Zero - Por Trás Da Máscara

6 Capítulo 6: Raiva, ódio.


Notas iniciais
demorei num foi pessoal >.
não joguem pedras,tomates ate podem!

- Oz... Mestre... – Zero segurava o corpo de Oz, com o rosto banhado em lágrimas.

“Ele foi um bom tutor, mas agora temos que fazer tudo sozinhos, continuar o que ele começou.”

Zero colocou o corpo de Oz no chão, pegou sua saca, e se levantou.

— Eu juro, que esfolarei esse maldito, Duel, eu não te perdoarei.

Ele então começou a correr, para onde Oz ensinara. Deslizando pelo sétimo corredor, ele notou alguns soldados. “Calma, não podem nos ver.”, alertou Grandark. Ele se escondeu atrás da pilastra, e usando a visão de Grandark, usou-a para enchergar. Os soldados estavam guardando uma porta, com algo escrito, que Zero não conseguia ler.

— É aqui? – sussurou Zero para a espada.

“Sim.”

Ele então se esgueirou para o lado.

— Força Gélida! – congelando os dois guardas, abriu a porta, que graças aos Deuses, não emitiu rangidos.

Ele contemplou um grande armário à esquerda, um mapa à direita, e um anão sentado na cadeira, que não o percebeu. Ele correu em direção ao anão, deslizou com o pé, parando na mesa e tomando impulso para cima.

— FORÇA PERFEITA! – a bola atingiu em cheio no peito do anão, e ele foi arremessado até a parede, inconsciente. Zero viu o que ele estava olhando. Um mapa, com vários vilarejos. O mapa dos continentes. Ele viu todas as aldeias de Vermécia riscadas, e algumas de Arquimídia. Zero roubou o mapa, e saiu de trás da mesa. Quando ele abriu a porta novamente, os soldados ainda estavam lá, congelados. Quando ele foi virar o corredor, um alarme soou.

— Droga, nos descobriram! – Zero ficou no corredor, até que uma voz ribombou magicamente.

“SALA IMPERIAL, INVASÃO. TODOS OS ANÕES DETENHAM OS INTRUSOS. SALA IMPERIAL, INVASÃO, TODOS OS ANÕES DETENHAM OS INTRUSOS.”

“Há! Os 10 jovens!”, pensou Zero, então ele se escondeu atrás de uma pilastra.

Centenas e centenas de anões passaram correndo, inclusive os dois que ele congelara. Quando tudo ficou deserto, Zero se dirigiu para o lado contrário. Desceu pelo portal, e deparou-se com um portão imenso. Ele pensou um pouco, olhou para as correntes que seguravam o portão, sacou Grandark, e cortou uma. O portão rangiu. Correu até a outra extremidade, cortou a outra. O portão soltou-se. Mas ele estava caindo para dentro.

— Oh! Merda! – Zero começou a correr na direção contrária, enquanto o portão caia em sua direção. Ele pulou, e no ultimo segundo, o portão caiu, empurrando-o com a pressão. – Por pouco. – Levantou-se, e seguiu a caminhada.

-

— Muito bem Grandark, de acordo com esse mapa o próximo vilareijo na direção de Zero fica para... – Zero pegou a bússola de Oz – Leste, à uns 200 km.

“Ele não seria tão burro de atacar o vilarejo que está sendo protegido. Pularemos um, e seguiremos”

— Certeza?

“Parece que estou brincando?”

Ele montou no seu kripar, e olhou para o de Oz.

— Oz não vai voltar. – o kripar pareceu entender, choramingou, e quando Zero desamarrou a corrente, ele correu para a floresta. Então Zero partiu viagem. Ele cavalgava rapidamente, prestando mais atenção na bússola do que na estrada, pois o caminho era praticamente reto. O vilarejo que eles resolveram pular estava no horizonte, onde a visão de Zero conseguia alcançar. Ele não parou. Quando se dirigia ao próximo vilarejo, viu uma fumaça erguendo ao longe. Quando olhou melhor, era um exército. Centenas e centenas de Asmodians.

— Não vão chegar primeiro! Hya! – Oz chutou as costelas do kripar, que acelerou, deixando o exército para trás.

Quando ele chegou ao vilarejo, não perdeu tempo, foi até o sino, e tocou-o.

- ATENÇÃO! – gritou enquanto os moradores olhavam para ele com curiosidade – TEM UM EXÉRCITO VINDO EM DIREÇÃO À ESTE VILAREJO! PEÇO QUE SE ARMEM PARA O COMBATE, E OS OUTROS SE ENCONDAM!

— Quem tem tanto conhecimento? – um homem alto saiu da multidão – Eu sou Higrak, o chefe desta aldeia.

— Higrak, arme-se para o combate, tem um exército poderoso vindo.

— Certeza moleque?

— Olha aqui. Eu estou tentando ajudar. Se não quiser, eu parto viagem, e vejo vocês todos morrerem ao longe. – disse Zero severamente apontando para o homem.

— Muito bem. PEGUEM AS ARMAS! – Ele gritou para os que olhavam. Depois se dirigiu à Zero. – Se eles não chegarem, você estará lascado.

— Mesmo que não cheguem, você não fará nada à mim.

— Ah é?

— É. Eu te derrotaria.

— Olha aqui...

Mas 50 figuras surgiram no horizonte. Zero reconheceu a tática.

— HAHAHA! AQUILO É UM EXÉRCITO?

— Não se deixe levar. Eu conheço isso. Mande 1/6 de seu exército conosco.

— Conosco? – disse Kigrak rindo.

— É – Zero virou-se para o homem. – Conosco.

— Humpf. ATENÇÃO. 100 DOS SOLDADOS VENHAM COMIGO, METADE FICA EM PROTEÇÃO DO VILAREJO!

Zero montou no kripar. Os homens brandiram as armas. Então sua montaria rugiu, e começou a correr, de modo que os homens poderiam acompanhá-los. A distância foi se encurtando. 200 metros. Zero limpou o suor. 150 metros. Ele gritou em ritmo de guerra. 100 metros, ele brandiu Grandark. 50 metros. Agora ele os via cara a cara. 5 metros. Zero desferiu um golpe, que acertou em cheio uma criatura. Então o som voltou aos ouvidos de Zero.

Ele cortava, estocava, protegendo o animal das lâminas. Pulou dele, e gritando um “Protega-se”, viu o animal correr do grupo.

- NHYAAAAA! – Ele girou Grandark. Sangue escorreu do asmodian. Mais uma estocada, uma perna foi decepada. Força Perfeita, um jovem guerreiro caiu à seus pés. Grandark não era mais uma espada. Era a morte. De 50 soldados, Zero matou 17. E quando se voltou para trás, centenas, talvez 500 soldados asmodianos estavam lutando contra o resto do exército da aldeia.

— VAMOS! – Zero correu, mais rápido que os homens – A EMBOSCADA É NOSSA! PEGUEM-NOS DE SURPRESA!

Zero deu o maior pulo que conseguia, apoiou-se no ombro de um inimigo, e pulou novamente.

— ERUPÇÃO, DE, FERROADAS! – Ele voltou ao chão. Várias lâminas surgiram, jogando asmodians para tudo quanto era lado. Então o calor da batalha voltou. Eles estavam em vantagem, as criaturas estavam confusas, e morreriam por essa falha.

— HIGRAK, VENHA COMIGO E MAIS 10 HOMENS! – Ele saiu da batalha, e contornou o vilarejo, matando cada asmodian que se atrevia a sair da nuvem da batalha.

Quando eles saíram de vista. Zero caiu no chão, cansadíssimo. Comprimiu o corte na perna, rasgando a manga da blusa e amarrando-a.

— Muito bem, quantas casas têm aqui, Higrak?

— Talvez umas 300. Mas o vilarejo é um grande corredor, com pequenas ruas laterais.

— Então correremos por esse corredor, e qualquer sinal de arrombamento nas casas, entrem e matem o maldito. Num grupo de 3. Vamos.

À princípio, só encontraram algumas casas invadidas, mas no decorrer que corriam, todas as casas estavam violadas. Eles tiveram que parar na porta, enquanto o outro grupo entrava e exterminava o invasor. Assim fizeram até o final. Na penúltima casa, 3 dos soldados de Higrak entraram. Um minuto, dois, três, eles não voltavam. Depois de 5 minutos, Zero decidiu que todos entrariam. A casa estava um caos total. Móveis revirados, pinturas rasgadas. A casa era pequena. O primeiro andar estava vazio. Eles subiram as escadas em silêncio, com Higrak na frente. A porta do quarto no final do corredor estava arrombada.

— Muito bem, surpreenderemos os inimigos, é só gritar enquanto entra no quarto. Eles ficarão confusos. – sussurrou Zero, e os homens balançaram a cabeça em resposta.

Eles se esgueiraram até a porta, Zero contou, 3, 2, 1 com os dedos, e virou-se para o quarto.

— HYAAAAAAAAAA! – gritaram o grupo em conjunto. Mas não havia ninguém. Só mortos no chão. Eles baixaram a guarda, menos Zero.

— O que os olhos não vêem, o coração não sente. – falou alguém. Zero reconheceu a voz.

Duel manifestou-se, sacou Eclipse, e começou a matar os soldados, de modo à só sobrar Zero e Higrak.

— DEIXE-NOS EM PAZ, VERME! – Gritou Zero.

— Acho que não.

— ENTÃO MORRA! – Zero avançou.

A luta era difícil. Zero era obrigado à ficar na defensiva. Duel lutava com uma mão, como se Zero não fosse importante. Isso o irritou. Deu um golpe lateral, empurrando a espada de Duel para o lado.

— GRANDE X! – Zero pulou, estocando Duel enquanto passava por cima de sua cabeça, e quando pousou atrás, deu uma estocada final. Duel caiu de joelhos, mas rolou para o lado. Higrak tentou atacá-lo, mas Duel socou a sua perna, e jogou-o pela janela.

— Verme. Sua vez, Ifrin Hipar.

— ESSE NÃO É MAIS MEU NOME!

— Que seja, você continua mais humano que nunca. – Duel levantou-se – BURACO NEGRO!

A visão de Zero ofuscou-se. Duel estava em pé, com as mãos juntas, formando uma espécie de portal. E quando a energia foi reunida, um raio foi lançado. Deu apenas tempo de Zero chegar para o lado, de modo que o raio passou a centímetros de seu corpo. Mas sua energia foi sugada, e o resto da casa sumiu.

Zero saia de baixo dos escombros, enquanto Duel ria.

— Do que você está rindo, canalha? – Zero estava com um sorriso estampado no rosto. – É tudo que você pode fazer? Patético. – Zero mentiu.

— Você acha mesmo que você pode me deter? Sua raça medíocre não merece vida. Tiraram tudo que era nosso. Tiraram tudo que era meu. Agora sofram a conseqüência. E você morrerá.

Zero sabia disso. Mal conseguia segurar Grandark.

“Vamos garoto. Você consegue.”, disse Grandark de consolo.

“Não, eu não posso. Morrerei agora.”

Duel caminhava em sua direção. Mas algo o empurrou para o lado. O kripar de Zero.

— Filha da... – mas o kripar arranhava o rosto de Duel, mordia sua perna.

Zero viu a determinação. Levantou-se. Quando Duel se virou, ele enterrou Grandark no seu ombro. Errando por pouco o coração.

— Ma... maldito!

— Aprenda a viver em harmonia. A vida leva o que é mais importante para você, e por isso você tira o que é importante para os outros. – Zero puxou Grandark de volta, e levantou-a, para um golpe final.

— Humano despresível. Esfera Negra!

Zero abaixou Grandark. Mas ela não machucou Duel, ricocheteou. Duel sumiu.

— Covarde. – Zero acariciou o kripar. – Vamos.

Notas finais
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Gostam de algodão doce? Review's
gostam de tudo? Review's