Notas iniciais
Ah! Bem mais rápido, não?! kkkk Sem sombra de dúvidas este veio depressa >.o Acho que é um pouco uma forma de tentar remediar o meu atraso (tradução: quase morte, né?) no outro cap Agradeço imensamente aos vossos comentários de apoio e ao novo membro da equipa: Paladino! ^^ Tudo isto ajudou imenso para eu me esforçar em ser mais rápida mas aviso que não sei se conseguirei ser sempre assim, ok? Bem... creio que ninguém se apercebeu (ou se percebeu não disse nada) mas a Leonora demonstrou o seu poder especial no cap passado! Oh...! Será que alguém consegue descobrir? (kkk não é muito difícil... acho) Mas bem, todos terão um poder especial e próprio! DESAFIO!!! Se alguém conseguir acertar o poder da Leonora e do Theo eu irei ser igualmente rápida com o próximo cap! o.< Boa sorte!

Clã Aldebarã – “Os abandonados pelo Rei”

– Theo! Acorda!

Hum... vejamos... será isto um ex-Anjo mal humorado? É que... esta cena não parece muito digna de um Anjo, não?

Analisando a cena de maneira mais profunda, para além do breu quase intenso, consegue começar-se a distinguir algumas figuras no espaço estranhamente pequeno para qualquer quarto normal num dos Doze Clãs. Mas claro que eu sei perfeitamente o que se passa, afinal... sou eu que narro esta história!

– Theo! A escola!

Mais um grito que sobe até ao quarto escuro e comum, porém a figura, por agora, indescritível deitada na cama por de baixo de meia dúzia de cobertores e almofadas não parece importar-se muito. Talvez ainda não tenha percebido a “gravidade” da situação.

– Se não te arrumas eu vou aí buscar-te por uma orelha! – resmunga mais uma vez a voz exaltada.

Neste momento a figura obscura parece acordar, mesmo que não totalmente.

– Orelha... – boceja ainda meio a dormir – Pobre orelha...

As “muralhas” de maciez e calor ao redor do corpo deitado são de repente empurradas enquanto outras voam até ao chão. Mesmo com isto o ruivo parece ainda meio adormecido. Os olhos abrem e fecham lenta e preguiçosamente revelando vez ou outra as esmeraldas escondidas, os braços levemente bronzeados, agora descobertos, sobem com as mãos até aos fios ruivos rebeldes e totalmente desalinhados como num ritual para tentar despertar.

– Bom dia, tio... – murmura o ruivo enquanto chutava os lençóis de forma preguiçosa para depois pular da cama com um salto. – Lindo dia, não? – pergunta calmamente, como se o homem lá em baixo fosse realmente ouvir.

– Eu dou-te o “lindo dia”! Estou a chamar-te à 15 minutos e tu nem se quer-...!

O homem que abrira a porta do quarto simples com brusquidão para poder reclamar melhor com o sobrinho quase grita de susto ao ver o jovem ruivo já vestido enquanto apenas encaixava o pé no ténis escuro.

– Bom dia! – exclama o ruivo como se apenas agora tivesse percebido a presença do mais velho no quarto, enquanto passava pelo homem com calma e descia as escadas sorridente.

O moreno finalmente solta o ar que nem se apercebera de prender entre os lábios e depois suspira resignado e cansado levando os dedos às têmporas doridas:

– E eu que pensava que ele tinha acabado de acordar... – murmura começando a descer as escadas igualmente – Este rapaz dá comigo em doido...!

Assim que o homem alcança a cozinha vê o ruivo a trincar uma fatia de pão torrado de forma descontraída, como se nem estivesse em risco de chegar atrasado às aulas.

– Theo – chama com um suspiro cansado – Tens de te apressar ainda.

– Uhum – concorda simplesmente enquanto engolia meia caneca de café de uma vez.

– Como assim “uhum”, Thales?! Além disso não podes beber café! Dá cá isso! – resmunga o mais velho acabando praticamente deitado na mesa de cozinha ao tentar arrancar a caneca do ruivo com sucesso. – Sabes que a cafeína te deixa agitado! – reclama dando um gole no café quente.

– Tu já és agitado mesmo sem café, tio – comenta o ruivo com um sorriso doce, dando mais uma dentada na torrada.

– Nha, nha! – resmunga o mais velho enquanto encosta a base das costas à mesa fria dando mais um gole – Despacha-te e deixa-te de comentários sem utilidade!

Thales solta uma risada suave ao reparar bem na reação do tio. Toda aquela pose resmungona e alterada quase que conseguia arruinar o fundo calmo e controlado do mais velho. E o mais divertido para o ruivo era perceber que o mesmo homem que agora parecia tão aborrecido com os atrasos do sobrinho já fora, à alguns, bem poucos, anos atrás, a causa de muitos castigos para o mais novo por causa dos ditos atrasos. Era incrível como um pouco mais de responsabilidade acabava por afetar tanto o irmão mais novo do ex-Anjo Taurus.

Mas... num momentinho à parte... o que se passa com esta manhã tão... comum? Bem... resumidamente digamos que o jovem Thales é um dos poucos herdeiros perdidos. Viver na ignorância das suas verdadeiras forças nunca foi grande problema para uma família tão pequena e descontraída como a Aldebarã. Os dois grandes fugitivos, o ex-Anjo Taurus e sua esposa, nunca levaram muito em conta o tipo de personalidade associada ao símbolo da família e, depois de toda a confusão passar e a tempestade assentar... decidiram aproveitar um pouco até serem de novo arrastados para as suas obrigações. Viajar... Passear pelo mundo inteiro sem se ter que preocupar em chamar a atenção sempre foi um grande desejo e como o Grande Herdeiro não poderia realizar essa façanha... foi deixado algum tempo com o tio estranhamente bipolar.

– Hum... Sabes...? – murmura o mais velho depois de alguns segundos de silêncio, ainda de costas para o sobrinho e com a caneca encostada aos lábios – A tua mãe enviou-me uma mensagem ontem.

A esmeraldas parecem brilhar um pouco mais com essa noticia e por um segundo toda a calma dá lugar a expectativa.

– E o que dizia? – pergunta sorridente.

– Ah... tu sabes! O costume! Os dois têm muitas saudades, vão trazer-te uma máscara de Veneza e mais não-sei-o-quê e que depois de passarem em África voltam para cá – comenta com desinteresse fingido e com mais um gole no café.

– Hum... deve ser bonito por lá... – comenta o ruivo elevando o olhar ao teto caramelo da cozinha para depois colar os olhos nas costas largas do tio – Qualquer dia destes... que tal irmos nós dois fazer uma viagem pelo mundo? – pergunta sorridente, erguendo-se da cadeira e pegando nas coisas da escola.

– Se conseguires ganhar o teu peso em moedas de ouro à hora, aí sim, podíamos pensar em algo... – murmura o mais velho em tom de brincadeira.

O ruivo solta mais uma risada e apressa-se para alcançar a porta de casa enquanto gritava:

– Seria mais difícil de conseguir se eu pesasse tanto quanto tu!

– Tento na língua, meu menino! – reclama o moreno com um sorriso divertido.

– Ah! E já agora... – o ruivo pausa um pouco com a porta já aberta — ...adoro o teu avental...! – e sai disparado com uma piscadinha marota.

O homem permanece alguns segundos parado sem entender bem o que acontecera antes daquele “piscar-de-olhos-nada-Theo” e quando desliza o olhar lentamente até ao seu próprio colo percebe a causa de risos e a, até então, esquecida causa do seu sofrimento e mau humor matinal.

– Tsc – faz um som com a língua levando a caneca vazia até ao lavatório – Cor-de-rosa e florzinhas... A tua mãe sempre teve gostos estranhos, rapaz – resmunga como se o sobrinho fosse ouvir.

– Eu por acaso até gosto! – exclama uma vozinha vinda da caneca de café.

O homem volta a pegar no objeto cilíndrico e suspira cansado ao encarar a figura rosada e floral da chávena.

– Eu não te disse já para deixares de existir...?! – sussurra como num sermão – Assim o Theo ainda vai descobrir...!

– Ow... – suspira a boneca desenhada na superfície levemente manchada de café – Mas o mestre sempre afirmou que esta era a sua caneca favorita por mi-nha cau-sa! – diz sorridente, separando as silabas das ultimas duas palavras para destacá-las.

– Mas eu prometi aos pais do te-u mes-tre... – resmunga dando igual ênfase — ...que ele apenas iria descobrir a verdade quando eles voltassem das reuniõ- digo, viagens pelo mundo.

– Hum... mas isso ainda vai demorar... E se o mestre descobrir antes? – pergunta curiosa.

– Se tu não te mexeres ele não descobre! – avisa ainda sussurrante; depois regressa ao tom de voz normal – Agora vamos! Tenho que tirar este avental para tentar acalmar e meditar um pouco! Sai dessa caneca porque eu sei muito bem que consegues ficar em forma humana!

– Sim, senhor... – murmura a boneca, aborrecida.

De repente a boneca na loiça estica os braços e pernas para fora do seu espaço como se estivesse a pular uma cerca e toma um tamanho real de criança ao lado do moreno.

– Podes começar por arrumar o quarto do teu “mestre” enquanto eu arrumo isto aqui! – ordena com o olhar fixo na pequena confusão matinal.

– Isto é escravatura...! – choraminga a outra com passos lentos até às escadas.

– Sem reclamações, boneca 3D!

Notas finais
Então? Então? Muito bom? Muito mau? Muito mais ou menos? Mais para o mais ou mais para o menos? o.< kkkk Espero que tenham gostado! Comentem, por favor! Boa sorte com o DESAFIO! P.s: Bem sei que o poder do Theo não é fácil de perceber...! MUAHAHAHAH! kkk kissus! Choco kissus!