Notas iniciais
Bem, bem... Creio que desta vez demorei um pouco, não é mesmo...? ^^' Então espero que me perdoem pela minha preguiça de escrever mas o meu cérebro lembrou-se de bloquear logo no começo do cap e cada vez que abria a história para tentar escrever... acabava por passar as tardes a ler mangá... Triste, não? Mas vamos ao cap antes que vocês se zanguem ainda mais! eheheh... eh... Boa leitura!

Clã Sabidors – “Os dotados pelo Saber”

– O que é que tem bigode, nariz vermelho e orelhas grandes?

– O Arnold quando está constipado?!

O riso envolve o ambiente aquecido pelo forno que cose o pão para a manhã da jovem mestra.

– Ah ah... que piada. Não! Erraste! A resposta certa seria: o Tayo a devorar os biscoitos de cenoura que deixaste em cima da mesa!

– Ai, maldito coelho!

Ui, ui...! Parece que esta manhã não começa da melhor maneira já que, neste momento, presenciamos a cozinheira principal da mansão a correr pela cozinha atrás de uma bola de pêlos branca e preta e de orelhas grandes que derruba tudo para a qual salta para cima.

No entanto a confusão acaba tão rapidamente como começou assim que Arnold, não só o alvo de piadas da cozinheira como mordomo fiel e “chefe de gestão” da mansão, entra no cómodo e pega no pequeno Tayo com uma simplicidade costumeira assim que o bola de pêlos lhe salta para o colo, assustado pela vassoura que a senhora rechonchuda de avental empunha.

– Ah, Sr. Arnold! Já viu o que esse bichinho fez à cozinha?! Está um desastre! – desespera-se a mulher ao reparar na confusão atrás de si.

– Aconselho a menina... – começa o mordomo num tom calmo e sorridente — ...que da próxima vez não persiga o coelho da Jovem Mestra com uma vassoura... se não serei obrigado a retribuir-lhe o favor.

O sorriso gentil não engana mas a voz sombria faz com que a jovem cozinheira trema dos pés à cabeça. Seria melhor que ela não experimentasse novamente aquela “técnica de defesa avançada” pois são poucas as dúvidas que ficam na “gentil ameaça” de Arnold.

Mas passada esta confusão... Temos algo para procurar! Mais precisamente alguém: Lina, especificamente, Coralina, a atual Anjo Libra, que estará ainda a dormir algures num dos quartos da imensa mansão. Ou então não! Consegue pressentir-se à distância o movimento frenético num dos cómodos do quinto corredor, que aliás, é a única porta ali.

– Miss Coralina? – chama o mordomo de cabelos levemente grisalhos ao bater com leveza na grande porta – Encontrei o seu Tayo!

Nesse momento os barulhos estranhos dentro do quarto intensificam-se, como algo a cair e a partir-se, e no segundo seguinte um “flash” pálido e de cabelos negros abre a porta e arranca o coelho dos braços do homem.

– Tayo! Estava tão preocupada! E o que é isso no teu pelo? Migalhas? Não me digas que estiveste novamente a chatear a Srª cozinheira...!

A figura eufórica é aquela por quem procurava. Coralina de Sabidors. Anjo Libra, o que, em parte, não se consegue perceber à primeira. Coralina é o perfeito contraste entre o tudo ou o nada! Pele clara mas cabelos longos e negros, uns olhos azuis mas com uma cor rebelde que lembra uma tempestade no meio do oceano. E a sua personalidade? Existe algo mais contraditório do que uma “lady” calma e delicada mas com a energia de um furacão?! Penso que não. E Lina é tudo isto...

– Já está pronta, Miss Coralina? – pergunta Arnold, na esperança de abrandar a emoção da sua Jovem Mestra.

– Of course, Arnold – afirma com um enrolar de língua proposital para não desfazer a sua animação.

Mas o mordomo estreita os olhos ao tentar olhar para dentro do quarto para ver se estava tudo em ordem mas Lina tapa-lhe a visão com um sorriso torto.

– Espero que ainda saibas fazer ótimas colagens, Arnold! – exclama um pouco atrapalhada – Isso ou a mommy vai ficar fula comigo quando vir que o Cupido perdeu um dos pés... – e termina com uma risadinha atrapalhada.

Não é como se Lina fosse o tipo de jovem extremamente atrapalhada que passa o tempo a deixar cair ou a partir coisa, inclusive ossos do corpo, mas Tayo é algo muito mais importante do que qualquer coisa. Afinal, quem mais iria suportar ouvir as riquinhas fúteis do seu colégio quando elas praticamente arrombavam a porta do quarto de Coralina e passam a tarde a assediar o roupeiro da jovem? Ninguém , claro! A não ser o Sr.Tayo que permanece sempre ao colo da dona enquanto, vez ou outra, sobe as patinhas para o peito dela para roçar o nariz na bochecha de Lina, como uma espécie de consolo.

Em vez de fazer uma carranca e dar um sermão à sua mestra para que esta fosse mais cuidadosa, Arnold apenas solta mais um dos seus sorrisos gentis cheios de significado e afaga o topo dos cabelos negros da jovem com delicadeza.

– Não se preocupe, Miss Coralina. Tenho a certeza que a sua mãe não a proibiria de ajudar na instituição. Afinal... ela própria trabalha em algo do género! Seria muita crueldade dela, não?

– Hum... talvez, mas só não quero assustá-la – explica a jovem em dúvida, abraçada ao coelho que ergue o olhar para a dona – Tenho quase certeza de que ela viajaria até cá só para ver se estou bem e não pela estátua...!

O mais velho solta uma risada leve e tão cuidadosa como todo o resto de si.

– A menina já sabe o quanto ela se culpa por não ser presente – analisa, tentando retirar a expressão culpada da face jovem.

– Eu sei...

O casal Sabidors não é, definitivamente, composto pelos pais mais presentes do mundo. Encontramos aqui a costumeira família rica: um pai de sucesso no mundo dos empresários que raramente fica em casa mais que poucas horas e uma mãe viajada. Embora a mãe de Coralina não seja o tipo de mãe rica desligada. Pelo contrário! Jasmine de Sabidors sempre foi uma excelente mãe e as suas viagens constantes como médica em países de extrema pobreza provam também que é uma excelente pessoa. E Coralina sempre soube disso.

– Hum... Miss Coralina?

– Sim, Arnold? – pergunta erguendo o olhar.

O mordomo apenas estica o braço em frente ao tronco com o punho cerrado e aponta para o pulso.

– As ho-...?

– AI AS HORAS! – exclama a morena de um modo um pouco exagerado para muitos. – Já são 7:28! My Lord... Era suposto eu estar a tomar o pequeno almoço à dez minutos atrás!

E nisto a jovem salvadora começa a correr escadas a baixo com Tayo ainda ao colo.

Já todos na mansão sabem que atrasos são intoleráveis. Pelo menos para a sua Jovem Mestra. Não se percebe bem porque mas Coralina de Sabidors sempre teve a mania psicótica de controlar tudo na sua vida e isto inclui especialmente o seu tempo. Tabelas de horários em todos os cómodos da casa, os relógios completamente afinados; nada pode falhar. Mas parece que agora falhou... Ups!

De repente, e de uma maneira um pouco assustadora, o coelho preto e branco que Lina trás consigo salta dos seus braços e começa a flutuar pelo ar acabando por desaparecer num dos corredores imensos da mansão.

– Isto já está uma confusão então mais vale apressar as coisas – murmura a morena, com uma expressão pensativa e chateada, enquanto via a sua mochila aparecer a flutuar vinda do seu quarto.

Assim que coloca a mochila nas costas a própria herdeira Sabidors começa a levitar alcançando rapidamente a cozinha.

– Bom dia! – exclama ao ser recebida pelo aroma de pão acabado de fazer.

– Bo-... Bom dia, Miss Sabidors – responde a jovem cozinheira com uma expressão de susto e alivio logo e seguida – Ainda não consigo habituar-me a isto...

– Então é bom que te vás habituando! Este é o truque favorito da Jovem Mestra – comenta Arnold ao aparecer na cozinha também a levitar – Já posso pousar?

A jovem de cabelos negros abana a cabeça em negação por estar demasiado entretida com a “Sandes EspeciaLina” que preparou segundos antes enquanto os ingredientes voavam até à mesa e se agrupava da maneira certa.

– Agora não, Arnold! Vamos já para o carro! Espero que pelo menos o Sr.Yang seja mais pontual que eu hoje! – avisa terminando a sandes enquanto o mordomo flutua até às grandes portas principais da mansão.

Com isto o homem solta mais um dos seus sorrisos gentis enquanto se estica para alcançar a maçaneta da porta:

– Isso é seriamente difícil, Jovem Mestra...

Notas finais
Então? Então? Muito bom? Muito mau? Muito mais ou menos? Comentem onegai! Lamento pelos leitores cujos reviwes ainda não foram respondidos mas agora mesmo eu vou fazê-lo! Juro! o.~ Ah! E agradeço ao Ga-kun pela ideia das expressões em língua diferentes já que isso foi uma das coisas que me ajudou a avançar com o cap! Um BIG BIG KISSU para você Ga-kun! (Curiosamente esta ideia foi dada à precisamente um mês atrás!! o.o) Espero que a Ploopping (o nome é Ploop mas eu gosto de adicionar coisas aos nicks! ^^) tenha gostado do cap e todos vocês também! Choco kissus!