Zagarnai
4 A equipe imortal

–O que o que você esta fazendo aqui?- Diz o membro de uma mafia qualquer.
–Eu vim pra matar todos vocês e levar suas cabeças. — Diz Andrey num beco escuro sozinho lutando contra 10 mafiosos uma família inteira e logo após ele falar isso se ouve apenas gritos.
Andrey sai do beco com um saco enorme, contendo as cabeças. As pessoas olham para ele passar, sentindo um forte cheiro de sangue. Beatriz passa por ele, já retornando até a mansão.
–O que é isso? Eca, acho que o João vai gostar da recompensa...
Ambos entram na mansão.
–Cheguei pai e trouxe o que pediu. — Diz Andrey.
–Ótimo filho, foi fácil?
–Claro que sim.
–Deixou um rastro de sangue no caminho, mas fora isso... – Diz Beatriz saindo de trás de Andrey.
–Eu que pedi pra ele trazer isso. — Diz João. — E tudo bem o sangue... Pessoas tem isso.
–O problema foi que chamaram a polícia e fomos parados por eles no meio do caminho, tivemos que vir pelos telhados. – Diz Beatriz.
–Deixa isso pra lá... Então filho como vai sua equipe?
–Vai bem... Estamos conseguindo nos dar bem. — Diz Andrey.
–Já que você tocou nesse assunto – Interrompe Beatriz -, eu não tenho parceiro ou equipe, e tem muita coisa que você precisa me contar se você quiser que eu continue na máfia.
Andrey começa a rir do que Beatriz falou.
–Do que você está rindo? – Pergunta ela.
–Pra você entrar numa equipe você e mais duas pessoas tem que sobreviver por 5 minutos numa luta com o meu pai usando 50% da força dele. — Responde Andrey.
–Ah, então que se dane, mas ainda tem que me esclarecer muitas coisas. – Diz ela jogando um olhar frio para os dois e subindo as escadas até seu quarto.
–Espere garotinha... — Diz João.
–O que foi? – Beatriz para no meio da escada e se vira para João.
–Pra você saber disso... Leve as coisas mais a serio e me encontre no quarto andar sala n° 122 daqui a 30 minutos. — Responde ele.
–Como se eu estivesse brincando... – Diz ela subindo as escadas.
Trinta minutos depois ambos estavam na sala combinada.
–Você me chamou... – Diz Beatriz.
–Sim... Chamei. — Lá tinha vários computadores, pergaminhos, armas e fotos dos outros 49 chefes e João estava sentado em uma poltrona bem no meio.
–Mas que... Incrível... – Beatriz impressiona-se com quarenta e nove gerações de imortais que lideraram a máfia. – Mas, se eles são imortais, como morreram para herdar a liderança da família?
–Quem disse que eles eram imortais? Eu era o único imortal na família até você aparecer... Ok, pode começar suas perguntas vou responder todas.
–Então por que o Andrey tem 50 anos? – Pergunta ela.
–Porque eu tenho 150 e tive ele quando tinha 100 anos.
–Tá, então ele também seria um imortal, e ele entrou na família antes que eu.
–Isso... Mas ele não é imortal.
–Como... Assim?
–Eu já falei... Só eu sou imortal... Meu pai não era... Nem meu filho é. O Andrey só tem a habilidade de parecer um pouco mais novo.
–Entendi. A Laah disse que você pode mudar de forma, destruir máfias inteiras, deixar a pessoa confusa por um longo tempo e até para sempre de acordo com o poder que você usa. Tem algo que você não quer me contar?
–Não... É só que... Eu sou um monstro que não devia ser amado por ninguém... Esse poder meu é real mas... Eu consigo controla-lo.
–Algo mais? Não quero ficar sabendo de nada pelos outros. – Diz ela cutucando a ponta da faca.
–O que mais quer saber? Eu sei que já te contaram na casa que temos aqui perto e... Eu já sei com quem vai fazer sua equipe.
–E seria... ?
–Maria e Hany. – Responde João. — Elas vão chegar daqui a pouco para o teste.
–Tá... Quem dera eu dure mais de um minuto... – Sussurra ela saindo do quarto, sentindo-se rebaixada.
Cinco minutos depois, as meninas chegam e João as leva para um elevador.
–Entrem. — Diz ele.
Todas entram, e eles vão para um subterrâneo. A cada minuto que passa, Beatriz se impressiona mais com o que pode haver nessa parte do país. O corpo de João começa a soltar uma aura negra e seu braço direito fica totalmente possuído por ela.
–Agora é a hora da verdade. — Diz ele.
Beatriz se arrepia, e dá um passo para traz. Sempre foi sensível à percepção de poder, e isso estava a assustando.
–Contra que monstro iremos lutar? – Diz ela, olhando para seu mestre.
–Eu nem liberei 60%... 50% eu não me transformo fica calma. -Diz ele sorrindo.
–Droga, minha luz vai ser inútil já que o mestre um dia já foi de luz... — Diz Hany.
–Tá brincando, João?! E Hany, não custa tentar... – Diz Beatriz, indo para trás dela.
–Minha abelha não acho que consegue mas vou tentar... E seu Chiten no kai vai ser inútil contra as flechas agora. — Diz Maria.
–Por que eu aceitei participar disso, não consigo correr muito, eu canso muito rápido... – Desespera-se Beatriz, batendo a testa na parede.
–Pronto vamos. — Diz João, e lá um campo enorme com plantas e gelo no chão e várias lâmpadas — Isso aqui é pra ajudar vocês.
–Nós vamos morrer... – Lamenta-se Beatriz.
–Como eu sou um mestre bonzinho com as garotas não vou usar a besta. — E então a aura negra começa a se juntar na mão dele e forma uma tonfa forte e totalmente sombria.
Beatriz se transforma na primeira raposa pois não consegue usar seu Chiten no Kai de uma vez, precisa carregar poder. As outras invocam seus guardiões e partem pro ataque. João some no ar e cria ilusões dele mesmo, mas ilusões reais.
Beatriz lança a faca com o cristal, que estava presa em seu pelo, e a mesma lançada vira sua raposa azul. Todos lutam por um minuto, e Beatriz já se cansa.
–Já chega disso. — João faz um tornado negro que começa a sugar tudo em sua volta inclusive elas que acabam caindo no chão.
–Argh, não vai dar certo... – Diz Beatriz, já se transformando na quarta raposa.
–Usem um ataque em equipe. — Diz João que se senta no chão.
Maria lança um ferrão de sua abelha, Hany o fortalece com a bola de luz do seu gato e Beatriz se transforma na Chiten no Kai, e fortalece com seu fogo gélido. João então para aquilo tudo usando sua tonfa, o ferrão quebra e vira poeira.
–Vocês passaram. — Diz ele.
Beatriz volta ao normal, e se ajoelha suando muito.
–Eu nunca mais... Luto na minha vida... – Afirma ela encostando a testa no chão.
–Não se passou cinco minutos... Mas eu já vi que são boas e já sei com quem vocês três vão fazer equipe.
–Com quem? – Pergunta Hany.
–Comigo ué... Eu não tenho uma equipe. — Diz João deitando no chão.
–Não seria injusto, como você é o líder, eles não ficariam com ciúmes? – Pergunta Maria.
–Não... Vocês precisam de mim... São fracas.
Beatriz se levanta, um tanto furiosamente. Sem paciência, ela sobe pelas escadas, acompanhada de sua raposa. Chegando ao lado de fora, ela dá um movimento com a foice, lançando um feixe de sua chama, cortando mais de cinco árvores de uma vez. O estrondo é alto.
–O que foi isso? — Pergunta Maria.
–Deve ter sido a Beatriz... Se quiserem ir ver... Eu estou querendo ficar aqui deitado... -Diz João.
–Morra, desgraça... – Murmura ela enquanto golpeia outras cinco árvores. Outro estrondo.
–Vamos subir. — Diz João. -Ei Beatriz... Hoje é terça e são 15h e tá fazendo sol... Quer ir para a piscina? — Diz João.
Beatriz levita um feixe de água e o joga em João, acertando em cheio e o derrubando.
–Como você quer nos tornar mais fortes se fica nos rebaixando? Assim só piora as coisas. – Beatriz vai para a cidade com um manto de gelo, parecendo mais um tecido azul semitransparente.
–Ei... Não foi o que eu quis dizer... — Ele voa até ela. — Olha... Eu quero te tornar mais forte mas... Eu não quero pegar pesado.
Beatriz se vira bruscamente, ameaçando congelar o sangue de João, mas apenas congela a ponta de seu terno e sua manga.
–Se tem uma coisa que eu odeio é isso. Não precisa pegar pesado, mas não precisa chegar a tanto. – Diz ela voltando a andar.
–Tá bom... Me desculpa...
–Ei pai! — Grita Andrey indo na direção dele.
–Vou dar uma festa lá em casa hoje ai a Beatriz pode conhecer aquele cara. — Diz Andrey.
–Ok... Ótima ideia.
–Aquele cara quem? – Pergunta ela, surgindo atrás de Andrey. Ele se arrepia.
–O maior aliado da nossa família... Toda mafia tem seus aliados. — Diz João.
–E por que diabos eu tenho que conhecer ele? Já existe gente de mais na minha vida.
–Tá vendo já não tá levando a serio... Se você entra numa mafia é necessário isso pra você já ficar sabendo de tudo.
–Mas é que alguém não me conta nada de importante, e eu acabo sabendo pelos outros membros... – Diz Beatriz olhando para João.
–Quem é essa pessoa que não te conta nada? — Pergunta João.
–Quem você acha? – Pergunta Beatriz, ironicamente.
–Hmmm... A Laah?
–Aff... – Beatriz coloca a mão na cara. – Eu preciso mesmo aguentar isso?
–Eu tô zoando com você, bobinha! — Diz João colocando a mão na cabeça dela.
–Estúpido... Vamos voltar, estou começando a ficar com fome.
–Ok...
Os três voltam, e na hora da festa, todos que Andrey convidou estavam lá. Beatriz, sem dó nem piedade, ataca primeiro a comida, então João lhe chama.
–Beatriz, vem aqui. – Beatriz lhe obedece, enfiando um sushi na boca.
–Hai... ?
–Esse é Vitor o cara que falei, chefe da família Slayers sua arma é uma COLT M4A1 CARBINE.
–Yo... – Beatriz se curva, terminando de engolir seu sushi – Meu nome é Beatriz. Para quem mora no Japão, vocês têm um jeito diferente de agir...
–Eu também sou da Itália. — Responde Vitor — Essa é minha guardiã — diz ele tirando seu camaleão do chapéu, e o camaleão começa a brilhar se transformando numa bela e sedutora empregada.
–Oi, eu uso a foice das almas, e meu guardião é uma raposa... – Beatriz retira sua faca do cinto e o joga no chão, e antes de cair se transforma na raposa.
–Legal... Já tem companhia pra essa noite? — Pergunta Vitor com uma cara estranha.
–Vitor... Ela não é dessas... E minhas garotas não vão ficar com você. — Responde João entrando na frente de Beatriz.
–Relaxa, só vamos conversar. Não vou fugir com ele. – Beatriz sorri, tentando despreocupar João.
–Vitor me de um minutinho... — João leva Beatriz para fora — Ficou louca? Mesmo que você não queira ele vai te pegar mesmo que seja a força... Eu falei aquilo para seu bem...
–Se ele tentar algo ele perde o saco. E a única coisa que eu quero fazer agora é comer. Com licença, meninos. – Essa última frase ela diz em voz alta, indo até a mesa e se servindo novamente. Vitor chega até João.
–Ela é interessante... Foi a primeira pessoa que resistiu... – Diz Vitor, rindo.
–É mesmo... Deu certo, hein...
–Eu tenho que ir agora, eu e meu pessoal estamos atarefados. — Diz Vitor que vai saindo com sua máfia.
–O que deu certo? – Pergunta Beatriz, brotando do lado de João enfiando um pedaço de bolo na boca?
–Ver se você era seduzida facilmente... Amanha nos vamos treinar em equipe ok? -Diz João.
–Sim, ah, sua noiva está chamando, ela está brava porque seu mordomo errou no sabor do bolo, que por um acaso está delicioso... – Diz Beatriz, saboreando outro pedaço.
–Eu vou acalmar ela depois... Amanha na escola eu vou te ensinar toda matéria que perdeu.
–Feito. – Responde Beatriz, entrando novamente e acalmando Juh elogiando o bolo.
–Ok Juh, vamos dormir. Filho, você vai ficar em qualquer quarto que quiser... Menos no da Beatriz claro.
–Ok pai. — Diz Andrey.
Todos vão para seus quartos dormir, exceto Beatriz, que leva o bolo.
E Joao chega na porta do quarto dela e diz:
–Eu esqueci de falar... Vamos treinar em grupo a partir de agora.
–Cfomo aphim? – Pergunta ela com um pedaço de bolo na boca, que é logo engolido. – Eu já sabia. A Maria me contou, todos os grupos treinam juntos.
–A ok... Boa noite e... Não suje todo o quarto. — Diz Joao que vai saindo devagar.
–Certeza que não vou. – Responde ela.
–Ei João, você já vai dormir? — Pergunta Julia (Juh).
–Sim, por que?
–Eu quero brincar um pouco, não vou te deixar. — Diz ela pulando em cima dele.
Andrey abre a porta bruscamente, irritado com a brincadeira do casal.
–Pai, mã.. Quer dizer... Júlia, parem com isso, tem gente querendo dormir!
–Vai fazer companhia para Beatriz. Duvido que ela coma um bolo sozinha... – Diz Juh.
–Julia também não precisa falar isso... Filho... Vai pro quarto 15 lá é a prova de som... — Diz João.
–Eba vou poder brincar! — Diz Juh sorrindo.
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