Zombie Attack
5 I - Presos na pequena cidade!
Notas iniciais
Nem tudo na teoria funciona da mesma maneira na prática. Passando por entre alguns carros parados e outros deixados para trás, conseguimos chegar próximos à ponte, mas atravessar é que seria o problema, carros da policia parados dos dois lados da ponte interditando-a. Agora eu havia entendido porque a delegacia estava vazia e onde estavam os policiais.
Faltando apenas atravessar o rio em nossa frente para chegarmos a outra cidade, mas com os carros da policia ali e a ponte levadiça levantada não teríamos outra maneira de chegar até o outro lado.
Encostei a moto de lado e ficamos observando por um momento para ver o que aconteceria em seguida.
A policia tentando acalmar uma multidão de pessoas que estava tentando passar para a outra cidade, não percebeu que alguns “deles“ se aproximavam. Lara me perguntou:
— E agora o que faremos? (Lara)
— Voltar não é opção, e quanto mais de noite fica mais o frio aumenta junto. (Eu)
— Vamos entrar em alguma casa para ficarmos protegidos por essa noite e amanhã partiremos bem cedo. (Lara)
— Mas não seria um problema se nos encontrassem em uma casa que não é nossa? (Eu)
— O maior perigo aqui não somos nós, são “eles“. (Lara)
— Então vamos. (Eu)
Os mortos-vivos canibais se aproximavam da policia que sem saber do risco tentou afasta-los com spray de pimenta e escudos blindados. Sem muito sucesso um deles foi mordido no braço, que gritando de dor acertou com o cassetete no rosto do “morto“. Alguns deles gastaram munições no corpo dos mortos que continuavam a avançar e morder quem estivesse pelo caminho desprotegido. Por sorte havia a policia de duas cidades ali então com muitas munições gastas atiraram nos mortos e derrubaram eles com tiros na cabeça. Se muitos desses mortos não passaram para a outra cidade não seriamos nós que conseguiríamos. Após visualizar toda a cena Lara e eu saímos do canto que estávamos escondidos e seguimos por uma rua deserta a procura de uma casa que estivesse um pouco mais segura.
Sem gasolina não seria possível fazer muita coisa com a moto então teria que arrasta-la de um lado para o outro até acharmos combustível.
Então é isso, eu saí de casa para achar um local mais seguro e agora estava procurando uma casa que não é tão segura assim, mas por uma noite terá de ser para nós, bem cedo tentaremos passar para a outra cidade. (Eu)
Onde estamos é uma área que não foi muito investida por quem governa, diferente da cidade vizinha em nossa cidade só há casas, lojas, uma delegacia e um hospital (onde eu trabalhava), já do outro lado da ponte temos prédios, shoppings, museus, mercados, hospitais e delegacias. Dando para notar a diferença e perceber o porquê nós e todos os outros queremos atravessar a ponte.
Então Lara me chamou, parecia que havia encontrado algo, corri para onde ela estava e vi que ela apontava para uma janela aberta no alto de um sobrado, provavelmente as pessoas haviam saído rapidamente de lá a deixando aberta. Ela me pediu para ajuda-la a encontrar uma maneira de subir e de lá ela abriria a porta para que eu pudesse entrar. Mesmo tendo nos conhecido poucas horas atrás eu já confiava nela e então decidi seguir o seu plano.
Coisa que estou fazendo ate agora desde que à conheci, mas estou vivo então vou continuar seguindo. (Eu)
Voltei para pegar a moto que eu havia deixado do lado de uma caçamba de entulhos que estava cheia. Assim que peguei minha moto eu tive uma ideia.
Sim só depois que eu voltei e peguei a moto. (Eu)
Iria chama-la e levaríamos essa caçamba ate lá, ela sobe na caçamba e vai para o telhado, de lá entra pela janela e abre a porta para que eu possa entrar, ai a gente puxa a caçamba para frente da porta impedindo que qualquer um ou qualquer coisa entre por ali. Decidindo isso contei para ela sobre meu brilhante plano.
Que nem era tão brilhante assim. (Eu)
Nos ajeitamos para levar a caçamba, mas mesmo que colocássemos toda a nossa força ali ela não se mexia, tentamos diversas vezes e nada dela sair do lugar, então teríamos que ver outra coisa, olhando para a caçamba cheia eu pensei comigo mesmo.
Onde tem caçamba com entulho eles deviam estar reformando, com isso deve haver alguma escada na casa ao lado da caçamba. (Eu)
Deixando a moto perto do nosso “esconderijo“ voltei ate a casa e comecei a ouvir algo, como se fosse uma daquelas coisas, rangendo os dentes e grunhindo. Escondi-me rapidamente, então os passos pesados, lentos e rastejantes daquele corpo sem alma passava por trás de mim, bastava uma respiração mais alta para os seus ouvidos aguçados captarem a minha presença, no chão embaixo de meus pés havia uma simples barra de ferro toda ensanguentada, minhas armas estavam na moto e eu não poderia correr, pois se não outros deles me veriam. Era vida ou morte, ele estava cada vez mais perto de me perceber, respirei fundo e então em um rápido movimento peguei a barra de ferro com minhas mãos, pulei por de trás do carro onde estava escondido, e o acertei na cabeça bem no meio, entre seus olhos, fazendo um buraco tão fundo que o sangue que restava em sua cabeça se derramou sobre sua camisa, sem chances dele alertar outros com um barulho. Por sorte nenhum outro deles estava na mesma rua no momento, pois mesmo sem barulho poderia ter me visto. Olhei para aquele pobre coitado com uma barra de ferro enfincada em seu rosto, ele não merecia morrer assim, na verdade ninguém merece, então devo me proteger e proteger a Lara também. Virei-me em direção a casa e fui ate o lado dela, ela estava em obras antes disso tudo acontecer, então havia um buraco em seu lado feito provavelmente por uma bola de ferro. No fundo da casa avistei uma escada e do lado dela um corpo de um adulto com uma faca enfincada em seu peito, aquele pobre coitado mal deveria saber o que estava acontecendo, silenciosamente caminhei ate o corpo e retirei a faca lentamente com medo de que aquele corpo voltasse a vida e me pegasse. Surpreendi-me porque o corpo não mexeu nenhum músculo, mas eu não ficaria ali para comprovar se estava morto mesmo, peguei a escada e levei ate o lado de fora, quando mais deles apareceram na rua, vindo lentamente em direção ao corpo do morto que eu derrubei.
Tenho que sair o mais depressa daqui, pois só tenho essa faca comigo. (Eu)
Sem fazer muito barulho comecei a andar na direção de Lara, assim que eu cheguei no “esconderijo“ e a coloquei de lado, a escada bateu em uma lata. Lara se apressou e começou a subir, avistando vários deles me mandou subir também e depressa.
— Rafa temos cinco "deles" pela rua à direita e mais três na rua a esquerda, não... Espera... Agora são quatro na rua à esquerda e começaram a vir mais dois de trás daquele carro. – Dizia ela apontando para as direções em que falava. (Lara)
— Droga de escada, porque tinha que bater em uma merda de lata logo agora que estava indo tudo bem, e você ai em cima não me apresse tanto. (Eu)
Pus-me a subir rapidamente a escada e quando cheguei junto de Lara a puxamos juntos, de cima do telhado vimos todos eles se juntarem e cercarem a parte da frente da casa.
— Agora não temos como descer mesmo, vamos entrar que eu estou morta de sono. (Lara)
— O... Ok! (Eu)
— Tivemos muita aventura para um dia só, vamos torcer para que amanhã seja diferente. (Lara)
— Sim! (Eu)
Lara entrou primeiro pela janela, com o céu ficando escuro imagino que tenha se passado um dia inteiro. Resolvi entrar também, e me juntar a Lara. Passei pela janela, a fechei e assim que me virei vi dois jovens, pareciam gêmeos, um deles com uma arma apontada para nós, Lara calmamente levantou as suas mãos e repetindo o seu gesto eu também levantei as minhas, então o rapaz gritou:
— Quem são vocês e o que querem em nossa casa? (Rapaz)
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