Zherium! - A Chave do Apocalipse
4 Virando Ração de Touro
Notas iniciais
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Nome de capítulo sugestivo, não? ^_^'
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Se preparem para descobrir quem (ou o quê) de fato é Zherium!
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É introduzido também o terceiro personagem-chave a saga - Bob, o misterioso rapaz de cabelos brancos.
E tudo se tornou claro novamente.
– AAAAAH! MORRA! – Gritou Arthur, pensando que ainda estava travando uma batalha contra o ‘mutante’ que soltava raios. E parou com a raiva e o medo ao ouvir seu próprio eco, olhando em seguida onde estava: não havia céu, não havia terra, não havia paredes, havia apenas um espaço totalmente branco, iluminado por algo não visível (que não produzia sombras também), não era possível distinguir o que era solo e o que era teto (se é que havia algum). Era tudo branco, limpo, deserto... Arthur não conseguia saber para onde estava andando, pois não havia nenhum referencial para saber.
Ele definitivamente não estava entendendo o que acabou de acontecer consigo, não sabia se havia morrido e parado ali, ou se estava em coma, mas sabia que naquele lugar, não havia um refúgio ou algum tipo de saída. Arthur estava preso ali – e estava sozinho. Estava até se acostumado com o lugar: lá, ele não sentia fome, sede, sono ou quaisquer necessidades fisiológicas, o que era, para ele, bem interessante. Além disso, a esfera verde-musgo que emanava uma brilhante iluminação marrom estava no bolso de seu casaco. Ficou feliz por não estar completamente só e pegou a esfera, começando a admirá-la até enjoar (o que demorou muito tempo), jogá-la para cima e pegar, sentir seu cheiro – que por sinal, tinha cheiro do gramado vívido e alegre, ao alvorecer, um cheiro que limpava seus pulmões e o tranquilizava. De certa forma, estava feliz por estar ali, pois odiava a sociedade (onde sentia sufocado), era totalmente satisfatório para ele, mesmo que tivesse parado num lugar que desafiava a física.
Passaram meses, anos ou simplesmente minutos desde que tinha parado ali, quando tudo começou a tremer e um corpo repentinamente surgiu no céu, caindo em direção ao chão. Arthur ficou tão chocado com o corpo que caiu da imensidão branca que não conseguiu se mover, e o corpo atingiu o solo/imensidão branca. Mas pela felicidade (e confusão) da consciência de Arthur, o corpo, ao atingir o solo, ele simplesmente quicou no chão e parou calmamente no chão, como se estivesse caído numa cama elástica, mesmo a pessoa estando desacordada.
“Como assim? O cara cai do céu e QUICA NO CHÃO!?! Como assim? Onde está a física? Ah, deixa para lá, eu vou ver o cara que caiu.” Pensou Arthur, pulando no chão (sem resultado) e em seguida foi ao encontro da pessoa que caiu do vazio. E o que antes já não fazia sentido para Arthur, agora, ficou pior ainda: a pessoa que caíra da imensidão branca era um adolescente, muito alto, muito forte, muito largo, cuja aparência causaria medo em Arthur, se essa pessoa não fosse seu melhor amigo, Peter. Tantas coisas sem sentido aconteceram com Arthur, que ele deixou de se surpreender, achando bem... Normal, como se estivesse sonhando.
Ele verificou o estado em que Peter se encontrava, pois estava desacordado, e viu que ele estava bem, sem nenhuma ferida, mas havia dezenas de furos em sua roupa, como se Peter fosse um daqueles mutantes super resistentes e tivesse sofrido uma rajada de tiros em seu corpo, que nem o tinha atingido. Apesar de não entender o por quê, ele estava feliz por Peter estar no mesmo ligar que ele, já que estava sozinho e entediado... Continuou á verificar seu estado e viu que em sua mão direita, Peter segurava uma esfera parecida com a que Arthur tinha, só que a de Peter tinha uma coloração vermelha e negra. Achou bem interessante e resolveu pegar a esfera para olhá-la um pouco, mas quando tirou a esfera rubra da mão de Peter, levou um susto, pois subitamente ele pulou e deu um soco no rosto branco de Arthur, semelhante à proteção de uma mão ao seu filho. Assim que viu que havia socado Arthur, foi ao seu encontro, se desculpando repetidamente.
Assim como Arthur, Peter ficou olhando sem acreditar onde estava, e assim, Arthur explicou tudo o que sabia sobre o lugar e sobre o que aconteceu antes de chegar ali, sobre a briga contra Adam Will. Prestando atenção até o final da conversa, Peter ficou muito confuso, mas ainda assim, se sentindo solidário para com seu amigo, e assim que Arthur terminou de falar, contou tudo para ele, desde a esfera que aparecera para ele até o momento em que botara o ladrão para correr, e assim, os melhores amigos ficaram conversando durante horas.
E, claro, nada podia permanecer em paz.
Ao longo da conversa sobre acontecimentos sobrenaturais, Arthur e Peter ouviram um chiado irritante, exatamente igual ao de um rádio quando está em interferência. Procuraram a origem do barulho, quando perceberam que vinha de ambas as esferas, e de repente, as esferas começaram a reproduzir um unânime som.
– Eu sou Zherium. O que vocês vão fazer com suas vidas não é problema meu. Vocês vão fazer algumas missões para mim. Se passarem, vão viver no paraíso, serão imortais e terão poder supremo. Se falharem, morrerão. Bem, tentem não morrer.
E então, mais uma vez, tudo havia brilhado. E depois, tudo escureceu.
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Lutou bravamente, mas o desejo da fuga tinha dominado o desejo por morrer em glória. Abaixou-se um momento antes de perder a cabeça para um potente golpe horizontal de uma marreta de duas mãos. Ele sabia, o tempo todo, de que quando queria ficar vivo, pensava melhor, e não fora diferente dessa vez: tinha calculado o movimento da besta para que quebrasse a parede lateral do beco-sem-saída, possibilitando agora, chances de fuga. Chances de sobrevivência. Procurava o momento em que o ser grotesco abaixasse sua guarda, e ele pudesse investir e, quem sabe, derrotá-lo, mas para a infelicidade do herói, o inimigo era mais experiente que ele, e não iria abaixar a guarda por momento nenhum, então restava apenas fugir, para pensar em mais chances de ataque enquanto corria. Estava calculando todos os seus movimentos para ataque, mas não esperava que os próximos momentos fossem mudar a sua vida, a de dois adolescentes e a da besta.
Utilizou um movimento de parkour com as paredes e o tórax do inimigo para alcançar o topo do muro e ficar fora do alcance dos ataques de marreta – se bem que isso quase custou a perna do Guerreiro. No topo do muro, era possível ver toda a estrutura do labirinto e o mar, rodeando todo o lugar, explicando assim o alto teor de sal no ar, o céu estrelado, acompanhado na escura e profunda noite, iluminado apenas pela luz da lua cheia e a de sua esfera, que emanava uma aura cheia de cor branca e cinza. Verificava suas opções de ataque: o elmo que carregava em suas mãos já estava em pedaços, restava apenas lutar com seus punhos, sorte dele, que era habilidoso co, eles. Então, estava decidido. Aproveitou que o inimigo o procurava, e saltou de cima do alto muro e caia em direção as costas da besta, que estava vulnerável. Era o cálculo perfeito, assim que desse um soco potente na nuca do oponente, iria nocauteá-lo, e depois matar seria fácil.
Mas não aconteceu como ele queria.
No momento que o herói pulou do muro e estava a instantes de nocautear o inimigo, uma imensa e cegante luz surgir entre herói e besta, e quando a luz cessou, o que o herói véu foram dois adolescentes entre ele e a besta: um era alto, forte, largo, pele levemente escura, cabelos e olhos castanhos; o outro, tinha uma altura mediana, não era forte, tinha pele clara, cabelos loiros em forma de topete, e tinha óculos, que o dava uma impressão de nerd sobre ele, mas o principal nele era seu rosto, pois tinha uma feição séria, fria. O herói não sabia o que achar do que aconteceu: se era bom por ter mais pessoas para fazer missões com ele ou se era ruim pois tinha perdido sua única chance de nocautear o inimigo. Todo esse pensamento e observações duraram apenas uma fração de segundo, porque nesse tempo, ele passou por debaixo da besta – que estava tonta com a imensa e cegante luz – e socou ela nas costas, derrubando-a no chão. Essa era a chance, teriam que correr novamente.
– CORRAM! – Foi a única coisa que o herói conseguiu dizer, guiando os novatos.
Pela visão da dupla, a situação foi bem diferente do que pela visão do herói: assim que Arthur e Peter foram ‘transportados’ para o labirinto, deram de cara com um homem muito alto (pelo menos 50% mais alto do que Peter) e muito forte (muito forte MESMO!), bem peludo, carregava com as duas mãos uma marreta enorme e como se não bastasse, esse homem tinha mais cabelo ao longo que chegava à cabeça, de modo que sua cabeça era toda peluda, grande e dela saiam dois chifres: um minotauro estava diante de Arthur e Peter – e eles estavam em um labirinto. Em seguida, apareceu em suas frentes, um garoto aparentando ter a mesma idade que a dupla, com cabelos longos, lisos, que caiam, cobrindo parcialmente seu rosto. Seus cabelos são brancos como a neve, e sua pele é clara, porém seus olhos eram verdes e profundos. Esse garoto surgiu na frente dos dois e rapidamente correu por debaixo das pernas do minotauro e deu-lhe um soco nas costas, derrubando-o no chão, logo depois ele se virou para a dupla e gritou para que corressem, guiando Arthur e Peter.
Logo, os três estavam correndo ás cegas pelo labirinto construído por Dédalo, na ilha de Creta. Enquanto corriam, Arthur e Peter estavam calados, mas o terceiro membro sabia que estavam meio que chocados e morrendo de medo, então resolveu adiantar algumas respostas para a dupla.
– Assim como vocês, eu também tenho uma esfera... – começou a ofegar, enquanto explicava- ... Não se preocupem, Zherium é um cara legal. Ele é apenas... um pouco tímido com pessoas novas... – ESQUERDA! – Gritou ele, no meio da explicação, dando um susto em Peter.
– Cara, aquilo realmente era... Um minotauro? – Perguntou Peter
– Pessoal – Disse o herói, sério – As missões que o Zherium deve ter dito para vocês, envolvem lutar contra seres da mitologia grega. Eu não sei mais do que isso, apenas que vai ficando cada vez mais difícil, e que eu já... ESQUERDA DENOVO!... Perdi um amigo numa luta contra o leão de neméia. – Terminou o herói, ficando triste ao lembrar-se do seu amigo.
Depois do desabafo, os três correram em silêncio, em respeito ao amigo do guerreiro e para focarem-se no que estavam fazendo – sobrevivendo. Eles não tinham idéia do tempo que estavam correndo, e muito menos energia sobrando para correr, e por isso pararam de falar, enquanto percorriam o labirinto de Creta. Não tardou muito e Peter conseguiu falar.
– Ei, cara, qual é o seu nome? – O rapaz levantou uma sobrancelha para Peter, como se tivesse perguntado algo óbvio – Desculpem com minha grosseria, eu me chamo Bob. E qual seriam vossos nomes? – Perguntou Bob, demonstrando alta classe e educação numa situação quase apocalíptica para Arthur e Peter. Arthur nem olhou para Bob, quando falou com ele, pois estava indiferente demais quanto a tudo que acontecera naquele dia. Se perguntava se isso tudo foi um fruto de seu sonho, e se no final de contas ele não tinha acordado para ir ao colégio, e crente disso, não estava mais acreditando no local, no minotauro, em Bob, em Peter, se realmente estava ali, mas apenas uma coisa que o fez acreditar que estava ali: a sua esfera, verde-musgo. Olhando a esfera, Arthur sentiu que alguém muito importante para ele estava com ele, mas ele não sabia quem era, mas sabia que estar com essa pessoa o fazia se sentir... vivo. Foi essa a única prova de que tudo aquilo estava acontecendo, e então praguejou, por ter acordado e ouvido o conselho de sua mãe adotiva, para ir ao colégio. Devia estar dormindo, como tinha planejado.
– Eu sou Arthur Greenfeld – Falou pela primeira vez desde que parou no labirinto de Dédalo.
– E eu sou Peter Brandfort, mas me conta, Bob, como você pretende derrotar o... – Peter, assim como Arthur e Bob, pararam de correr, olhando pasmos para o que havia na frente deles. Não tinha para onde irem, para onde saltar. Não haviam muros, para subir, pois o trio estava diante de um precipício que abaixo estava o oceano, não havia mais nada, além do caminho de volta: tinham atravessado o labirinto, encontrado sua saída, mas esse era o lado ruim, pois para entrar no labirinto, tinha que usar um sistema parecido com um elevador, porém antigo, e o elevador partia de cima, do castelo de Creta, ou seja, não havia saída por baixo.
– ...MINOTAURO! – Gritou Arthur, ao ver a besta aparecer pelo único caminho que havia entre o labirinto e o precipício.
– Oh droga! Fiquem aí, vocês dois! – Disse Bob, avançando sozinho contra o minotauro. Inseguro, Peter perguntou para Arthur se Bob precisaria da ajuda deles, e Arthur respondeu que não tinha idéia.
O minotauro não cairia novamente no truque do herói de cabelos brancos. Ainda agora, que saíram do labirinto e se encontravam numa superfície rochosa que estava entre o labirinto e o oceano. Área aberta, onde não havia muros para atrapalhar ele.
– Pode vir, vaquinha! – Provocou Bob.
Ansioso por sangue, o monstro avançou correndo em direção á Bob, preparando sua arma e aplicando um potente e mortal ataque horizontal com a marreta. Prevendo isso, Bob abaixou-se a tempo de desviar do ataque e correr entre as pernas do minotauro, mas isso foi o suficiente para despertar o seu ponto fraco: megalomania, a habilidade de se achar mais poderoso e superior à todos, ou seja, subestimou o minotauro. Achou que seu inimigo atacava de uma única maneira, e que ele não raciocinava devidamente em uma batalha...
Mas Bob estava errado.
Ele estava passando por entre as pernas do oponente, para aparecer atrás dele e novamente atacá-lo pelas costas, porém isso não aconteceu. Na verdade, Bob estava passando por entre as pernas do minotauro, quando, para Bob, o impossível aconteceu: seu inimigo pensou, e isso resultou no grande chute que ele levou na cara, enquanto tentava passar por debaixo do minotauro, caindo tanto no chão. Chance perfeita para o minotauro jantar feliz naquela noite, porque Bob estava tonto no chão, e bastava apenas uma marretada...
O ser levantou sua arma para dar-lhe o ataque de misericórdia ao herói, quando fora impedido por algo que o abraçara por trás, mas o que podia ser? Assim, virou sua cabeça de touro para o lado e viu outro adolescente abraçando-o com toda sua força, mas claro que toda a força daquela futura refeição não iria impedir o monstro, e bastou apenas que o minotauro girasse rapidamente em cento e oitenta graus para que o garoto perdesse o apoio do chão e o equilíbrio e em seguida um único movimento com sua marreta para que Peter fosse arremessado até as paredes do labirinto, com grandes quantidades de ossos da caixa torácica fossem quebrados e que apagasse, com apenas um ataque em cheio no seu tórax.
– PETER! – Gritou Arthur, que nem tinha visto seu melhor amigo ter avançado sozinho até o minotauro. Irracionalmente, Arthur foi com tudo para cima do inimigo, para se vingar do que aconteceu com Peter. O minotauro levantou uma sobrancelha para Arthur.
Arthur avançava irracionalmente contra o minotauro; Bob estava tonto e Peter desacordado. Definitivamente, não havia esperança para eles.
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Notas finais
Eu estou sem tempo para digitar, mas posso garantir que a história não está /será abandonada.
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Sério ' - '
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