Yume no Naka He
1 Capítulo 1 - Terra da Escuridão
Notas iniciais
Idade: 17 anos.
Altura: 1,75.
Peso: 64 Kg.
Cor dos olhos: Negros.
Cabelo: Castanho curto.
-
Yume Kiriyano.
Idade: 17 anos.
Altura: 1,71.
Peso: 58 Kg.
Cor dos olhos: Azuis.
Cabelo: Negros curtos.
-
Ryuugu Sorezaki.
Idade: 19 anos.
Altura: 1,78.
Peso: 74 Kg.
Cor dos olhos: Amarelos.
Cabelo: Negros até os ombros.
Um sonho... Eu via apenas as nuvens no céu se movendo, tudo aquilo, fazia parte de um sonho tranqüilo. Até podia ouvir o canto dos pássaros enquanto a leve brisa tocava meu rosto gentilmente. Eu não queria acordar daquele sonho. Mas no fundo, todo sonho é apenas um sonho, e não há como capturá-lo, e é por isso, que eu deixei há algum tempo atrás, sonhos de um lugar diferente, onde eu pudesse encontrar você.
Nijima Harukawa: Ah... droga. As horas passaram tão rápidas essa noite, parece que meu tempo de descanso sempre diminui.*Hã? O que é...*
Nijima Harukawa, 17 anos. Um estudante normal do Japão, era um garoto esforçado e bastante vigoroso. Ao acordar em certa manhã, o rapaz percebe que as coisas estão diferentes. Ele olha para o lado de sua cama, mas não encontra seu computador. Apenas vê paredes brancas ao seu redor, uma mesa metálica, uma cadeira, e a janela que refletia a luz vinda do amanhecer. Algo completamente diferente de seu quarto.
Nijima: Hã? Que porcaria é essa? Eu ainda to sonhando? Merda, eu nunca consegui ter nenhum sonho lúcido assim, onde eu poderia pensar que estou em um sonho. *Mas...*
O garoto então percebia que não estava dormindo. Ao se levantar, dá uma olhada na casa, e aquele certamente era um local que nunca havia visto em sua vida. Começa a ficar com medo, pensara na possibilidade de ter sido seqüestrado, seu coração já disparava, e começava a suar frio em busca de sua mãe.
Nijima: Mãããe? EI, Nee-Chan? *Que porra é essa? Como vim parar aqui? Abdução? Sequestro? Será que eu fiquei em coma e então minha mãe se mudou agora? Ah, corta essa, não tem como algo assim acontecer, até ontem tudo estava normal.*
Sem escolhas, ele acaba saindo pra fora da casa. Se surpreende com o que vê. Não havia exatamente nada em sua frente. Apenas terra e algumas montanhas no horizonte. A casa parecia um pouco simples, havia no máximo 5 cômodos. Nijima preocupado, começa a gritar por ajuda, mas tudo que consegue ouvir é o som do vento sobre algumas vegetações rasteiras do lugar deserto. Ele então decide subir no telhado da casa para observar mais adiante, se havia alguma coisa. Mesmo do alto, a visão continuava a mesma. Apenas montanhas e terra. Era um cenário totalmente desconhecido, não podia estar no Japão.
Nijima: *A esse ponto, acho que fui mesmo abduzido, droga, preciso sair daqui.*
Harukawa não era muito fã e nem conhecedor de assuntos ufológicos, mas essa era a única possibilidade que vinha á sua cabeça no momento. Ele procura tudo de útil que tem na casa, acha sua mochila no quarto, suas roupas, e algumas frutas na cozinha. As coloca na bolsa, e começa a caminhar para tentar encontrar civilização. O sol estava quente demais, além de estar com fome, o jovem precisava de água, havia esquecido desse detalhe ao sair da casa, mas não podia voltar, já haviam passados 20 minutos de caminhada, e até esse momento, ele nada encontrara.
Nijima: Será que eu vim parar em algum país do oriente médio? Por que isso ta acontecendo?
Ao colocar suas mãos no joelho para respirar, ele ouve alguns ruídos. Tenta ouvir mais atentamente, e o barulho vinha de alguns metros para frente de onde ele estava. Começara a correr desesperadamente, e ao subir um pequeno pico, podia enxergar uma cidade, e ao fundo, o céu que a cobria estava todo cinza, os raios do sol já nem apareciam mais. Parecia outro mundo. Nijima ficara ainda mais preocupado, era outra visão desconhecida, a cidade não parecia com nenhuma do Japão, e além de tudo, não parecia com nenhuma cidade que podia ter conhecimento. A estrutura das casas era bem diferente, carros não haviam, e pessoas, podia enxergar poucas, algumas com roupas em farrapos andando pelas ruas, outras sentadas, ou conversando.
Nijima: Isso.. onde eu vim parar?
O garoto continuara a observar, até que percebe que alguém de lá de baixo o vê. Essa pessoa fixará seu olhar por alguns segundos nele, conversara alguma coisa com outras pessoas, e logo, um grupo inteiro subia em direção onde Harukawa estava.
Nijima: *O que eles querem? Seria melhor eu fugir? Não, eu preciso pedir ajuda! Essa deve ser uma cidade pobre na miséria e..*
Ao observar novamente, as pessoas corriam mais rápido em direção ao rapaz, ele então tentava dialogar para explicar o suposto mal entendido.
Nijima: EI, esperem um pouco, o que farão?
Haviam 4 homens que corriam em direção ao garoto, nenhum deles parecia dar atenção á suas palavras. Ele viu que não tinha escolhas, e então começou a correr, mas por azar, acabara escorrendo na terra, e fora pego pelos rapazes. O primeiro segurou suas mãos para trás, e as amarrou com uma corda. O segundo, ficara em sua frente, e puxando seus cabelos, olhava para seus olhos, e perguntava:
- Você veio nos pegar, não é?
Nijima: Pegar.. mas do que estão falando?
Um dos homens ficara nervoso com a resposta de Nijima, e chutara sua barriga com certa força.
- Seu merda! Não tente nos enganar. Vocês vieram semana passada e levaram a Marikawa e a minha filha, eu não vou deixar tirar mais ninguém da nossa vila.
Nijima não conseguia entender do que estavam falando, mas certamente, para eles, devia parecer algum inimigo, e ficara aliviado ao menos por ver que eles eram japoneses.
Nijima: Olha, eu não vim aqui pra pegar ninguém, sério, eu to perdido..não quero lhes fazer mal algum.
Um dos homens agora, tentara argumentar com o jovem.
- Mas e essas suas roupas? É claro que você não é um mero plebeu prestes a deixar a terra!
Nijima: *As minhas roupas.. Parando pra olhar, eu estou bem vestido, e eles não. Seria normal pensar que sou inimigo mas.. deixar a terra?* Que diabos está falando? Olha, eu nem sei onde estou! Acabei de acordar em uma casa logo ali na frente, eu juro.
Dois rapazes cochichavam entre si, e o que parecia ser o líder, tirava um faca da cintura, parecia estar pronto para executar Nijima.
Nijima: Que porra é essa?
- Não acreditamos em você. Desculpe garoto, mas não queremos ir embora.
O homem coloca a faca no pescoço do garoto, e antes que ele pudesse cortar sua garganta, surgem gritos da cidade, gritos desesperados, que chamava atenção dos homens que mantinham Nijima amarrado.
Yume Kiriyano: PAREM, POR FAVOR, NÃO SABEM O QUE ESTÃO FAZENDO!
De alguma maneira, o rapaz tirava a faca do pescoço de Nijima, e se virava para a menina que vinha correndo na direção dos 5. Seu nome era Yume Kiriyano, uma conhecida de Nijima. Ao olhar pra trás e vê-la, sentia um enorme alivio, mas cada vez mais, as dúvidas em sua mente aumentavam. Um dos homens indaga a jovem:
- O que foi?
Yume: O que foi? Vocês estavam prestes a matá-lo!
- Ué, algum problema? Pra mim, ele não parece nada mais nada mesmo que um soldado da corte.
Nijima, ao ver sua amiga, esbanja um breve sorriso, e tenta pedir para que ela o ajude.
Nijima: Yume-San! O que ta acontecendo? Peça pra eles me soltarem.
Ao ver que o jovem conhecia Yume, o líder do grupo ficara curioso
- Vocês se conhecem então?
Yume: S-sim, Nijima é meu amigo, eu não sou a única aqui!
A expressão dos homens mudava rapidamente, pareciam desanimados com a notícia.
- Se ele fosse um soldado da corte, essa seria uma ótima chance para descobrir alguma coisa.
Yume: Mas você estava prestes a matá-lo e-e’
Nijima: Agora podem me soltar fazendo favor? >_>
- Não fique tão tranqüilo garoto. Como chegou aqui?
Yume: Esperem vocês, eu conversarei com Nijima a sós. Ele deve estar confuso.
A garota leva o jovem para uma casa da cidade, onde parecia um abrigo para pessoas feridas ou refugiadas. O local ao redor estava boa parte destruído, a energia parecia não funcionar, era como uma cidade pós apocalipse, pessoas chorando, o sofrimento visto por todos os cantos. Nijima e Yume se encostavam em um muro que tinha a vista de frente para o horizonte, um horizonte negro, mesmo sendo dia, nada se podia ver, a não ser fumaça e nuvens negras. O garoto querendo respostas, perguntara o que era tudo aquilo
Nijima: Então, me conte o que você sabe.
Yume: Ei, nem ao menos quer saber se eu estou bem? Acabei de te salvar, por isso seja mais grato e_e
Nijima: Eu não entendo, que lugar é esse? Yokohama é que não é. Como viemos parar aqui?
Yume: Não fale tão alto..eu consegui autorização do chefe do grupo da vila pra falar a sós com você, não quero que eles saibam de onde viemos.
Nijima: Hã? De onde viemos? O que isso significa?
Yume: Como você chegou aqui, Nijima-Kun?
Nijima: Bem.. eu acordei em uma casa que nunca vi em minha vida. Ao redor dela, só tinha deserto. Não encontrei a mamãe e nem minha irmã, então decidi caminhar e cheguei até aqui. Pensei até que poderia ter sido abduzido mas, não parece que é isso.
Yume: Eles pensam que viemos de Tókio.
Nijima: O quê? Tókio? Mas.. que lugar é esse? E o mais importante, como você ta aqui? Nunca vi essas pessoas aí de fora.
Yume: Parece que estamos em alguma região agrícola perto de Sotoba. Sim... uma região agrícola meio civilizada, não entendo. Cheguei aqui á 2 dias, acordei também em uma casa que nunca vi, a minha sorte foi que uma bondosa mulher me encontrou no caminho pra cá, e conseguiu explicar para todos que eu era uma refugiada de Tókio, mesmo sem eu ter tido isso, e a partir desses 2 dias que estou aqui, eu não sei de nada além de que, todos tentam fugir de alguma coisa, e também capturá-la ao mesmo tempo. O medo é o que predomina em todos.
Nijima: Medo? Mas do que? E sobre aquilo que eles falaram.. de não quererem partir da terra?
Yume: Eu tentei perguntar para a mulher que me trouxe até aqui mas.. ela sumiu. Desde então fiquei com medo de perguntar alguma coisa, só vivenciei dias de dor. Há muitas pessoas feridas e passando fome lá fora, parece que eles também não vieram daqui.
Nijima: Precisamos então perguntar que diabos ta acontecendo.
Yume: Se fizermos isso, eles com certeza farão o que fizeram com você mais cedo.
Enquanto dialogavam, atrás dos dois, aparece um rapaz, que havia escutado tudo o que disseram, e caminhava até ambos, enquanto sorriabalançando a cabeça.
Ryuugu Sorezaki: Parece que temos pessoas raras por aqui ;)
Yume: *Eles nos ouviu? O-O*
Nijima: Quem é você?
Ryuugu: Ora, me perdoe a falta de formalidade. Sou Ryuugu Sorezaki, e eu vim de Tókio.
Nijima: *Tókio?*
O rapaz parecia diferente de todos os demais que habitavam aquele lugar. Trajava roupas comuns, como as de Yume e Nijima, além de parecer não estar sujo, e nem passando fome com os demais. Era um tanto suspeito.
Yume: Você.. desde quando está aqui?
Ryuugu: Eu fiz o favor de me apresentar, e vocês nem pra disserem seus nomes? Se acalmem, não sou como os brutos lá de fora.
Nijima: Você.. ouviu nossa conversa, não é?
Ryuugu: Claro que ouvi, era essa a minha intenção.
Yume: Então você...
Ryuugu: Como eu disse, não sou como o resto lá fora. Me responda, de onde vocês são?
Nijima: Tu não ouviu? Somos de Yokohama, que lugar exatamente é esse?
Ryuugu: Eu não perguntei de que cidade, mas de que época.
Yume? *ÉPOCA? O-O*
Nijima: Como? Somos de 2010.
Ryuugu: Entendo. Não sei como isso aconteceu, haha, mas.. bem vindos ao ano de 2091.
Nijima: Você só pode estar brincando.
Os dois jovens não acreditam nas palavras do rapaz. Como podiam estar em um ano tão avançado, sendo que não viram nada de novo? Exceto pela arquitetura das casas, mas tudo por ali parecia velho, se fosse para eles terem viajado no tempo, então aquilo estava parecendo mais o passado.
Ryuugu: Bem, acreditar ou não, é uma escolha suas. Eu só quis lhes avisar.
Yume: Mas.. sendo 2091, não é tão distante de 2010, por quê esta área está assim? E essas pessoas aí fora, o que aconteceu?
A expressão de Ryuugu mudará completamente na hora da pergunta da garota. Parecia mais sério, mas os dois queriam a verdade.
Ryuugu: Vocês não deram sorte. Na verdade, vim parar aqui, é um castigo.
Nijima: Por quê diz isso?
Ryuugu: Essa terra está chegando ao fim. Como vocês já puderam ver lá fora, quase tudo está sendo destruído, o mundo não será mais um lugar habitável, devido aos maus tratos que o homem causou na terra, agora, eles estão recebendo a devida punição.
Nijima: Quer dizer que tudo isso é culpa do aquecimento global e desmatamento de todos os anos atrás?
Ryuugu: Em tese, sim. Desde 2030, vem ocorrendo a escases de água em várias regiões do oriente médio e da África. Muitas cidades foram dissimadas do planeta terra, apenas países desenvolvidos ou em crescimento constante puderam se safar. A guerra por água ficou ainda maior que por petróleo, atualmente, é a maior riqueza no planeta terra.
Yume: Então é por isso que.. está essa destruição lá fora? Estamos no meio de uma guerra?
Ryuugu: Infelizmente, a guerra já chegou ao fim.
Nijima: *Infelizmente? O-O* V-você ta maluco?
Ryuugu: Queria estar, mas na verdade continuo são e consciente de tudo que está acontecendo, e vai acontecer.
Nijima: Quando eu fui pego por aqueles homens, um deles disse que não queria deixar a terra, o que ele quis dizer? Quem são os inimigos que eles temem?
Ryuugu: Os inimigos.. eles não são nós.
Yume: *O quê? D:*
Ryuugu: Será difícil de acreditar mas, parece que estamos na fase derradeira do julgamento final. Deus está aqui.
As palavras do jovem foram extremamente fortes para Yume e Nijima, tudo ficava cada vez mais confuso, e á medida em que descobriam a verdade, o medo deles aumentava, sentiam mesmo a presença do fim ao seu redor. Nijima se sentava,não queria acreditar no que o rapaz dizia, mas ao olhar tudo em sua volta, não tinha outra escolha.
Nijima: Por que Deus está aqui? Tá me dizendo que.. está havendo uma guerra entre anjos e demônios?
Ryuugu: Haha, guerra? Não, pelo contrário. Eles estão juntos nessa. Deus e o Diabo, estão limpando o mundo. Foi a partir de 2089, eu ainda me lembro. Era bem jovem, e de início, meus pais não me explicaram o que realmente aconteceu, mas ao sair pra fora, e ver pessoas com um manto brancocapturando meus vizinhos, eu sabia que alguma coisa estava errada. Foi aí que tudo começou. Fiquei ciente da situação, mesmo sendo submisso sobre tudo, fugi com meus pais para um local distante. Deus e o Diabo chegaram ao mundo de alguma forma, e devido ao fim do planeta, estão selecionando as pessoas, algumas, são levadas para o céu, e outras, para o inferno. É claro que a maioria entrou em pânico de início, mesmo os religiosos, mas alguns deles, com o passar do tempo, foram se rendendo e acreditando na vontade divina. Alguns até se candidataram para recrutar pessoas. Agora, já são formadas várias equipes de captura. As pessoas só sabem fugir, essa é a rotina da maioria do mundo. Mas considerando o tempo que se passou, 75% da raça humana já fora levada para outro lugar. É claro que, se vocês não forem hipócritas, vão saber que do restante que restou, 20% é lixo puro, e sendo assim, eles só tem um destino. Dessa forma, vemos por aí muitos campos de resistência, mas é inútil, lutar contra os anjos e demônios. Eles não tem poderes, não tem chifres nem assas, mas suas habilidades são mais avançadas.
Yume: E você.. o que aconteceu com você depois que fugiu com seus pais?
Ryuugu: Essa é uma longa história. Apenas digamos que, eu tinha consciência de que meus pais não eram pessoas boas, e me separei deles, por medo de ir para o inferno.
Nijima: Mas como saber pra onde você vai?
Ryuugu: Essa é a grande questão? Você estaria pronto pra se entregar?
Nijima: Você não está, não é?
Ryuugu: Eu não acredito nesse tipo de coisa. No bem ou no mal. Ambas as partes, variam dependendo do tipo de pensamento de uma pessoa. Não cabe a Deus ou Diabo julgarem. Eu nunca acreditei na bíblia!
Yume: Os céticos devem ter se matado todos.
Ryuugu: Não, eles são os que mais estão fugindo. Agora todos nós se encontramos em uma luta. Terra x Céu e Inferno. De que lado você ficará?
Nijima: Em 2091 eu já vou ter morrido mesmo, apenas quero voltar pra casa. Não entendo, como paramos aqui.
Yume: Até acharmos essa resposta, e um caminho de volta pra 2010, teremos que fugir.
Ryuugu: Haha, eu sabia que escolheriam isso, por esse motivo vim atrás de vocês. Esses homens aí fora, toda essa gente, eles não querem se deixar levar pois são pessoas más, e seu orgulho fala mais que a vontade de Deus. E sabe, eu não confio em Deus. Certa vez eu o vi, ele não parecia diferente desses homens aí de fora.
Yume: Nijima-Kun, você se lembra do que aconteceu ontem?
Nijima: Não tenho certeza.. mas eu estou confuso, não me lembro de muita coisa.
Enquanto eles conversavam, um forte estrondo acontece na parte de fora. Até que um dos sentinelas da vila entra onde os 3 estavam conversando.
- Ei, que diabos é isso? Quem é esse?
Yume: Vocês não se conheciam? ._.
Ryuugu: Eu estava de passagem, quando.. vi você andando pela cidade com essas roupas, e decidi dar uma olhada ^w^’
- Por sua culpa, agora eles encontram a vila, estamos sendo caçados!
Ryuugu: Não eram isso que queriam?
Antes de poderem falar mais alguma coisa, uma lança atravessa a barriga do rapaz que entrava na pequena sala. Os 3 percebem a gravidade da situação, e saem correndo pela janela.
Ryuugu: Por aqui, me sigam.
Nijima: Por que deveríamos confiar em você?
Ryuugu: Vocês tem mais alguém para confiar?
Eles continuam a correr, ao olhar para os lados, viam pessoas sendo capturadas e mortas por cavaleiros, que trajavam um manto preto com máscaras que possuíam uma cruz vermelha no meio. A patrulha do inferno. Ao contrário dos anjos, eles não tinham misericórdia, matavam todos que consideravam maus. A carnificina estava sendo feita na vila. Uma mãe segurando sua filha bebê, pede por piedade, mas um cavaleiro com uma espada, corta sua cabeça, e coloca a criança em um saco. Vários camponeses com seus rastelos e lanças tentam lutar, mas são facilmente cortados. Ryuugu consegue achar uma brecha no meio do transtorno que facilitaria a fuga dos 3.
Yume: Onde você ta indo?
O rapaz chega próximo á uma floresta seca, onde parecia ser um labirinto.
Ryuugu: Por aqui, mesmo sendo um caminho estreito, eles não virão atrás da gente.
Nijima: Como tem certeza
Ryuugu: Não tenho certeza, mas precisamos arriscar.
Os 2 então decidem seguir o rapaz. Eles se escondem atrás de uma enorme rocha que encontram, e de longe, ficam observando qual seria o fim da cidade.
Yume: É melhor esperarmos eles irem do que nos arriscarmos a encontrar com mais deles mais pra frente.
Junto dos cavaleiros negros, haviam várias gaiolas de aço, onde os prisioneiros eram colocados. Cavalos negros puxavam tal coisa, como se fosse uma carroça.
Nijima: Merda.. o que eles fazem com os prisioneiros?
Ryuugu: Levam para o inferno, é óbvio. Eu sei de um lugar mais seguro, venham comigo.
Yume: Mas pra onde?
Ryuugu: Pro centro da terra.
Nijima e Yume ainda sem saberem de tudo o que estava acontecendo por lá, decidiram confiar no rapaz misterioso, e então, eles o seguiam para encontrar as respostas que procuravam meio ao começo da escuridão total.
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