Zimortos

6 Descoberta dos Machucados.


Notas iniciais
Olá! Demorei? Nem tanto tá! Nem precisam de drama. Rum'
Luiza Moreira e Marii, sejam bem-vindas.
Boa Leitura, pessoas!

Sofia voltou para casa e foi dançar. Treinar na sala de espelhos da casa de seu tio. Enquanto isso Tiago fazia algo por aí.

Elisabete estava em sua sala de aula, sentada em seu lugar de sempre quando a diretora do colégio adentrou pela porta silenciosamente e deu um recado:

-Crianças, a professora de vocês sofreu um pequeno acidente e ficará fora da escola por muito tempo.

A diretora obviamente estava mentindo, a professora tinha sido morta pela Elisabete na tarde anterior, mas como falar para meras crianças que a “tia” havia falecido e que a escola agora era um palco de assassinatos em série?

A diretora no mesmo dia convocou os pais. Ela lhes contou sobre os assassinatos e José Guerra, pai de Elisabete achou que aquilo era só mais uma guerrilha comunista contra os militares brasileiros. Sendo assim mandou alguns soldados vigiarem a escola dia e noite.

Sofia foi buscar sua priminha na escola. A menina andava muito calada e Sofia estranhou isso, mas nada comentou.

-Elisabete, está calor minha linda. Vem, vamos tirar esse vestido.

A garota entrou em pânico, sabia que se a boneca descobrisse que alguém vira seus machucados a espancaria novamente.

-Não! Eu estou bem! Não estou com calor!

-Mas minha linda...

-Mas nada! Pare de me atormentar ou falarei com meu pai.

***

Os dias se passaram e Sofia só ficou observando o comportamento da prima Elisabete. Comentou uma coisa ou outra com Tiago, mas ele não dera muita importância.

No quarto a boneca falava:

-Vou ficar por aqui hoje. Acho que se eu for para aquela escola não aguentarei e acabarei mandando você matar alguns. E isso não seria nada bom.

-Tudo bem...

Sofia levou Elisabete para a escola como sempre, notou que a menina estava mais solta, feliz, carinhosa, distraída...

-Prima, você não trás nenhuma amiguinha para o colégio? Eu na sua idade não largava minha boneca Alice. -indagou a bailarina.

-Trago sim. Elisa sempre vem comigo. Mas hoje ela não veio.

-Você fala daquela boneca estranha?

-É. Ela mesma...

-Ela conversa com você? –Sofia perguntou inocentemente.

-Sim, na verdade, ela dá mais ordens do que tudo.

Sofia estranhou: -Ordens? Como o que?

-Ordens cruéis, que não são boas de se obedecer.

Nessa hora Sofia sentiu um calafrio percorrer sua espinha. “Que história mais estranha, meu Deus” ela pensou. A prima mais velha acabou segurando com muita força o braço ainda dolorido da pequena, que gritou.

-Oh! Mil desculpas, priminha. Deixa que eu dou um beijo para sarar...

Quando Sofia levantou a manga do vestido de Elisabete ficou chocada. Estava tudo em um roxo e parecia ser antigo, pois já estava até mais claro, também havia alguns cortes, desenhos estranhos que a bailarina não conhecia.

-Elisabete Guerra, quem fez isso com vossa senhoria?

-Ninguém... Quer dizer, eu.

-Foi a Elisa? Sua boneca?

Elisabete olhou para os lados e falou por fim:

-Nã-não. Bonecas-cas não machu-chucam, prima So-so-fia.

-Sei!

Aquela historia parecia absurda, mas Sofia tinha certeza de que a boneca estava envolvida nisso. Podia até ser que ela não falasse, mas talvez a imaginação fértil da filha do general, a induzia a fazer mal a si mesma. O que seria até aceitável graças a mente perversa e cruel de seu pai.

***

Sofia entrou no quarto de Elisabete. Viu aquela boneca estranha sentada em cima de uma cadeira de balanço. Sofia respirou fundo.

-Olá, Elisa. Vai falar ou terei que acabar com você?

A boneca sorriu macabramente para a mera bailarina.

Notas finais
Uiiiiiiiiiii... Tenso! E aí? O que acharam? Troquei a capa XD.
Quem fez foi minha amiga, Alice (poisé a boneca da Sofia hsaushausuas), ficou linda né não! O que acharam? Eu amei *-*
Brigada Lice, sua fofa {>.<}
Bjinhos, até a próxima.
Samyni