Zimortos
9 Mais Um Para a Lista de Óbitos
Notas iniciais
Boa leitura!
Semanas se passaram. Sofia estava cada vez mais ocupada estudando os livros antigos, tentando achar algo que acabasse com a boneca. Ela fez pequenas anotações. Ela não sabia qual era a nacionalidade e idade do espírito então por via das dúvidas fez em desenhos, uma forma que ela usava para mandar bilhetes entre suas amigas na sala de aula. Uma forma que só ela e suas amigas entendiam. Assim caso a boneca encontrasse e perguntasse a bailarina responderia que gosta de desenhar em suas horas vagas.
Elisabete estava no jardim brincando. Sofia estava dançando. A boneca apareceu entre os arbustos e disse a menina:
-Elisabete, como vai?
-Elisa...O-oi. Tudo b-bem.
-Está com medo, fedelha? Tenho uma missão para você.
Lisa olhou para os lados, onde estaria Sofia?! Dançando, mas a menina não sabia disso.
-Sofia está distraída, não vai ajudá-la.
A menina suspirou derrotada
-Quem eu vou ter que matar?
-Boa menina... Que tal a cozinheira?
-A Conceição?
-Sim, ela mesma.
-Mas...
-Mas nada! Anda logo, antes que eu mate a sua priminha querida, a Sofia.
A menina engoliu em seco. Ela iria atrás de Sofia, se a garota não tivesse ameaçado de matar sua prima.
***
Sofia dormia ao seu lado. Em um sono profundo, a prima mais velha de Elisabete andava cansada ultimamente com as danças, cuidando do jardim, cuidando de Lisa e com a cara enfiada em livros. A menina levantou da cama o mais silenciosamente possível, foi até o quarto da cozinheira, bateu na porta várias vezes até Conceição dizer com voz de sono “Já vai”. A cozinheira abriu a porta. — uma mulher alta, de pele morena e sedosa, não era gorda e nem magra e era uma ótima pessoa; tinha um filho pequeno e era viúva. Francisco vivia com a avó na Bahia-
-O que foi, Elisabete? Aconteceu algo? –a morena perguntou levando a mão na testa da menina.
-Não consigo dormir, estou com fome...
-Oh anjinha! Venha cá, vou preparar um leite quente para você viu?!
Andaram até a cozinha, Conceição pegou o leite e colocou para ferver no fogão, pegou uma xícara de porcelana e colocou canela dentro. Colocou alguns biscoitos a frente da menina juntamente com a xícara, logo o leite fora derramado dentro da mesma.
Conceição sem querer esbarrou na leiteira de leite não fervido. Ele acabou derramando ao chão. Elisabete sem pensar muito jogou o leite fervendo na cara da morena, que se assustou e cambaleou para trás escorregando no chão e caindo do degrau que havia na área das bancadas.
A morena caiu desmaiada. Elisabete sabia que só aquilo não seria suficiente para tirar-lhe a vida então “esbarrou” no pote de madeira cheio de furos que continha a tensa coleção de facas — facas de carne, legumes, facas de matar animais... Facas muito bem amoladas-. Cerca de mais de 20 facas foram eu direção ao corpo da cozinheira. Talvez isso a tirasse a vida...
Não havia quartos perto da cozinha, a casa era muito grande e perto da cozinha ficava o quarto de Conceição, do falecido jardineiro, a garagem e apenas isso. Provável que ninguém ouvisse. O general tinha sono pesado, Sofia mais ou menos, Tiago incrivelmente pesado... As únicas que possuíam sono leve naquela casa eram a governanta –que estavam curtindo a noite- e a mãe de Elisabete –que não estava mais entre seus entes queridos-.
Lisa deitou novamente ao lado de Sofia e tentou dormir. Novamente havia tirado a vida de alguém.
Notas finais
Odeio matar pessoas em fics... Tem gente na vida real que precisa, mas deixa baixo. É melhor
Bjinhosssssssss
Samyni
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