Yubikiri

5 Ruivos são Legais!


Revisado por Sixpence Angel.

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É, um mês é um bom tempo... Tasuki com certeza já havia se acostumado com os costumes estranhos de Kion e até suas mudanças de personalidade.

O Loiro era muito estranho porém sabia como fazer o outro fazer tudo.

Na base do tempo, mal dava explicações e já pedia para ele fazer uma coisa, o problema era Tasuki descobrir como era aquilo.

A morena e ele já haviam trocados boas cartas e até que ainda estavam juntos, mas a cada dia estavam mais e mais distantes...

Ele sentia vontade de tê-la em seu braços e fazê-la sua, mas não era possível.

Muitas vezes pensava em correr e voltar para Tóquio, mas pensava melhor e percebia que aquilo seria uma imensa besteira. Quanto aos outros, estavam bem, mas a maior parte do grupo nem sequer estava a procura de seus mestres, o pensamento era esse \"Ainda tem muito tempo, pra que se apressar, né?\", o que era muito imaturo.

O treinamento ia ser duro e se queriam sobreviver nesse tempo tinham que treinar muito!

Os que estavam procurando mestres eram Raiki, Shobu e, separado deles, Yuka procurava muito, estava bem empolgada com a história... falando em Shobu e Raiki, como é que eles estariam agora com o Anjo de cabelos azuis?

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Ao entrarem na suposta sala, pisaram em um vazio, branco de tanta névoa. o céu era visível, mas num azul escuro e em certas partes mais claro.

- Nossa, por que eu ainda não caí? – perguntou o rapaz pisando a todos os locais para saber se não havia como cair dali.

- É, isso é muito estranho, senhor...

- Mesmo sendo do torneio, ainda não conseguem saber de tão pouco?

- É, nem Kion nem Midori falaram nada a respeito disso, só sabiamos que era aqui que acharíamos mais respostas.

- Posso entender, então responderei a tal pergunta anterior. Vocês ainda não cairam porque estou traçando uma espécie de área invisível a você, por isso não andem muito atrás, senão cairão. Ele só cobre um pequena área.

- Certo... – disse a loira.

- Para poderem escolher seus tipos de armas, terão que fazer um pequeno teste...

- Mas qual seria esse teste?

- Bem, estão vendo aquela caverna? Entrem lá e depois haverá uma grande sala; nela, entrem por uma porta verde e vermelho, lá conseguirão terminar o teste.

- Certo, senhor... – ao olhar para o anjo, já havia sumido.

- Espera aí, ele não disse que a área era traçada por ele?

- É.

- Então, como a gente ainda tá aqui em cima?

- Uh... ferrou!

Três segundos depois ambos cairam aos berros, e se as montanhas por perto não estivessem cobertas por neve, com certeza não estariam bem.

- Nossa, essa queda nem doeu, né, Shobu? – Olhou aos lados. – Shobu?

- Ai... você pode sair de cima de mim, Raiki, por favor! – disse embaixo dela, com dores e um pouco envergonhado.

- Opa, desculpa!

A menina levantou e deu a mão pequena, ajudando ele a levantar-se da neve.

- Ai... ele disse pra irmos na caverna, não?

Ela assentiu.

- Certo, vamos indo.

Ele andou um pouco e percebeu Raiki não estava ao seu lado, olhou a trás e a menina estava tremendo com os braços cruzados sobre o peito como forma de se aquecer. Nenhum se espantaria se ela estivesse com frio, estava verstindo um colete azul claro de manga curta e ele estava com um casaco.

Resolveu ir até ela tirou o casaco e a entregou.

- Toma... não quero que você morra de frio! — brincou ele.

- Muito obrigada, Shobu – respondeu pegando o casaco, sorrindo para ele.

- Não foi nada.

- Mas então, loirinha, ele disse aquela caverna, né?

- Loirinha?

- É... – riu ele.

- Quanta intimidade, hein?

- Que eu saibam já temos muito.

Por um minuto, ele perdeu o juízo e ergueu o rosto dela ao seu. A neve branca que caía só aumentava o clima romântico entre os dois que estavam com seus corpos juntos sentindo as respirações se misturarem no lugra ele sorria charmosamente enquanto ela ficava um pouco invergonhada por incrível que pareça.

- Não é mesmo? – perguntou ele, sedutoramente.

Ela estava tão corada que acabou fazendo com que ele percebesse a coisa que estava fazendo.

- Er... o que eu tava dizendo, né, somos melhores amigos! – contornou ele.

Ele se desaproximou. Tal reação fez com que Raiki se decepcionasse muito com ele, deveria ser a décima vez que ele ia até esse ponto e derrepente \"arregava\".

- Certo, vamos procurar a tal caverna, Shobu! – disse ela.

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A alaranjada patinava no grande ringue. Era um espaço aberto, a aula já havia acabado e não havia mais ninguém no local além deles. Já deveria ter passado das sete. Ela patinava perfeitamente sobre a luz de um barco enquanto o rapaz ruivo na arquibancada a observava com fones de ouvido, ouvindo uma música qualquer bem tranquila, ela era muito linda patinando com os cabelos presos, a menina. Depois de um terço de hora, terminou de patinar o rapaz desceu até o ringue onde ela tirava seus patins de gelo.

- Nossa, você fica melhor a cada dia!

- É? Nossa, muito obrigada, Tetsu-kun! – respondeu ela.

- E hoje, onde a gente vai? Cinema, restaurante... o que você vai querer?

- Uhn... que tal irmos ao cinema?

- Por mim tudo bem!

- Ok, já terminei de guardar as coisas. Vou tomar um banho no vestiario, trocar de roupa... Pode me esperar aqui?

- Posso, sim! – respondeu ele.

Ela se levantou do pequeno banco e foi ao vestiário, levando uma mochila.

Depois que ela foi, ele sentou no banco onde ela estava sentada.

- É... Que bom que o Jun não é mais um boneco. Era horrível levar ele a todo lugar, pelo menos ele agora é gente e pode sair feito um louco pela cidade com aquela tal de Midori.

Tetsuya tinha o pequeno costume de falar sozinho em lugares muito vazios como aqueles.

Depois de cinco minutos, ela saiu do vestiário. Ela vestia um vestido verde claroe uma calsa leg rocha resaltando as cochas da garota.

- Uau, você está linda, Yuchi!

- É... Obrigada!

- Hum, de nada. Vem, vamos indo.

Ela andou até ele e foram andando até o cinema mais próximo do ringue de gelo.

- Ok, que filme você quer ver?

- Uhn... deixa eu ver...

Ela passou pelo corredor onde de ambos os lados haviam os filmes em cartaz. A menina parou no meio do corredor.

- Tetsuya, venha cá!

- O que foi? – disse ele já chegando perto dela.

- É esse filme.

Ela apontou o cartaz do lado direito e leu o pequeno resumo do filme Cerejeira Apaixonada, depois percebeu que ele não estava ao lado e ainda se aproximava.

- O que? — falou estranhando a quanto tempo ela estava falando ali sozinha.

- Certo, comprei os ingressos!

Ela no momento pensou nele como um pessoa legal afinal ele era bem rapido e prestativo para ela... Aquele ruivo agora sentia algo forte por ela.

- Ah, é, que bom. Vem, vamos indo, em qual sala?

- Uhn... aqui diz que é na sala sete.

-Vem! — chamou ela percebendo-o atrás.

Ele correu até ela, que já estava na porta da tal sala sete.

Sentaram-se num lugar bem próximo ao meio da sala, frente a grande tela, apesar de romancezinho não ser o estilo de filme de Tetsuya, mas se era pela Yuchi, beleza...

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Era de tarde e o sol lentamente se punha sobre os dois treinando os golpes em bonecos de tatames. Tasuki treinava a ultima técnica, que era de manipular e até aumentar o volume da água com até mesmo um gota.

O loiro treinava uma técnica desconhecida, que ele dizia ser uma que ele estaria criando no momento. Parecia ser bem \"cabulosa\".

Depois de alguns minutos manipulando a pequena gota de água da cachoeira, resolveu ir até o mestre, sem motivo algum.

- Então, ainda falta muito?

- Pra quê, para terminar a técnica ou o seu treino?

- Uhn... o treino.

- De três a cinco anos...

- Eita, mas quando vai saber se estou pronto pro torneio?

- Quando me vencer em uma luta.

- Te vencer em uma luta, faço isso a hora que você quiser! — falou o mais novo de forma arrogante.

- Ah, é... Pode deixar que, amanhã a tarde, você vai poder até usar o tempo que for preciso pra tentar.

- Está me subestimando?

- Não... não que isso! – ironizou ele.

- Ok, amanhã eu acabo contigo!

O outro saiu do campo olhando para trás encarando o Mestre, Deixando somente o loiro que treinou lá até o anoitecer total. Depois voltou a pequena casa.

Ao chegar percebeu uma fumaça saindo da chaminé. Chegou em casa, Tasuki parecia preparar algo para comerem.

- O que você tá fazendo?

- Eu, to fazendo um ramén pra gente comer.

-Ah, bem...

- Uhn, você tá querendo me dizer alguma coisa, Kion? — perguntou estranhando a expressão dele.

- Ah, sim, parece que tem alguém querendo comprar essa casa. Acha que devemos arrumar um outro lugar? De acordo com o meu amigo Miru, ela pode pagar muito bem.

- Putz, não sei, se vendermos, aonde ficaremos?

- Não sei, como viajantes?

- Er... esqueceu que eu ainda não terminei o terceiro ano?

- É... Quando você voltar a Tóquio termina isso.

- O_O

- Então, o que me diz? — perguntou o loiro como se a pergunta fosse completamente normal.

- Ah... é muito cedo pra pensar nisso.

- Se pagarem muito, eu não hesito, viu?

- Beleza senhor Judeuzinho e vem logo, pega dois pratos, por que senão vai esfriar a comida!

- Okay Tasuki-kun!

O loiro pegou dois pratos no armário e colocou sob a pequena mesa que ficava no centro da pequena sala, Sentou-se na pequena almofada e separou seus hachis... cinco segundos e já acabou!

- Nossa, tu come rápido, hein? — falou ele assustado.

- Ué, tô com fome!

- Tudo bem então... — falou ele ainda olhando de lado para o loiro.

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A mulher ruiva estava sentada no telhado do prédio. A lua estava sobre ela e percebeu alguém. Se aproximava um rapaz.

- Uhn... olá, Jun.

- Yo, Midori-chan! – esclamou ele abraçando a menina.

- Senta aqui, Jun... – a mulher bateu a mão no local onde ele deveria se sentar, ao lado dela.

Ele sentou-se estranado a atitude da velha amiga.

- É, você tá levando bem a sério esssa coisa de ser bobão e se importar com os outros, né?

- Depois do que houve, qualquer um mudaria, Midori... – disse em voz séria, muito diferente da vez anterior, estava frio.

- Ainda sente muita falta dela, não?

- É, ainda não me conformo de só querer vencer e deixar ela.

- Sei que é triste, mas se ainda continua com essa ideia em todos esses anos, ainda deve lhe fazer muita falta, não?

- Com certeza...

- Eu sinto muito — falou ela batendo duas vezes no ombro de Jun.

- É, acho que podia ser muito diferente se eu não pensasse só em mim, ela podia estar viva aqui comigo agora.

- Nossa... que deprê, hein?

- Eitah, tem razão, acho que vou no parque! – gritou com sua voz brincalhona.

- Por que o parque cara...

- Sempre fico muito alegre lá dentro.

- É esse Jun que eu conheço! — riu ela feliz com o amigo.

O homen de cabelos encaracolados desceu do telhado... ( Observação é que o predio não era muito alto por isso não se assustem ele ter pulado do topo dele! )

- Muito obrigado Midori-channnnnnnnnnn! – gritou e ascenou ele lá de baixo.

Ela sorriu e respondeu ascenando também ao homen.

Notas finais
Reviews por favor!