Zombies, Bitch!!!!
1 História de Horror
Notas iniciais
— Nós temos que continuar procurando! Vocês não entendem! E-Eu perdi eles no meio da confusão, nós, nós estávamos amigos novamente, eu, eu tinha enfim escolhido Ren, mas, tudo isso – a garota começara a chorar.
— Todos nós fazíamos alguma coisa, Daisy estava no banho, enquanto Mario estava cozinhando o nosso almoço, pequenos cogumelos, mas também fomos pegos de surpresa.
— Eu já me acostumei – falou a garota de cabelos castanhos escuros que estava sentada em cima da bancada do caixa eletrônico.
— Você não se acostumou, Daisy – falou o cara que estava sentado no chão, olhando para as três garotas que conversavam.
Os quatro estavam escondidos em um supermercado. As luzes estavam acesas, as prateleiras, em sua maioria, estavam derrubadas, haviam alguns corpos caídos por todos os cantos, todos banhados de sangue, e alguns com as cabeças separadas do corpo. A garota que chorava mexia em seus cabelos castanhos claros, estava ficando louca.
— Nós vamos ficar aqui até quando? – perguntou Daisy, sentando-se ao lado de Mario.
— Até amanhecer – falou a garota loira, ela vestia uma blusa sem mangas, rosa, e uma calça legging da mesma cor, ambos sujos de areia. Seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo, e seus olhos assustados, e tristes pela garota que estava chorando na sua frente.
— Por favor, né, Peach! Estamos aqui faz dois dias! Eu quero sair desse lugar, procurar por um outro grupo de pessoas, eles, eles podem ter maquiagem! Aí, enfim, eu poderia retocar o meu rosto, que não anda muito bonito nesses três últimos dias!
— Quando amanhecer, Daisy – Peach olhou para a garota que continuava chorando. — Você quer comer, Kelsey? – a garota fungou, e confirmou com um sorriso.
Peach estendeu sua mão e ajudou Kelsey a se levantar. A garota de cabelos marrons sacudiu a poeira de sua calça jeans, e ajeitou sua blusa branca, colocou seus cabelos sobre os ombros, e enxugou suas lágrimas. Decidiu que não iria mais chorar, tinha que ser forte, tinha que acreditar que Ren, e Kishan estavam vivos. Peach seguiu em frente, procurando por alguma guloseima, ou pacote de cheetos, para dar a Kelsey, que continuava seguindo-a.
— O que eles são de você? – perguntou Kelsey.
— Amigos – falou, tentando levantar uma prateleira caída sem fazer barulho algum.
— Mario é seu amigo? Ele parece se importar com você, e muito – Kelsey pegou uma cesta e estendeu para Peach, que jogou alguns salgadinhos dentro do objeto. — O que houve?
— Eu fui salva por ele algumas vezes, acabamos ficando juntos por um tempo, pensamos até em nos casar, mas, nós acabamos brigando, por minha causa, e assim nos separamos, agora ele tá com a minha amiga, Daisy, e continua como um amigo pra mim.
— Quantos anos vocês têm?
— Eu tenho 20, Daisy tem 19, e o Mario 26.
— Daisy me parece mais jovem, com carinha de 16 – as duas caminhavam para outra prateleira. — Ela também me parece ser bem chata.
Peach sorriu.
— As vezes, mas ela sabe se controlar – Peach encarou Kelsey com um sorriso. — E você?
— Eu meio que tive um relacionamento difícil com dois irmãos, passei por algumas doidices, viagens, e dramas românticos irritantes, mas tudo ficou bem no final, mas aconteceu isso, e, meio que eu me separei deles. Nós estávamos vindo para os Estados Unidos, novamente, como uma viagem de férias depois de tudo que passamos, a Califórnia era o ponto. Chegamos. Nos divertimos um pouco, até que houve uma briguinha do Kishan com Ren. Kishan saiu para passear, pegar um ar, e eu e Ren fomos a um restaurante. Ren havia ido ao banheiro, e enquanto ele estava lá, recebi uma ligação de Nilima, ela parecia desesperada, disse que estava em um avião vindo para cá, para nos buscar, falando algo sobre uma epidemia que havia acabado de começar.
Peach continuava em silêncio, observando a garota.
— E-Eu escutei alguns rugidos no telefone, e a ligação acabou caindo – a garota prendia as lágrimas. — Olhei para os lados, para o vidro do restaurante que me mostrava a rua. Estava assustada. Tudo estava engarrafado. Mas aí veio a imagem que me fez ficar desesperada. Um homem, louco, pulando em cima de uma cidadã, comendo a sua carne. Todos no restaurante se levantaram de suas cadeiras e observaram a horrível cena. Pensei que estavam gravando uma espécie de filme hollywoodiano, mas aquilo era real. Um garçom ousou sair e se aproximou do comedor de carne humana, ele o empurrou, mas ele voltou. O garçom recuava, percebendo que aquilo não era mais um humano. Ele correu para dentro do restaurante. E a criatura entrara logo atrás dele, empurrando contra uma mesa e comendo-o ali. Alguns gritaram e saíram, outros pegaram objetos e começaram a tacar naquele monstro. Foi aí que eu percebi que Ren não voltara. Meu coração havia acelerado ainda mais. Me afastei o máximo que pude, mas… os mordidos, eles… eles estavam voltando. Eu lembro daqueles olhos sem cor com um tom de preto, da boca cheia de pele, nervos, e sangue. Tentei correr para o banheiro, mas tudo havia se tornado um tumulto horrível. Acabei caindo no chão, procurei por algo a qual pudesse me proteger. Peguei um pedaço de madeira da cadeira que fora quebrada. Mas um indivíduo me puxou dizendo que me ajudaria. Ele me forçou a acompanhá-lo, me forçou a abandonar Ren. E eu acabei vendo tudo. Pessoas correndo para todos os lados, corpos caídos no chão, alguns se retorcendo, voltando a vida. Ele me levou até o seu carro. Entrei assustada no veículo. Ele acelerou. O trânsito estava horrível. Ele saiu do engarrafamento e pegou outro caminho, ele desviou dos carros descontrolados. Mas ele se esqueceu do caminhão.
— O caminhão que eu, Daisy, e Mario vimos quando a gente tava vindo pra cá…
— Eu lembro de ser jogada, meu estômago embrulhou, o vidro se jogou contra o meu rosto, fechei meus olhos, eu percebi que estávamos rodando, mas isso durou apenas alguns segundos. O carro atingiu a pequena loja, quebrando tudo. Foi aí que tudo parou. Quando eu acordei, hoje, eu vi o corpo do homem, amassado contra o volante, prendi um grito, saí do carro, e, matando aquelas criaturas, eu encontrei vocês, correndo. Confesso que fui burra ao gritar por vocês no meio da rua.
— Nos deu trabalho.
— Mas agora eu já sei o que fazer, o meu objetivo – Kelsey sentou-se no chão, pegou um cheetos, e olhou para Peach. — Eu vou encontrar Ren, e Kishan, nem que isso custe a minha vida.
Notas finais
Espero que tenham gostado o/
E, por favor, comentem :')
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