Notas iniciais
Yo pessoal! Sei bem que demorei muito mas eu passei umas semanas sem internet e antes disso o meu pc andava doido e desligava cada vez que eu tentava escrever um cap novo... T3T Mas FINALMENTE consegui terminar e vou tentar ser mais rápida com o próximo embora esta semana eu tenha provas e não vá ser tão fácil assim... Bem, não vos vou enrolar mais! Boa leitura e espero que o Ken-tan me perdoe pela demora ^^'

Clã Black Scorpio – “Os envenenados pelo Desespero”

Começamos, mais uma vez, num quarto escuro. Por alguma razão o quarto está muito bem iluminado, dentro dos possíveis, mesmo com as janelas fechadas e com cortinados pesados e escuros. Não dá para destinguir muita coisa neste meio mas com toda a certeza de que não estamos a presenciar um dos majestosos quartos dos Clãs.

Na verdade apercebo-me agora de que as mudanças de horário voltaram a falhar-me, por mais que eu deteste ser tão incoerente e incerta quanto aos preciosos salvadores.

Atualmente encontramo-nos na Arábia Saudita, curiosamente, numa grande cidade e bem movimentada, ao contrário do clima desértico que muitos pensam existir.

Agora expliquem-me quem, em sã consciência, é que consegue dormir até às 14 da tarde com este barulho infernal mesmo do outro lado das paredes do apartamento?!

De repente uma figura misteriosa e suave entra no espaço escurecido com algo em mãos. No segundo seguinte o jovem “ex-adormecido” é acordado por um “delicioso” banho de água fria.

– Não fui eu, foi o Tim! – exclama a figura molhada, sentando-se de repente com o susto.

Um riso infantil e contagiante envolve o quarto ainda escuro perante a reação do rapaz.

– Pergunto-me do que é que será que o pobre Tim foi culpado agora, Argo! – exclama o mais novo, ainda a rir de modo incansável, ao perceber a expressão assustada do outro.

– Ora seu...

O mais velho parece perceber, finalmente, o que se passava e desvia as cobertas, também um pouco molhadas, para depois saltar da cama com os olhos de esmeralda fixos no pequeno enquanto os seus longos cabelos esverdeados e apanhados num rabo de cavalo parecem ficar ainda mais longos depois de molhados. Fazendo uma pequena comparação, agora mesmo Argo parece algo como a Medusa.

O pequeno recua dois passos com os olhos arregalados de medo e corre para fora do quarto enquanto grita pelos nomes dos outros dois irmãos.

– Anda cá, Jin! – resmunga o mais velho começando a correr atrás do outro, escadas a baixo, depois de quase escorregar no chão molhado e no balde abandonado pelo pequeno.

– A ideia foi do Tim! – grita o mais novo desesperado por fugir e salvar a sua vida de um possível ataque de fúria do irmão.

– Então agora a culpa é sempre minha?! – reclama outro rapaz exatamente igual a Jin, vindo da cozinha ao ouvir a frase do irmão.

– É sim! – exclama Jin, ainda a fugir do mais velho e passando pelo gémeo com pressa acabando por arrastá-lo com ele.

– Vocês dois não têm remédio, pirralhos! – resmunga Argo ao ver os dois mais novos saltarem para cima do sofá e começarem a correr em cima deste para depois voltarem a saltar do móvel macio e encarnado para o chão.

Os três rapazes passam alguns segundos nisto, enquanto Argo tenta apanhá-los e Jin e Tim fogem para não sofrerem da sua ira, até que, vindo, provavelmente, do quarto, aparece outro menino exatamente igual aos gémeos e meio sonolento que acaba por ser arrastado pelos irmãos sem nem chegar a perceber ao certo do que estava a fugir.

Pouco tempo depois... o apartamento fica em silêncio...

– Onde é que se esconderam, pirralhos?! Sabem que vou apanhar-vos mais cedo ou mais tarde! – grita o jovem de cabelos esverdeados, com as mãos na cintura numa pose impaciente e divertida.

De repente, na mente de Argo, surgem umas imagens em sépia que o ajudam bastante ligeiros segundos depois. Nessas imagens Argo consegue distinguir algo gritado que termina com “tarde” e, no momento logo após, os trigémeos saltam para o corredor saídos do “armário da limpeza” mais ao fundo.

E é assim que tudo termina para os três diabinhos (se é que Bin pode ser considerado um). Argo aproxima-se com leveza do armário ao ouvir a resposta de Tim:

– Preferimos que seja mais tarde!

Assim que os três abrem a porta para voltar a correr são presos pelos braços fortes do mais velho que os aperta como um pequeno castigo. Argo solta uma risada maléfica do estilo “MUAHAHAHAHAH” num tom divertido e ergue as três crianças com facilidade.

– Apanhei-vos! Agora serão castigados! – exclama começando a caminhar de forma ameaçadora em direção a algum lugar que nenhum dos três pequenos consegue ver por estar de costas.

– Nããão...! Eu juro que a ideia foi do Tim!

– Eu nem sei o que é que se passa! Mas tenho certeza que a culpa é do Tim! Socorroooo...!

– Ei! Vocês por acaso têm a palavra “solidariedade” no dicionário?!

Argo ria baixinho e para dentro ao perceber o desespero dos pequenos. E não foi por menos. Num segundo estavam a ser esmagados pelo abraço de urso do irmão e no segundo seguinte estavam os três debaixo de um chuveiro a escorrer água gelada.

– Vingança é tão boa, não é...? – pergunta Argo, encostado à parede de azulejos em frente e de braços cruzados, com um tom cínico e divertido na voz.

– Não quando é usada contra ti... – resmunga Bin, o mais novo dos trigémeos, ainda alheio à situação e com um beicinho, enquanto tenta empurrar um dos outros dois de cima de si – Sai! És pesado Jin!

Ao ver aquela situação tão divertida (pelo menos para ele) em que os seus irmãos mais novos mais pareciam gatos encharcados, daqueles que ficam estranhos quando molhados de repente, Argo soltou uma risada divertida, mas como o jovem anjo é boa pessoa logo ajudou os pequenos a separarem-se sem escorregarem e sem partirem nada (que não seja deles).

Mas toda esta situação, e tão rápida e corrida, literalmente, não me deu oportunidades de me explicar. Muitos perceberam logo no inicio que Argo e os trigémeos não vivem no Clã e isso é certo. No entanto, o porquê disso, de certa forma, até para mim é uma incógnita. Chega a ser quase humilhante, mas sim, a vossa narradora não sabe tudo sobre todos! Não me culpem...!

Argo Dorian é apenas mais um dos Anjos Salvadores com cabelo estranho. Verde, longuíssimo, com uma franja irregular e desarrumada e uma trança grossa que apanha parte da lateral direita do seu cabelo. Na verdade, o seu cabelo nem chega a ser posto em consideração na “lista de estranhezas dos anjos salvadores” já que isso e o seu porte de atleta deixam o jovem Argo com um “pequeno” grupo de fãs uma vez que ele tem aulas numa escola estrangeira dentro da cidade em que ambos os sexos podem conviver livremente.

Quanto aos seus poderes... ele nem faz ideia! Digo, ele sabe que algo acontece mas o novo Anjo Scorpios não tem tempo para preocupar crianças pequenas com as suas confusões internas. Ele é um irmão demasiado exemplar para tal.

E o seus pais... Era aí que eu queria chegar. Na verdade, o ex-Anjo Scorpios e a sua esposa não estão mortos, ou desaparecidos, ou algo do género. Só não sei muito sobre eles porque os dois também não se preocupam muito em aparecer na vida dos filhos. Ás vezes passam a impressão de que estarão a planear algo para o futuro do seu herdeiro através dos telefonemas regulares e numerosos que fazem por dia. Argo costuma dizer na brincadeira que o casal Dorian faz parte de uma organização secreta, mas no fundo ele sabe que só o diz para acalmar os mais pequenos.

– Apressem-se! Ainda têm de ir para a escola! – exclama o mais velho assim que regressa ao seu quarto, preparado para voltar a dormir.

– Vais dormir mais...? – pergunta Bin, aparecendo à porta enquanto encaixa os botões de uma camisa social.

O jovem Dorian nem responde corretamente, tal era a quantidade de sono e preguiça, apenas acena positivamente com a cabeça e solta um “huhum” mais parecido com o ronronar de um gato.

– Mas Argo... – mas o pequeno é interrompido pela voz vingativa de Tim.

– Eu e o Jin já fomos e já voltamos, Argo. Já passa das 14:30 e tenho quase certeza de que tu e o Bin têm 30 minutos até começar o turno da tarde....!

– Tiiiiiim! – rosna Argo com um novo salto da cama.

Assim que os dois passam a correr pela porta do quarto Tim começa a exclamar uma mão cheia de “desculpa maninho!” ao mesmo tempo que se tentava desviar do assunto relembrando o quanto ele estava atrasado.

– E lá vamos nós outra vez... – murmura Bin com um suspiro resignado.

– Salva-me Biiiin!

Notas finais
Então? Então? Muito bom? Muito mau? Muito mais ou menos? Mais para o mais ou mais para o menos? Comentem, por favor! Não tenho muito para dizer, apenas que espero que o cap não vos desiluda pois foi feito um pouco à pressa (GOMEN! T3T). Não se esqueçam de mim, sim? Choco kissus! LY all!