Yuiitsu No Reigai
11 Capítulo 11 - Yūyake
Notas iniciais
Oreeee~ GOMEN, GOMEN, GOMEN! Demorei demais, eu sei, mas eu estava cheia de mangás para ler, encomendas de desenhos (Não é mesmo, EvellynUrie/James?), livros para ler (Jurei que não faria nada até acabar Another Note), Enfim, muitas coisas ;-; Gomen
Etto, não ficou exatamente como eu queria, acho que podia ser melhor, mas em compensação, a escrita até que me agradou, isso é ótimo.
Hai, sem mais delongas, vamos ao capítulo. As vejo lá em baixo.
O Tanoshimi.
Capítulo 11
Yūyake
夕焼け
Em sua clássica tranquilidade, Winchester era banhada pelos suntuosos raios de sol daquela tarde de verão. Junto dela, a brisa leve suavizava o clima quente da estação, e entrava pela janela alta e plenamente aberta de um dos quartos da Wammy’s, que, diferente do que normalmente se encontra, não havia somente dois alunos, mas sim seis; Porém, não era a primeira nem a ultima vez que aquilo ocorria, afinal, o grupo nutria uma amizade desde seus ternos anos e assim prosseguiriam.
Mihael encontrava-se sentado sobre os acolchoados que revestiam sua cama ao lado da janela; Seus olhos sempre focados no garoto de cabelos vermelhos nunca devidamente arrumados, goggles sobre estes, pele bela e alva, embora com cicatrizes, e os olhos verdes estonteantes, os olhos que deixavam o loiro fora do eixo, que tirava toda a sua concentração, mas também sua dor, seus medos e qualquer coisa que lhe deixasse abater; Os olhos de Mail eram magnificamente mágicos. Às vezes, para não receber olhares transparentemente maliciosos vindos dos orbes escarlates, desviava sua atenção para o jogo de tabuleiro sem muitos fundamentos que ocorria entre seus quatro outros amigos – embora não nutria a mínima empatia pelo mais novo destes, torcendo por sua derrota, algo que, levando em consideração a inteligência do garoto, era improvável, de certa forma – que ocorria normalmente, afinal, a inteligência naquele grupo era o mais notório.
E um pouco mais ao lado dos garotos, deitado de bruços no chão de madeira e rodeado por papeis, canetas, tintas e outros materiais artísticos, em silêncio e com a cabeça apoiada em um dos braços, o ruivo, por meio de rabiscos, ia formando desenhos naquela folha de papel anteriormente branca, mas que agora era preenchida por um dom incrível que o 2º mais novo possuía desde a infância parcialmente sofrida que teve, pois, embora sofresse na mão de seus entes, pouco depois de seu 5º aniversário, sua vida mudara de forma tão extrema que Mail ainda acredita no fato de ter nascido novamente após uma morte que não ocorrera; Mihael ria com o pensamento fértil do melhor amigo e o abraçava, apenas concordando.
– GANHEI! – o moreno mais novo gritou, cortando o silêncio do quarto e assustando àqueles que ali jaziam, rindo num misto de loucura, felicidade e maldade, típico de sua personalidade distinta de boa parte dos alunos daquele orfanato, embora tirasse de seu irmão de criação que tanto protegia uma risada adorável, fazendo o loiro esboçar um sorriso pequeno e suspirar apaixonadamente ao escutar aquela “música” que tanto gostava.
– Beyond, fale baixo... – Lawliet pediu calmamente ao irmão, mas ainda com o tom reprendedor que, na maioria das vezes, era presente quanto falava com o gêmeo.
– Inveja por que ganhei de você? – Beyond arqueou uma das sobrancelhas, de modo desafiador, assim como Lawliet, porém esse foi com um sentido no mínimo irônico.
– Muita, B., Você não tem ideia... – O sarcasmo era propositalmente visível, o que levou o de orbes escarlate resmungar e dar de ombros, logo abraçando os do garoto ao seu lado, que permanecia com seu semblante indiferente, apesar de ter instantaneamente corado com o ato do moreno.
– Obrigado, Nate! Formamos uma ótima equipe, não acha? – Ele abriu um sorriso sincero, mas também uma coloração levemente avermelhada tomava posse de suas bochechas.
– C-Claro, Beyond. V-Você é ótimo nesse jogo, a propósito. – Gaguejava devido o nervosismo comum que era o resultado daquela aproximação com Beyond.
– Obrigado, chibi! – Respondeu risonho, embora aquela aproximação deixava-o quase tão nervoso quanto como era com o de orbes azuis escuras. Tinha costume de dar apelidos a seus amigos, Nate não era a exceção e devido sua baixa estatura, usava uma simples palavra japonesa que se referia a isso. Mail levantou o olhar de seu desenho, cujo finalizava compenetrado, para os dois amigos, com uma curva se formando no canto dos lábios cheios e róseos. Os orbes verdes se encontraram com os vermelhos, causando um forte rubor na face geralmente pálida de Beyond, que de forma discreta parou de abraçar o garoto ao seu lado. Mail não conseguiu segurar o riso, logo o deixando escapar, mas não tão audível. Meneou negativamente a cabeça, logo voltou à atenção para seu desenho, finalizando-o sem dificuldade e demora.
– Hum... Acho que acabei... – Largou a caneta preta sobre o chão, pegara o desenho e se levantou, indo até a cama e ali se sentando. Entregou a folha à Mihael, cujo arregalou os olhos azuis que logo brilharam ao pousarem sobre um dos personagens dos mangás que os garotos costumavam ler quando menores e até mesmo na adolescência. – Ficou... Bom?
– Bom!? Ficou perfeito, Matt! – O loiro novamente se impressionara com o talento do garoto. – Já vejo que daqui um tempo, seus quadrinhos vão fazer sucesso! – Disse sincero, fazendo o ruivo corar fortemente e não conseguir conter o sorriso em seus lábios.
– O-Obrigado. Podia estar um pouco mais-
– Você está brincando, huh? – Beyond o interrompeu, pegando o desenho das mãos do loiro. – Você quer pintar as armaduras com ouro, então? Pois está idêntico ao original! Não há um erro sequer, Jeevas. – O ruivo riu ainda mais envergonhado. Os garotos sabiam muito bem que Mail nunca considerava seus dons bons o suficiente, compreendiam perfeitamente o motivo do autodesprezo do segundo mais jovem, mas nunca deixariam o mesmo continuar daquela forma; Mail não merecia o que passou e os resultados do sofrimento vivido nos ternos anos de sua vida. O ruivo fez questão de se repreender mentalmente, lembrando-se de uma das frases de um dos personagens dos quadrinhos de Charles Schulz: “Quando você recebe um elogio, tudo o que precisa dizer é obrigado”¹– Ah, e eu quero que me desenhe a Chacha!² — Mail riu, mesmo já sabendo qual seria o pedido do moreno, cujo apreciava tanto a obra de Min Ayahana².
– Certo, eu a desenho mais tarde. – Falou sorrindo e sendo retribuindo. Enquanto os garotos comentavam sobre seu trabalho, o ruivo subiu na cama do loiro, sentando-se próximo à janela. Apoiou os braços no batente de madeira escura e deitou sua cabeça, observando o sol que dali algumas horas começaria a se pôr. Suspirou, o olhar perdido e a mente vazia, mas o desejo que tinha era algo inevitável, por mais que o temesse a cada instante de sua vida.
– Deve ser ótimo lá fora... – As palavras saíram de sua boca em tom baixo e rouco, sem que o ruivo possuísse a intenção de liberá-las. Os outros escutaram, um ruga de confusão surgindo entre as sobrancelha de cada um, mas logo se entreolharam, já cientes. Beyond trocou um olhar rápido com Mihael, logo pegou no braço de Nate e de Lawliet – que puxara Raito pelas mãos — e saíram do quarto, já sabendo para onde rumariam. Mihael suspirou, voltando para sua cama, sentando-se ao lado do ruivo e pousando os olhos na mesma direção que este.
– Matt... – seu tom era calmo e baixo. O ruivo respondeu o olhando de esguelha. – Bem... Por que não toma um banho, aproveitando que os garotos foram ver algo e que há tinta até mesmo no seu cabelo? – Achou algo que convencesse o ruivo, tirando dele uma risada baixa. Levou a mão até um das bochechas de Mail, tirando uma gota de tinta dali com o polegar; Estas se avermelharem e esquentaram de modo automático, afinal, aquele rubor já era comum desde que se conheciam. No início, não sabiam por que, mas bastou alguns anos para tudo ser devidamente esclarecido.
– Tem razão... Eu não demoro, certo? Quero ver o sol se pondo novamente, é uma inspiração e tanto... – Sorriu de forma com que Mihael ficasse sobre profundo torpor, se levantando da cama com rapidez. Foi até o armário, pegando uma roupa limpa e logo adentrou o banheiro. Mihael, com um sorriso bobo, organizava os materiais artísticos do ruivo espalhados pelo quarto, lembrando-se do tanto que fizera isso na infância.
...
Não levou muito tempo até o ruivo sair do banheiro, exalando o aroma agradável de seu perfume, cujo entorpecia o loiro, deixando-o fora de si. Este estava sentado sob a cama do ruivo, o esperando; Os fios loiros cautelosamente arrumados, a roupa escura habitual, embora fosse visivelmente nova, o seu perfume não muito forte, mas que era o suficiente para tirar Mail de orbita. O garoto parou na porta do banheiro, bagunçando os fios com as mãos, mas com os olhos presos no loiro à sua frente. Mail, apesar de não desconfiar de nada, havia vestido uma roupa aparentemente nova, mas que já possuía seu cheiro impregnado nela. Seus olhos se encontraram com os azuis, cujo seu dono suspirou com a aparição do ruivo.
Em despeito do silêncio do quarto, a troca de olhares significavam tantas coisas, que a única resposta e finalização de tudo aquilo não seria algo mais significativo para Mihael quanto o fechar das pálpebras e movimento curvo que os lábios rosados de Mail fizeram, dando origem àquele sorriso que era unicamente destinado ao loiro e ninguém mais. Mihael respondera com algo cujo aprendeu com o garoto frente a ele³.
– Vamos? – o loiro sugeriu e o ruivo respondeu com uma expressão confusa.
– Ir? Para onde, Mells? – Algo lhe fez sentir um palpitar estranho no peito.
– Uma surpresa, Matt... – Riu baixo e chegou o relógio das cabeceiras, 16:20. Ainda havia tempo suficiente para tudo ocorrer certo. Segurou no braço do ruivo confuso, o guiando até as escadas e logo chegando ao jardim, onde os amigos esperavam.
– Finalmente! – Beyond estendeu as mãos para o alto, gritando; Lawliet puxou um fio de cabelo do irmão, revirando os olhos. – Lawliet!
– Não há apenas nós no orfanato, B. Quando aprender a se controlar, um pouco, talvez eu pare, talvez. – Lawliet fechou os olhos e sorriu de forma simpática, embora de certa forma irônica. Raito, que observava a cena, riu baixo e suspirou, achando o moreno mais velho adorável naquele momento. – E é minha missão como irmão, portanto, não reclame. – Disse convencido.
– Que seja, okaasan... Quero dizer, nii-san. – Beyond revirou os olhos, embora estes logo se voltassem para o irmão com malícia. Lawliet, que conhecia bem o irmão, já sabia exatamente o que o outro diria, embora já fosse tarde para impedir. – Quem é meu pai, okaasan? Será que é-
– Quer mesmo continuar? – Lawliet disse de forma ameaçadora ao irmão, pegando um punhado dos fios negros deste.
– Certo, já parei, nii-san, acalme-se... – Sorriu para o irmão, coçando os cabelos de forma nervosa; Fazia isso quando Lawliet o “ameaçava”. Mail riu, pensando comentar algo, mas deixou de lado, ainda estava em dúvida.
– O que estão tramando? – Perguntou inocente. Beyond andou até ele, o abraçando pelos ombros.
– Nada, Pequeno Jeevas, apenas algo que o senhor deseja há um bom e longo tempo... – Apontou para o portão de arquitetura gótica e britânica, a entrada da Wammy’s House. – Ultrapassar os limites impostos por esses muros, conhecer Winchester!
Mail sentiu o coração parar e como se houvesse sido petrificado. Embora fosse algo que desejasse desde os ternos anos, sair da Wammy’s House era uma das coisas que mais temia. Sentia-se seguro no orfanato, e só de imaginar que podia se deparar com um dos membros de – infelizmente – sua “família”, que moravam nos arredores de Winchester, o temor o dominava por completo.
– M-Mas o Watari n-não deixa... ! – Gaguejava pelo medo e tentava achar uma saída, mas o beco em que se encontrava não havia nenhuma.
– Já conversamos com ele, e ele aprovou totalmente. – Raito objetou, Lawliet assentiu.
– M-Mas já vai entardecer, Winchester a noite é perigosa e-
– Matt, ainda são quatro da tarde... ! – Mihael, que já sabia do medo de Mail, se aproximou mais do garoto que tremia pálido. – Olhe, eu sei que você sente medo! Também sentiria. Mas, você não pode se privar do mundo lá fora! E, apesar do temor, você quer muito ir, huh? – Mail assentiu, ainda descrente de que algo daria certo. – E, não se esqueceu do que prometi, não? Se ousarem dizer qualquer palavra inútil ou encostarem um dedo imundo em você, não vejo problema algum em eu revidar de forma pior. – Falou sério, embora olhasse com profunda compaixão nos olhos tão próximos aos seus; Não notara a proximidade, era algo natural.
– Mello... – o menor disse baixo, com o medo em sua voz, embora esse se dissipasse a cada palavra de Mihael. Baixou o olhar, mas este logo se voltou para a sua mão, entrelaçando-se com a do loiro.
– Eu nunca sairei do seu lado, ruivo. Nunca. – Sorriu. – Confie em mim.
Mail não precisou muito para que se entregasse. Os orbes azuis possuíam um efeito sob si que era inestimável. As mãos entrelaçadas, somada à confiança de anos que nutria pelo loiro. Respirou fundo e embora sentisse os olhos arderem, e uma das várias lagrimas cujo vira tantos anos teimosamente insistiam em criar mais uma trilha úmida no rosto bonito, ele sorriu, fungando discretamente, e assentiu. O sorriso de Mihael aumentou e ele se abaixou de leve, ficando na altura do amado.
– Não quero ver lágrimas hoje, sim? – Segurou o rosto do garoto com as mãos. Parecia que conhecia Mail em todos os sentidos, conhecia em todos os sentidos. – Apenas certos olhos verdes brilhando e o sorriso mais especial desse mundo.
Mail riu, corando, mas não ligando perante a isso. Assentiu, repreendendo mentalmente a lágrima sorrateira que optou por não umedecer a face bela. Suspirou e olhou para os portões. De fato, já estava na hora de encarar o mundo, embora ele ainda achasse que dali um pequeno tempo, tudo iria em vão. Mas a confiança que Mihael o passou, o carinho e a preocupação que sentia, juntamente do amor incondicional do ruivo pelo melhor amigo – ‘’Quem diria, justamente você, loiro? ‘’– dava um basta no pessimismo de Mail, que erguia a cabeça e se focava no ponto de referência, em seu guia, “nas constelações que o protegiam”¹, como ele mesmo dizia. Focava-se nos olhos azuis, as estrelas mais brilhantes e especiais em sua vida; No sorriso vindo dos finos e convidativos lábios, as linhas mais bem traçadas que indicavam todos os seus caminhos certos; Se focava, unicamente, no loiro que fez com que sua vida retomasse o sentido, que fez com que seu coração voltasse a bater, e que o amor voltasse à vida de Mail.
– Obrigado. – Sussurrou sem desmanchar seu sorriso unicamente direcionado à Mihael. Este retribuiu automaticamente, perdido no verde brilhante dos olhos inocentes e com tantas histórias de Mail.
– Não há de que... – Sua voz saiu tão baixa quanto à do outro, mas a proximidade que jazia entre eles não era algo que dificultava Mail a ouvi-la. Muito menos ler os lábios tão pertos dos seus; O autocontrole de ambos começava a se dissipar, e seus corpos não faziam questão de se afastar.
– Hey, o casalzinho poderia deixar as cenas românticas para mais tarde? – Não muito longe, embora já do lado de fora da Wammy’s, o moreno mais novo chamara os dois. — Logo escurece e você, Matt, nem verá o pôr do sol com o-
– Beyond! – Os outros dois disseram exasperados; As bochechas quase em seu limite de vermelhidão. Beyond deu uma gargalhada e voltou-se para frente, balançando negativamente a cabeça; Apesar de querer muito que os amigos ficassem logo juntos, não perderia a oportunidade de fazer algo que gosta tanto: tirar sarro. Chamou, ainda de costas, com a mão os dois amigos, que se entreolharam envergonhados, mas Mail rira baixo, não conseguindo se conter. Mihael, enquanto o ruivo caminhava ao seu lado até o portão, olhando para os próprios sapatos, olhou-o com o canto dos olhos e sorriu, rindo de forma silenciosa e discreta.
Mail parou frente ao portal, agora sério, e suspirou. Fechou os olhos, respirando fundo, ainda que um pouco trêmulo. Mihael, notando que o medo do ruivo não dissiparia com facilidade, segurou novamente em sua mão, com força e carinho, compreensivo, e o outro levantou o olhar, se encontrando com um sorriso sincero e protetor.
– Não se preocupe, eu estou aqui e sempre estarei.
Mail sorriu e deu poucos passos. Logo já havia saído da Wammy’s e finalmente um de seus desejos, apesar de em seu ponto de vista, perigosos, começava a se realizar.
...
As ruas não eram movimentadas na parte em que a Wammy’s House se localizava. Os garotos, exceto Matt, já conheciam bem os arredores da cidade, não estranhavam a pacificidade dali. Porém, Mail se impressionava com tudo que via; As casas antigas e de arquitetura bela e britânica o encantavam tanto quanto os parques pequenos e bem cuidados. O sorriso em seus lábios não fazia questão de desaparecer, tal como nos lábios de Mihael, que a cada reação do ruivo, sorria bobamente. Beyond mostrava casas um tanto quanto assustadoras que já entrara quando menor e Lawliet, que já sabia das histórias do irmão, reforçava alguns detalhes sobre estas e contava outras, cujo sempre envolviam Raito. Mihael não tinha costume de sair do orfanato, uma vez que Matt já deixara claro que não ousaria por os pés ainda pequenos para fora do jardim – Claro, com exceção do “esconderijo” -, mas, apesar disso, conhecia algumas partes e reminiscências sobre histórias já contadas por uma das senhoras que cuidavam de si – a única que, às escondidas, cuidava realmente do loiro – vinham à mente. Near, em silêncio, apenas observava os detalhes e ouvia atentamente todas as histórias contadas pelo garoto de orbes escarlate; Nunca havia saído do orfanato, mas não fazia questão de despachar a informação, porém Beyond desconfiava e muito sobre a misteriosa vida daquele garoto que o tirava a concentração a cada pequeno sorriso ou poucas palavras.
E assim seguiram o caminho, e quando menos esperavam, o inicio da movimentada Winchester estava ali, frente à eles. Os olhos de meio brilharam, embora um pouco receosos, de tão maravilhado que se encontrou ao deparar-se com a cidade. As casas de arquitetura um tanto quanto medieval o deixaram ainda mais encantado com o lugar. Algumas crianças corriam pelas ruas, despreocupadas; Outras pessoas caminhavam pelas ruas, umas voltavam do trabalho, outras passeavam descontraídas, umas apressadas; O normal para uma cidade. E Mail era a personificação da bondade, educação, timidez e do perdão; Sempre que esbarrava em alguém, pedia desculpas imediatamente e questionava se a pessoa estava bem, em alguns casos. Claro que se sentia envergonhado a ponto de tremer, mas simplesmente não conseguia evitar. Mihael ria bobamente com as reações do ruivo.
– Ah, Near! Ali só há jogos de tabuleiros. E dados, quebra-cabeças, muitos! – Beyond segurou o braço do albino, sorrindo e se lembrando da loja que há tempos gostaria que Nate conhecesse. Os olhos azuis deste brilharam, e logo após o moreno trocar um olhar com o irmão, como se dissesse que ficaria ali caso procurassem-nos. Lawliet assentiu, sorrindo de leve e logo após fazer o mesmo com o ruivo, o moreno seguiu para a loja, acompanhado do garoto.
Matt observava a sua volta, querendo conhecer tudo o que seus pés lhe permitiriam. Lawliet riu baixo e trocou um olhar com Raito, que logo assentiu, sorrindo.
– Bem, iremos àquela loja logo ali. Caso quiserem, venham depois. Os doces de lá são os melhores...! – Ele disse em seu habitual tom baixo e Mail voltou os olhos para a loja onde ele apontava, se impressionando pela aparência instigante desta; Sem sombra de dúvidas passaria ali, além do mais, andava com Mihael, o eterno chocólatra. Riu baixo e assentiu, fechando os olhos e logo apenas ele e Mihael estavam ali. O loiro não tirava os olhos do ruivo, sequer um segundo.
Mail olhou para o céu, vendo que este já começava a mudar a tonalidade. Seus olhos brilharam, era apaixonado por àquela hora do dia, pelo céu, pelo pôr do sol e o nascer da lua. Mihael viu o brilho nos olhos verdes e sorriu ternamente. Pegou a mão do ruivo, o puxando para uma parte da cidade onde tinha certeza que tiraria um suspiro maravilhado do ruivo.
– Feche os olhos. – Pediu ao que chegaram à rua que daria ao local. Esta era vazia e estreita, lembrava muito as de antigos filmes que se passavam na Inglaterra. Mail o olhou confuso, mas deu de ombros, sorrindo, selou as pálpebras, os cílios longos enrolando-se.
Mihael puxou a mão do garoto com calma e assim foram seus passos, logo já tinha uma das vistas mais belas possíveis. Sorriu e suspirou, soltando a mão do ruivo.
– Pode abrir.
Mail desprendeu as pálpebras e seus olhos assumiram um brilho tão intenso quanto o das estrelas que logo surgiriam. Entreabriu os lábios, sem palavras.
– Isso... Isso é lindo, Mello! – Se apoiou contra a mureta da pequena ponte de madeira de onde se encontravam; Abaixo deles corria um extenso e longo riu de águas claras, cujo seguia a vertical e logo o horizonte, refletindo o majestoso começo do pôr do sol. Matt suspirou longamente, apoiando a cabeça nas mãos. Mihael sorriu, e se apoiou ali, junto dele.
– De fato, é muito bonito. Sempre entendi sua paixão pelos fenômenos do céu e o próprio, mas parece fazer muito mais sentido agora. – Disse calmo, analisando cada mínimo detalhe daquela paisagem e do garoto ao seu lado, cujo parecia tão adorável. Como sempre... – Pensou o loiro.
– Se eu pudesse passar a vida inteira aqui, eu passaria. – Falou calmo e Mihael riu baixo.
– Mesmo eu estando aqui? – a questão saiu automaticamente de sua boca, mas agora não havia mais volta. Fechou os punhos e anotou mentalmente para bater em sua própria cabeça quando estivesse sozinho. Por que diabos perguntou isso, seu imbecil?!
Mail sentiu o rubor em sua face e uma batida falhar, mas, a despeito da vergonha, não mentiria para o melhor amigo.
– Principalmente por você estar aqui, seu louco. – Disse rindo baixo, se virando para o loiro que corou com a resposta, mas sorriu agradecido pelo companheirismo do ruivo. Os olhares se encontraram e seus donos já começavam a se perder nos olhos um do outro. Mail se ergueu um pouco mais, aumentando aquela proximidade extrema e nada incomoda, apesar de causar um rubor inestimável, principalmente em Mail. Entreabriam os lábios, enquanto as pálpebras pareciam pesar. O ar já não era presente, muito menos a consciência, embora esta resolvesse sobrar o suficiente para “errarem”, já achando estarem indo longe demais. Era inevitável, mais tinham de se conter aos impulsos.
Mail abaixou a cabeça desviando o olhar e voltando os olhos para baixo, com o rosto quase que em chamas, por assim dizer. Virou-se para a mureta e se apoiou ali, e assim como Mihael, olharam em direções opostas, supondo que fora nada além de uma aproximação; Ele nunca me vera além de melhor amigo, tenho que entender isto antes que faça algo pior... – Pensavam. E errados.
E, embora lutassem contra, um sorriso em seus lábios não fazia questão de desaparecer, junto com o rubor. O coração alegre e um suspiro apaixonado. Quem dera prosseguíssemos aquilo...
¹ Dos quadrinhos de Snoopy.
² Akazukin ChaCha, mangá de Min Ayahana. Fato baseado em Another Note, onde Beyond diz idolatrar o mangá.
³ Caso confunda, "sorrir".
¹ De certa forma, baseado em Saint Seiya, como para o desenho de Matt.
Notas finais
Etto... Alguém interessado na história do Near? Não? :C Já era de se esperar -q
Chibis, alguma sugestão? Alguma ideia? Algo que queiram que eu acrescente em algum capítulo/na fic? Caso tenham, por favor, deixem nas reviews, sim? Obrigada desde já.
Ah sim, Obrigada também pelas reviews lindas de vocês, que, apesar de poucas, me deixam muito feliz *sorrindo like a Uzumaki*, minhas leitoras fantasmas, e seja muito bem vinda, Hiromi-san ^^
Bem, notas já excedendo os limites. Espero que tenham gostado e logo sai o próximo, apenas surgir ideias, rs.
Ja nee, bom frio ♥
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