Zombie AU 2 - A caçada mortal.
6 O bem e o mal
Peter Pan
No dia em que Rapunzel me salvou nós subimos com dificuldade as escadas e saímos mato a dentro.
Na primeira noite, não dormimos. Com medo de eu me transformar, mas não aconteceu, obvio. Mas, eu não contei para Punzel quando eu sai aquela noite para buscar alimentos é o que estava acontecendo comigo: Onde estava a mordida estava descascando, do tipo quando você se queima e tira a casca, mas quando eu tirei a casca tinha uma pele meio escura por baixo. Escondi com a blusa de manga cumprida marron que eu vestia.
Isso eu consigo esconder dos outros, da Alice eu não conseguiria já que iria adorar tirar a roupa dela e minha. Haha, sinto saudades dela.
— Me conta de novo, Klaus. — Falei de frente para ele. Estávamos do lado de fora de um posto de gasolina e Charlotte e Punzel estavam na loja procurando algo. — O que você viu lá?
— Bom, tinha umas pessoas se reunindo dizendo que na verdade os cientistas estavam matando gente, mas que os mortos vivos. Tinha um cara com cabelos negros e olhos verdes e um moreno de cabelos castanhos e olhos verdes e uma cicatriz no olho, eles lideravam essas pessoas. — Ele olhou checando se as meninas não estavam perto, já que decidimos não contar para elas. — Eles queriam infectar os cientistas e lideres para morrerem. Não sei se eles queriam ferir os outros, mas acho que nós fomos incluídos né.
— Acha então que esse pessoal que se disfarçou e jogou as granadas? — Perguntei e vi as meninas se aproximarem e Klaus concordar com a cabeça. E então? — Eu lembro quando encontramos Klaus nas escadas e ele carrega a Charlotte que tinha desmaiado.
Naquele dia muitas pessoas só apenas correram desorientadas, porém a maior parte virou um morto vivo ou só morto, com as granadas.
— Não tem nada. Só bobeira. — Ela jogou uma bolinha para mim — é uma anti estresse. — Olhei para ver o quanto acabada a Punzel parecia: com um coque bagunçado, rosto sujo cheio de arranhados das arvores que ela subia, sua blusa rosa clara tava rasgada na barriga. Eu sei que ela estava exausta porque ficava com a maioria das rondas, já que Klaus ainda não tava 100% e Charlote quase nos fudeu dormindo numa ronda.
— Legal, acho que eu preciso disso — Brinquei com a bolinha — Vamos continuar? — Perguntei e Punzel apontou para o sol.
— Bom, Charlotte disse que tem um abrigo no México, e como eu não faço ideia de onde estamos. — Punzel falou desanimada — Vamos continuar indo para o norte e achar um mapa e uma placa de onde a gente está.
— Otimo — Klaus se espreguiçou — Vamos ficar aqui está noite. — Klaus falou.
— Eles não passaram de novo. — Punzel conversava conversava comigo enquanto caçávamos. Já fazia três dias que estávamos andando, e Rapunzel disse que ultimamente os drones não estavam passando. — Estou até preocupada.
— Punzel — Eu ri — Dê graças a Deus que pararam. Não sabemos o que eles fazem direito Punzel, só sabemos o que vimos.
FLASH BACK ON
Eu estava vomitando sangue. Droga, agora eu estou preocupado.
Todos estavam dormindo, a ronda era minha. Fazia só uma semana que estávamos na estrada e as vezes Rapunzel deixava mensagens para os outros com o apelido Flor: era basicamente nosso código agora.
Eu ouvi um barulho de maquina e olhei procurando o barulho, e vi algo em no céu. Apontei minha arma, mas que porra é essa ?? Um drone desceu passando nos galhos das árvores e parando perto onde os outros dormiam. Eu fiquei meio sem reação, vendo o que ele ia fazer, e fez.
Saiu do drone lasers verdes e analisou Rapunzel, Klaus e então na vez da Charlote saiu um tipo de mira e atirou nela, numa reação rápida eu atirei três vezes nele e ele caiu, e os outros acordaram assustados.
— O que aconteceu? — Klaus perguntou e eu contei — Deixa eu ver seu pescoço Charlotte — Ele começou a analisar o pescoço dela que tinha algo dentro. — Você não sentiu nada? — Ela negou colocando a mão no pescoço e sentindo um certo dispositivo dentro dele. Vi Rapunzel pegar o drone.
— Se Hic estivesse aqui saberia da uma olhada — Ela falou olhando o drone. Eu concordei sorrindo — Acha que deveríamos levar com a gente? — Ela perguntou e eu não soube responder — O que é isso na sua boca? — Ela limpou o canto da minha boca. — É sangue. Você ta bem? — Eu terminei de limpar minha boca.
— Eu só me cortei, estou bem — respondi — Acha que temos que tirar isso dela? — Perguntei mudando de assunto e analisando o pescoço da Charlotte. Ela começou a chorar — Hei calma — abracei ela. — Vamos ver se amanhã tiramos ta bem? De dia vai ta melhor. Não posso prometer que não vai doer. — Falei limpando suas lágrimas e ela me abraçou chorando um pouco mais.
Já estava de manha, e depois de comer fomos para a estrada na esperança de achar um carro ou alguma faca para tentar tirar o dispositivo dela. Era difícil, quase todo lugar em que passávamos tinha já sido saqueado. Rapunzel deu a ideia de usar caco de vidro mesmo, então entramos a procura agora de um vidro para cortar e talvez álcool.
Charlote chorava as vezes, era bem frágil e sentia muita falta do pai e da melhor amiga Tiana. Ela não foi muito acostumada com o mundo caótico, foi acostumada a viver isolada desse fim de mundo, dentro da laboratório.
Eu tinha pegado uma cadeira para quebrar o vidro de uma lojinha, mas então um carro militar parou na estrada e saiu dois caras com roupas de militares só que pretas e com armas grandes, e vieram até a gente e mandaram a gente ajoelhar com as mãos para cima.
Um deles tirou um aparelho e colocou de frente para Punzel e apontou para seu pescoço e o aparelho apitou.
— Não é essa — Ela olhou para mim quando ele veio para Klaus e fez o mesmo — Não. — Ele chegou perto da Charlotte o aparelho fez um barulho diferente e mostrou uma luz verde. — Essa. — Um deles pegou Charlotte pelo braço e colocou uma braçadeira nela.
— O que estão fazendo? — Eu gritei levantando e ouvindo Punzel e Klaus também protestar. O outro cara apontou a arma para gente.
— Não se levantem ou vocês vão morrer — Ele disse e não levantamos, vi Charlotte chorando. O cara que apontava a arma me olhou. — Hei, 43 ele não é aquele garoto? — O tal 43 que segurava a Charlotte chegou perto e olhou para mim. — Garoto, qual o seu nome? — Eu não queria responder. — Responde garoto! — O cara apontou a arma para mim. Será que um dos governadores está me procurando?
— Solta minha amiga e eu respondo. — Falei e o 43 aponta a arama também para mim
— Aqui não tem negociação. — O 43 falou — Você também vai com a gente por precaução — ele disse e o outro ia colocar a braçadeira em mim. Charlotte chorava enquanto um tiro foi ouvido e o cara ia ao chão. O 43 atira no Klaus, mas ele desvia. Eu me levanto e dou um soco nele, ele cambaleia soltando a Charlotte, ela corre para Punzel e o cara atira para cima, eu chuto seu braço e ele tenta me socar, logo depois um tiro. E 43 está morto.
— Eu odeio quando não tenho opção. — Rapunzel falou olhando o corpo morto. No final do dia acampamos ali mesmo. Tiramos o aparelho da Charlotte, a qual descobrimos da pior maneira que era um rastreador.
Dentro do carro tinha um kit de primeiro socorros e otinas armas e monição.
Não demorou muito para na próxima noite outro drone aparecer e eu atirar nele, descobrimos no dia seguinte que se atirarmos num drone outros caçadores (que é como chamamos os militares de preto) iriam aparecer para ver o que aconteceu com o drone.
— Eu tenho certeza que aqueles caras não trabalhavam para o papai. — Charlotte falou enquanto dava água para Klaus. — Papai não mandaria sequestrar ou algo do tipo.
— Acha mesmo que seu pai está vivo, Charlotte? — Klaus perguntou.
— Sei que o papai ta vivo e vai me procurar. — Charlote falou e se levantou — Vou pegar mais água. — Tinha um poço não muito longe da loja em que estávamos.
Charlotte foi salva pelo Klaus perto do elevador, ela disse para gente que foi separada do pai que ia pegar um helicóptero para um abrigo no México. Ainda não acreditamos que o pai dela está vivo, mas resolvemos seguir mesmo o plano do México.
Depois de 2 semanas eu parei de tossir e só me sentia fraco. E na estrada começamos a ver mensagens com: CUIDADO COM OS DRONES! SE ESCONDAM NAS FOLHAS!
Testamos a teoria da folhas e deu certo, resolvemos também as vezes deixar mensagens, pelo visto não fomos os únicos que tiveram problemas com os drones.
FLASH BACK OFF
— Acho que sei onde estamos — Punzel falou sorrindo. Ela chegou perto de uma placa e ficou olhando para ela sorrindo, uma lágrima saiu do rosto dela e eu fui olhar a placa.
— Onde estamos? — Charlotte perguntou amarrando o cabelo, a placa tinha um desenho de pato e escrito em baixo estava: O PATINHO FOFO. — Iih olha uma cabana. — Charlotte apontou, e tinha uma cabana de madeira meio torta ao longe.
— Rapunzel — Klaus chamou-a. — Conhece esse lugar?
— Sim — Ela sorriu virando para encarar Klaus — É minha segunda casa. — Ela respondeu e começou a andar em direção a cabana.
— Pelo menos agora sabemos onde estamos. — Falei.
— Eu não sei — Charlotte falou e eu ri.
— Rapunzel sabe né — Falei e seguimos Punzel.
— Garçom, sua melhor mesa! — Rapunzel falou abrindo com força a porta da cabana e vimos vários homens grandes e esquisitos, tinham um olhares assassinos e sim pareciam assassinos.
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