Zombie's Hunters

10 Hands in the table!


Notas iniciais
1000 perdões pela demora, sério.

Narrador P.O.V.

-Seus covardes de merda! — John esbravejava enquanto os zumbis avançavam lentamente para cima dele.

A velocidade de um zumbi é questionável: depende muito da nutrição e da etapa da decomposição em que se encontram.

Levando em conta a velocidade com que os zumbis avançam para John, estes não devem comer há dias, o que da a John um momento para pensar antes de morrer.

John rasteja, procurando algo com que pudesse se salvar. Qualquer coisa serviria para aquelas coisas que um dia foram seres humanos.

A velocidade com que os zumbis se movem, daria a seres humanos sem limitações tempo para correr, mas Cléo cortou os tornozelos de John, o que o impede de andar. John conforma-se em morrer. Uma morte digna, é bem melhor que uma morte estúpida. Ele se escora na parede e fecha os olhos. E é então que algo inesperado acontece.

-Quem é você? — John pergunta para o homem de mais ou menos 1,80 parado na porta, com um revólver na mão, origem dos disparos que acabam de salvar a vida miserável de John.

-Alguém com um inimigo em comum. Bem, no caso, inimiga. — sorri sarcástico e se dirige a John — Cléo tem uma maneira peculiar de matar as pessoas, não é? Ela prefere mil vezes arrumar alguém — chuta um zumbi — ou algo para fazer o serviço para ela — O homem ajuda John com os ferimentos.

Cléo P.O.V.

2 dias depois...

-Respira e relaxa, Lucas — eu disse a ele em uma das nossas aulas de tiro. Eu e Ryan estávamos tentando ensinar a todo mundo.

-Desculpa, mas é difícil com uma arma mortífera na minha mão — revirei os olhos.

-Então faz de conta que é um daqueles brinquedos toscos de parque de diversões, vale um unicórnio fofo para Ísis — ele me fuzilou com os olhos.

-Cale a boca, Cléo — sorri.

-Faz logo, relaxa e mira. Respira — ele o fez, deu um passo para trás — atira — ele atirou e acertou na garrafa. Sorri — eu disse que não era difícil

Lucas abriu a boca para falar algo, mas foi interrompido por Ryan.

-Cléo — ele chamou — Estamos com um probleminha com Carrie.

-Como assim? — perguntei

-Ela se recusa em pegar uma arma letal na mão, porque pode ferir um ser vivo e isso inclui as árvores e blá blá blá — revirei os olhos.

-Deixa, quando acabar a comida en... — bocejei — ...latada ou aparecer um bando daquelas coisas, ela vai achar essas aulas lin...- bocejei de novo.

-O que tem de errado com você? — Ryan perguntou — Você não dorme desde que aquele cara pegou você e Foster, e não adianta dizer que não porque eu te vi acordada.

-Isso não é da sua conta, Bell.

Olhei para o povo do outro lado, a tempo de ver Liz desmaiar. Corri para o lado deles, assim como Ryan e Lucas.

-O que aconteceu? — perguntei, mas fui maravilhosamente ignorada.

Josh chegou perto de Liz e checou a temperatura. Liz abriu os olhos devagar, fraca.

Sentei na sala da casa de Ísis e coloquei Nirvana no último volume. Algo alcoólico iria bem, mas Ísis não bebe. Então peguei Toddynho mesmo. Que decadência, ficar bêbada de Toddynho é só para os fortes.

Ouvi a campainha tocando. Pensei que fosse Lucas e abri a porta. Só que não era.

-Que caralho você ta fazendo aqui?

-Não foi difícil descobrir onde você mora — Scott disse sorrindo.

-Não foi isso que eu te perguntei.

-Quero falar com você.

-Não tenho nada para falar com você.

-Por favor, Cléo, me da cinco minutos, só cinco, e aí eu te dou o completo direito de não olhar nunca mais pra minha cara — bufei e abri a porta, o deixando passar.

-Vou cronometrar.

-Não posso ter completa certeza, mas meu palpite é anemia, se não for tratado logo, pode evoluir pra leucemia, e aí sim a gente se ferra — Josh disse a Logan.

-Como você sabe disso? — perguntei

-Eu tava no último ano de medicina.

-Você tava estudando pra ser médico? Você? — Cachinhos perguntou, Josh sorriu.

-Não era minha primeira escolha, mas meu pai me obrigou.

-Mas você não tem 20? — Lucas perguntou.

-E quatro — respondeu.

-Ta, o que precisamos? — Ryan e seu corte rápido Tramontina.

-Sulfato ferroso. E se acharem vitaminas, seria bom — Josh respondeu

-A gente passou por uma cidade, lá atrás, a gente podia voltar lá e... — Logan foi interrompido por Ryan.

-Você fica aqui — não disse? Corte rápido, Tramontina — Eu e Foster vamos.

-O que? — quase gritei — Eu vou.

-Eu também — Logan disse — ela é minha irmã.

-Vocês ficam aqui. Foster ta melhor que muita gente atirando, além disso você precisa dormir — Ryan apontou pra mim — e você precisa cuidar da sua irmã — apontou para Logan.

-Eu quero ir... — disse.

-Não interessa, você fica e ponto — me cortou. A raiva subiu e eu dei um tapa em Ryan — TA LOUCA, GAROTA?

-Quem você pensa que é pra me dizer o que fazer? — eu disse olhando pra cara dele.

-Devia ter te matado quando tive a chance — ele disse.

-Ótimo.

-Ótimo — repetiu.

Entrei no motor home com raiva.

-Pera aí, meu pai te obrigou? Não haja como se tivesse cinco anos, Scott. Três minutos.

-Por favor, Cléo, me perdoa.

-Não sou padre pra perdoar. Dois e quarenta.

-Eu precisava da grana, sério.

-Que desse a bunda na esquina, então. Seria de maior dignidade. Dois e vinte.

-Por favor, só uma chance.

-Por que precisa tanto que eu te perdoe? Dois minutos e quinze.

-Porque você é a garota mais linda e forte que eu já conheci.

-Ding, ding, ding, mais 400 libras por essa frase manjada de Facebook de auto-ajuda .Dois minutos.

-Esquece as 400 libras, eu to falando a verdade. Quando teu pai me ofereceu o dinheiro, eu não imaginei que fosse me apaixonar por você.

Levantei uma sobrancelha.

-Um minuto em cinquenta.

-Ok, tempos de crise exigem medidas extremas — ele se aproximou de mim e me beijou. Lutei contra no começo, mas acabei me envolvendo no beijo doce dele.

Cachinhos e Ryan tinham acabado de sair. Eu ainda estava irritada com Ryan, sério, a qualquer momento eu vou castrar aquele cara e não vai demorar muito. Liz estava na cama deitada e Logan cuidava dela. O resto estava por aí, e, na boa, não to muito interessada em saber.

Bufei e olhei pra minha bésta na mesa. Quer saber? O cu deles que eu vou ficar sentada aqui.

Eu sabia que eles iam até a casa do tio de Cachinhos, porque a maioria das farmácias foram saqueadas, e eles não querem arriscar entrar nas cidades e enfrentar zumbis a toa. Aí você vira pra mim e pergunta: por que a casa do tio de Cachinhos? (mentira, você não vai chamar ele de Cachinhos, porque né, com essa coisa do apocalipse eu tenho acesso a armas. Se não quiser uma bala na sua cara, melhor não chegar perto dele, só avisando) Porque o velho era hipocondríaco, o que significa que ele tem tipo, todos os remédios possíveis no quarto dele.

Peguei a minha parca, vesti e coloquei armas e munição nela. Peguei minha bésta e coloquei nas costas. Desci as escadas do motor home e subi na minha moto.

-Cléo Smith, onde você pensa que vai — Lucas perguntou, ignorei dando partida e indo para o norte

-Se manda daqui, Scott — eu disse depois do beijo.

-Qual é seu problema? — ele perguntou calmo ajeitando o meu cabelo, virei minha cabeça para o lado e levantei para abrir a porta.

-Confiança é como um espelho, Scott. Depois de quebrado, não adianta consertar.

-Mas você pode colocar a peça quebrada de volta e ele vai continuar refletindo a imagem.

-Ainda não passará de um espelho quebrado — abri a porta, ele me olhou e saiu. O olhar dele quase me fez ter pena dele.

Com a estrada limpa levei três horas para chegar. Me guiei pelo mapa que os dois marcaram e deixaram no motor home.

Quando cheguei no prostíbulo vi a Ranger sem ninguém dentro parada na porta. O-ou, isso não é um bom sinal. E eu me senti uma idiota falando "o-ou". Peguei a semiautomática na mão e abri a porta.

Um cara estava atrás de um balcão, junto com dois garotos de aparência igual, gêmeos. Ainda bem que eu não pareço com o Lucas, credo, me mataria se fosse igual a ele.

Mas espera aí: um cara e gêmeos. Ou isso é uma puta coincidência ou esse é o tio e os primos do Cachinhos. Levando em conta que os dois idiotas tão amarrados no palco, é, acho que é o tio de Cachinhos.

O lugar não era muito diferente de um prostíbulo de quinta qualquer. Luzes coloridas, bar de bebidas, mesas redondas, um palco com poste de polidance. Eu podia ver a imagem repugnante das prostitutas dançando para os pedófilos que frequentavam aquele lugar escroto.

— Mãos na mesa, os três, ou eu vou descarregar a minha semiautomática na cara de vocês. E, caras, vocês não tem noção na vontade que eu to de fazer isso.