Yuiitsu No Reigai
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Sim, ao contrário de todas as sextas que não atraso, estou postando cedo hoje; Iria postar as 05:10, por aí, mas eu não tinha dormido, estava chorando por causa de HP7-2 e Toy Story 3, então não tinha como corrigir direito...
Fiquei feliz quando vi que não tinha só um review, que a Reira-chan não tinha me abandonado, e que ganhei uma leitora (Benvenuto, Bruna Hawashiy :3)
Enfim, o capítulo está grande, e eu não sei se está bom (Gostei pelo Julliot), mas isso não sou eu quem decido. Boa Leitura.
Winchester amanheceu branca naquele dia de dezembro, coberta por uma grossa camada de neve; O ar mais frio do que todos os dias anteriores, contrastando com as pessoas agitadas nas ruas, consequentemente agasalhadas. A cidade nunca esteve tão agitada antes, suas lojas cheias e seus habitantes com diversos pacotes e sacolas nas mãos, carregados de presentes, e a aura natalina que pairava sobre o local – que já viera adiantada, muitas semanas antes – era intensa. A maioria das casas encontrava-se enfeitadas, assim como boa parte da cidade, tornando a paisagem extremamente aconchegante, e fazendo surgir dentro de muitos uma ansiedade quase que impossível de se conter até a meia noite daquele dia.
A lareira da Wammy’s House aquecia parcialmente o local, embora não fizesse diferença para os poucos alunos ali, que não desanimariam tão facilmente com o frio que fazia – Oito deles, inclusive, não o sentiam havia muito, sendo acalentados pela chama insaciável em seus corações. O orfanato-internato, assim como em todos os anos, encontrava-se belamente enfeitado, desde sua entrada até a pequena torre. Coroas de azevinho enfeitavam as principais portas, junto de fileiras de luzes na parte externa do orfanato, sobre as janelas e portões; Grossas serpentinas de folhas também eram fáceis de encontrar. Internamente, uma grande árvore dava ao Hall de Entrada um ar ainda mais nobre e encantado, decorada por completo – E ainda assim, naquele momento, algumas crianças colocavam, até onde alcançavam, seus próprios enfeites (Os quais tiveram, boa parte, a ajuda de Mail, Beyond, Julian e Elliot) e alguns que haviam restado nas caixas que o Sr. Wammy guardava na torre.
Sra. Sachiko havia ido até a cidade, acompanhada de Raito e Lawliet; Sempre queria fazer a véspera do Natal e a data em si especial, e, embora levemente em cima da hora, ia à cidade comprar mais coisas que considerava estar em falta. Misa Amane e Sayu, que geralmente acompanhavam a Sra. Sachiko em seus passeios por Winchester, decidiram por ir junto, levando Matsuda – que ainda nutria uma paixão secreta pela caçula Yagami – e Teru Mikami – namorado de Misa. Alguns outros alunos, órfãos e moradores da Wammy’s, optavam por sair pelas cidades ou ajudarem em alguns preparativos, embora não eram muito próximos do grupo que mais ansiava a meia noite.
Elliot e Julian, ainda tímidos com o passo que deram havia uma semana, ajudavam e cuidavam das mesmas crianças que decoravam a grande árvore; Apesar de tudo, os dois, discretamente, ficavam com as mãos sobrepostas e, quando as crianças não se encontravam por perto, sentiam os lábios um do outro, um sorriso apaixonado então pintado em seus lábios, que levavam as crianças a perguntarem o que havia ocorrido, confusas. Eles respondiam com um riso baixo, meneando negativamente a cabeça, como se aquilo significasse que não ocorrera nada; Internamente, respondiam de um modo distinto, um para o outro: “A melhor coisa que poderia acontecer depois de eu ter te conhecido”
Beyond e Nate encontravam-se em uma situação diferente: No começo, logo após o beijo da noite de Halloween, eles sequer encontravam coragem para se olharem – Embora não conseguiam ficar sem fazê-lo, tamanha era a necessidade dos orbes vermelho mergulharem nos azuis marinhos, ou vice-versa. Certamente, ambos, a partir do fato de terem ouvido as palavras que desejavam, sabiam que o sentimento era recíproco, mas não conseguiam acreditar em tal fato. Pensamentos, como “Talvez ele só tenha dito por impulso... ou pena” e “E se ele, na verdade, só estiver confuso?”, passavam pela mente de ambos, mas bastou um segundo tocar de lábios para eles verem que a realidade era, de fato, como esperaram por tanto tempo; Dentre os três novos casais, eram os que mais começavam a se acostumar com a situação O moreno vivia abraçando o albino, beijando-lhe as bochechas e diversas vezes os lábios, embora ainda ficassem ambos extremamente corados ao que faziam ou recebiam os atos; Suas mãos, todavia, quase nunca se separavam.
Mail e Mihael encontravam-se na cozinha da Wammy’s, como haviam prometido a Sra. Sachiko; Com o mesmo hábito que tinham desde a infância, adoravam ajudar a mulher a fazer diversos pratos, principalmente doces e bolos. Mail estava de costas para o loiro, preparando a massa de um bolo, apoiado sobre a pia, enquanto Mihael terminava de decorar alguns doces pequeninos, embora tivesse seus olhos no amigo. Levantou-se discretamente, andando até o mesmo sorrateiramente, e logo lhe envolvendo a cintura, beijando sua bochecha e assuntando-o. Mail em seguida riu baixo, fortemente corado, principalmente quando o loiro passou a beijar seu pescoço.
- Mello, eu... estou ocupado...
- Só estou te abraçando. – O outro disse em um murmuro.
- E beijando meu pescoço... E você sabe meus pontos fracos, isso é jogo sujo...
- Eu não disse que jogaria limpo.
- Pervertito... – Ele resmungou em voz baixa, embora risse de leve. Conseguiu se virar para frente, as mãos sobre o peito do amado, tentando afastá-lo — Vamos, Sr. Keehl, mais tarde...
- Mais tarde não podemos, Sr. Jeevas. – Sussurrou, causando um arrepio no menor. Mail segurou na gola da blusa de Mihael, antes que o mesmo se afastasse.
- Então um pouco mais tarde. – Sussurrou em resposta, levemente ofegante. Mihael apenas aproximou mais seus corpos, a mão espalmada sobre a coxa do ruivo, subindo e descendo lentamente, enquanto ele voltava para o pescoço do mesmo, um sorriso malicioso nos lábios. – Mello...
— Oh, que coisa feia... Na cozinha do orfanato não é lugar para essas coisas... – Beyond passou pela porta do local, não entrando no mesmo.
- Culpe o Mello! – Mail argumentou, fortemente corado, aumentando o tom de voz para que o amigo ouvisse, sendo respondido por uma risada, tanto de Beyond, quanto de Mihael, que selara os lábios do ruivo e se afastou.
- Mihael Keehl, pare de abusar do meu “irmão”, seu pervertido! – O moreno voltou à cozinha, um dedo em riste apontado para o loiro, em tom de divertimento; Sua outra mão envolvia uma pálida e consideravelmente pequena. Mihael riu em respostas, levando as mãos ao ar, como se dissesse que não havia feito nada. Mail rira baixo, ainda que corado, embora Beyond já soubesse do que ocorreu no dia em que ele e os outros saíram pela cidade; Como se não bastasse, ele sabia detalhadamente, tamanha fora a quantidade de perguntas que fez aos amigos. Soltando a mão de Nate, que rumou em direção ao ruivo, sentou-se à mesa, uma vez que queria evitar um atraso nas preparações – Ele e Mail, quando menores, sempre ajudavam com os doces, bolos e massas, mas sempre acabavam brincando mais do que fazendo o trabalho exigido. Seus olhos pousaram na bandeja de doces de chocolate, pequeninos e instigantes, que Mihael, há pouco, decorava. O loiro afastou a bandeja tanto dele, quando do moreno.
- Acredite, não é só você que quer se conter...
- Maatt... – O moreno chamou o amigo em tom manhoso. O ruivo olhou para trás, encontrando os orbes vermelhos e azuis envernizados, implorando por piedade. Tentou conter o riso, fechando os olhos de forma simpática e meneando a cabeça negativamente. O moreno olhou para Mihael, que riu, dando de ombros enquanto apoiava a cabeça em uma das mãos.
- Eu já tentei e a resposta foi a mesma, isso porque somos melhores amigos e um pouco mais... – Lançou um olhar entediado ao amado, que respondeu com um riso baixo, fechando ainda mais os olhos. Beyond então olhou para Nate, que apenas estendeu as mãos abertas, como Mihael havia feito anteriormente. O moreno então fez uma careta descontente, juntando as mãos e fazendo uma expressão inocente para Mail, que riu mais, junto do loiro e do albino – cuja risada era extremamente baixa. Mail revirou os olhos, suspirando.
- Um só. Um. Eu só estou ajudando a Sra. Sachiko, e não sei o que ela permitiria.
- Ela permitiria vários! – O moreno argumentou, pegando um doce ao mesmo tempo que Mihael – Mas obrigado, Mattie!
- De nada... – o ruivo riu, meneando a cabeça.
- ...Mas eu não preciso, Jules! – Os garotos ouviram um pouco ao longe a voz de Elliot, levemente manhosa.
- É claro que precisa! – O primo argumentou, logo entrando na cozinha, antes pedindo licença.
- O que houve? – Beyond questionou, o canto dos lábios com pequeninos vestígios do doce.
- O Elliot é um teimoso que acha que não precisa de curativos. – Segurando os pulsos do primo levemente, estendeu as mãos do mesmo; Havia diversos cortes pequeninos espalhados pelos dedos, algumas manchas pequenas e vermelhas provenientes de furos, e um consideravelmente grande corte na palma da mão, junto de menores. Os garotos arquearam as sobrancelhas, enquanto Elliot, levemente corado, revirava os olhos.
- Eu não preciso de curativos; Já fiz machucados piores.
- Precisa sim. – Mail argumentou, indo até o armário e pegando uma bolsa média, onde Sra. Sachiko guardava a maioria de seus instrumentos médicos e deixava em fácil alcance caso os garotos necessitassem. Entregou-a a Julian, que agradeceu, levando o primo até uma parte da mesa levemente afastada.
- Onde fez isso, Elliot? – Mihael questionou.
- As crianças pediram para eu consertar mais enfeites e buscar outra caixa... E eu sempre me machuco com tesouras e agulhas. E a caixa estava escondida em um canto quase impossível de pegar.
- Céus, vou comprar um óculos para você, Sr. Johnson! Tem muitos furos! – Beyond, que fora ver mais de perto, arregalou os olhos. Elliot riu de leve, meneando a cabeça conforme o primo molhava alguns algodões e pegava uma caixa pequenina de curativos.
- Não é problema de visão, é que sou desatento.
- Muito desatento. – Julian levantou o olhar enquanto segurava a mão de Elliot, encontrando os olhos esverdeados do primo, que lhe mostrara a língua. O maior rira baixo, em seguida voltando a cuidar dos ferimentos, pressionando a pequenina bola de algodão sobre os cortes, com cuidado; Ambos com as bochechas rosadas, tanto por vergonha quanto por nostalgia: Elliot sempre teve problemas desse tipo, ou sempre se machucava nas brincadeiras; Muitas foram as vezes que Julian teve de carregá-lo, os joelhos do menor ralados, nas costas, ou procurar pela casa as bolsas de curativos – Ou, por ser muito novo, pegar o que lhe parecia viável para cuidar do primo. Ele sempre avisava Elliot para ser mais atento, mais cuidadoso, embora adorasse cuidar do mesmo – Na época ele considerava e contemplava consigo mesmo ter uma sensação esquisita, que lhe esquentava as bochechas e acelerava de leve seu coração; Mais tarde, veio a saber, por meio de livros, que as pessoas geralmente chamavam aquilo de “borboletas”, mas ele ainda era jovem demais para entender o verdadeiro contexto em que a sensação se encaixava. Elliot respondia rindo, muitas vezes limpando com a mão pequenina o rosto molhado pelas lagrimas impulsivas – que Julian também enxugava cuidadosamente -, dizendo que ele já estava acostumado com todas aquelas quedas, e que não conseguia evitar a falta de atenção; Não sabia o porquê dela até a metade de seus 12 anos, quando pegou-se observando Julian brincando com os dois cães dos Johnson, o filhote – naquela época — de beagle, Snoopy, e o labrador Odie, com um sorriso bobo nos lábios, os pensamentos presos à imagem do primo, e caíra do balanço ao que o beagle apoiou as patas em seu colo, o inclinando de leve para frente, mas o fazendo cair por estar tão longe no momento; De fato, ele ficou algumas noites sem dormir ao que se deu conta do que acontecera e o porquê de ter acontecido, sentiu-se errado e tentou finalizar aquele começo de paixão – que já havia começado muito antes – mas não podia, não queria, e não devia finalizá-la. Julian lhe fazia bem, lhe fazia sorrir, lhe fazia feliz! E ambos não conseguiam viver direito sem a companhia um do outro, era, definitivamente, impossível. Julian era da mesma opinião, quando se deu conta, um pouco antes, de que as tais borboletas eram um forte sinal de amor. Eles não queriam parar, então porque parariam?
- Já posso presumir o porquê de tanta falta de atenção... –Mail comentou, se virando de volta para a mesa, um sorriso de canto nos seus lábios e nos de Beyond, que lançavam um olhar ao menor; Mihael rira baixo, chutando de leve a perna de Julian por baixo da mesa. Os primos coraram fortemente, Julian tentando conter um sorriso, abaixando a cabeça, enquanto Elliot erguia e franzia as sobrancelhas, contorcendo os lábios como se pedisse para os amigos pararem. Eles apenas riram mais, voltando ao estado normal.
Não demorou muito para os curativos ficarem prontos, embora os outros garotos não estivessem na cozinha, e sim preparando a mesa da sala de jantar. Julian pegou as mãos de Elliot, olhando para a tamanha quantia de curativos. O menor abaixou a cabeça, ainda mais corado.
- Obrigado, Jules... E desculpe por ter tomado seu tempo... Eu...
- Shh, não precisa pedir desculpas. Não é de hoje que eu tenho que cuidar dos seus machucados, Sr. Desatento. – Ele acariciou as mãos com o polegar, um sorriso pequeno e apaixonado nos lábios. Elliot levantou o olhar, sorrindo levemente enquanto erguia os ombros, inocentemente. Seus rostos estavam próximos, e eles sentiam as bochechas arderem; Os batimentos acelerados, fazendo os lábios se entreabrirem aos poucos, conforme as cabeças se inclinavam de leve. Julian soltou uma das mãos de Elliot, a levando até o rosto do mesmo, acariciando-o de leve. – E eu prometo que nunca vou deixar de curá-los, e espero nunca ser o motivo de um deles, e sim dos seus sorrisos
Elliot riu baixo, meneando a cabeça levemente. Levou a mão solta até o pescoço do primo, sorrindo de leve.
- Você sempre foi o motivo dos meus sorrisos, Jules. Sempre. E de todas essas... borboletas. – O menor riu, uma vez que ele e Julian descobriram sobre a tal nominação daquela sensação esquisita e boa juntos. Julian acompanhou o primo no riso, os dois fechando os olhos ao mesmo tempo, em seguida se inclinando minimamente e sentindo a textura, o gosto, e cada segundo daquele momento mágico em que tocavam os lábios, logo acrescentando um abraço ao ato. Eram amigos, eram melhores amigos, eram primos, eram amantes, eram loucos um pelo outro. Desatentos, curiosos, envergonhados, apaixonados...
E lá estavam as tais borboletas novamente.
...
A ansiedade na Wammy’s House tornava-se maior a cada hora que se passava. Não havia muito desde que começaram a arrumar a mesa da sala de jantar, acendendo a lareira para aquecer o local, e as luzes de natal que tinham em tantos cantos do orfanato. Um aroma agradável perfumava o local, e de um extremo ao outro a mesa era decorada pelos mais diversos pratos e bebidas. Das janelas, era possível ver a neve caindo graciosamente, completando o clima natalino. As crianças do orfanato brincavam no quintal alguns minutos antes de comerem e irem para a cama, prometendo não acordarem até a manhã seguinte, à espera de seus presentes. Todos já estavam devidamente vestidos e bem agasalhados, apenas aguardando a badalada do grande sino da torre da Wammy’s – Esta ficava logo na entrada do orfanato.
- Mas quando o Papai Noel chega? – Um garotinho ruivo de olhos esverdeados questionou Mail, enquanto o mesmo fechava as cortinas do quarto pequenino. Estava sentado na cama, ao lado de um garoto um pouco maior, de cabelos loiros e olhos azuis; A cama do lado oposto pertencia ao mesmo, mas ficaria vazia.
- Quando o sino toca e as crianças estão dormindo, Artie. – O ruivo respondeu calma e docemente, bagunçando de leve os fios rubros do garoto. Uma vez que ele e Beyond estavam cuidando das crianças enquanto elas se divertiam na neve – junto de Elliot e Julian -, Sra. Sachiko pedira que eles levassem as mesmas até seus respectivos cômodos, enquanto arrumava os detalhes finais.
- Será que ele vai gostar da árvore? – O loiro questionou.
- E dos biscoitos.
- Até eu gostei! E sou especialista em doces... – Beyond argumentou, as crianças rindo em resposta, conforme se deitavam, abaixo das cobertas.
- Bem, logo ele chega... – Mail comentou sorrindo, caminhando até a porta.
- Mas e se eu não conseguir dormir? – O ruivo questionou preocupado, sentando sobre a cama.
- Apenas feche os olhos... Eu nunca dormia, sou ansioso demais... – Mail respondeu, um sorriso nos lábios ao que se lembrava dos ternos anos, na noite de Natal.
- Certo! – o garotinho disse animado, voltando a se deitar.
- Boa Noite, Arthur. Boa Noite, Alfred. – Mail e Beyond disseram em uníssono. – Feliz Natal.
- Boa Noite! Feliz Natal! – Os dois responderam, antes de o ruivo fechar a porta.
- O tempo passa rápido...
- Muito rápido... Parece que foi ontem que eu passava o primeiro natal na Wammy’s... – Alguns fogos estouraram no céu, chamando a atenção dos dois. – Aliás, já deve estar quase na hora...
- Ansioso? – Beyond sorriu, enquanto desciam as escadas.
- Bastantes... Nem preciso perguntar qual o seu caso... – O ruivo riu baixo. O moreno assentiu.
— Mas meu melhor presente foi no Halloween... – O moreno sorriu apaixonado, suspirando em seguida.
- Meu melhor presente foi em primeiro de fevereiro...
- E há uns dias atrás, não? – Beyond comentara com um tom malicioso na voz, em seguida gargalhando. Mail corou fortemente, empurrando o amigo com o ombro.
- Céus, Beyond... Coitado do Near... – O ruivo meneou a cabeça negativamente, enquanto Beyond corava de leve, ainda rindo. – Mas enfim... Vai fazer quase um ano que estamos juntos... Não falo namorados porque... Bem, eu não posso... – Ele riu desconcertado, erguendo os ombros e sorrindo de leve. Beyond ficou em silencio, observando o amigo de soslaio, em seguida rindo de leve.
- Talvez seu melhor presente mude de data.
- Como assim? – Mail questionou, franzindo o cenho, um brilho de dúvida nos orbes verdes. Beyond apenas sorriu, apressando o passo.
- Vamos, faltam alguns minutos, apenas.
...
Era 23h59min; Quase todos os moradores da Wammy’s House encontravam-se pela sala de jantar, conversando despreocupadamente. Elliot, Julian, Beyond e Mail, no entanto, tinham os olhos fixos no relógio de pulso de Julian, uma vez que estavam reunidos na janela grande, esperando os primeiros fogos estourarem no céu. Sussurravam os segundos, na medida em que o ponteiro maior se movia, gerando demorados segundos ao ver do garotos.
- 10... 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... 1... – O sinal soou alto, no exato segundo em que o ponteiro chegou ao 12. O pequeno grupo ansioso se entreolhou, sorridente, em seguida se envolvendo em um abraço apertado, falando “Feliz Natal” ao mesmo tempo. Logo, todos ali começavam a se saudar, com abraços, apenas frases, e vez ou outra, apertos de mão. Até mesmo Roger, o senhor sempre ranzinza, sorria, cumprimentando os garotos. Mail terminava de saudar um aluno com o qual não tinha muito contato e estava prestes a se virar quando sentiu alguém puxando sua mão, o arrastando rumo à pequena varanda, que dava caminho ao jardim esbranquiçado pela neve da Wammy’s House. Mail não se assustou, reconhecendo o toque logo que sua mão fora tomada, e já tinha um sorriso nos lábios quando seus olhos foram de encontro com os azuis de Mihael. Não deram muita atenção ao fato de que poderiam se resfriar, e sequer ligaram para as canelas que aos poucos ficavam cada vez mais frias, uma vez que a neve quase que as ultrapassava; O ruivo se inclinou com pressa em direção ao loiro, os braços envolvendo o pescoço do mesmo, ao mesmo tempo em que os de Mihael envolviam sua cintura, os lábios se encaixando perfeitamente, somados aos batimentos agitados e a profusão de sentimentos que preenchiam seus corações; A textura única, o gosto único, os sentimentos únicos, a paixão única... Nada nunca seria comparável, para eles, a tudo aquilo que sentiam quando estavam juntos, não importasse a forma. Separaram-se sem ar, ainda que mantendo aquela proximidade extrema dos lábios, os narizes se roçando.
- Feliz Natal, Matt...
- Feliz Natal, Mells... Mais um... – O ruivo sorriu, fechando os olhos; Em seguida riu, contorcendo os lábios. – Acho melhor entrarmos, nossas canelas vão congelar...
- Só mais alguns minutos, juro que serei rápido. – O loiro juntou o polegar com o indicador, fazendo o ruivo rir. Em seguida olhou ao redor, encontrando uma mureta média, junta da parede. Abraçou Mail, de forma que o mesmo tirasse os pés do chão, o levando até o local, o colocando sentado sobre a mureta. Mail, corado, protestava, pedindo para Mihael o colocar de volta no chão.
- Louco... Espere, mas e você?-
- Eu não ligo, e logo nos entraremos... Eu juro ser rápido, além do mais, não quero te ver doente. – Colocou-se de frente do ruivo, os joelhos do mesmo batendo um pouco acima de sua cintura. Mail tinha um olhar confuso, as sobrancelhas franzidas, enquanto Mihael respirava fundo, uma mão segurando a de Mail, enquanto a outra estava no bolso de seu sobretudo. Fixou seus orbes azuis nos verdes, antes de se por a falar. – Eu fico extremamente constrangido de ter demorado tanto para fazer isso, depois de tudo o que aconteceu durante quase todo o ano. Se eu te causei algumas dúvidas por causa dessa demora, também lhe peço desculpas, mas... Acho que ainda tenho uma chance de não prolongá-la mais. – Ele suspirou, soltando a mão de Mail – ainda mais confuso naquele momento, embora sentisse um estranho palpitar no peito – e tirando a outra do bolso, em seguida ambas envolvendo uma caixinha preta de veludo, que fora aberta e escondia duas alianças brilhantes e douradas. O ruivo arregalou os olhos, entreabrindo os lábios. – Então... Você aceita namorar oficialmente comigo?
Mail ficou em silêncio, não acreditando no que acontecia no momento. Era outro sonho que ele não gostaria que acabasse? Uma brincadeira que desejava arduamente ser real? Ou era um sonho que estava se realizando? Ele levou as mãos até as de Mihael, fechando a caixinha lentamente, fazendo uma pontada estranha doer no peito do loiro. Em seguida, um sorriso foi pintado em seus lábios, e ele se jogou contra o corpo do amigo, o envolvendo em um abraço forte, que os fez cair sobre a neve macia e gelada que cobria o jardim.
- E por qual motivo eu diria não? – Ele riu baixo, levemente incrédulo, em seguida tocando rapidamente os lábios de um Mihael ligeiramente em choque devido segundos atrás. – Sim! Aceito quantas vezes for preciso, Mello! – O ruivo selou novamente os lábios do outro, mais demoradamente, sendo retribuído instantaneamente. Mihael riu entre o beijo, segurando o rosto do ruivo com as mãos. Em seguida, ergueu suas costas da neve, sentando sobre a mesma com o ruivo em seu colo. Abriu a caixa pequenina novamente, tirando uma das alianças dali, enquanto Mail pegava a outra, levemente tremulo. Colocaram-na nos devidos dedos, em seguida se encarando com um sorriso nos lábios, que sem pestanejar logo se juntavam novamente, ao mesmo tempo em que os dedos se entrelaçavam; Nenhum frio era sentido naquele momento, tamanha era a intensidade da chama que envolvia seus corações e crescia a cada dia mais.
Aquele foi outro dos muitos presentes que eles chamavam de memória, mas nenhum era tão bom quanto o que eles receberam na primeira troca de olhares: o amor.
Notas finais
Todo mundo se acertando, tudo lindo... Sim, estamos indo para a reta final...
*LEIAM AQUI, PER FAVORE* Ah. sim... Vocês gostam do Matsuda? Só preciso de uma confirmação.
Aaah, sim. Sobre os lemons que as senhoritas estão me pedindo (como oneshot), acho que seria legal se vocês falassem como gostariam que fosse, onde, como, quando, por qual motivo, razão ou circunstância, entendem? Farei eles mais para vocês do que para mim.
Va bene, as notas já estão grande demais.
Obrigada pelas reviews, bom fim de semana, e comemoremos -Bem, depende de onde vocês moram... Eu sou paulistana) porque hoje não está tão calor como antes (A máxima hoje é de 26º, que vai meio que se manter. E vai chover nos próximos 3 dias *dança*)
Grandes e insanas.
Certo, certo, agora vou indo :3
Baci, bambini, Arrivederci - Plural em italiano é meio chatinho :{T -q!
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