Yuiitsu No Reigai
13 Capítulo 13 - Byōki no
Notas iniciais
Hai, post cedo! Não tenho aula hoje *dança*
Bem, fiquei desapontada comigo mesma por um capítulo tão pobrezinho como esse; Admito que foi um filler dos bem sem graças...
E VOCÊS VÃO ME MATAR, POIS VAI TER MUITO FILLER ATÉ O BEIJO E A VOLTA DOS BULLIES! *morre*
Okay, não TANTOS fillers assim. O próximo é capítulo mesmo, longuinho e bonitinho ♥
Ah, e eu fiquei MUITO feliz de ter visto tantos reviews no capítulo anterior, Obrigada, minhas fujoshis ♥
Bem, espero que gostem. Desculpem-me pelo capítulo ruim :C
Ja nee, até sexta que vem ♥
Capítulo 13
Byōki no
病気の
Mail abriu os olhos lentamente, sentindo as pálpebras pesadas e doloridas, insistentes em se manterem fechadas. Com um esforço, abriu-os o suficiente para os orbes verdes e extremamente brilhantes se depararem com aquele céu límpido que o acolhia quais quer fossem os momentos, aquele mar que sempre era calmo ao levar o ruivo consigo, embora, no momento, possuía suas nuvens, ora cinzas, ora brancas, emanando preocupação, totalmente dirigida ao ruivo. Mail, a despeito da inconsciência que o envolvia quando acordava, sentiu um leve aquecer nas bochechas já quentes. Estranhou a visão embaçada e o calor excessivo que sentia em pleno inverno, e ao que tentara se levantar os próprios braços não aguentavam o peso e ele caiu sobre a cama novamente. Mihael nada dissera, apenas fez um sinal com a mão para que o outro permanecesse parado, esticou o braço e entregou ao ruivo um copo d’água, que se encontrava sob o gaveteiro entre as duas camas. O ruivo, com a ajuda do loiro, inclinou-se o suficiente para conseguir beber o liquido transparente e franziu o cenho ao sentir um estranho gosto doce. Abriu a boca para falar, ainda com os olhos estreitos e pesados, ardentes, e ao que tentou dizer algo que o loiro presumia ser uma indagação sobre o que acontecia, sua voz era rouca, inaudível e sussurrada; A garganta doeu com a tentativa e o ruivo arregalou os olhos, levanto a mão até o pescoço. Mihael balançou negativamente a cabeça, os olhos ainda preocupados, apesar de mais tranquilos com o despertar do ruivo. Repôs o copo sob a madeira maciça do gaveteiro. Estava ajoelhado ao lado da cama, e suspirou, a mão espalmada sob o peito do ruivo, coberto pelo tecido fino da roupa, e o empurrando delicadamente para se deitar novamente.
– Já era de se esperar que o senhor ficasse doente, não é, Jeevas? – Falou de modo reprendedor, embora Mail conhecesse aquele tom e sabia que de raiva não havia nada. – Não se preocupe, logo você melhora. Sua saúde é frágil, mas uma vez agindo um pouco correto, sobre a minha supervisão, você se recupera.
O ruivo lhe lançou um olhar de falso desdém, gerado pelo convencimento do loiro. Este riu baixo, adivinhando as palavras que sairiam da boca do ruivo, caso este possuísse voz no momento.
– Não, Ruivo. Não virei médico. Apenas te conheço um pouquinho só e cuidei de você quando o senhor estivera doente pouquíssimas vezes. – Juntou o polegar do indicador, dando ênfase à última frase contida somente de ironia, afinal, eram 11 anos de convivência, Mihael conhecia o ruivo sem esquecer-se sequer dos detalhes mais simples e invisíveis – ou vice versa – e cuidara de Mail ao longo desses longos e secretamente apaixonados 11 anos, uma vez que a saúde do ruivo era de uma fragilidade enorme e este parecia não se importar, ao contrário do loiro, nos dois quesitos: Era difícil vê-lo doente e Mail preenchia por completo sua mente ao que este adoecia à cada mudança de temperatura ou ao intenso frio Inglês.
Mail sentiu a bochecha esquentar-se ainda mais e tentou conter o sorriso que insistia formar curvas em seus lábios róseos e cheios. Mihael balançou a cabeça, com um pequeno sorriso no canto esquerdo dos lábios, e levou a mão até a testa do ruivo. Seus olhos ainda mais preocupados.
– Está com muita febre... – murmurou, se levantando e seguindo em direção ao armário, procurando algo ali. Demorara poucos segundos, logo seguia em direção ao banheiro com algumas peças de roupa do ruivo e uma toalha. Mail apenas observava, a visão embaçada, a respiração dificultada e a garganta dolorida. Mihael voltou, os olhos num misto de preocupação, repreensão e paixão, afinal, o ruivo frágil lhe parecia uma visão impossível de se conter um suspiro. Abanou a cabeça, afastando os pensamentos, e pôs as mãos na cintura, fitando o ruivo com as sobrancelhas arqueadas.
– Eu disse que você ia ficar doente! Se não fosse meu casaco... Nem quero imaginar como seria sua situação, Mail Jeevas. – Falou, fingindo estar irritado. O ruivo continuou a lhe fitar, logo desatou a rir, embora a tosse o deixasse pior. O loiro revirou os olhos, um pequeno sorriso brotou em seus lábios. Agachou-se, ficando na altura da cama, e bagunçou os fios ruivos. – Se rir mais, você fica sem ar! – Beliscou de leve o braço do outro, que parava aos poucos, massageando a área onde Mihael pressionara o indicador e o polegar de leve, com um quê de falso drama. Pigarreou, tentando achar em meio à rouquidão um indício de voz.
– Você é muito convencido. – Balançou negativamente a cabeça, embora sorrisse, tendo a garganta dolorida; Parecia que nada o impedia de sorrir para o garoto diante de si, nem mesmo a dor mais profunda que pairava sobre boa parte a história de sua vida até ali.
– Antes convencido a teimoso, huh? – Sorriu irônico e Mail estreitou os olhos, tentando uma expressão irritada, que apenas tirou um riso verdadeiro do outro. Respirou fundo, sua voz soando calma e atenciosa, ainda preocupada ao garoto deitado e adoentado. Levou uma das mãos até os fios ruivos, acariciando-lhes. Mail suspirou, corado, tentando conter o sorriso apaixonado em seus lábios cheios e róseos, que queria tanto entrar em contato com os da pessoa mais imprópria para tal ato. O sentimento de culpa por estar há tempos querendo apenas seu melhor amigo; Justamente o melhor amigo, ele pensava, infeliz com a falsa má previsão que tinha daquela história vindoura. Balançou de leve a cabeça, fechando os olhos por rápidos segundo e logo os abrindo, fazendo com que aos poucos flutuasse sobre aquele céu azul e resplandecente. – É melhor que tome um banho, Matt. Vai te ajudar um pouco, sim?
O outro assentiu, a mente navegando em memórias dos dias em que Mihael cuidava dele exatamente assim, daquele jeito gentil que só Mail conhecia. Daquele jeito secreta e lindamente apaixonado, que apenas Mihael conhecia, assim como a forma que o ruivo retribuía: secreta e lindamente apaixonada. Sorriu de leve, os olhos perdidos. Mihael o fitou por alguns instantes; Questionaria no que o ruivo, desde muito jovem mergulhado em profundos pensamentos, estaria pensando naquele momento se não fosse a ausência de voz e a dor ao que esta era testada. Chacoalhou a cabeça de leve e se levantou. Estendeu a mão no ar e o ruivo a segurava, sentindo o comum arrepio e a queimação nas bochechas; Sentiu os braços e costas doerem, mas logo se sentara sob a cama e tirara os cobertores que o envolviam. Mihael o ajudara a levantar, servindo como um apoio para o outro até chegarem ao banheiro, onde o ruivo se apoiou sobre a pia. Olhou em direção ao espelho de tamanho mediano e deslizou o indicador abaixo dos olhos, onde profundas olheiras indicavam a dificuldade em dormir, somada à gripe forte que pegara. Só não estão mais fundas que às do L...; Os olhos eram brilhosos e os lábios rachados. Arqueou as sobrancelhas e respirou fundo, voltando-se para o loiro. Este, no mesmo momento, levou as costas das mãos até a testa do outro novamente, sentindo a temperatura quente. Caminhou até o Box aberto e regulou a temperatura da água. Quando voltou, o ruivo estava sem a sua camiseta, o peito alvo e com cicatrizes à mostra. Sentiu as bochechas esquentarem, mas ignorou-as.
– Vou pegar algumas coisas com a Sra. Sachiko, não demoro mais que 5 minutos. Enquanto isso tome um banho, vai ajudar a passar a febre. – Caminhou até a porta, não antes sem bagunçar os fios ruivos, já desarrumados. O outro riu baixo e sussurrado, caminhando até o Box e colocando a mão abaixo da água que caia sob o piso cerâmico do Box. Arregalou os olhos, os voltando para o loiro.
– Isso vai me congelar! – Gritou em forma de sussurro, fazendo o loiro rir.
– Não tome um banho demorado; É para tirar a febre. Se eu deixasse a água quente não adiantaria nada, Jeevas. – Disse em tom obvio, retirando um resmungo do outro que tentou imitá-lo, a feição num misto cômico e desgostoso; Mihael riu, murmurando um “louco...” ao que fechava a porta de madeira do banheiro. O ruivo mantinha o sorriso nos lábios e não fazia questão de tirá-los dali.
Quando se tratava de Mihael, nenhum sorriso era contido. Afinal, como poderia Mihael viver sem aquela visão que lhe fizera sorrir pela primeira vez, de forma extremamente verdadeira e inesquecível? Como Mail poderia viver sem aquele sorriso, quando sua paixão era tão grande quanto à daquele que o ruivo achava que nunca receberia o amor da forma como realmente queria? Não havia resposta, não havia solução. Eram fatos necessários e fundamentais na vida dos melhores amigos, com sentimentos recíprocos, embora sequer presumissem isso.
...
Passado poucos minutos, Mail já emanava seu doce aroma. Sentia-se melhor após o banho, a despeito da gripe forte que não lhe abandonaria tão cedo.
Girou a maçaneta dourada da porta de madeira escura e a abriu, se deparando com o loiro sentado em sua cama – Da qual os lençóis estavam trocados e limpos- , arrumada como a do lado direito do quarto. Segurava um copo d’água e um frasco nas mãos, enquanto outros mesmos objetos descansavam sob a madeira do gaveteiro. Mail andou até o loiro, que logo notou sua presença e o fez sentar sobre a cama.
– Sentindo-se melhor? – Questionou e o outro sorriu com os olhos fechado, assentindo embora a expressão demonstrasse cansaço. — Então trate de vestir um casaco, ruivo. – Falou sério, apontando com a cabeça para seu casaco na cor negra, que o ruivo gostava tanto de usar, mesmo que ficasse largo nas mangas e apertado nos ombros. Mail tinha os olhos arregalados, ainda mais brilhantes, e seu sorriso era encantador. Pegou o casaco e quando ia vesti-lo, parou, abaixando a cabeça.
– Eu não-
– Não venha com suas histórias, Senhor Jeevas. Amo ouvi-las, mas não estas. – Olhou, já notando a mudança no ruivo. Agachou-se, deixando o copo e o frasco sobre a mesa, de forma com que não se misturasse aos outros. Segurou o queixo de Mail, levantando-lhe o rosto de forma carinhosa, assim como seus olhos azuis o fitavam. – Pode usá-lo, eu gosto quando você faz isso; Assim como eu gosto de usar seu casaco. Não se preocupe. – E sorriu sincero. Mail permaneceu a lhe fitar, o olhar envergonhado se desviara daquele mar onde ele gostava tanto de navegar. O loiro riu baixo, soltando o queixo do outro. Continuou próximo, e levou o indicador até a ponta do nariz do garoto de orbes verdes que se voltaram para os azuis. – Você não muda mesmo... – encostou de leve a ponta do dedo e levantou-se, pegando o copo e o frasco anteriormente em suas mãos. Mail a essa altura tinha as bochechas estalando, embora gostasse de todas as vezes que o loiro fazia aquilo consigo.
Seu cenho se franziu ao ver o frasco, mas logo entendera. Fez uma careta em reprovação, mas não tinha muitos problemas com remédios. Estendeu a palma da mão, onde o loiro colocou uma capsula e lhe entregou o copo na outra, logo já havia engolido o remédio, sem delongas.
– Mais tarde você toma este. – O loiro apontou para o copo de água e o outro frasco. – Daqui alguns dias você estará melhor, tenho certeza.
– Tendo você como médico, daqui algumas horas, talvez. – Forçou a voz, dando pausas entre elas. Sorriu levemente corado, e o loiro sentiu um calor adensar-se em suas bochechas, mas o sorriso foi estampado em seus lábios. Um aceno de cabeça envergonhado.
– Deite-se, o ajudara um pouco também. – Disse baixo e gentil, mas ruivo apenas trocou com ele um olhar, que Mihael conseguia decifrar sem dificuldades. Antes de tudo, pegara o seu caso e entregara ao ruivo, suplicando com s olhos para que este o usasse. Por fim, Mail cedera e tornou a sentir aquele aroma doce e agradável que o enfeitiçava. Em seguida, o loiro andou até sua cama, pegando um lençol um pouco mais fino e colocando sobre o ruivo, que ia protestar, mas o outro lhe pressionara o indicador sobre os lábios; Calou-se, achando melhor se manter assim, afinal, a dor era insuportável. Colocou um travesseiro sobre as costas, junto à parede fria e o outro sobre o colo ao que se sentara na cama; Em seguida, o ruivo sorriu daquele jeito adorável e infantil que desenhava o famoso sorriso bobo nos lábios finos, e deitou a cabeça confortavelmente sobre o colo do loiro, Se encolheu mais entre as cobertas, que também cobriam o loiro que mexia nos fios ruivos de forma despreocupada. O mais novo sorriu e forçou sua voz o máximo que pode.
– Obrigado, Melhor Amigo do Mundo. – E em poucos segundo suas pálpebras fecharam rapidamente, e logo o sono o embalava de forma carinhosa, levando consigo dali alguns minutos um loiro apaixonado e sorridente.
E no final, eles não precisavam nada além do amor um do outro para se aquecerem naquele gelado, gracioso e apaixonado inverno.
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