Yume No Sekai

1 Reencontro


“Andando por umas ruas meio barra-pesada aqui de Tóquio no Japão estou eu, < Takumo LB >, um garoto de dezessete anos, otaku, gamer, e considerado geek pelos amigos escolares, meus seis preferidos amigos, acabei de me despedir do nosso encontro mais recente, fomos jogar < Fantasia Online >, um VRMMORPGTPS que nós jogamos usando o NVG, quem não tem um, pode alugar um por um tempo na < NVG Central >, onde você paga pelas horas que fica jogando um VRMMO nos NVG que há lá, no < FO >, eu sou nível noventa e sete, sou o que mais joga entre eles, primeiramente porque sou o que mais guarda economias, e em segundo lugar, porque como eu sou membro Premium do lugar e pago quinze ienes por mês para continuar sendo, eu recebo um desconto pelas horas que fico, e como a maioria das vezes, eu não tenho nada para fazer, e como eu tenho memória fotográfica, e não preciso ficar anotando as coisas passadas na escola no caderno, é só eu responder as questões com tudo o que lembro de ter lido nos livros, é bem fácil, por isso eu sou o de nível mais alto da nossa guilda – enquanto ia para sua casa a pé, reencontra uma pessoa que lhe é muito querida, uma pessoa da sua escola, < Konoha Gakuen > – não pode ser”.

- Ruci-chan? – o “r” se pronuncia como o “r” de “cara” e o “ci” se pronuncia como se estivesse falando “xi”, < Ruci Origami >, uma garota de cabelos grisalhos e longos, olhos azuis como a água de uma piscina de interior azulado, poucos milímetros mais baixa que Takumo, é um ano mais nova que ele, otaku, gamer, e meio geek como ele, ambos são curiosos e têm várias características em comum, foi a primeira garota por quem Takumo teve uma verdadeira queda – o que faz aqui?

- Eu pergunto o mesmo, Takumo-shi, faz pouco tempo que não nos falamos, por que está andando por esses cantos?

- Ah, eu acabei de voltar de umas horas de FO, você ainda joga? – ela apenas balança a cabeça positivamente – isso é ótimo, assim você pode entrar na nossa guilda.

- Então você e o pessoal começaram uma guilda, hein? Eu adoraria entrar, mas só se possível, eu sou uma jogadora soloire, então não sei se me encaixaria, eu preferia se—

- Se formássemos aquela dupla de novo? – há algum tempo, Takumo e Ruci começaram a jogar em grupo, derrotavam chefes, inimigos de níveis muito mais altos que os deles, faziam quests desafiadoras, mas depois de um tempo, foi como se os amigos de Takumo estivessem afastando os dois – eu não me importaria de sair da guilda, o Nike pode ficar no comando, e—

- Não, eu não quero que você se afaste do seu grupo social por minha causa, tudo bem continuar jogando solo, eu não ligo mais—

- Eu sabia – Ruci se confunde – pelo seu “mais”, confirmei que você ligou para a minha saída, eu senti que estávamos nos afastando, só não sabia que seria tão ruim – ele abaixa levemente a cabeça – me desculpe.

- Não tem porquê se desculpar, a culpa não foi sua, nem foi deles, acho que foi minha, já que eu não me adaptei a jogar e andar com vocês, então—

- A culpa é minha e ponto final. Se lembra do dia em que nos “separamos”? Foi aquele dia que mudou muita coisa na minha vida.

“Vinte e oito de junho do ano de dois mil e quarenta e três, meio dia e meia em Tóquio, no Japão.

- Muito bem, pessoal, já que provavelmente alguém vai chegar para nos buscar quando a brincadeira estiver ficando mais interessante, é melhor que nos apressemos, é a vez da Saranghae-shi de perguntar.

- Bom, Ruci, verdade ou consequência? – Ruci pensa um pouco olha em volta, e passa o olho em cada um de seus “amigos”, um de cada vez –.

- Eu escolho consequência – os amigos de Takumo ficaram aliviados por ela não ter escolhido verdade, e também, já tinham algo preparado nesse caso –.

- Eu duvido que você e o Takumo-kun façam contato labial – os seus amigos começaram a comentar o que ela faria agora, sem que ela e Takumo ouvissem –.

- Talvez seja hora de deixar o medo para lá – Ruci fala isso baixo, e depois chega próximo do ouvido de Takumo – por você tudo bem? – Takumo responde positivamente, ele provavelmente não sabia, mas Ruci sabia que ele ainda não tinha beijado ninguém – então vamos lá.

Eu e você estávamos encorajados a continuar, nós nos aproximamos, e logo nós nos beijamos, eu nunca senti nada do gênero por aqueles nove segundos, mas, pude sentir que você estava triste aquele momento, logo depois, nós ouvimos o som da buzina do carro dos seus pais, e foi aí que aconteceu”.

- Você se lembra exatamente como aconteceu, e você tem razão, eu realmente me sentia sozinha aqueles momentos na escola, eu parei de ir na sua casa para fazer a tarefa de casa ou trabalhos e jogar videogames, e você parou de ir na minha também.

- Eu me senti afastado, como se alguma coisa tivesse sumido de dentro de mim, ou melhor, ainda estava lá, só que em um canto que eu não conseguia achar ela, era você.

- – os olhos de Ruci começaram a lacrimejar, ela sentia falta de duas coisas, a primeira, de um melhor amigo de verdade, e também companheiro no FO, e de mais uma coisa, um romance, o qual ela nunca teve com o mesmo – eu sinto sua falta.

- Eu também sinto a sua – um abraço longo e apertado leva os dois a uma sensação muito boa para ambos, e aquilo os estava levando para algo maior e mais forte, que felicitaria-os. Algum tempo depois, os dois olham no olho de cada um e veem o reflexo da chuva que cai neles, uma aproximação, levou-os ao seu primeiro beijo real.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.