Yume No Kakera
17 O mistério da lua nova...InuYasha! Não vá!
Notas iniciais
No capítulo anterior...
– N-Não toque nelas! Eu já tentei e...bem... – Ela estava com a mão enfaixada, provavelmente se queimou com a força que vinha delas.
– Não se preocupe! Eu sei o que estou fazendo. – Digo pegando uma de cada vez, coloquei todas na minha mão esquerda e assim que eu as tocava ela tinham novamente seu brilho prateado, isso significava que estavam puras.
– S-Suggoi! Como você fez isso? – A miko perguntou.
– Eu aprendi um truque de purificação! Preciso pensar em coisas ou pessoas que eu goste para conseguir purificar. – Digo sorrindo e era verdade, dessa vez eu me lembrei da lenda, a lenda que eu acreditei por tantos anos, que agora havia se tornado real.
– Por favor! Passem a noite aqui na vila! Eu peço que me ensine a ser uma miko! – A senhora que aparentava ter quase 30 anos estava me pedindo para ensiná-la, isso seria bom, me ajudaria a treinar mesmo quando não estou com a Kaede-sama por perto.
Passei várias horas treinando com a miko...
Naquela noite peguei um caderno que eu trouxe na minha mochila e decidi fazer algo novo, escrever um diário.
“Minha vida é uma bagunça...primeiro eu sou do século 21, mas por causa de um poço estranho e uma lenda...e da minha okaa também...eu acabei vindo parar na Sengoku Jidai e aqui eu conheci o maior ídolo que eu já tive em toda a minha vida.
InuYasha, não é só uma lenda...”
Foi assim que eu comecei o diário logo depois que terminei de escrever acabei pegando no sono e só acordei no outro dia de manhã cedo...
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– Um pouco de paz finalmente! – Digo sozinha enquanto faço uma caminhada ao redor da vila junto a miko que ajudei a aprender a fazer purificação.
– Como assim? Você não tem paz enquanto viaja? – Ela pergunta, agia quase como uma criança.
– Não é que-
– Yume!!!!! – Ouvi um grito.
– Lá se vai minha paz! – Digo me desanimando por completo.
– Ei! Yume! Não ta me ouvindo te chamar? – Ele pergunta parando bem na minha frente, literalmente desceu de uma árvore e estava sentado como um cachorro.
– Ei! – Digo séria.
– Nani? – Ele pergunta.
– Será que você não pode me deixar em paz um segundo?! – Perguntei gritando.
– Eu não sou surdo! – Ele grita de volta.
– E eu também não! – Grito de volta, viro as costas e cruzo os braços, ele não me deixou em paz a manhã toda.
– Qual é o seu problema heim? – Ele pergunta irritado.
– Você! – Digo me segurando pra não afundar ele na terra.
– Ha??? Mas o que foi que eu fiz? – Ele pergunta.
– Não precisa fazer nada! Volta pro templo ou vai acabar atraindo mais youkais! – Digo ainda de costas.
– Humpf! Você não é nada minha pra mandar em mim desse jeito! – Ele cruza os braços, viro um pouco a cabeça e percebo que ele estava se fazendo de teimoso outra vez.
– O-su-wa-ri! – Falo separando as sílabas, na mesma hora ouço um grunhido dele e o barulho da sua cara batendo direto no chão. – Será que podemos ir por outro caminho? – Pergunto a miko gentilmente.
– H-Hai! – Ela parecia assustada, pouco depois de 20 metros de distancia... – O que houve aqui é normal? – Pergunta parecendo preocupada.
– Todo dia...já virou rotina pra mim...nem liga pra ele! Tem problemas na cabeça! – Digo de olhos fechados e seguindo o caminho.
– Eu to no chão, mas não sou surdo! – Ele grita.
– O-su-wa... – Ouvi um grunhido dele antes mesmo de terminar. – Humpf! – Nem olho pra ele e saio do lugar, não queria ter problemas com ele agora.
– Vocês dois...se parecem com um casal que eu conheci a muito tempo! – A miko começa a rir.
– Eh? – Por que todo mundo fala isso da gente? Sempre me pergunto por que, mas nunca encontrei uma resposta para isso. Pouco depois que passou das 6 da tarde o sol começou a se por. A noite estava perto de chegar e eu podia ver o por do sol, a vista de cima daquele templo era belíssima.
– Yume... – InuYasha apareceu por trás, tinha o tom de voz mais calmo que antes, ele deve ter passado um bom tempo pensando pra ficar desse jeito.
– O que foi? – Pergunto mais tranquila.
– Você já se acalmou? – Ele pergunta ainda calmo.
– Acho que sim...por que? – Perguntei enquanto via ele parar do meu lado e ficar olhando o por do sol.
– Tsume e Kotaro querem sair da vila, Kotaro disse que está tudo bem por aqui e que não precisam mais de você... – Ele diz calmo, era estranho vê-lo assim.
– Eh? Mas não passamos nem duas noites aqui! Vamos passar só mias esta noite...assim podemos reabastecer e sair amanhã. – Digo tentando sorrir.
– Ok então...eu vou dormir fora hoje...não me esperem... – Ele começa a andar.
– Ei espera ai! Onde você pensa que vai? – Perguntei mais séria.
– Não quero dormir aqui hoje... – Ele para e responde sem olhar para mim.
– Não senhor! — Peguei a parte de trás do colarinho do kimono...ou sei lá coo chamo aquilo... e comecei a arrastá-lo para o templo, depois de dois “Osuwaris” ele aceitou ficar, mas ficou o tempo todo olhando pro sol se pondo e quando estava escurecendo ele pediu que ninguém entrasse no quarto que ele se enfiou.
– O que deu no InuYasha? – Tsume-chan pergunta curiosa e surpresa.
– Sei lá! – Digo olhando pra porta do quarto que ele entrou, minha vontade era de entrar ali e descobrir o que ele estava escondendo.
– Será que ele não... – Kotaro começou a falar, sacode a cabeça e então sorri. – N-Nada não! Eu acho que ele só está cansado! – Ele diz.
– O InuYasha...cansado? Isso não seria nem um milagre seria um problemão! – Digo enquanto a miko servia a todos nós um prato de arroz e sopa.
– Por que seria um problemão?? – Tsume-chan é mesmo curiosa.
– InuYasha conseguiu ficar uma semana sem dormir quando nem estávamos lutando...se ele ficar cansado normalmente então é porque ele está doente ou com algum problema. – Digo segurando os hashis com a mão direita e o potinho de arroz com a esquerda.
– O que fazemos então? – A miko pergunta.
– Eh? – Fico surpresa.
– Deixamos ele lá ou vamos investigar? – Ela coloca um sorriso bobo na cara que me deu medo.
– Eu não tenho nada a ver com ele e suas manias! Ele que se vire se tiver algum problema! – Digo ficando mais irritada do que já estava.
– Eh!!! Yume-chan! Está preocupada não é mesmo? – Tsume-chan começa a me provocar.
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Eu estava ouvindo tudo...mas não iria deixar eles me verem essa noite, era muito arriscado.
– D-De onde você tirou essa ideia estúpida? Nunca me importei com aquele baka e nem nunca vou me importar! – Ouvir ela dizer isso de certa forma doía.
– Ah! Yume-sama! Seu rosto está ficando vermelho! – Não entendi o que isso quer dizer.
– Ah! É sério? Não! P-Parem com isso! – Ela pareci nervosa, como estava apensa escutando não sabia o que se passava realmente, pouco depois disso o barulho sumiu e eu consegui cochilar um pouco, estava mais cansado que o normal e meu faro estava com problemas a algumas horas, desde que o sol se pôs e a lua não apareceu.
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– Yume-chan! – Ouvi Tsume me chamar durante a noite, quando abri os olhos percebi que estávamos rodeadas de teias de aranha.
– Mas o que é isso? – Perguntei.
– Eu não sei! Mas acho que eles sabem! – Ela abre uma brecha da porta e podemos ver vários youkais aranhas dentro do templo, no chão caída estava a miko que vivia nesse templo, ao seu redor uma enorme poça de sangue.
– Não... – Eu tampei a minha boca para não acabar soltando um grito. – Ela... – Não consegui dizer.
– Temos que chamar Kotaro e InuYasha! Antes que os encontrem! – Ela diz pegando um arco e flechas.
– Espera o que vai fazer? – Seguro uma parte de sua yukata.
– Vou distraí-los enquanto você chama os outros. – Ela abre a porta bruscamente e começa a atirar, tem uma mira muito boa tenho que dizer, me escondi de trás da parede.
– Kotaro! InuYasha! – Comecei a gritar chamando eles, primeiro fui no quarto de Kotaro.
– Yume-sama? – Ele se surpreende ao me ver. – O que aconteceu? – Ele pergunta se levantando.
– O templo está cercado de Youkais! Tsume-chan está distraindo eles e a miko do templo está morta.
– O que? – Ele imediatamente pega sua arma e vai ajudar Tsume-chan, agora só faltava InuYasha...fiquei surpreso dele ter deixado isso tudo acontecer.
– InuYasha! – Gritei entrando no quarto. Não encontrei ninguém...esse era um dos meus maiores pesadelos...sem InuYasha aqui nunca que vamos sair vivos. – “Será que ele...me ouviu ontem a noite?” – Me perguntei isso, vi a janela aberta e quando olhei encontrei algumas pegadas, do lado de fora um enorme vento soprava, pulei a janela e segui as pegadas que ficaram, pouco depois elas sumiram. –InuYasha! – Comecei a gritar. – InuYasha!!! – Gritei e gritei por um bom tempo. Vi uma figura se aproximar, mas não era dele. – Aah! — Gritei ao ver que era uma aranha gigante, ela jogou uma teia em mim e eu senti um ácido começar a corroer minha roupa e minha pele. – InuYasha! – Continuei gritando...uma hora ele me ouviria. – Alguém...Inu-Yasha... – Me senti mais fraca, desmaiei e não senti mais nada. – Já chega! – Minha boca se mexeu sozinha. – Cansei de ficar esperando! – Começo a me mover.
– “Mas o que é isso? Isso não sou eu!” – Penso, tento me controlar novamente, percebi minhas unhas bem mais afiadas a compridas, pareciam com as do InuYasha.
– Shine! – Minha boca se mexeu outra vez e eu vi meu próprio corpo atacar o youkai. Quando ouvi uma voz familiar.
– Yume! – Era InuYasha, mas de onde ele falava, comecei a procurar, olhei em todos os lados. – Yume! Não se deixe levar pelo medo! – Ele diz, sinto que posso controlar meu corpo de novo, então caio direto no chão. Desmaiei e minha memória se apagou do que eu senti vi e pensei naquela hora...e acordei me sentindo ser movimentada.
– Quem é...? – Perguntei tentando abrir os olhos, a minha frente estava InuYasha, ele estava me carregando enquanto corria, mais devagar que o normal, algo estava errado ou estava mesmo muito escuro porque tive a impressão de que algo estava diferente nele. Uma enorme rajada de teias de aranha são jogadas contra nós pelas costas, ambos caímos no chão. – InuYasha! – Me levantei e comecei a procurar por ele, estava ali em algum lugar.
– Porcaria de lua nova! – Ouvi sua voz, ele estava em baixo de uma enorme quantidade de teias.
– InuYash- — Fiquei paralisada ao ver aquilo, InuYasha não tinha mais os cabelos brancos de antes, estava com cabelos e olhos negros como a noite. – InuYasha! O que houve com você? – Perguntei o ajudando a levantar.
– Não é nada! Sai logo daqui! Eu posso me virar sozinho! – Ele estava mais arrogante que nunca.
– Mas o que houve com-
– Não interessa! Depois eu explico! – Ele fica em posição de ataque como sempre faz.
– Não vou sair daqui até que me dê uma explicação! – Começo a gritar, nisso Tsume-chan e Kotaro aparecem, eles matam o youkai num segundo.
– Tume-chan! Kotaro! – Chamo eles.
– Mas o que é isso? – Tsume-chan se surpreende.
– Então seu período é durante a noite? – Kotaro pergunta na maior naturalidade.
– Eh? Kotaro, você já sabia disso e não nos contou? – Tsume-chan fica perguntando.
– Se puder explicar o que está acontecendo eu agradeço! – Digo.
– Hanyous costumam passar um período em forma humana, para eles é um período de risco e fragilidade, eles tem sua defesa diminuída e por isso nunca revelam o período que ficam assim para ninguém se escondendo o máximo possível.
– Então...é por isso que você estava tão estranho hoje. – Olho para InuYasha e ele vira a cara para o outro lado.
– Parece que para o InuYasha...é quando a lua fica negra... – Kotaro explicou bem o que estava acontecendo.
– Quer dizer...na lua nova...
– E daí se me tornei humano por um tempinho! É só até amanhecer! – Ele não olhava para nenhum de nós.
– Eu não contei nada porque hanyous geralmente não gostam de falar sobre esse assunto... – Kotaro cruza os braços e fica sério.
– Mas... InuYasha! Você ao menos poderia ter me contado! Se eu soubesse que isso acontecia com você não teria insistido em ficar aqui! Não confia em mim? – Pergunto.
– Eu não confio em ninguém! – Ele grita me deixando surpresa. – Como acha que estou vivo até hoje? – Ele vira a cara novamente.
– Gomen... – Me levanto e viro as costas, vou andando até o templo. – Kotaro...ainda tem youkais no templo? – Pergunto.
– Eu não vi mais nenhum só que o chefão deve estar por aqui em algum lugar. – Ele diz se levantando, eu vou com você.
– Não! Eu vou sozinha! – Volto a andar.
– Não vai a lugar algum! – InuYasha toma a frente e vai andando para o templo.
– Mas InuYasha...! – Ele me interrompe.
– Kotaro, Tsume! Não deixem ela vir atrás de mim! – Assim que diz isso ele sai correndo pro templo.
– InuYasha! – Gritei... – “ Ele...vai morrer!” – Pensei e algo bem no fundo me dizia que isso iria acontecer se eu não estivesse junto dele naquela hora de fraqueza.
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Estava quase chegando no templo quando vi o youkai responsável por tudo.
– Então é você que está fazendo essa bagunça?! – Digo chegando na porta.
– Oh! Um humano que quer ser o herói da pátria! Mias que lindo e que pena que vai morrer! – Era um youkais com o tronco de uma mulher e parte das pernas de uma aranha, enormes dentes saíam da boca dela.
– Você pode ir parando por aí! – Grito pulando em cima e usando minhas unhas normais, tentei aranhar ela o máximo possível.
– Você...Você ousa me desafiar não é mesmo?! – Ela se joga contra a parede, ela se levanta e eu tento me manter em pé, minha forma humana é mais fraca então eu tinha certeza que morreria ali, só tinha que dar tempo par Yume e os outros fugirem. – Shine! – Ela joga vários fios de teias em cima de mim e ao redor do lugar. – Agora é sua vez de visitar o mundo dos mortos! – Ela esticou seus braços e conseguiu pegar meu pescoço, começou a me enforcar.
– Dro-ga... – Ela se aproxima rapidamente e começa a morder o meu braço. – Gyaaaa! – Aquilo ardia mais que qualquer coisa.
– InuYasha! – Ouvi a voz de Yume
– Não...Yu-me... – Foi o que consegui dizer antes de poder vê-la.
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– InuYasha! – Gritei entrando no templo, estava com um arco e flechas em mão e comecei a atirar.
– Yu-me...fuja...rápido! – Ele começa a falar mais devagar e percebi que ele estava sentindo dor.
– Não! Me recuso a sair daqui sem você! – Começo a gritar, não consegui segurar, estava feliz por encontrá-lo ainda vivo, mas sabia que se continuasse assim ele iria morrer, algumas lágrimas quase escorreram. Fui para cima do youkai aranha que estava por trás de tudo.
– Yume-chan! – Tsume-chan gritou, ela tinha vindo atrás de mim mesmo depois de dizendo que não precisava...
Flashback on:
– Yume-chan! Não vá! Estará desobedecendo uma ordem do InuYasha e-
– Não me interessa! Ele disse que eu não mandava nele! Então quem é ele pra me dizer o que fazer?! – Me soltei.
– Yume-sama! – Kotaro começou a me seguir.
– Não precisam vir junto! Eu vou ver se dou um jeito no youkai que resta. Se eu fosse vocês iria agora para bem longe daqui! – Digo virando as costas. – “InuYasha...por favor...fique vivo!” – Pensei na hora.
Flashback off:
– Yume-sama! Não faça isso! – Kotaro também veio, me senti mais confiante.
– Não adianta me atacar! Em pouco tempo! Seu amigo vai morrer contaminado pelo meu veneno! – A youkai tinha razão, tínhamos que tirar InuYasha dali e então lhe dar um antídoto.
– Tsume-chan! Pegue o arco! – Gritei preparando uma flecha de purificação intensa, não poderia atirar porque estava me sentindo fraca.
– H-Hai! – Ela pega o arco e atira com precisão no youkai que fica metade derretido e agonizando de dor.
– Rápido! Temos que tirá-lo daqui! – InuYasha caiu no chão e então Kotaro e eu começamos a arrastá-lo para onde era meu quarto e da Tsume-chan, lá tinha minha caixa de primeiros socorros.
– InuYasha! Aguente firme! – Eu disse o deitando numa cama improvisada no chão, porém não tinha travesseiro. – Tsume-chan pegue o frasco vermelho na minha mochila! – Eu disse pegando na mão de InuYasha, estava fria, o veneno estava começando a fazer efeito, me levantei e coloquei uma boa purificação em duas flechas, uma eu cravei na porta e a outra eu cravei na janela para que nenhum youkai pudesse entrar enquanto InuYasha se recuperasse.
– Yume-chan é esse aqui? – Tsume-chan me entregou o frasco eu levantei um pouco a cabeça dele e o fiz tomar um pouco do antídoto.
– InuYasha! Beba isso! – Ele não engolia e isso me deixou pior do que eu já estava emocionalmente. – InuYasha! – Não aguentei e acabei chorando de novo, deitei meus braços e minha cabeça no peito dele. Ele já estava praticamente morto de tão frio. – Não...Não vá! – Gritei...
Continua...
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