Yume No Kakera
18 O mistério da lua nova...Parte 2
Notas iniciais
No capítulo anterior...
– O que deu no InuYasha? – Tsume-chan pergunta curiosa e surpresa.
– Sei lá! – Digo olhando pra porta do quarto que ele entrou, minha vontade era de entrar ali e descobrir o que ele estava escondendo.
– Eu não tenho nada a ver com ele e suas manias! Ele que se vire se tiver algum problema! – Digo ficando mais irritada do que já estava.
– Eh!!! Yume-chan! Está preocupada não é mesmo? – Tsume-chan começa a me provocar.
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– D-De onde você tirou essa ideia estúpida? Nunca me importei com aquele baka e nem nunca vou me importar! – Ouvir ela dizer isso de certa forma doía. Ela parecia nervosa, como estava apenas escutando não sabia o que se passava realmente, pouco depois disso o barulho sumiu e eu consegui cochilar um pouco, estava mais cansado que o normal e meu faro estava com problemas a algumas horas, desde que o sol se pôs e a lua não apareceu.
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– Acho que eles sabem! – Ela abre uma brecha da porta e podemos ver vários youkais aranhas dentro do templo, no chão caída estava a miko que vivia nesse templo, ao seu redor uma enorme poça de sangue.
– Vou distraí-los enquanto você chama os outros. – Ela abre a porta bruscamente e começa a atirar, tem uma mira muito boa tenho que dizer, me escondi de trás da parede.
– Kotaro! InuYasha! – Comecei a gritar chamando eles, primeiro fui no quarto de Kotaro.
– O templo está cercado de Youkais! Tsume-chan está distraindo eles e a miko do templo está morta. Ele imediatamente pega sua arma e vai ajudar Tsume-chan, agora só faltava InuYasha...fiquei surpreso dele ter deixado isso tudo acontecer.
– InuYasha! – Gritei entrando no quarto. Não encontrei ninguém...esse era um dos meus maiores pesadelos...sem InuYasha aqui nunca que vamos sair vivos. – “Será que ele...me ouviu ontem a noite?” – Me perguntei isso, vi a janela aberta e quando olhei encontrei algumas pegadas, do lado de fora um enorme vento soprava, pulei a janela e segui as pegadas que ficaram, pouco depois elas sumiram. –InuYasha! – Comecei a gritar. – InuYasha!!! – Gritei e gritei por um bom tempo. Vi uma figura se aproximar, mas não era dele. – Aah! — Gritei ao ver que era uma aranha gigante, ela jogou uma teia em mim e eu senti um ácido começar a corroer minha roupa e minha pele. – InuYasha! – Continuei gritando...uma hora ele me ouviria. – Alguém...Inu-Yasha... – Me senti mais fraca, desmaiei e não senti mais nada.
– Já chega! – Minha boca se mexeu sozinha. – Cansei de ficar esperando! – Começo a me mover.
– “Mas o que é isso? Isso não sou eu!” – Penso, tento me controlar novamente, percebi minhas unhas bem mais afiadas a compridas, pareciam com as do InuYasha.
– Yume! Yume! Não se deixe levar pelo medo!– Era InuYasha, sinto que posso controlar meu corpo de novo, então caio direto no chão. Desmaiei e minha memória se apagou do que eu senti vi e pensei naquela hora...e acordei me sentindo ser movimentada. A minha frente estava InuYasha, ele estava me carregando enquanto corria, mais devagar que o normal, algo estava errado ou estava mesmo muito escuro porque tive a impressão de que algo estava diferente nele. Uma enorme rajada de teias de aranha são jogadas contra nós pelas costas, ambos caímos no chão. – InuYasha! – Me levantei e comecei a procurar por ele, estava ali em algum lugar.
– Porcaria de lua nova! – Ouvi sua voz, ele estava em baixo de uma enorme quantidade de teias.
– InuYasha! O que houve com você? – Perguntei o ajudando a levantar.
– Não é nada! Sai logo daqui! Eu posso me virar sozinho! – Ele estava mais arrogante que nunca.
– Não vou sair daqui até que me dê uma explicação! – Começo a gritar, nisso Tsume-chan e Kotaro aparecem, eles matam o youkai num segundo.
– Hanyous costumam passar um período em forma humana, para eles é um período de risco e fragilidade, eles tem sua defesa diminuída e por isso nunca revelam o período que ficam assim para ninguém se escondendo o máximo possível. –Kotaro explica.
– Então...é por isso que você estava tão estranho hoje. – Olho para InuYasha e ele vira a cara para o outro lado.
– Parece que para o InuYasha...é quando a lua fica negra... – Kotaro explicou bem o que estava acontecendo.
– Mas... InuYasha! Você ao menos poderia ter me contado! Se eu soubesse que isso acontecia com você não teria insistido em ficar aqui! Não confia em mim? – Pergunto.
– Eu não confio em ninguém! – Ele grita me deixando surpresa.
– Gomen... – Me levanto e viro as costas, vou andando até o templo. – Kotaro...ainda tem youkais no templo? – Pergunto.
– Eu não vi mais nenhum só que o chefão deve estar por aqui em algum lugar. – Ele diz se levantando. – Eu vou com você.
– Não vai a lugar algum! – InuYasha toma a frente e vai andando para o templo.
– InuYasha! – Gritei... – “Ele...vai morrer!” – Pensei e algo bem no fundo me dizia que isso iria acontecer se eu não estivesse junto dele naquela hora de fraqueza.
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– Então é você que está fazendo essa bagunça?! – Digo chegando na porta. – Você pode ir parando por aí! – Grito pulando em cima e usando minhas unhas normais, tentei aranhar ela o máximo possível. Minha forma humana é mais fraca então eu tinha certeza que morreria ali, só tinha que dar tempo par Yume e os outros fugirem.
– Shine! – Ela joga vários fios de teias em cima de mim e ao redor do lugar. – Agora é sua vez de visitar o mundo dos mortos! – Ela esticou seus braços e conseguiu pegar meu pescoço, começou a me enforcar.
– Dro-ga... – Ela se aproxima rapidamente e começa a morder o meu braço. – Gyaaaa! – Aquilo ardia mais que qualquer coisa.
– InuYasha! – Ouvi a voz de Yume
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– Yu-me...fuja...rápido! – Ele começa a falar mais devagar e percebi que ele estava sentindo dor.
– Não! Me recuso a sair daqui sem você! – Começo a gritar, não consegui segurar, estava feliz por encontrá-lo ainda vivo, mas sabia que se continuasse assim ele iria morrer, algumas lágrimas quase escorreram.
– Não adianta me atacar! Em pouco tempo! Seu amigo vai morrer contaminado pelo meu veneno! – A youkai tinha razão, tínhamos que tirar InuYasha dali e então lhe dar um antídoto.
– Tsume-chan! Pegue o arco! – Gritei preparando uma flecha de purificação intensa, não poderia atirar porque estava me sentindo fraca.
– H-Hai! – Ela pega o arco e atira com precisão no youkai que fica metade derretido e agonizando de dor.
– Rápido! Temos que tirá-lo daqui! – InuYasha caiu no chão e então Kotaro e eu começamos a arrastá-lo para onde era meu quarto e da Tsume-chan, lá tinha minha caixa de primeiros socorros.
– Tsume-chan pegue o frasco vermelho na minha mochila! – Eu disse pegando na mão de InuYasha, estava fria, o veneno estava começando a fazer efeito, me levantei e coloquei uma boa purificação em duas flechas, uma eu cravei na porta e a outra eu cravei na janela para que nenhum youkai pudesse entrar enquanto InuYasha se recuperasse. – InuYasha! Beba isso! – Ele não engolia e isso me deixou pior do que eu já estava emocionalmente.
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– InuYasha! – Não aguentei e acabei chorando de novo, deitei meus braços e minha cabeça no peito dele. Ele já estava praticamente morto de tão frio. – Não...Não vá! – Gritei...
– H-hum... – Quando já estava quase desabando por inteiro quando ele começou a se mover e sua pele passou a esquentar.
– InuYasha! – Digo olhando diretamente para ele, quando vi seus olhos se abrirem posso dizer que me senti a pessoa mais feliz do mundo só de ver aquilo.
– Cof! Cof! – Ele começou a tossir e eu levantei um pouco a cabeça dele.
– InuYasha! Gomen... — Digo abaixando um pouco a cabeça. Ele volta a ficar inconsciente, todos dormem e eu fico para observar se ele melhoraria ou não. – “Que bom! Ele ainda está vivo...não tenho mais que me preocupar...só é preciso que chegue o amanhecer...” – Penso olhando pela janela, meus olhos ardiam um pouco por causa do sono. Peguei um energético na mochila e fui perdendo o sono pouco a pouco.
– Yu-me... – Ouvi ele dizer algo pela primeira vez em horas.
– InuYasha! O que foi? – Pergunto me aproximando.
– Por que...estava chorando? – Perguntou virando o rosto para o outro lado.
– Eh? Ah! Aquilo...Eu pensei que você fosse morrer... – Digo olhando para o outro lado também.
– Pensei...que não se importava comigo... – Ele diz ainda de cara virada.
– “Ele ouviu!” – Minha mente desabou na mesma hora. – G-gomennasai! E-Eu não...tive a intenção de dizer aquilo... – Digo ainda sem olhar para ele.
– Eu...Posso...deitar no seu colo? – Aquilo foi uma bela surpresa com a cabeça dou um sinal de sim. O ajudo a se deitar e o vejo ficar mais tranquilo, o que me deixava cada vez mais nervosa.
– S-Se sente melhor? – Pergunto, estava com os nervos a flor da pele, quase dei um piripaque ali mesmo.
– Aham... – Ele fica de olhos fechados, o que me ajuda a diminuir um pouco o nervoso que senti na hora.
– “ O que eu faço...ele nunca fez algo assim? Será que o veneno surtiu efeito no cérebro dele?” – Fiquei me perguntando isso por um bom tempo.
– Você...tem um cheiro bom...Flores... – Ele diz me fazendo ficar vermelha, meu coração disparou de uma vez.
– D-Do que está falando?! Você sempre diz que não gosta do meu cheir-
– Era...mentira... – Ele vira a cabeça pro outro lado...Agora sim eu estou completamente vermelha, não consegui dizer uma palavra a mais sequer, ainda mais porque ele dormiu.
– “InuYasha! Se você estiver brincando comigo! Eu juro que te faço ir parar no centro da terra!” – Penso enquanto tento dormir, depois de algumas horas eu percebi que algo estava errado.
– Yume-sama! O teto! – Kotaro me alertou, as flechas caíram da janela e da porta.
– Essa não! – Digo. – InuYasha! Acorda! – Ele estava inconsciente ainda, isso me deixou um tanto mais preocupada ainda.
– Agora! Me deem a Shikon no Tama! E eu os deixarei partir! – O youkai aranha abriu o teto completamente, também fez um buraco na parede ao lado que levava para fora do templo.
– Não mesmo! – Tsume-chan entra na frente e começa a atacar com algumas flechas.
– Tsume! Me espera! – Kotaro foi junto, como eu estava sem meu arco por que Tsume-chan o tinha pego, fiquei tentando acordar InuYasha, mas nada adiantava, ele estava completamente desmaiado.
– Então é você quem está com a Shikon! – O youkai vem até mim e estica seu braço me segurando, ela aperta ao redor de meus braços e me eleva no ar.
– Não! – Grito enquanto sinto meus pés deixarem o chão.
– Me entregue a Shikon no Tama! – Ela começa a me apertar, estava ficando sufocada, se continuasse assim eu iria acabar morrendo com os ossos todos quebrados e com hemorragia interna.
– Alguém...Tasu...kete! – Minha voz ficou mais baixa.
– Pra um youkai tão fraco você é bem corajoso! – Ouço a voz de InuYasha, o Youkai parou de me apertar.
– Você! Ainda está vivo?! Vai aprender a não mexer comigo outra vez! Agora eu vou garantir que esteja morto! – Ela me solta e eu caiu no chão, senti Dodô o corpo dolorido.
– Agora você mexeu com a pessoa errada! – InuYasha estava mais confiante.
– O que deu nele? Perdeu a cabeça? – Kotaro perguntou.
– Olhem! Está amanhecendo! – Tsume-chan aponta para o meio das montanhas estava começando a clarear e o sol estava dando sinais de vida.
– Você é muito confiante para um humano fracote sabia?! – O youkai começa a rir.
– Quem você...está chamando de fracote? – Ele começa a se transformar.
– Você é um...Hanyou?! Maldito! Vou te matar antes que se transforme! – O youkai começa a apertar o pescoço dele, ele pulsa 3 vezes.
– Você errou em se meter comigo! – Ele grita. – Sankon Tessou! – O youkai começa a ser partido em pedaços. Enquanto isso o cabelo e a aparência de InuYasha já tinham voltado ao normal.
– Ele conseguiu! – Digo.
– Está se mexendo! – Kotaro e Tsume levam um leve susto assim como eu.
– Yume! Onde está a Shinju? – Ele pergunta após todos os pedaços do youkai.
– Acho que...Ali! – Digo apontando para um pedaço da carne que pulsava e começava a se juntar novamente, InuYasha tirou a Shinju de dentro do corpo do youkai que virou poeira na mesma hora.
– Conseguimos... – Tsume-chan começou a comemorar.
– Sim...mas destruímos o templo por causa disso. – Kotaro fica envergonhado.
– Não se preocupem com isso! – Os aldeões estavam todos se reunindo ao nosso redor. – Vocês salvaram as nossas vidas! Isso é o que importa! Seremos gratos eternamente. – O rapaz conclui.
– Nós que agradecemos pela hospitalidade! – Digo fazendo uma reverência, eles retribuem com outra reverência.
– Se quiserem posso avisar a vila de onde viemos para mandar uma ou dias mikos aqui por algum tempo para treinar outras. – Eu digo sorrindo para eles. Eles aceitam, como em alguns dias voltaríamos para a vila da Kaede-sama iria aproveitar a oportunidade.
– Obrigada por tudo! – Todos eles começaram a gritar isso enquanto nos distanciávamos da vila, já era de manhã cedo, pegamos um bote que estava largado no rio e aproveitamos a carona que seria de muito valor.
– Que dia lindo! – Digo olhando para o céu e sentindo a brisa bater em meu rosto, senti o cheiro de rosas então me lembrei do que InuYasha me dissera na noite anterior. – “Eu...ouvi direito não é mesmo? Aquilo não foi um sonho!” – Penso olhando para ele que estava sentado no banco a minha frente, ele me vê.
– O que é? Tá querendo reclamar de algo logo cedo? – Ele pergunta arrogante como sempre.
– “Esquece! Ele voltou ao normal! Nunca mais vou ouvir ele falar algo como aquilo de novo! Melhor fingir que foi um sonho mesmo...” – Penso virando a cara e olhando para o lago.
Continua...
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