu voltei e dormi até mais ou menos sete horas.
Nessa manha os grupos sairiam procuram alimentos e peças para o ônibus. Eu e Renata ficamos com o trabalho de buscar gasolina, nós não ariscávamos ir em um posto, apenas pegávamos de carros abandoados pelas ruas.
Nós estávamos retirando a gasolina de um carro quando ouvimos um grito, se escondemos atrás do carro e ficamos observando.
Um grupo de mais ou menos dez zumbis atrás de duas garotas com aproximadamente a minha idade. Uma delas tropeçou e caiu e um zumbi iria morde-la e então um tiro atravessou a cabeça dele. Renata tinha levantado e estava atacando os zumbis, eu levantei e fiz o mesmo. Não demorou muito e matamos todos.
Corremos até as garotas para ajuda-las.
Victoria: Quem são vocês?
Garota 1: Eu sou Carla, ela é a Mirian. E vocês, quem são?
Victoria: Eu sou Victoria, essa ai é a Renata.
Mirian: Obrigado e tudo mais, mas agora nós temo que ir.
Victoria: Espera, nós temos um grupo, um abrigo cercado.
Mirian: nós não precisamos que você leve até seu grupo que deve estar abrigado em uma barraca no meio da floresta.
Carla: Mirian, não seja rude. Essas garotas salvaram nossas vidas.
Renata: A barraca que você diz é uma mansão de dois andares e vários quartos. Cercada por murros de três.
Carla: Desculpa-me por ela, mas nós realmente podemos ir com vocês?
Victoria: Claro, daqui meia hora encontraremos os outros do grupo, vocês podem nós ajudar a pegar gasolina?
Carla: Claro que sim.
Nós pegamos bastante gasolina e fomos para o lugar de encontro dos garotos, mas quando chegamos lá, não foi o resto do grupo que encontramos.
CONTINUA...
Notas finais
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