Zombie AU
11 Água gelada
Peter Pan
— Peter, você não está bem por causa do machucado. — Alice pare de negar. — Ela me olhou por um momento e pareceu pensar em outra saída – Não faz isso comigo, por que se fizer sei que estará mentindo. — Peter, eu não posso fazer isso. Não posso te dizer isso. Se eu dizer isso, vou me apegar mais a você e vai ser pior quando acontecer o pior contigo – Percebi Merida levar as crianças para outro lugar. — Eu não posso, me perdoa. Eu vou me apegar. E quando você morrer. Eu vou morrer também. — Alice. — Não, Peter. — Ela soltou minhas mãos de seu rosto — Você vai acabar comigo com essa mentira. — Ela não olhou mais para mim e percebi as lágrimas em seus olhos. Não aguentei e sai andando, eu iria dar uma volta. Não iria ficar ali, não nesse momento. Eu escutava Alice me chamar. Passei pelo corredor para as escadas, e cheguei a ver Rapunzel e Jack saírem da enfermaria. Alice me chamou de novo. Eu só queria sair dali. Mais uma vez ela me chama. E eu passo pela recepção, abrindo a porta. Ela ainda estava atrás de mim.— Peter, você tem que me entender. — Ela me puxou e eu sei que se ela veio até aqui atrás de mim, é por que ela se importa. Já estava apegada não tinha como fugir. Ela pegou na minha mão e a ultima coisa que eu vi foi seu roto cheio de poeira.Abri meus olhos no chão, vi poeira e ao longe vi Alice, parecia desmaiada. Eu não ouvia nada, acho que devido ao impacto, mas de que? Vi vário homens de mascara e arma chegando. Acho que jogaram algum gás na gente. Por que eu não conseguia me mexer. Um deles pegou a Alice e eu queria gritar, mas não saia nada. Minha vista ficou embaçada e eu desmaiei.Água gelada.Senti água muito gelada em meu rosto, que desperdício. Abri os olho e dois caras me encaravam.— Que porra... — Eu estava amarrado – o que tá acontecendo? Quem são vocês? — Não importa quem somos, temos que preparar você para a apresentação. — Cade a Alice? A loira que estava comigo? — Eles me olharam engraçado. — Respondam porra!— Não foi a gente que pegou vocês. — Ele riu. — Nós só preparamos. E eu tenho que pegar sua ficha – ele se levantou e abriu a porta. — ou vigia direito o moleque, da ultima vez você vacilou – isso foi bom de ouvir. Poderia ser fácil sair dessa situação, era só analisar a sala. Parecia um estábulo, cheio de feno, feito de madeira. Talvez um celeiro pequeno. Vi que tinha manchas de sangue no canto esquerdo, vi que o cara me encarava e que ele tinha uma faca na bota e uma arma do lado direito. Ele é canhoto. Em horas de luta assim, é bem melhor ser analítico do que forte.Ele se distraiu por um instante ao ouvir um barulho de bipe e procura-lo. É meu bipe. Ele tá na minha calça, o cara viu onde vinha o barulho e veio na minha direção. Perfeito. Ele colocou a mão no meu bolso esquerdo de trás e eu joguei a cadeira para cima dele. Ele se desviou, tempo o suficiente para arranhar a orelha, fui para o chão. Mas, joguei minha perna na dele e ele caiu, quando ele ia pegar a arma, joguei o peso de uma perna no braço direito dele e eu chutei sua cara. Ele desmaiou. Demorei pegar a faca e me desamarrar. O meu bipe apitou, mas não tinha tempo para analisa de quem era o código. Cada um tem o seu jeito de apitar. Fui para atrás da porta e esperei pelo menos uns 3 minutos pro outro cara aparecer. Se distrair com o amigo caído, e eu bater com o cabo da faca na cabeça dele duas vezes. Ele também desmaiou. Ok. Não pensei no próximo passo. Meu bipe tocou de novo. Me concentrei. Jackson!
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