No dia seguinte, bem cedo, João bate na porta do quarto de Beatriz.

–Ei acorde temos que ir pra escola!

–Aaah, mas são quatro horas da manhã... – Reclama Beatriz após olhar seu celular.

–Hoje é o dia do combate dos novatos... E você está sobre minha responsabilidade... Temos que estar lá as cinco da manha... Então levante-se, tome um banho se arrume e vá tomar café.

–Uniforme da escola ou o terno?

–Terno.

–Hai... – Choraminga Beatriz, se levantando. Ela toma banho e se troca, assim como João havia dito, e depois desce para tomar café, esperando algo acontecer. E agora, uma vez familiarizada, ela invoca sua raposa novamente para lhe fazer companhia, já que estará sozinha. Mas depois de alguns minutos, João chega à sala em que ela estava se servindo.

–Meu filho vai esta lá... Torça para não pegar ele no combate.

–Heh? Por que?

Joao olha no seu relógio

–04h50min... Elas devem esta chegando — Disse ele — Maria Luiza e Hany também são novatas... Vão lutar... Mas têm que ir com seu mestre, e por isso só vamos quando elas chegarem, ok?

–Tá... Mas que tipo de batalha é essa?

–Vocês vão mostrar suas habilidades em uma luta de 5 minutos... É só para ver o que sabem, ah é, eu quase me esqueci — Joao sobe até o 4° andar e volta com uma foice enorme — tome... É a foice das Almas... Uma das três melhores existentes.

–E por que você está me dando, se ela é maior e mais forte do que a minha de madeira? Eu nã sei se consigo usar isso...

–Porque se você não se sair bem... Eu perco um ponto.

–Ok... Mas, como vai funcionar? Vamos usar transformações, mascotes ou só armas?

–Tudo o que quiser... Só não pode tirar sangue ou matar.

–Ok. Ei, acho que elas chegaram... – Beatriz olha para a janela, e vê uma limusine chegar, deixando sair duas garotas, uma segurando uma espada e um escudo, e a outra um bastão.

–Vamos dentro do carro eu vou te apresentar uma pessoa. – João sai da sala segurando uma besta com uma mão e uma tonfa com a outra.

–Sim. – Beatriz o segue, acompanhada de sua mascote. Ambos entram no carro enorme, junto com as duas meninas que saíram, e logo depois entraram novamente, e mais uma pessoa.

–Beatriz esse é Soushi, dominador da Lua, seu guardião é um cachorro... E sua arma é meio patética... É um guarda-chuva

–Ei... Você sabe que esse guarda-chuva é todo de metal e que é legal rir da cara das pessoas quando apanham pra um guarda-chuva! –Gaba-se Soushi.

Depois de um tempo, eles chegam até o lugar em que ocorrerão as batalhas, então eles saem do carro e sobem até a sala do grupo.

–Eu não sei se vou conseguir, nunca lutei a sério antes... – Beatriz senta-se na cadeira olhando para baixo, insegura.

–Hora, vamos... Olha... Ali tem um concorrente, ei filho vem aqui quero lhe apresentar uma pessoa.

–Diga pai. — Disse Andrey, o filho de João.

–Essa é Beatriz... Outra dos nossos, é uma novata.

–Hmm... Torça para não sair comigo nas lutas garotinha — Disse Andrey.

–Por que? – Pergunta Beatriz, confusa.

–Eu acho que você não tem capacidade de me vencer usando gelo — Disse Andrey.

–Por que, de novo? – Pergunta novamente Beatriz.

–Eu sou de metal, gelo nunca vai vencer metal. –Gaba-se o menino.

–Mas água vence... – Sorri Beatriz.

–Meu metal não é um metal qualquer.

–Chega filho... Já vai começar vá para seu lugar — João defende.

–Então não tenho escolha. Vou ter que usar mais do que posso... – Beatriz olha para baixo novamente, com um sorris amarelo. Ela sabe que possui mais de uma transformação, já que quando entrou na câmara congelante de João, Usara apenas 25% de sua força, já que invocar seu guardião não consome forças.

–Assim que se fala! – Entusiasma-se João.

–Hehe... – Beatriz levanta sua cabeça, ainda com seu sorriso forçado.

–Ah! Chegou! — Um dos preparadores das lutas leva uma folha até João.

–O que diz? – Pergunta beatriz, espiando a folha de papel por cima do ombro de João.

–Como eu tenho mais de dois aprendizes eu já recebo uma folha com todas as lutas. – Responde ele.

–E quais são as lutas? Me diga que eu vou lutar com um oponente de fogo! – Anseia Beatriz, mordendo um copo de plástico.

–Maria você vai lutar contra o dominador de água que usa feitiçaria.

–Eba! – Alegra-se Maria.

–Hany você vai lutar contra o espadachim da névoa.

–Eu sou melhor que ele! — Disse Hany.

–E eu? – Pergunta Beatriz.

–Você saiu com o Andrey.

–QUEEE? Se eu sou a novata, não teria que sair com um do meu nível? – Ela se apavora.

–Ele é do seu nível... O mestre dele é fraco.

–Mas você mesmo disse que seria ruim eu pegar ele como adversário. – Beatriz pega sua foice – Não tinha algo mais... Normal?

–Não disse, não... Disse que pra torcer para não pega-lo... Porque ele e você vão demorar e eu quero uma luta rápida... E não... Não tinha.

–Ah, qual vai ser a ordem das lutas?

–Você é a ultima a lutar.

–Bom, ao menos uma notícia boa. Eu vou tomar um ar, aqui dentro tá muito quente. Já volto.

Beatriz sai da sala do grupo e vai até o terraço do prédio. Lá uma brisa ventava fraca, apenas empurrando levemente a parte da saia que não estava presa pelo cinto. Após dar muitos golpes em réplicas de gelo com sua nova foice, Beatriz resolve voltar para onde os outros estavam e resolve assistir as lutas que passavam entre os outros times. E depois de cinco lutas chega a vez da Maria.

– Vai lá... E lembre-se que eu estou do seu lado se a coisa pesar eu vou te defender — Disse João à menina entusiasmada.

–Quero ver no que vai dar isso. Só espero que ela não se mate tentando acertar ele... – Ri Hany.

–Hany... Não diga isso... Você também não tá muito forte — Rebaixa João.

–Como se a novata tivesse fôlego o suficiente pra lutar com o seu filho! – Responde ela, irritada.

–Hehe — João sente que algo se aproxima por trás — Só um minuto meninas — Ele com sua tonfa para um enorme ferrão de escorpião e com um sorriso no rosto diz — Olha... Laah...

–Laah? Quem é? – Pergunta Beatriz.

–É uma de nós... A rainha do veneno usa uma lâmina dupla e seu guardião é um escorpião.

–Ah, ei, quer trocar de oponente comigo? – Pergunta Beatriz.

–Eu não sou uma novata... Eu só não apareço muito aqui — disse Laah.

–Não disse que você é novata, só perguntei se você quer trocar de oponente, não precisa se gabar! – Irrita-se Beatriz.

–Mas eu nem estou lutando — Disse Laah.

–Ah, que pena... – Beatriz vira a cara, apoia sua foice no ombro e acaricia sua Raposa azul, apenas assistindo a luta de sua companheira tentando acertar o homem.

–A Maria vai vencer... Ela vai mandar o que eu estava esperando agora.

–Sim, claro que ela vai vencer, mas que você está esperando?

Maria bate seu bastão no chão e grandes árvores explosivas aparecem. O homem com que ela estava lutando se confunde, e é atingido.

–Isso. Bombas de folhas... Folhas com um gás que farão ele dormir...

–Acabou a Luta! Ponto da equipe Zagarnai! – Anuncia o locutor, a equipe vibra de alegria. – Próxima luta. Equipe Zagarnai versus Iazicuza. Começem a luta!

–Vai lá, Hany... E não se esqueça que seu gato tem bolas de pelo que fazem uma luz enorme e potente.

–Hai! — Disse Hany e foi para a luta.

–Uau, vocês tem tantas habilidades, e a única coisa que eu consigo fazer é me transformar em raposa e invocar uma. Ah, me sinto tão por baixo... – Entristece-se Beatriz, se jogando na cadeira.

–Não fique assim... Ah, é... O Andrey usa uma cobra. Ei, quer algo para beber enquanto espera? Ainda faltam 14 lutas para a sua vez.

–Eu quero, por favor. Me traz um sorvete, também... – Responde Beatriz em um tom triste.

–Eu trouxe dois vinhos, um pra mim e outro pra Laah... E seu sorvete é de chocolate... Gosta?

–Pode ser. Nesse tempo que você ficou fora já foram umas doze lutas. Não sei. – Beatriz faz as contas enquanto toma seu sorvete e assiste as outras lutas. – Até quando vai durar isso? Estou com fome e um sorvete não vai adiantar.

–Calma... A Hany ganhou?

–Sim, ganhei. Estava duvidando? — Pergunta Hany, desconfiando.

–Não... Não estava.

Todos ali riem, e o locutor chama a última luta: Beatriz e Andrey.

–Argh, estou meio nervosa... – Diz ela.

–A sua luta é a próxima... E se você vencer não precisa lutar mês que vem.

–Hai... – Beatriz sai da sala acompanhada de sua raposa, chegando na arena ela se posiciona esperando Andrey. Ele chega e empunha suas katanas, e sua cobra desce de seu corpo, e ameaça.

–E agora — Diz o apresentador -, teremos uma luta épica, dois membros da mesma família irão lutar, Andrey, filho do grande João e Beatriz, sua nova aprendiz.

A luta começa, e Andrey começa a atacar. Beatriz fica na defensiva, bloqueando os ataques de seu oponente. Sua raposa ajuda se transformando em partículas de água, tão finas e rápidas a ponto de perfurar qualquer coisa. Andrey usa sua habilidade e faz suas katanas ficarem maiores. Beatriz, sem escolha, se transforma em uma raposa.

–Agora... Eu vou mostrar o que eu faço com meu poder — Invocando uma enorme cobra, Andrey parte para a ofensiva novamente.

Ambos lutam por cerca de cinco minutos, até que Andrey começa a apelar e usar seu elemento. Beatriz cai, e com raiva pula para uma segunda transformação: a mesma raposa, porém com nove caudas. A luta se intensifica, e aparentemente, Beatriz tem um poder que só pode ser usado com uma transformação: o fogo.

–Aaaahh que luta entediante... Quando será que a Beatriz vai usar aquilo? — Diz João.

–Aquilo o que mestre? — Pergunta Hany.

–Ele está falando do Zagarnai Chiten no Kai... A habilidade do fogo congelante — Diz Laah.

–Eu tô com sono já. — Diz Maria.

–Eu falei que ia ser uma luta demorada... – Responde João.

Beatriz, então, se aprofunda mais, se transforma em uma raposa branca de cauda longa, suas patas envoltas de gelo, com sua única cauda que na ponta se transformava em água que sumia.

–É... Meu pai te treinou de mais... Já sobreviveu a radiação de mercúrio... — Andrey faz sua cobra jogar gotas de mercúrio nela. Beatriz então dá um “rugido” e congela as gotas de mercúrio e as pulveriza antes que cheguem em si.

–Ela tá indo bem... O Andrey não tem muita chance... Mas a luta tá demorando... Mas ela vai ganhar… — João olha pro lado — Sério mesmo que a Maria dormiu?

–Ela estava com sono, oras. — Disse Hany.

–Essa luta não tem fim? – Pergunta Laah.

–Calma Laah... A Beatriz deve estar perto de liberar o Chiten... Seu broche vai liberar um poder enorme, só esperar.

–Bote da serpente de aço. — Andrey manda seu ataque.

Beatriz recua, desviando da serpente. Ela se transforma mais uma vez, uma raposa de nove caudas branca, um pouco maior que as outras. As pontas de suas garras são tão afiadas quando as da foice nova. Seu pelo solta flocos de neve, e sua respiração, uma fumaça branca.

–Que transformação linda. — Diz Antonny aparecendo do nada

–O que veio fazer aqui? — Pergunta João.

–Não posso ver as lutas da sua aprendiz?

–Sim... Pode.

Beatriz não se contem, e vai para cima. A luta se intensifica mais ainda, parecendo uma luta entre vida e morte.

–Oi eu tô aqui também... — Diz Lucas.

–Vim aqui porque estava entediado… — Soushi aparece falando.

–Então eu acertei a transformação dela! – Entusiasma-se Rafael.

–Daqui a pouco essa luta vai acabar... E bom ver que os Z estão unidos de novo, o Andrey vai voltar. – Diz João.

Andrey se irrita e transforma todo o chão num grande campo metálico. Beatriz também não perdoa. Sua quinta transformação é a mesma nine-tails, porém suas patas envoltas com seu poder oculto, o Fogo Gélido, suas caudas aumentam, e sua agressividade também.

–O que? A garotinha de gelo agora é de fogo? Fogo não destrói metal... Eu vou acabar com você! — Diz Andrey.

–João aquele é o poder que eu estou pensando que é?- Diz Lucas.

–Sim... O próprio.

Beatriz não escuta o aviso de Andrey, e o ataca revoltosamente usando seu fogo. Por mais que fogo não danifique metal, seu fogo congelante é diferente. Corrói qualquer tipo de material, e não deixou para menos. Em instantes Andrey estava caído, derrotado.

E agora a luta acabou- o apresentador diz

–ESPERA! — Grita João da plateia e já vai pulando para a arena — Eu quero revelar que a família Z está de volta! Cansamos de dormir e agora... Estamos melhores que antes!

Beatriz, com essas palavras, se transforma em humana novamente, e vai até João, colocando a mão em seu ombro e dando um sorriso.

–Obrigada. – Diz ela, sem tirar seu sorriso da cara.

–Eu que tenho que agradecer... Se não eu perderia pontos, filho se levante, a época de treinamentos bobos com sua tia já acabou.

–Sim pai... – Responde Andrey.

–Ei Joao, amanhã irei na sua casa para uma pequena luta. — Diz Rafael.

–Não me sinto mais inútil... – Diz Beatriz invocando uma bola de seu novo fogo gelado.

–Hehe... Isso é bom... Agora vamos, tem um almoço te esperando lá em casa.

–Ei João eu vou indo porque... Eu sou um cara ocupado. — Diz Soushi.

–Eu e o Lucas também, baixamos um hentai e vamos vê-lo — diz Antonny.

–Tá bom gente, até mais.

–Yay, almço! – Alegra-se Beatriz. – O que tem pra comer hoje?

–Lasanha. – Responde João.

–Dalicia!

–Vocês vão, meninas?

–Claro! — Diz Maria.

–Se eu sou louca de perder sua comida! — Fala Hany.

–Sim, sim, siiim! — Diz Laah.

–Beatriz... Amanhã vamos treinar melhor o uso dessa foice, ok?

–Hai!

–--------

Chegando na mansão, todos se servem. E como sempre, a mesa farta. Após o almoço, Beatriz e João entram naquela mesma câmara de frio.

–Hoje eu estou com essa faixa no braço porque meu braço direito é sensível ao frio de hoje:36 C°.

–Por que tão frio? – Pergunta Beatriz.

–Porque eu quero ver se você suporta isso com sua raposa e a foice nova... Usando uma minissaia.

–Qual das raposas? Eu tenho cinco.

– A quinta... Eu vou te mostrar o que consigo fazer com minha coruja.

–Hai. – Beatriz se transforma, e senta esperando João. Ele então invoca sua coruja e ela começa ficar maior e suas asas são envolvidas por uma aura negra e até mesmo o próprio João começa a tomar a forma de uma coruja.

– Está vendo... Eu estou meio humano meio coruja.

–Quero que você fique com a quinta forma da raposa fora do seu corpo.

–Sinto muito, mas isso é impossível, eu sou a minha própria raposa, minha guardiã é só minha guardiã, ela não influencia minhas transformações.

–Ah... Tudo bem... Não vou te mandar fazer o impossível. Tá bom vamos lutar. — Ele finalmente tira suas duas armas. — Se você não for atingida por nenhum golpe meu você passa. — Ele começa a voar e mandar uma rajada de flechas.

Beatriz continua sentada, congelando e reduzindo as flechas em partículas de Gelo.Ele some no ar e diz:

–Tome cuidado agora elas virão de todos os lados — E as flechas simplesmente começam a aparecer no ar sem um ponto certo. Beatriz continua a congela-las, e a dizima-las. Como no gelo esta presente nitrogênio que é um dos gases q compõem o ar, João aparece em uma das partículas e com sua tonfa parte para um ataque direto. Beatriz defende os ataques com suas caudas, ela gira em torno de si mesma, e as partículas se afastam. Mas então ela sente que algo a atingiu quando olha era João com a tonfa, foi apenas um ataque fraco.

–Sinto muito... Mas você acabou de cair em uma ilusão minha.

–Não sou boa em perceber pessoas perto de mim. – Beatriz se transforma novamente e apoia sua foice no ombro. – Não vivo cercada, não gosto de gente.

–Eu só penetrei um pouco na sua mente... Pode ficar calma.

–Entenda, eu não sou que nem os outros. Sou fraca em vários pontos.

–Amanhã continuamos... Essa faixa não vai selar meu braço pra sempre.

–Hai...

–Eu vou mudar isso. — E assim, caiu a noite, então Beatriz, João e Julia jantaram e foram dormir, agora é uma questão de tempo.