Yu-Gi-Oh! The Golden Flower Duelists
1 Duelo de Classificação - Parte 1
Notas iniciais
Era uma bela segunda de manhã, em um quarto cheio de caixas lacradas com fitas, estava uma garota dormindo em sua cama. Era uma jovem morena de pele e cabelos pretos amarrados em duas tranças. Ao lado de sua cama, havia um armarinho onde estava além de seu celular, dois Porta-Decks : Um amarelo e um azul escuro, de onde haviam saído duas pequenas bolas de luz.
– Será que devemos acordá-la? – perguntou uma voz feminina. Se materializando espiritualmente em forma de uma morena mulher, de longos cabelos loiros e vestes indígenas.
– Essa não é obrigação nossa. – comentou outra voz, se materializando. Era uma fada de cabelos rosa até os ombros, de armadura vermelha e brancas com asas mecânicas em suas costas – Arthene tem alarme no celular para isso.
– Mas Dunâmes, você viu o quanto Arthene ajudou seus pais nas mudanças para essa nova cidade e dormiu exausta. – comentou a amazona, cruzando os braços e olhando para sua protegida – Acima de tudo, nós como suas Cartas Guia não podemos deixar que ela perca a vaga no colégio hoje também.
– Dunâmes : É Paladino, até que você tem razão. – comentou a fada cibernética se virando para sua protegida, assim cruzando os braços – Mas se ela se atrasar, a culpa será dela e não nossa.
Antes que Paladino e Dunâmes pudessem acordar Arthene, a mesma se levantou ao escutar o alarme do celular tocando.
Arthene : Bom dia, meninas. – disse a jovem bocejando de sono, desligando o alarme do celular com um toque de seu dedo e olhando sonolenta para a fada e a amazona – Acredita que tive mais um sonho estranho? – ela disse, se espreguiçando.
– Paladino: Ver os espíritos de cartas, enxergar as entidades em qualquer canto e falar com animais já não foi a experiência mais estranha que você teve como herança passada pela família de sua mãe? – perguntou a Amazona, olhando curiosa para Arthene. Vendo a jovem se levantar da cama e jogar o cobertor pro lado, pegar uma tesoura da mochila e abrir uma das caixas no chão, onde havia algumas roupas dobradas.
Arthene: É sim, mas eu sonhei que uma impiedosa rainha de vermelho estava aprisionando os Duelistas que perderam em cartas após a derrota um atrás do outro. – comentou a jovem, bocejando mais uma vez e pegando um par de roupas – Sempre que tenho esses tipos de sonhos estranhos, alguns se realizam… Tipo, alguns bullyings da minha antiga cidade que enfrentei, descobrir sobre minha herança.
– Dunâmes: Posso te afirmar, que foi apenas uma coincidência boba. – comentou a fada, revirando os olhos.
Arthene: E quando sonhei que seria irmã mais velha?
– Dunâmes: Coincidência. Ah não ser que você tenha poder de prever o futuro.
Arthene: E eu tenho? – ela perguntou, olhando curiosa para a Dunâmes.
– Paladino: Você não tem que correr pra não se atrasar?
Arthene: Verdade! Olha a hora! – disse a jovem saindo do quarto correndo.
– Paladino: Será que ela despertou um poder próprio além de sua herança de família? – perguntou a amazona, olhando curiosa para a fada cibernética a seu lado.
– Dunâmes: Bem… Talvez. – disse a fada cibernética se tornando uma esfera de luz – Só tem um jeito de saber. – finalizou, entrando no porta deck amarelo.
Amazoness Paladino deu de ombros e se tornou uma esfera de luz, entrando no porta deck azul escuro. Após um banho de gato, Arthene saiu vestida com uma camisa branca e calças azul escuro, sentou em sua cama para poder colocar seus tênis ALL star vermelho e para finalizar seu look, colocou uma tiara de faixa amarela na cabeça e óculos em seu rosto.
Arthene: Agora eu estou pronta. – disse a jovem pegando as portas-decks acima da mesa e colocando acoplando no cinto.
Arthene saiu de seu quarto e desceu as escadas, seguindo para a cozinha onde estava seus pais e sua irmã menor.
Arthene: Bom dia mãe. – disse a jovem beijando a testa da bela mulher de cabelos vermelhos presos em um rabo de cavalo.
– Bom dia filha, dormiu bem? – perguntou a mãe, enquanto amamentava a irmã menor.
Arthene: Mas que a cama. – disse a jovem beijando a testa de sua irmãzinha, uma bebê de colo de curtos cabelos cacheados pretos com faixa rosa na cabeça – Bom dia, Milly. – ela ergue os olhos em direção ao senhor que lia um jornal enquanto bebia café – Bom dia, pai.
– Bom dia, filha. – disse o senhor abaixando o jornal. Ele era moreno e tinha cabelos pretos – Deve estar preparada para pegar a vaga no Colégio que mencionei.
Arthene: Claro. – disse a jovem beijando a testa de seu pai e sentando em uma cadeira em seguida. Ela pegou uma xícara de café com leite e uma torrada com manteiga – Depois que eu conseguir a vaga, eu vou ajudar a desempacotar os móveis.
– Está certo. – disse o senhor pegando sua xícara de café e tomando um gole – Me promete não arrumar namorado tão cedo também, mocinha.
Arthene: Sério? – perguntou a jovem erguendo uma sobrancelha, revirando os olhos – Prefiro manter a cabeça nos estudos e no meu futuro que ficar pensando em namorado. – respondeu, tomando o café com leite e se levantando – Tô indo, até mais tarde.
– Boa sorte, filha. – disse a mãe e o pai juntos, com Arthene agradecendo antes de sair.
– Samantha, não acha que nossa filha cresceu rápido demais? – perguntou o pai, dando um suspiro triste. Ele ainda enxergava Arthene como uma menina de 7 anos.
Samantha: Crescer faz parte da vida, Théo. – disse a mãe se levantando – Mas ainda bem que fomos abençoados com mais uma filha.
Théo: Milly, promete para mim que não vai crescer tão rápido assim. – pediu o senhor, olhando carinhosamente para sua filha menor.
Arthene estava atrás da porta, escutando a conversa de seus pais e sorri. Ela anda até a garagem e pega sua bicicleta, subindo em seguida e começando a pedalar pelas ruas. Passando por casas, prédios, praças e lojas.
Arthene: (Nova vida, novo começo. Dessa vez terei cuidado, para ninguém descobrir sobre minha herança.) – pensou a jovem decidida, afinal, ela não queria mais sofrer bullying como as últimas vezes em suas antigas cidades.
(Quebra de Tempo...)
Em outra parte da cidade, uma praça de flores com uma cerejeira no centro com um banco de madeira encostado, se encontravam dois jovens que se sentaram um do lado do outro. Uma morena de cabelos castanhos e olhos verdes, que vestia um vestido amarelo e um loiro rapaz de olhos azuis, que vestia uma jaqueta preta.
Math: Ei, Helene. – chamou jovem loiro de olhos azuis, olhando de canto para a morena sentada a seu lado – Você se lembra de quando nos conhecemos aqui?
Helene: Eu lembro. – sorriu a morena, colocando uma mecha atrás da orelha – Isso foi há 2 anos atrás. Lembro que eu estava ajudando a minha mãe a colocar os vasos de flores aqui e você, andando quando lia uma História em quadrinhos de heróis, sem querer me derrubou e como pedido de desculpas, ajudou a trazer os vasos de flores da caminhonete para a praça. – ela levou uma mão à frente dos lábios, para esconder a risadinha – E assim, nos tornamos amigos.
Mathayus: Helene, eu preciso…
Quando Mathayus tirou uma carta do bolso da calça, o vento forte a tirou de sua mão e a soprou longe.
Mathayus: Ah não! – disse o loirinho que se levanta e corre. Em um pulo ele se pendura no galho da cerejeira e agarrando a carta no último momento – Nossa, foi por pouco. Como eu fui descuidado.
Helene: Math! – chamou a jovem preocupada, se levantando do banco e se aproximando do galho onde seu amado estava – Cuidado para não cair!
Mathayus: Não se preocupe. – disse o loiro, descendo com cuidado segurando a carta – (Isso é só mais um sinal de que eu preciso fazer isso hoje mesmo.) – ele pensou erguendo a carta diante a Helene – Eu gosto muito de você, e não tenho palavras para descrever. Mas, você aceita ser a minha namorada?
Helene : Oh, Math... – a morena leva as mãos a boca e olha emocionada para o loiro rapaz à sua frente – Eu também preciso confessar os meus sentimentos a você...
Helene tirou uma carta de dentro de sua bolsinha de crochê e a ergueu diante de Mathayus.
Helene: Desculpa... Não é um Herói Elementar, mas essa carta é uma resposta ao seu pedido de namoro. – ela disse corada, desenhando um fofo sorriso em seu rosto – E sim, eu aceito ser a sua namorada!
Quando Helene pegou a carta da mão de seu amado e olhou, ela pôde ver que era um belo anjo sobre rosas vermelhas e roxas, assim como as cores de suas quatro asas. Era Rosália, a Anjo Imponente.
Quando Mathayus pegou a carta da mão de sua amada, ele pôde ver que era um anjo iluminado de cabelos laranjas com enormes asas brancas. Era Honesto.
Mathayus: Um simbolismo do que sentimos um pelo outro. – disse o loiro guardando a carta em seu porta deck pendurado no cinto – Então a partir de agora nós somos um casal.
Nesse momento, o anjo de cabelos laranja surgiu ao lado de Mathayus.
– Honesto: Eu espero poder proteger esse lindo amor, meu protegido. – comentou o espírito da carta a qual Mathayus foi presenteado, surgindo a seu lado.
Mathayus olhou espantado para Honesto, e se assustou.
Mathayus: O que? Como? – perguntou o loiro rapaz – Helene, você vê o mesmo que eu? – ele perguntou assustado.
Helene: Sim, eu vejo… – disse a jovem afirmando, atraindo o olhar de surpresa de seu amado – No momento que você aceitou meu presente, você aceitou ter uma Carta Guardiã. Em outras palavras, ele é seu guardião que te protegerá quando precisar. – ela abaixou o olhar tímido para o chão – Parece que a minha benção herdada por parte de pai, foi compartilhada com você…
Mathayus: Uma benção? – ele disse olhando para Honesto e voltando a olhar para sua amada, vendo que quatro asas, duas vermelhas e duas roxas surgiram atrás dela – Me explique sobre isso, por favor. – ele disse calmamente, tentando entender aos poucos.
Helene: Tanto eu quanto minha irmã mais velha herdamos a bênção de ver monstros fora de suas cartas como também outras entidades… – ela disse timidamente, fechando os olhos com força – Me desculpa, isso deve ser assustador demais para acompanhar, eu sei.
Quando Helene pensava que Mathayus a acharia uma esquisita por causa de sua benção e terminaria o namoro, foi surpreendida com um abraço de seu amado.
Mathayus: Você é uma caixa surpresa. – ele disse, ainda abraçado a Helene – Você me surpreende com cada surpresa, mas mesmo assim você é especial pra mim com ou sem benção. E eu te prometo que jamais vou te magoar, sempre estarei a seu lado e te apoiarei. Por que eu te amo, minha anjinho.
Helene: Eu te amo, meu príncipe. – disse emocionada jovem, alegre em ver que seu amado a aceitou completamente.
Mathayus desfez o abraço e beijou a testa de Helene, com o fofo casal juntos saindo de mãos dadas da praça e seguindo em direção ao colégio Golden Flower.
(Quebra de Tempo...)
Em uma rua suburbana, um jovem moreno de cabelos curtos pretos e olhos verde escuro estava causando confusão.
Dany: Ele é um... demônio! – comentou o primeiro valentão, ficando com rosto perplexo.
Chris: Por que você não cai?! – perguntou o segundo valentão, ofegante e com um olhar de ódio.
Zero: Por que eu já estou acostumado com tais situações? – disse o jovem encrenqueiro, sentado em um muro e dando um sorriso divertido – Ah, não me digam que é só isso que vocês tem?
Nesse momento, um senhor de cabelos cacheados para trás e vestindo um smoking preto se aproximou da suburbana. Os valentões ao olhar para ele, se assustaram e correram, temendo a autoridade desse elegante homem, ao reconhecê-lo.
Zero: Parece que eu chamei atenção demais. – disse o jovem que tentou correr, mas caiu do muro e em cima de algumas latas de lixo – Ai... ei, o que você quer? – perguntou, massageando a cabeça.
Jones: Eu vi que esses valentões de agora a pouco que saíram correndo, fizeram você perder seu emprego lá na cafeteria onde eu marquei uma reunião. – comentou o senhor, tirando uma carta de recomendação do bolso do smoking e erguendo diante de Zero – O que acha de estudar na Golden Flower?
Zero: Não quero. – vira o rosto em desgosto – Eu não preciso que tenha pena de mim. Afinal, eu sozinho sempre me virei nesse mundo difícil.
Jones: Eu posso te afirmar que não é por pena e sim, porque eu vi em você um talento que precisa ser refinado.
Zero: Talento que precisa ser refinado, hum? Tá me cheirando a conversa fiada. – disse o rapaz se levantando e colocando as mãos no bolso.
Jones: Já que pensa assim, então que tal nós dois fazermos um acordo? Você vem comigo e que vai duelar com você é o meu mais fiel braço direito. Se o Tenrec-sensei te derrotar, você começará a estudar na Golden Flower a partir de amanhã.
Zero: Tá brincando? – disse o jovem rindo – Quem que é burro o bastante de desafiar um duelista de rua? Ok, aceito o seu desafio. Mas se eu vencer eu vou querer 5 cartas de valor entre 80 e 120 dólares, daquelas que não se acha em lojinha comum. E aí, trato?
Jones: Trato feito, garoto. – disse o Diretor pegando o celular – E outra coisa, você disse que vive sozinho no mundo, não é?
Zero: E se eu tiver? – perguntou o jovem cruzando os braços.
Jones: Será um caso que vou resolver depois, me acompanhe pequeno encrenqueiro. – disse o Diretor se virando para sair da suburbana.
E assim, Zero seguiu Jones um tanto quanto excitante, mas curioso por saber onde ele o estava guiando.
(Quebra de Tempo)
Em um grande prédio branco de telhado azul escuro, onde tinha um jardim de rosas além de portão dourado fechado, na sala do conselho se encontravam alguns adultos.
– Estão todos aqui? – perguntou uma elegante mulher de loiros cabelos trançados para trás, presos em um coque perfeito que lembrava o desabrochar de uma flor, ela tinha olhos carmesim o que combinava com seus óculos.
– Sim, Vice-Diretora Isolde! – afirmaram todos os senseis, entre homens e mulheres.
Isolde: Como vocês sabem, hoje é mais um ano do teste para qualificação dos Duelistas e vocês senseis terão que por em prova a inteligência é a capacidade desses duelistas que vão honrar a Golden Flower! – disse a Vice-Diretora olhando dedicada de sensei a Sensei – Estão todos preparados?
– Preparados! – afirmou todos os senseis, se erguendo de suas cadeiras e levantando o punho em sinal de força.
Nesse momento o celular de Leon Tenrec tocou. Fazendo o alto homem de longos cabelos arrepiados amarrado em um rabo de cavalo pegar seu aparelho eletrônico e olhar a notificação.
Leon: (Ah, senhor Diretor… O que será que o senhor está aprontando com essa idéia?) – pensou o sensei arqueando a sobrancelha ao ler a mensagem que recebeu.
Continua…
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