Yuiitsu No Reigai

30 Capítulo 30 - Itoko


Notas iniciais
B-Buongiorno, chibis...
AAAAA Me desculpem, me desculpem, me desculpem um bilhão de vezes, por favor! Eu não queria ter levado tanto tempo para atualizar, eu juro, mas eu tinha entrado em época de provas, mal conseguindo mexer no PC direito! Mil perdões, prometo nunca mais atrasar assim!
Céus... Hoje é meu primeiro dia de férias, e ainda sim tenho muito a fazer... Bem, o capítulo - ou melhor, filer - ficou curtinho, e eu poderia ter feito maior, porém postei mais porque eu realmente demorei dessa vez, e não podia atrasar mais. Ah, sim, e fico feliz de vocês terem gostado do lemon! Foi meu primeiro, e eu não sabia o que fazer ;-; E sobre os pedidos para lemons de outros casais (A maioria me pediu BBXNear): Não vou postar na fic, maaaaaaaas vou fazer one-shots, pode ser? Só não sei quando postar, mas farei :3
Alright, vamos para o capítulo. Boa Leitura.

Capítulo 30

Itoko

いとこ


O vento era frio naquela estranha, embora confortável manhã de dezembro. A neve caia lenta e graciosamente sobre as ruas de Winchester, criando sobre os jardins anteriormente verdes e bem cuidados – ainda que permanecesse de tal forma – uma fina camada branca, uma vez que visitara a capital de Hampshire havia poucas horas. A Wammy’s House, como era de se esperar em uma manhã de domingo, abrigava apenas uma parte de seus alunos, os que eram mais considerados moradores da grande e acolhedora residência. A maioria ainda respirava lentamente, em sono profundo, sem sequer se preocupar com o que fariam pelo resto do dia, alguns estavam prestes a despertar, porém a calmaria era a ultima coisa a se despistar naquele dia de neve.

Mihael foi o primeiro a abrir os olhos no último cômodo do corredor, como de costume desde seus ternos anos. O quarto encontrava-se escuro, a janela fechada e coberta pela cortina de um modo desajeitado, da mesma forma que a havia deixado no dia anterior. Seu braço estava levemente dormente, os fios loiros bagunçados, e uma sensação estranhamente boa, prazerosa e confusa pulsando em suas veias, o calor ainda refletindo em si, mesmo que as condições climáticas da cidade fossem totalmente opostas; O coração batendo calmo e ao mesmo tempo descompassado ao que olhou para o lado, encontrando a cama de Mail vazia, mas abaixando os olhos e vislumbrando a imagem do outro deitado sobre seu peito desnudo, os olhos fechados, a pele alva com um leve tom avermelhado sobre as bochechas, os lábios carnudos, e tentadores aos olhos do loiro, levemente entreabertos, sua respiração calma contrastando com a expressão angelical estampada em seu rosto jovem. Mihael sorriu de leve, como fazia ao encontrar os olhos verdes do amado que agora ressonava ao seu lado, envolvido por seus braços; Ele achava aquilo tão... diferente. Meses atrás, ele sequer cogitava a possibilidade de dizer as três palavras que Mail gostaria — e gostava — tanto de ouvir, tal fato durando por anos, independente de todas as aproximações, olhares demorados, sorrisos “sem motivo”, dentre outros fatores, e passado 6, quase 7 anos – levando em consideração quando eles se deram conta de que aquilo tudo que sentiam muito antes era chamado amor – ele conseguiu não só dizer as palavras, mas ouvi-las; Pode sentir os lábios que ele tanto queria tocar, abraçá-lo mais do que já fazia, segurar em sua mão sem ter um motivo em especial... E agora ele estava deitado ao seu lado, não como sempre fizeram, mas como, depois de um tempo, quando a paixão misturava-se com todas as emoções e desejos da idade, desejavam estar; Haviam ficado ainda mais íntimos na noite anterior, sentido emoções diferente, um capítulo novo para a grande e apaixonante história dos dois.

Mihael levou a mão cuidadosamente até os fios rubros, tirando-os dos olhos fechados de Mail, uma mania que tinha desde a infância. Seu peito subia e descia calmamente, e ele desejava que a imagem que seus olhos capturavam nunca mais saíssem de sua mente. Ele não iria acordá-lo, muito menos iria se levantar; Ficaria ali, aproveitando cada segundo daquela manhã até o momento em que as pálpebras do amado se desprendessem e seus olhos azuis se encontrassem com os esverdeados, no inicio com um brilho de confusão, que logo mudaria para um envergonhado, precedido de outro que ele esperava que durasse pelo resto do dia, aquele que só Mail possuía, sem definição certa, mas que, sem sombra de dúvida, transparecia todo o amor que ele sentia pelo melhor amigo.

Não demorou muito para o ruivo acordar, confuso, não por estar na cama de Mihael – ele, de certa forma, estava mais acostumado a dormir nela do que na sua própria – mas por, assim como o loiro, sentir ainda uma leve pulsação sobre as veias de tudo aquilo que sentira na noite anterior. Arregalou os olhos ao se dar conta de que ressonara sobre o peito do outro, as bochechas se afogueando cada vez mais, principalmente ao que se levantou cuidadosamente e deparou-se com Mihael, que havia adormecido novamente. Piscou freneticamente, ajeitando o cabelo ruivo e sentindo os batimentos acelerados, se lembrando de tudo o que fizeram. Olhou para o seu próprio torso, se deparando com diversas marchas pequeninas, avermelhadas e arroxeadas, em seguida para o resto do quarto, encontrando as roupas jogadas desesperadamente em um canto qualquer. A cortina que Mihael também havia notado, o calor que ainda emanava de ambos os corpos... Tudo permanecia lá, e Mail se deu conta que, de fato, não era mais um de seus sonhos. Ficou um tempo em silêncio, analisando toda a situação, e depois de um tempo deixou escapar uma risada leve, ligeiramente incrédula e extremamente envergonhada, mas que ele não poderia evitar. Apesar de baixa, Mihael logo abriu os olhos, em silêncio observando o ruivo.

– O que houve? – Sua voz saiu rouca, embora levemente doce. O ruivo sobressaltou-se, voltando a corar fortemente, arregalando os olhos.

– M-Mello! Eu- Eu te acordei? Desculpe!

– Não, Matt, eu já tinha acordado, só acabei cochilando depois. – Ele se ergueu, sentando na cama do mesmo modo que o outro. Puxou carinhosamente o queixo de Mail, selando seus lábios com calma. – Bom Dia.

– B-Bom Dia... – Mail voltou a piscar. Sentiu o olhar do loiro sobre suas marcas, o fazendo corar ainda mais, puxando uma parte da coberta para cobrir o torso. Mihael riu, meneando a cabeça negativamente. – O-O que houve? – o outro perguntou, levemente irritado – O que, na verdade, era apenas um dos níveis de sua vergonha.

– Nada, nada... Desculpe pelas marcas... Bem, eu tinha que marcar o momento de alguma forma, afinal...

– Mello!

– Desculpe. – Ele riu novamente, se aproximando e envolvendo o ruivo em um abraço, beijando de leve o pescoço do mesmo. Mail sentiu um arrepio correndo por todo o corpo, deixando um suspiro escapar. Mihael continuou com beijos leves sobre o pescoço do outro, às vezes indo até os lábios. – E eu também descobri seus verdadeiros pontos fracos, é mesmo...

– Como se você não soubesse... – O ruivo respondeu baixo, seus dedos se prendendo em alguns fios loiros. – Isso tudo é tão... diferente...

– Foi a primeira coisa que pensei ao açodar. Depois eu vi você dormindo e toda a linha de raciocínio se embaralhou... – O ruivo corou um pouco mais, sentindo um batimento falharrindo em seguida. – Mas você gostou?

– M-Mello, que pergunta!

– Oras, eu preciso saber!

– ...É claro que sim, seu louco!

– Então eu vou poder fazer mais marcas? – Ele questionou rindo, beijando seus lábios e em seguida encontrando os olhos verdes, uma tonalidade se misturando à outra. Mail riu de leve, meneando a cabeça.

– Quantas quiser... – Mail fechou os olhos, inclinando de leve a cabeça, tocando os lábios do loiro em um beijo tímido, que fora logo retribuído por Mihael; O beijo calmo, assim como os batimentos dos garotos, a profusão de sentimentos e a vergonha ainda pairando no ar do cômodo que, horas atrás, era cenário da primeira experiência intima e diferente de ambos. As mãos de Mihael puxavam de leve a cintura de Mail, e este último tinha as mãos sobre o pescoço do loiro, vez ou outra com seus dedos entrelaçados nos fios dourados. Aos poucos, eles aprofundavam o beijo, sem perder a calma ou o controle – Uma tarefa consideravelmente difícil, considerando que ambos estavam cobertos por apenas um lençol, sem qualquer roupa – mas que foi mantida até certo ponto, onde o beijo já havia se intensificado ao máximo e os dedos de Mihael comixavam, assim como seus lábios, ainda que presos ao do outro, a tocar e marcar a pele alva do ruivo. Mail quebrou o beijo, separando seus lábios e afastando o rosto ligeiramente, as mãos contra o peito desnudo do loiro, o empurrando levemente.

– Vamos, já está na hora de levantarmos... E eu quero saber como foi o encontro dos garotos! – Ele sorriu, ansioso. Mihael meneou a cabeça, puxando o ruivo uma última vez para selar-lhe os lábios carnudos, logo os separando. Mail procurava algo pelo quarto, as bochechas avermelhadas, quando pegou um dos travesseiros do loiro e colocou sobre a face do mesmo, tampando-lhe o rosto ao mesmo tempo em que o empurrava na cama. Mihael ameaçou tirar, mas Mail foi mais rápido, colocando sua mão sobre a do loiro – Não olhe! Minha roupa foi parar no outro lado do quarto, e por sua culpa!

Mihael riu, o som abafado pelo travesseiro. Em seguida concordou, ao que Mail só o deixaria voltar ao normal quando ele autorizasse. O ruivo saiu da cama com pressa, correndo até o outro lado do quarto, pegando suas roupas e indo até o banheiro, respondendo exasperado às perguntas e falsas afirmações de Mihael, que variavam entre “Posso agora?” e “Vou olhar”, misturado ao riso do loiro. Mail fechou a porta do banheiro um pouco depois de autorizar o outro a olhar, o mostrando a língua em um gesto bobo, ainda que risse, ouvindo uma gargalhada de Mihael e um beijo no ar em resposta, um sorriso desenhado nos lábios de ambos que não se dissiparia tão cedo.

...

Desceram as escadas de mãos dadas, alguns minutos depois de terem se arrumado devidamente e uma consideravelmente longa seção de beijos e abraços que Mihael insistia em dar à Mail, o prendendo em seus braços, a despeito dos protestos – risonhos – do ruivo, que queria descer logo, uma vez que se deu conta de que nevava naquele dia. Acabaram por achar, logo que chegaram ao hall de entrada, Julian e Elliot, o menor sentado em uma espécie de mureta alta de mármore, próxima às escadas, segurando um envelope, e Julian em pé, frente a ele, os dedos tamborilando os joelhos do primo. Olharam na direção da escada ao que ouviram os amigos descendo, e logo já se cumprimentavam, Mail lançando um olhar rápido à Elliot, e Mihael a Julian, ambos corando com o ato, mas ignorando no momento.

– Uma carta, Elliot? – Mail franziu o cenho, uma vez que Julian que mandava todas as cartas que Elliot recebia.

– Ah, sim. Dos meus pais... Vamos ter que passar mais tempo aqui, os trabalhos ainda estão em andamento, e alguns assuntos de família surgiram e a viagem vai ser prolongada.

– E uma parte de nossa família é americana, a minha, mais especificamente... – Os outros concordaram, uma vez que já haviam percebido o sotaque de Julian, que misturava o britânico e o estadunidense — O que dificulta um pouco de virem mais rápido para cá, então passaremos o Natal aqui.

– Verdade?! – Mail perguntou ansioso, os garotos concordando, sorrindo. – Ah, que bom! O Natal aqui é muito bonito...

– Vocês decoram aqui? – Julian perguntou ansioso; adorava artes e assuntos relacionados a ela.

– Claro! A árvore que fica aqui no Hall é enorme, mas ainda assim decoramos, desde bem pequenos. Aliás, provavelmente o Sr. Wammy pedira hoje mesmo para começarmos com os preparativos.

– Ótimo! Mesmo que levasse anos para decorar, eu o faria!

– Outro artista no grupo? – Mihael perguntou.

– Artes é uma das coisas mais importantes para mim!

– Ah, é? E qual a mais importante, Julian? – Mihael sorriu de lado, arqueando uma das sobrancelhas. Os primos coraram fortemente, principalmente o maior. Mail e Elliot riram baixo, o moreno sentindo as bochechas arderem.

– O-Oras, eu tenho muitas coisas importantes na vida... A mais importantes... Oras, eu... bem... – Julian levou a mão até a nuca, em sinal de nervosismo – Embora isso já fosse extremamente notório, uma vez que falava muito a palavra “Oras” quando nervoso e envergonhado.

Mihael riu, o empurrando de leve, puxando Mail consigo e chamando os garotos em direção à cozinha. Elliot riu envergonhado, segurando o pulso do primo e o puxando consigo. Julian silenciou-se por alguns segundos, a cabeça cheia de pensamentos; Havia saído com Elliot na noite anterior, mas nenhum dos dois acharam a coragem necessária para liberarem todas aquelas palavras presas em suas gargantas, que tanto queriam sair. Ele necessitava libertá-las, depois de tantos anos. Parou de andar repentinamente, respirando fundo e fechando os olhos, as bochechas fortemente avermelhadas. Chamou pelo primo, que confuso se virou para trás, encontrando melhor amigo, primo e amado a alguns passos longe de si.

– Apenas quero que saiba que a mais importante é você. Só você, e sempre você.

Um batimento de Elliot falhou, desencadeando uma série de outros. Um brilho furtivo envernizou seus olhos esverdeados, um forte rubor tingia suas bochechas e ele piscava freneticamente, embora, aos poucos, um sorriso leve fosse desenhado em seus lábios. Respirou fundo, andando até o primo de forma determinada. Colocou a mão sobre seus ombros, ficando na ponta dos pés devido à baixa estatura, fechando os olhos antes de depositar um beijo envergonhado nos lábios do garoto confuso. Ficou alguns segundo daquela forma, logo se afastando com o rosto ainda mais vermelho, embora sorrisse timidamente. Segurou o rosto do primo, rindo de leve da expressão que o mesmo tinha.

– Para mim também, Jules, você não faz ideia como. Mas vamos, ou a Sra. Sachiko ficará chateada por ter que nos chamar pela milésima vez. – Riu, pegando a mão do primo e voltando a andar, embora Julian o puxasse de forma com que Elliot voltasse, ficando extremamente junto dele, principalmente quando o maior uniu seus lábios novamente, segurando sua cintura. Elliot riu encabulado entre o beijo, fechando os olhos e retribuindo. Aquela onda de emoção tomando seus corpos com tamanha ferocidade, os batimentos num galope compassado, os lábios encaixados tão perfeitamente, como nunca fariam com nenhum outro, e a vergonha e ansiedade de terem chegado ao momento que tanto esperaram e nunca imaginariam que teriam. Separaram os lábios lentamente, ficando em silêncio nos segundos seguintes, apenas mergulhando nos olhos um do outro, em seguida rindo, mesmo que sem um propósito exigido.

– Eu te amo, El.

– Eu também, Jules.


Notas finais
Uhules, Julliot~
O proximo não sei quando vou postar, mas juro que não vai ser daqui 1 mês!
Bom fim de semana, obrigada pelos review, e, se já entrou, BOAS FÉRIAS! O/