Notas iniciais
E saindo da história - eu tinha avisado que esta porra é louca...

(Yuko & Hiroki Medieval)

Yuko era uma guerreira, responsável pela paz e a ordem dos Vilarejos que rodeavam o reino. Ela andava por aí, sobre seu cavalo, usando sua armadura e com sua espada embainhada.

Então, de repente, ela viu um sujeito gordo, careca, sacudindo os braços do lado de fora de um estabelecimento. Ele parecia desesperado.

- POR FAVOR! POR FAVOR! ME ROUBARAM! ME ROUBARAM!!! — Ele gritou, e o mais rapidamente o possível, Yuko foi correndo até ele pra saber o que se passava.

- Senhor! O que houve!? — Ela gritou, e ele repetiu.

- ME ROUBARAM! AQUELE ALI ME ROUBOU!!! — E ele apontou para uma figura encapuzada correndo pros becos do Vilarejo.

Yuko nem demorou, começou a cavalgar desesperadamente atrás do ladrão. Ela faria justiça como sempre fez até então!

Por entre becos estreitos, onde o Sol não conseguia bater luz, em buracos tortuosos, por onde o cavalo de Yuko fazia esforço para passar, entre outros obstáculos, ela passou. Até que teve uma hora em que viu o ladrão entrando em uma casa semidestruída e abandonada. Então, ela teve de deixar o cavalo ali, e então, o prendeu do lado de fora e entrou na tal casa.

E lá estava...

Uma garota, sentada no chão, bebendo no gargalo de uma enorme garrafa de vinho de uns 3 litros pelo menos.

Yuko parou, boquiaberta e assustada. Mas o que diabos era...?

- Q-quem é você!? O que faz aqui!? E essa garrafa, é...? — Então, ela viu o capuz e capa logo ao lado da garota, no chão. Era ela mesma... "O ladrão do bar". — Peraí... Você roubou... O bar...

- Uhum. — Disse a garota, parecendo nem aí. Como se o roubo não fosse nada demais.

- Ah... Mas você... Roubou dinheiro!? — Perguntou Yuko, mesmo que fosse meio óbvio. A garota fez "não" com a cabeça, e tomou outro gole do gargalo. — Você... Só... Roubou esse vinho?

E de novo, a garota fez "sim" com a cabeça. Yuko passou a mão na face incrédula.

Já tinha visto de tudo... Assassinos, estupradores, ladrões de estabelecimentos que roubam todo seu dinheiro, inimigos de guerra, invasores, espiões, mercenários, magos negros... Mas nunca viu isso: Uma ladra que só rouba uma garrafa de vinho!

- Mas por que diabos fez isso!? — Disse Yuko, pensando se realmente tinha que pegar sua espada ou não.

- Ué... Ele tem um monte dessas. Qual a diferença? — Perguntou a garota, levantando a sobrancelha e Yuko suspirou, então, respondeu com raiva.

- Toda! É um pertence DELE! Mesmo sendo uma coisa boba, você não tem o direito de roubá-lo! — Disse a guerreira enfurecida com a ladina.

- Certo. Mas ia parar no mesmo lugar de qualquer forma... — Ela disse, bebendo mais. Yuko pensou em obrigá-la parar, mas ela parecia tão "inofensiva", que ela queria entender aquilo tudo primeiro.

- Como assim!? Parar no mesmo lugar!? Onde!? — Perguntou, ainda emburrada. Então, a outra disse, com a cara lavada.

- "Casinha"... — (*Vaso sanitário) Yuko arreganhou a boca, horrorizada.

- NÃO ME VENHA COM ESSA HISTÓRIA!!! — E então, só pra assustá-la, desembainhou a espada e apontou para a garota. — POR QUE ROUBOU ISSO!? EXATAMENTE ISSO!? DIGA, AFINAL!!! VOU TE DAR SÓ UMA CHANCE DE SE EXPLICAR!!!

- Já me deu várias... — Disse a outra, parecendo não ligar. Então, levantou-se. Fez a outra ficar ainda mais em pose de ataque. Mas ela não fez nada... Nenhuma das duas. Então, ela disse. — Certo. Eu estava... Devendo muito dinheiro pro dono do bar.

Yuko até mesmo "afroxou" a espada depois de ouvir isso. E a ladina continuou.

- E eu preciso beber, mas tou desempregada... Então, eu resolvi roubar uma garrafa de vinho. Satisfeita? — Disse, revelando seus motivos.

- "Precisa"... "beber"? — Perguntou a outra, como se repetisse pra tentar acreditar e/ou entender o que a outra dizia.

A outra sacudiu afirmativamente a cabeça e voltou a beber.

- PARE DE BEBER, SUA BÊBADA LADRA! E DEVOLVA ESSA GARRAFA E SEU CONTEÚDO AO DONO DO BAR!!! — Ela disse, voltando a apontar a espada afiada pra outra, que bocejou e disse.

- O "conteúdo"? Quer que eu vomite de volta na garrafa!? — Perguntou sem nem mudar sua expressão, como se nem tivesse brincando. Yuko fez cara de nojo.

- CLARO QUE NÃO!!! ARGH!!! — E então, virou sua cabeça pro lado, com a língua pra fora.

E assim que voltou a olhar pra frente, percebeu... A ladina tinha fugido. Como fora tão rápida assim!?

- MALDITA!!! — E então, Yuko saiu da casa semidestruída e foi direto ao seu cavalo para tentar descobrir pra onde a outra tinha ido.

Porém... Seu cavalo não estava mais lá.

- FILHA DA PUTA!!!