Zeit Watch
2 Capítulo 2: Bem vindos a linha 43
Ainda dentro do metro, ao meu lado aparece outra figura de terno, Numero 17, linha 2 ano de 1999.
– A missão vai começar daqui a alguns minutos, podemos ir ?- ele disse sem realçar muita emoção. O dezessete era um dos poucos que não demonstravam ou realmente não se importavam com as minhas atitudes, ele era um dos agentes mais centrados que tínhamos.
–Vamos- respondi. A cena de nos dois ali, você nunca olhando no meu olho, por odiar isso, e eu tentando conversar, éramos péssimos nisso né? Conversar pessoalmente era um dos nossos maiores problemas, mas sabe, na visão de fora, era até fofo. Porem em um piscar de olhos, tudo aquilo se desfez, eu e o dezessete estávamos na Italia, linha 43, ano de 2022.
Não tínhamos ido para qualquer lugar, na verdade, já fomos exatamente para uma mesa na qual marcamos de nos encontrar, eu, dezessete e o agente número dois. Ele já estava na mesa, aparentemente dois ou três minutos antes, ao chegarmos, sem muita delonga começou a falar a missão e detalhar a linha a qual estávamos
–Senhores, a linha 43 já existe a algum tempo, as diferenças dessa linha para a original, , dois assaltos com assassinato foram evitados, resumindo, dez pessoas estão vivas, e nas outras linhas abaixo não, além disso, ainda não analisamos o terremoto em Cuba,que aconteceu pelo nascimento da linha. Nossa missão é a seguinte, temos que relatar os acontecimentos em Cuba de uma forma geral, e relatar a vida de dois dos sobreviventes, a partir do “assalto” até a morte dos dois, faremos assim, eu irei cuidar do desastre, dezessete, quero que acompanhe a vida desta mulher- Ele parou de falar, e deslizou a foto para ele, que pegou a foto e desapareceu no mesmo estante – 23, a sua missão será acompanhar a vida deste homem, está livre pra explorar a vida dele nos detalhes, você já fez isso uma vez, não é nada diferente- ele deslizou a foto para mim, ao pegar, todos os conhecimentos necessários estavam a minha visão, a linha de vida de Roger Barton. Em meio aos meus pensamentos, vi Dois desaparecer, e em seguida eu já não estava naquela mesa da Itália, mas sim em Nova York, Estados Unidos, para detalhar melhor, no meio de um cemitério, era o dia do enterro de Roger.
2045, 20 anos depois do assalto, Barton morreu de infarto aos 67 anos de idade. No enterro o meu trabalho começou com a análise das pessoas e suas reações, como estava em um enterro, o meu terno era ótimo para se infiltrar, não fiquei muito tempo, pois não foi necessário, as informações seriam melhores retiradas com a observação de sua vida, porem o que eu podia retirar dali, eu consegui, Roger Barton era um homem muito amado. Após tais informações eu podia começar a analisar suas ações após o dia de sua “morte”.
23 de janeiro, 2025. Um dia após o impedimento do assalto, chegava a ser irônico a forma que Roger acordava calmo, sem saber de nada, era algo no qual nunca me acostumei, saber de tanto e ver que nada daquilo pesava, dez vidas foram salvas com aquela interrupção na linha 23, a linha alterada para a criação da 43, o problema na verdade, é que a cada linha criada, a nova linha sofre consequências,resumindo, as dez vidas salvas na linha 23, criaram a linha 43, porem na linha 23 eles ainda estão mortos, a diferença, na linha 43 tendo as dez pessoas salvas, muitos outros morreram em Cuba. Quer dizer, uma alteração nossa matou centenas de pessoas, estas ações sempre foram alvos de discussões e reuniões entre nós, porém, quando se visita centenas de linhas e tempos, a vida se torna algo bem complexo de se intender e aceitar.
Em quanto Roger tomava banho, comecei a vasculhar toda a casa, em seu quarto ainda dormindo,estava a mulher que mais chorava no enterro, sua esposa, Marie Barton, ela não me era importante ainda, eu não sabia praticamente nada do homem e precisava me focar nisso, desci as escadas com total silencio até a cozinha , e em cima da mesa uma pasta. Ele é um professor de história, porém não tinha apenas isso, dentro da pasta além de seus materiais, uma carta dobrada porem já aberta, e em sua frente escrito.
“Com amor. Jeannie”.
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