Zoey e Annie: anjo x demônio

1 Capítulo 1 - Minha irmã... Um anjo?!


Anne é uma demônio cuja qual tem uma chama azulada saindo de seus olhos da mesma cor e cabelos negros compridos, que batem mais ou menos na altura de sua cintura. Desde criança, foi criada por seu pai, o demônio mais frio e maléfico de toda a história, e também o maior general demoníaco que já existiu.

Seu pai começou a ensina-la muito jovem, no período de sua primeira infância ainda, a controlar seus poderes básicos. Anne aprendeu a teletransportar-se, aprendeu a levitar tanto objetos quanto pessoas, aprendeu a manipular as mesmas (ou, possui-las) e aprendeu além disso tudo a controlar um elemento: o fogo. Mas, acima de tudo isso, o pai de Anne a ensinou a odiar os anjos. Ele dizia que anjos eram criaturas repugnantes, que eles queriam “dominar o mundo” com propósitos além do que eles mostravam; que os anjos eram os reais malvados da história. Por conta disto, a demônio tornou-se uma pessoa fria e rancorosa, uma verdadeira arma na guerra entre anjos e demônios.

Anne nunca conheceu sua mãe. Sempre que perguntava a seu pai desta, ele a descrevia com uma certa incerteza, visivelmente em todas as vezes com um tom meio nervoso e acabava sempre por desviar o assunto para algo como o treinamento da garota.

Sua primeira missão era aparentemente simples: Anne deveria conduzir algumas famílias que eram próximas a sua auto destruição, com o intuito de mostrar mais uma vez aos anjos que os humanos não eram dignos do “cuidado” deles. Se fossem convencidos disto, talvez os anjos deixassem que os humanos ficassem na mão dos demônios, os quais não usariam eles como nada mais nada menos que brinquedos, apreciando a auto destruição de cada um. A missão ia bem, quando estava quase completa os céus mandaram uma anja para interferir nos planos de Anne: a anja era irritavelmente boa, sua aura podia ser percebida de longe. Esta acabou por intervir com sucesso nos planos de Anne. Mas, pela primeira vez em toda a sua vida, Anne não sentiu ódio ou sequer nojo dos anjos; Anne sentiu algo que nem ela mesma poderia explicar, mas ela sabia em sua mente que aquilo era algo bom. A demônio não entendia o que estava acontecendo com ela, logo ela que sempre odiou tanto os seres celestiais?

“Não, anjos são criaturas abomináveis. Anjos mentem para manter o controle, não posso me dar ao luxo de iludir-me com essas fantasias.”

Com esse pensamento, Anne conformou-se e voltou ao seu antigo proposito. Porém, ela só estava se enganando. No fundo, no fundo, aquela anja tinha mexido com ela, tinha a tocado com a aura pura que tinha. Mesmo assim, Anne continuava firme em seus propósitos, continuava a dizer que odiava os tais anjos e continuava a ajudar seu pai e toda a legião de demônios existentes a provar para os seres celestiais que os humanos não passavam de meros brinquedinhos ingênuos.

Por muito tempo, Anne continuou assim: achando que ainda gostava de divertir-se baseando-se nas dores dos humanos, ou na destruição daqueles de quem eles diziam que ela era inimiga. Porém, com o passar do tempo a demônio criou um modus-operand de agir, algo que só os seres de outros mundos conseguiriam notar, com o intuito de pelo menos sentir aquela aura tão irritantemente agradável da anja que vira em sua primeira missão, e assim foi por muitos séculos, porém tudo isso foi em vão Anne nunca mais viu a anja.

Percebendo uma certa mudança em Anne, que não sentia visivelmente mais tanto prazer quanto antes em ver os humanos se auto destruindo ou em colaborar para tal fato, o pai da garota quebrou todas as regras demoníacas e a enviou em uma missão especial: Anne foi convocada para um combate direto entre as criaturas do submundo e as criaturas celestiais, o qual só acontecia de cinquenta mil em cinquenta mil anos. Por um lado, Anne sentia-se honrada por ter sido convocada para tal fato, e por outro lado Anne sentia-se um pouco “feliz” por ter uma chance para reencontrar a tal anja que havia visto na noite de sua primeira missão.

“Acho que finalmente vou vê-la novamente. Não... não posso pensar assim, apesar de tudo ela ainda é uma anja e é meu dever como uma demônio ajudar a aniquila-la.”

Visivelmente, Anne ainda estava dividida. Tudo o que ela sabia, era o que os outros tinham falado sobre os anjos para ela. Na cabeça dela começavam a se passar mil duvidas. Em pouco tempo, ela começou a se importar caso a anja ficasse machucada. Tudo o que ela pensava era:

“E se eles não forem maus como meu pai diz? E se anjos não mentirem para manterem esse tal de controle? E no fim das contas, porque as duas raças não podem dividir o controle da humanidade: anjos cuidem dos bons e demônios destruam os maus? Porque... ?”

No fim das contas, Anne chegou a conclusão de que ela não queria ser má. Tudo o que ela queria era ter uma utilidade, tudo o que ela queria era conhecer a sua mãe, da qual seu pai nunca falava. Anne era diferente dos outros de sua especie, ela ainda tinha algo de bom dentro de si.

Enfim, o grande dia em que a batalha histórica entre anjos e demônios aconteceria chegou. Os demônios traziam suas bestas mais repugnantes: cachorros de três cabeças, almas sedentas por vingança, almas perturbadas etc. enquanto os anjos vinham armados de espadas abençoadas e coisas desse gênero.

Anne sentia ficar cada vez mais forte aquela presença da anja, ela lembrava da sensação de serenidade que esta lhe passara como se tivesse acontecido ontem mesmo, até que aconteceu: Anne achou aquela anja mais uma vez. Como não a via há muito tempo, e como na vez que a viu não havia notado muito nela, Anne ficou espantada com a semelhança que as duas tinham: a anja tinha exatamente a mesma aparência de Anne, porém os olhos da anja eram roxos e seus cabelos brancos, na mesma altura dos de Anne.

Tímida e curiosa, a demônio ao perceber que a anja em sua frente não a machucaria aproximou-se desta com a intenção de toca-la, para ver se um toque em um anjo realmente a machucaria, como diziam suas companhias. Ao tocar o braço da anja, Anne sentiu um choque e ficou inconsciente por alguns momentos, assim como a anja também ficou. Ao acordar, a guerra já havia acabado, as duas ficaram para traz por acharem que elas haviam se derrotado. E para a surpresa de Anne, ela viu mil coisas, coisas que revelaram um pouco mais sobre ela.

“Como alguém... como alguém tão doce como você pode... pode ser parente de um monstro como eu?”

Foi a única coisa que ela conseguiu pronunciar. Anne descubrira com o toque na anja que esta se chamava Zoey Black, e que a mãe da anja havia tido um caso no passado com o pai de Anne, nada sério, caso de um fim de semana no mundo humano. Quando ela descobriu que ele era um demônio e ele descobriu que ela era uma anja, as filhas já haviam nascido, ambas com uma estranha característica: tinham uma especie de fogo saindo dos olhos. Uma parecia mais inocente, essa ficou com a mãe. Já a outra, expressava ter um grande potencial para realizar tarefas que necessitavam de pura maldade, essa ficou com o pai.

Depois de muito conversarem, e descobrirem que tinham o mesmo desejo por saírem dessa luta infantil entre os seres do submundo e os seres celestiais, Anne e Zoey tramaram um plano: viveriam como humanas no mundo dos mesmos, escondida de tudo e todos. Como achavam que estavam mortas, isso não seria difícil, elas só não poderiam usar seus poderes na terra. Desde então, as duas vivem juntas em Londres, em uma verdadeira prova de que o “bem” e o “mau” podem conviver muito bem juntos.

“Não me importa mais nada... Agora eu tenho a minha irmãzinha, e para protege-la farei qualquer coisa de hoje em diante.”

Notas finais
Mais uma das minhas histórias escritas quando tinha 11 anos de idade!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!