Zimortos
12 "Você vai embora, para sempre!"
Notas iniciais
Aproveitem bastante *-*
Sofia entrou em seu quarto e deparou com Tiago no chão, cheio de hematomas pelo corpo. Elisa estava com uma faca muito bem amolada na mão, percebia-se claramente onde ela passara o objeto nas costas de Tiago.
–Sofia! Desculpa não ter acreditado em você, por favor. Perdoa-me.
A bailarina sentou-se no chão próximo a Tiago, passou-lhe as mãos pelos cabelos e sussurrou:
–Calma Tiago. Tudo bem. Vai ficar tudo bem.
Sofia levantou-se bruscamente.
–Por que isso agora, Elisa? O que pretende fazer com Tiago?
–Você sabe muito bem, bailarina tonta.
–Não! Não, não... De jeito nenhum. Você não vai matar Tiago.
Elisabete adentrou o quarto ao ouvir os berros da prima.
Elisa sorriu e completou:
–Ah eu vou matá-lo sim.
Assim que a boneca começou a fazer outros desenhos com a faca nas costas de Tiago e ele consequentemente começar a gritar, a bailarina pulou em cima da boneca, mas não conseguiu grandes coisas com esse ato impensado, a não ser um corte.
Sofia se posicionou em um canto do quarto, colocando uma blusa qualquer sob local onde levara uma facada.
–Sofia, eu amo você.
Essas foram as últimas palavras de Tiago.
***
A bailarina domada pelo ódio e com o desejo de vingança conseguiu enfiar a boneca dentro de um saco e levá-la até a biblioteca, sem ninguém desconfiar.
–A segurança desse Brasil é uma porcaria. –ela declarou para Lisa.
–É verdade.
Sofia lia o tal livro que encontrara horas mais cedo enquanto Elisabete olhava atenta para o saco que se mexia a todo segundo. Elisa falava, tentava fazer a cabeça da menina, mas Lisa mesmo com tão pouca idade conseguiu desviar seus pensamentos para outra coisa. Ela precisava fazer isso por Sofia. Ela sabia que mais tarde, depois que o vazio da morte de Tiago preenchesse seu coração, ela iria chorar litros. Lisa tinha que ser forte e fazer tudo direitinho pela sua prima.
A bailarina por sua vez estava com os pensamentos estranhamente vazios. Ela vira seu namorado morrer, mas isso ainda era vago em sua mente. Só lamentava-se por não ter se entregado a ele antes, de não ter passado tanto tempo com ele como gostaria e de não ter demonstrado tanto seu amor como deveria ter feito.
***
Ela já havia feito um circulo de sal na sala restrita da biblioteca. Estava escuro lá fora e a biblioteca que já não parecia ter vida estava mais morta ainda por conta do horário; mandou Lisa comprar velas, também mandou a pequena pegar um ônix que ela tinha guardada no fundo de uma gaveta e colocou o saco da boneca no meio do circulo. Disse as palavras que o livro mandara e acrescentou:
–Não devia ter vindo para esse mundo que não lhe pertence, você não tinha o direito de matar as pessoas, de destruir corações, de acabar com famílias inteiras. Mas agora você vai ficar isolada do mundo. Vai para um lugar onde não há sequer outras almas penadas e perturbadas como a sua. Você me machucou, matou o homem que eu amava. Não irei deixar com que você continue com seu massacre. Você vai embora, para sempre!
A bailarina pronunciou mais algumas pequenas frases com grandes pausas em latim e um grito ecoou por toda a estrutura do prédio. Lisa subiu na poltrona e fechou os olhos. Sofia os fechou também, mas continuou firme com o livro na mão. Ela sentia ventos fortes e frios passar por seu corpo. Mais gritos, escuridão e um clarão misterioso.
–Posso abrir os olhos? –perguntou Lisa momentos depois.
–Pode. –disse Sofia.
Ela olhou ao seu redor, a sala que antes já era bagunçada agora então estava de cabeça para baixo. Estantes caídas, as cortinas rasgadas. As velas acesas, o circulo de sal em perfeito estado e o saco com a boneca... Intacto, sem movimentos. A bailarina respirou aliviada e abraçou a prima pequena. No braço da bailarina estava escrito em sangue: “Irei voltar.”
–Eu vou embora dessa cidade. –disse Sofia.
–Vou com você. –falou Lisa.
–E seu pai?
–Fingimos que desaparecemos.
–Ok.
Elas foram para casa. Estava tudo escuro. General a esta hora estava na policia, fazendo uma ocorrência sobre o desaparecimento e assassinato de Tiago.
As duas entraram no quarto, juntaram suas coisas. Logo depois enterraram a boneca no jardim dentro de uma caixa de sapatos.
–Espera. Eu já volto. Vá para o portão.
A pequena concordou.
Sofia subiu para seu quarto. Lembrou que havia esquecido seu porta retrato com uma foto dela e de Tiago. Ela olhou para trás. O corpo dele estava lá... A bailarina suspirou fundo, foi até ele, passou as mãos em seu cabelo pela última vez e sussurrou um “Eu também te amo, Tiago.”
***
Notas finais
Em breve posto o último. Já até fiz XD
Bjinhos bjinhos
~Saahhhh
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