Zero - Por Trás Da Máscara
21 Capítulo 21: Lembranças
Notas iniciais
Zero lutava com determinação. O sorriso na cara de Duel sumiu. Ele estava muito focado em sobreviver, assim como o garoto de cabelos verdes. Grandark estava em silêncio. Eu sentia seu esforço, em me passar sua energia, em não pesar, em não deixar que a lâmina do inimigo me acertasse. Estávamos em harmonia.
— Venha, me acerte. – Duel voltou a sua negligência de costume – Não vai conseguir.
— Você fala demais, já te disseram? – Zero sorria tranquilamente, tentando irritá-lo.
Duel girou a espada lateralmente, e por alguns segundos não arrancou a cabeça de Zero. “Droga”, pensou.
“Merda Zero, se concentre!”
Zero atacou. Em vão. Ele não desistiu, continuou empurrando Duel para a multidão. Alguns asmodians entravam na briga, mas Duel gritava com eles, e alguém da Grand Chase puxava-os para dentro da grande batalha. Nunca interferiam. Parece que eles sabiam o quanto aquilo era importante. Duel chamou sua atenção, com um forte golpe.
— Vamos! Está dormindo? – provocou.
O garoto estava ficando irritado. Ele não esperava uma batalha tão grande. Ele arriscou.
— Força perfeita! – colocou Grandark para baixo e jogou a bola. Duel ricocheteou-a para o lado e avançou.
A espada o atingiu no braço. Zero recuou, e colocou Grandark na frente do corpo.
— Essas magias não funcionarão, idiota. – Duel colocou Eclipse sob os ombros, sorrindo.
— Heh. Força perfeita! – Zero lançou outra bola, que atingiu Duel no peito. Ele não parou. O homem começou a se focar nas esferas. Zero jogou a espada.
— Argh! – Duel se desviou, tarde demais. A espada enterrou em seu ombro. Ele pegou-a, ofegando – por quê fez isso? Você me entregou sua espada. Vai morrer. – ele avançou.
Grandark tremeu. A mão de Duel sangrou. Ele largou-a. A espada voou para Zero.
— Acho que não. – ele correu em direção à Duel.
O homem levantou a espada, mas Zero desviou-a. Ele recuou. Sua mente doía. Não era Grandark.
“Vamos Zero. Você consegue.”
Aquela voz era familiar.
“Narya?”
— Sim. – a garota apareceu ao seu lado.
— O que faz aqui?
— O que eu sempre tive que fazer.
Zero não entendeu.
— Sem conversa, VAMOS! – Duel correu.
— Tsc. – Narya levantou a mão. Duel parou – Não vou interferir. Mas posso conversar. Continuando, eu sou você.
— Você... Ahn?
— Quando Oz te reviveu, eu fui separada de você. Por sua vontade de vingança. É compreensível, claro. E Grandark preencheu este espaço vazio. Você está muito bem com isto, mas eu não podia sair de perto. Agora, que está em paz, eu posso voltar. – a garota sumiu.
Zero sentiu. Ele percebeu que estava completo, que não tinha mais dívidas. Duel merecia morrer. Mas, por quê? O homem voltou a se mexer. Ele levantou Grandark, ainda pensativo. A espada de Duel parou, normalmente. Ele empurrou-a, e Duel recuou.
“Vamos Grandark. Vamos acabar com isto.”
Ele avançou. Duel atacou. Zero parou o golpe. Duel andou para trás. Zero conseguiria, ele sentia. Duel golpeava, nervoso. Cada impacto deixava seus nós dos dedos mais brancos. Duel, de súbito, olhou para trás de Zero, que acompanhou seu olhar, vendo um asmodian logo atrás.
— Erkhul, não! Ele é meu! — Duel gritou, desesperadamente.
O asmodian desobediente executou seu golpe, sorrindo. Zero não se deu o trabalho de bloquear. A espada foi abaixada, e Zero sentiu o impacto. A lâmina não o machucou muito. Ele virou e chutou o homem, que caiu de costas. Duel atacou, Mas Zero levantou a lâmina, e girou-se.
— Não tire os olhos de mim. Não tire! – Duel estava odiando tudo aquilo.
Zero estocou. Atingiu Duel na perna. Puxou a espada, e girou. Sangue voou. Duel largou a espada.
— Argh! – ele caiu, de joelhos – maldito!
Zero chegou muito perto de Duel. Ele levantou a espada. Lágrimas vazavam através de sua máscara.
— Eu esperei muito tempo por este momento.
Zero sentia ódio. Ele queria matá-lo. Ele queria. Mas isso não significava que ele podia. Zero não poderia ser que nem Duel. Ele não poderia tirar a vida de outras pessoas apenas para suprir uma necessidade.
-Você me tirou tudo. Tudo. Minha mãe, meu pai, meu mentor. – Zero se agachou – Você merece morrer. Você merece.
— Você não sabe. Não sabe pelo o que eu passei! Pelo que eu perdi! Edna – ele abaixou a cabeça – EU NUNCA IREI PERDOÁ-LOS!
— Duel... Eu te perdoei. Você também pode. – Zero levantou-se – Eu te entendo.
Ele olhou para mim, pasmo.
— Não, eu não mereço. Mate-me.
— Não vou te matar. – ele virou-se.
— NÃO! – Duel chorava, descontroladamente – Edna... EDNA!
— Eu posso não saber quem ela é. Mas, não se culpe pelo o que aconteceu.
— Zero? – o garoto virou-se – obrigado por me perdoar.
Duel segurava a espada. Zero entendeu.
— A vida é importante demais para ser desperdiçada.
— Tsc. Que vida? — Duel sorriu.
Ele ouviu o som. Duel caiu inerte, com Eclipse ao seu lado. Zero não entendia bem. Virou-se. Olhou para a lua, que brilhava intensa no céu.
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