Yu-Gi-Oh ! - Chronicles of the Time
4 III - A Escuridão
Notas iniciais
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— Local Desconhecido – Data Desconhecida – Horário Desconhecido.
— Krest Nikolaievich >>>
Não me lembro ao certo oque houve ... Lembro apenas de ter sido interrogado por uma estranha criatura, e então, antes que eu pudesse perceber oque acontecia ao meu redor, me vi a deriva no céu aberto. Me lembro de ter visto a Elizabeth e até mesmo o Jack, no entanto, após isso eu não lembro de mais nada. Finalmente acordei. Não sei ao certo quanto tempo eu dormi, mas meu corpo está dormente e minha visão embaçada ... Não sei ao certo dizer onde eu estou, mas parece ser uma gruta, escura, seca e quente. Permaneci deitado, olhando para o teto daquele lugar com a pouca visão que parecia me restar por cerca de dez minutos, eu acho, mas eu estava em um estado tão letárgico que já devem ter se passado horas ... Meu corpo não parecia responder e minha visão periférica por algum motivo estava mais limitada que o normal, mas eu sentia que nada estava me prendendo. Aos poucos meus sentidos pareciam voltar a funcionar novamente, assim que me apoiei a parede ao meu lado senti minhas articulações estalarem, ao certo eu estava deitado naquela posição a um bom tempo. Me apoiando na parede eu finalmente conseguia ficar em pé, minhas pernas ainda estavam fracas mas em questão de algum tempo eu finalmente me recompus. Comecei a assimilar o ambiente ao meu redor, havia uma pequena fogueira que dava iluminação ao local, do outro lado da gruta, em um canto, havia um homem.
— Q-quem é você ? – Indaguei ao desviar meu olhar para o homem. Ele não respondeu, direcionou seu olhar para mim por alguns instantes e voltou a olhar para o chão abaixo de seus pés. Não era um olhar comum, parecia um olhar vazio, profundo, desolado. – — Eu estou lhe avisando ... Diga-me quem você é, agora. – Eu me esforçava para gritar, mas estava muito fraco e minha voz estava falha. Ele não reagiu, me olhou novamente e voltou a olhar para o chão. –
— Quero que você me diga quem você é, isso não é uma sugestão ... Não quero ter que usar violência para resolver isso. – Eu mal conseguia me manter em pé direito, mas precisava mostrar que eu não era fraco. Fechei os punhos e os posicionei a frente do meu rosto. –
— Em primeiro lugar, eu não deixaria as mãos tão próximas da cavidade direita. Me custou muito tempo consertar essa ferida ... E em segundo lugar – Vi o homem se levantar do canto onde estava, e de alguma forma, rápido e silencioso avançou em minha direção, me imobilizando por um instante e me sentando encostado na parede, após isso se afastou e voltou ao seu campo. –
— >— M-mas oque diabos ... Como alguém tão corpulento consegue ser tão rápido e preciso dessa forma ? Espere, oque ele disse sobre meu olho direito mesmo ... << – Vagarosamente, encostei minha mão direita na região onde deveria estar o meu olho direito, em seu lugar, havia algumas camadas de gaze. Isso explica o porque de minha visão estar tão limitada, meu olho havia sido arrancado. –
— Meu ... olho ... O que diabos você fez a mim ? – Aos poucos eu ia recuperando minha força, e com oque eu tinha naquele momento avancei na direção do homem misterioso e o agarrei pelas camadas de roupas que envolviam seu pescoço. Vendo mais de perto eu podia notar o quão miserável ele parecia. Ele já parecia ser bem velho, se fosse para chutar uma idade diria que ele tem por volta de cinquenta a sessenta anos de idade, caucasiano. Os cabelos já estavam grisalhos e longos, sem corte a um bom tempo, também possuía um pouco de belo facial mal feito, mas não o suficiente para formar uma barba. Os olhos pareciam vazios e sem vida, como se ali apenas restasse uma casca vazia vagando sem rumo. –
— Se acalme, garoto, se eu realmente quisesse ferir vocês já os teria matado de uma vez. Se você não me escutar certamente não irá encontrar seus amigos …
— Espere, sabe onde estão Jack e Elizabeth ? Pois bem ... Diga-me oque você tem a dizer, quero respostas. – Respondi friamente. Eu preciso manter a compostura, qualquer sinal de fraqueza pode impulsionar aquele homem a me matar. Me afastei vagarosamente , olhei-o de cima com certo desprezo e aguardei sua resposta. –
— Seus amigos estão ali. – Ele disse, apontando em minha direção, ao me virar para a parede, de fato eles estavam lá, Jack e Elizabeth estavam deitados sobre um tecido esticado ao chão, inconscientes. Elizabeth estavam com um braço engessado de maneira um tanto precária e o Jack estava com o torso exposto, um conjunto de gazes envolvia sua barriga. –
— O que houve com eles ? – Perguntei. –
— O mesmo que houve com você e o seu olho, vocês se feriram na queda. Infelizmente, vocês caíram em um pequeno abismo meio ... pedregoso. Você acabou com uma rocha cravada no olho direito, o garoto de cabelos castanhos caiu de barriga e a garota se salvou pelo custo de uma fratura no braço direito. Vocês tiveram sorte de sobreviver.
— Uma … queda ? >>Sim, agora eu me recordo com clareza, depois de ter encontrado com aquela criatura,a última coisa que eu me lembrava era de estar caindo a céu aberto … — Sabe onde exatamente nós estamos ? Qual o nome deste lugar ?
— Esse lugar não tem um motivo certo para ter um nome, mas eles o chamaram de Loneliness and Sorrow, Solidão e Tristeza, como preferir. A nossa amargura por esse lugar faz jus ao nome, infelizmente …
— É um nome deveras sugestivo ... mas oque exatamente é este lugar ? – Respondi. Eu estava com muitas dúvidas a respeito daquele lugar e pretendia saná-las. Seja lá oque esse lugar for, eu preciso sair daqui. –
— Um deserto. Nada mais do quê quilômetros e mais quilômetros de deserto. Areia e rochas que se estendem em todas as direções, um lugar árido, impiedoso, onde as únicas coisas que lhe restam são Solidão e Tristeza quando você põe os pés aqui. Então, sejam bem-vindos, ficarão aqui pelo resto de suas vidas, sejam elas curtas ou longas. – Após dizer essas palavras eu senti meu corpo gelar. Uma desolação percorreu pela minha mente, estaria mesmo ele certo ? Nós realmente estávamos presos aqui ? Voltei para o canto onde acordei, e fiquei lá sentado, silencioso, pensando na situação onde acabei me encontrando … --
— Não, não pode ser possível … Deve haver uma forma de fugir daqui. Eu sei que posso dar um jeito nisso, nenhuma barreira é intransponível.
— A negação é só a primeira etapa da perda, garoto. Conforme os dias passam você aprende a aceitar. E quanto mais rápido você aceitar, mais tempo demorará pra você acabar morrendo de fome ou sede por aqui … -- Dito isso, o homem vagarosamente se levantou, pendurou o saco que estava ao seu lado nas costas e andou até uma espécie de fenda na parede. --
— Hey, onde você vai ? Eu ainda não sei tudo de que preciso.
— Se eu ficar aqui respondendo suas perguntas não me sobrará comida. Como acha que nós sobrevivemos por aqui ? Agora, você pode ficar aqui para cuidar de seus amigos e passar fome ou pode me acompanhar para encontrar alguma coisa comestível por aí.
— >— Droga ... por um lado eu tenho de ajudá-los enquanto eles estão inconscientes, mas por outro deixá-los passar fome também tem seus riscos. — — Eles ficarão seguros aqui ?
— Não posso garantir nada, jovem. Mas se soubessem da existência desse lugar já o teriam tomado a um bom tempo, agora vamos, não temos tempo a perder.
E assim fomos noite a fora, não sabia exatamente que comida nós estávamos procurando ou como íamos encontrá-la, mas ainda sim, preciso me manter vivo de alguma forma. O local onde ele nos abrigou ficava escondido por debaixo da areia. Era de fato uma pequena caverna, localizada abaixo de uma enorme rocha arenosa, acessível através da fenda que havia naquela parede. Quando saímos, a única luz que nos guiava era a luz da lua e das estrelas. De noite o lugar tinha um frio agressivo demais para uma pessoa comum, não fosse as camadas de tecido que o homem usava, certamente ele teria morrido de frio em pouco tempo. Só me restava o blusão preto que eu estava usando. A viagem se mostrou bastante extensa e silenciosa, em certo momento, decidi quebrar esse silêncio.
— Aliás, com o perdão da pergunta, mas ainda não sei qual o seu nome. O mínimo que eu preciso saber da pessoa que estou ajudando é o seu nome, certo ? – Disse após tantos minutos de silêncio ao longo da caminhada. –
— “Nome” ... faz um bom tempo que eu não ouço essa palavra. Todos os que são banidos para cá são forçados a abdicar os seus nomes de nascença e recebem os nomes que eles nos impõem. Mas ainda sim, isso é totalmente inútil para nós, exilados. Afinal de contas, estamos preocupados demais tentando sobreviver para conversar uns com os outros. O meu nome a muito eu já me esqueci, os poucos que me veem me chamam apenas de Guilty ... – Após dizer isso, o homem misterioso, ou Guilty como se apresentou, voltou ao seu silencio habitual. –
— E quem exatamente seriam esses “eles’, aos quais você tanto se refere ? – Indaguei. Guilty ao longo de toda a viagem havia mencionado diversas vezes esses “eles”, mas nunca disse exatamente oque são ou oque fizeram, isso já me estava incomodando a um bom tempo. Em resposta, ele deu apenas um breve suspiro e alguns murmúrios que eu não pude ouvir. –
— Não queira saber garoto ... Esse assunto me assombra até hoje.
— Compreendo ... Mas por que exatamente você está aqui ? – Perguntei novamente. Apesar de tudo que ele disse até então, ele não havia especificado o motivo de todos os habitantes desse lugar , se é que havia algum outro vivo, estarem aqui. –
— Psst, silêncio garoto. – Guilty colocou o indicador nos lábios enquanto se agachava atrás de uma pedra a beira da colina pela qual estávamos caminhando. Instintivamente, me agachei em seguida. – — Chegamos.
— Aonde exatamente ? – Ao dizer isso, Guilty apontou para a descida da colina, logo após, havia uma construção em ruínas. Era bastante pequena, mais ou menos do tamanho de um galpão. –
— A ração está naquele depósito ... Irei me esgueirar até lá para buscá-la, se eu tiver sorte, passarei pelos outros que se escondem por lá sem acordá-los. Pode vir comigo ou pode ficar por aqui e passar fome … Só não me atrapalhe.
— Tsc, não pretendo deixar meus companheiros na mão … Mas se formos entrar lá juntos, vamos precisar de um plano.
— E o que você tem em mente, garoto ? Eu tenho anos de experiência com isso, não acredito que você tenha voz para me liderar em algo assim. -- Respondeu ele com certa arrogância na voz. Ele podia ser mais experiente naquele deserto do quê eu, no entanto meus pais me ensinaram uma coisa ou outro que podem me deixar na vantagem aqui … Assim que me lembrei disso, uma pontada de orgulho preencheu o meu rosto. --
— Quantos deles existem por lá ? >— A primeira coisa que eu preciso saber é com quantos eu vou precisar lidar. —- Perguntei. --
— Levando em conta o tamanho daquele lugar, não passam de dez. Com um pouco de habilidade nós podemos passar por eles sem acordá-los. Estou esperando você me impressionar ainda … -- Respondeu Guilty. --
— Não vamos nem precisar fazer silêncio … Tenho algo bem mais divertido em mente. -- Após dizer isso, não pude deixar de mostrar um leve sorriso. --
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O plano era simples, eu deveria seguir até o lugar onde estavam guardando a comida e me esconder em um canto que estivesse fora da vista dos outros prisioneiros. Guilty carregava consigo uma funda improvisada, e não foi muito difícil arranjar algumas pedras que pudessem ser arremessadas. Ele só precisaria arremessá-las sobre a areia para imitar passos, oque chamaria atenção dos prisioneiros. Uma vez que o lugar estivesse vazio eu só precisaria entrar, roubar a ração e ir embora. Descemos a colina com cuidado para não chamar atenção e rastejamos pela areia até estar a uns cinco metros de distância mais ou menos do local onde os prisioneiros estavam dormindo.
— Espero que isso dê certo, garoto. As chances de eu sair morto em uma briga com aqueles prisioneiros é bem pequena, estamos lidando com assassinos aqui.
— Com um pouco de habilidade você nem precisará lutar, além do mais, eu vi a facilidade com a qual você me imobilizou mais cedo. Você é silencioso, rápido e ao mesmo tempo forte, não será difícil para você acabar com eles.
— Se voltarmos vivos disso talvez eu te ensine alguns truques. -- Percebi um sorriso meio disfarçado no rosto de Guilty nesse instante. --
E assim, nosso “plano” de assalto deu início. Rastejamos em direções opostas e começamos a trabalhar nas nossas respectivas missões. Era um pouco difícil no começo, mas depois de um pouco de prática eu comecei a conseguir me manter um ou dois palmos abaixo da areia, e assim, segui rastejando até a construção, me mantive encostado sobre uma das paredes em ruínas, me esforçando para respirar por debaixo da areia sem chamar atenção e esperei o sinal do Guilty.
Escutei o barulho de passos, eram as pedras sendo arremessadas contra a areia. Era ele, que também havia tentado imitar o barulho de cochichos para parecer que duas pessoas estavam conversando. Eu realmente me impressionei com a naturalidade que ele fazia aquilo e como os barulhos que ele fazia eram tão semelhantes aos de uma caminhada verdadeira.
— Hey … Vocês ouviram isso ? Parece que tem alguém aqui perto ! -- Murmurou uma voz vinda por debaixo da areia. Era um dos ladrões. Guilty também parece ter escutado pois os “passos” ficaram mais fortes para chamar atenção. --
— Sim … E está perto, hehe … -- Ouvi outra voz, também próxima. -- -Se for um prisioneiro desavisado, melhor ainda, assim nós já conseguimos algo para nos divertimos por um tempo. -- Após dizer isso, escutei algumas risadas. Devo admitir, aqueles caras estavam me assustando … --
— >— Não, não posso ficar com medo agora. Se me ouvirem isso vai me custar a garganta. Preciso manter a calma. —- Me esforçava para acalmar minhas batidas, enquanto prestava atenção na conversa deles. --
— Não vamos perder a oportunidade então, não é mesmo ? Vamos logo ver quem é antes que ele se dê conta que já está morto e tente fugir.
— Excelente … Avisamos o chefe ?
— Pra quê ? Deixa ele dormir. Além do mais, se acordarmos ele provavelmente nós estaremos mortos ! -- Respondeu uma terceira voz, se esforçando para manter a voz baixa. --
Após isso, um grupo de cerca de sete prisioneiros, pelo menos foi oque eu consegui contar, se esgueiraram para fora da areia e rapidamente avançaram em direção aos passos.
— >— Agora é com você, Guilty … —- Esperei alguns instantes até ter certeza de que tudo estava limpo e então andei sorrateiramente até o interior do local. A construção estava totalmente aberta graças as enormes falhas nas paredes e no teto. Entrei pela “porta” da frente do lugar e antes de fazer qualquer movimento dei uma boa olhada no lugar. Estava tudo quieto, não fosse pela luz da lua estaria tudo totalmente escuro naquele lugar. Do outro lado de onde eu estava havia uma caixa de madeira no canto, em cima dela haviam algumas latas, e certamente haviam outras ali dentro, certamente era a comida que eu estava procurando. Andejei até o canto com muito cuidado para não fazer barulho com o metal das latas e comecei a colocá-las dentro do saco de couro que o Guilty me havia oferecido. -- — >— Isso é estranho … Tudo está fácil, muito fácil. Eles mencionaram que haviam deixado o “líder” deles dormindo, mas eu não vi ou ouvi ninguém até agora …
Até que então … Ouço o barulho de uma lâmina cortando o ar. Assim que a escutei, desesperadamente me joguei para a direita para evitar o golpe, e com isso acabei derrubando o saco no chão. A lâmina havia conseguido realizar um corte na galo da minha camisa, e se eu não tivesse sido rápido, certamente teria perdido bem mais que a galo da minha camisa.
— Ora, ora … Vejam oque temos aqui. Um sorrateiro e imundo ladrãozinho … Nunca lhe ensinaram que é feio roubar a propriedade dos outros ? -- Disse o homem que anteriormente havia tentado me assassinar. Possivelmente a aparência dele era a melhor dentre todos os prisioneiros desse lugar. Ele era um cara um tanto musculoso, o cabelo estava seco, comprido, quebradiço e quase grisalhos, ele possuía a uma barba um tanto ralha e suas roupas não passavam de trapos e mantos. Em sua mão direita, empunhava uma faca que parecia perfeitamente afiada.
— Tsc, não lhe disseram que é veio tentar cortar a garganta dos outros também ? -- Respondi com certa confiança na voz. Eu estou sentindo muito medo de ter que lutar com um sujeito armado, mas provocando ele ou não ele vai acabar tentando me matar da mesma forma, e demonstrar fraqueza não é uma opção. --
— Vou cortar muito mais do que uma garganta por aqui. Irei te fazer em pedaços de uma vez ! -- E assim, o homem avançou na minha direção com sangue nos olhos louco para me matar. Mesmo que esse cubículo fosse minúsculo, eu ainda conseguia me esquivar das estocadas ocasionais que ele tentava executar contra mim, em dado momento, percebi uma brecha entre um corte e outro e então avancei. Agarrei em um ato de desespero a lâmina da faca com a mão esquerda e o pulso do agressor com a mão direita, e então, consegui tirar a arma das mãos dele. Após isso, me afastei com a espada empunhada para mantê-lo afastado. --
— Pois é, parece que o jogo virou não é mesmo … Agora quem está armado sou eu. -- Comentei com um sorriso um tanto arrogante no rosto, ainda numa tentativa falha de parecer corajoso. --
— Pense duas vezes, garoto. Essa arma só ia me servir para te trazer uma morte rápida e indolor. Ativar mágica, Ciclone Paralelo ! -- O sujeito imediatamente sacou por debaixo dos trapos que estava vestindo uma carta de Duel Monsters. Acreditem se quiser, mas aquela carta criou uma ventania forte o suficiente para me fazer derrubar a faca e acabou me derrubando. -- — Vamos lá garoto, agora você não pode mais fugir. Você vai duelar comigo, e se perder, bem … hehe, eu pelo menos terei um pouco de diversão por hoje. -- Disse o sujeito com uma risada um tanto assustadora. --
— Você quer que eu … duele ? -- Perguntei um tanto confuso enquanto me recuperava da queda. -- — >— Impressionante, temos um assassino querendo me enfrentar em um duelo … Tsc, não importa. << — Já que você insiste, aceito seu desafio. -- Disse enquanto retirava o barulho de meu bolso. Pela primeira vez agradeço ao Jack por me encher o saco para guardar o baralho comigo. --
— E onde estaria o seu disco de duelo ? Vamos, tome, não teria a mesma graça se eu não te humilhasse um pouco antes de sair vitorioso. -- Ao dizer isso, o homem me alcançou um disco de duelo que estava encostado próximo a caixa que eu antes havia tentado roubar. --
— Duel !
— Krest & ??? LP’s: 8000
— Eu começo, e portanto, não poderei puxar. -- Anunciou o sujeito. -- — Deixo um monstro virado para baixo, e após isso deixo mais duas viradas para baixo e encerro o meu turno. (Hand x2)
— >— Ele começou com três invertidas. Certamente ele pretende alguma coisa … Vou começar devagar, assim poderei analisar melhor o baralho dele. — Meu turno, Draw ! Como meu primeiro movimento eu invocarei Jack, o Espectro do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 3 / Fiend / 1700 ATK / 0 DEF) que por seu efeito, ao ser invocado me permite invocar especialmente um monstro do Reino dos Pesadelos de minha mão. Invocarei especialmente o meu Jester, o Chapeleiro Louco do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 3 / Fiend / 1100 ATK / 0 DEF). -- Duas criaturas surgiram ao campo, a primeira, um espectro coberto por vários mantos velhos de cor negra, em sua cabeça havia uma abóbora esculpida de forma parecer um rosto, e em seu interior, uma intensa chama violeta que intensificava seu sorriso. A segunda criatura era mais semelhante a um palhaço de vestes elegantes e um grande e chamativo chapéu na cabeça. -- — Após isso eu ativo o efeito do meu Jester, que me permite dar 800 pontos de ataque a um dos meus monstros do Reino dos Pesadelos, escolherei ele mesmo (1100 -> 1900 ATK).
— Tsc, dois monstros de nível baixo e ataque razoável … Vai precisar de muito mais para sobreviver aqui !
— Acho que você não deveria começar a me subestimar antes de eu mostrar tudo oque eu sei … -- Deixei escapar um sorriso. O sujeito agora me olhava com estranheza. -- — Eis o poder dos meus monstros ! Eu utilizo o meu Jack, o Espectro do Reino dos Pesadelos e o meu Jester, o Chapeleiro Louco do Reino dos Pesadelos em uma Overlay Network ! Tua presença é o presságio da morte, com sua cabeça decapitada e uma lâmina banhada pelo terror dos mortais, venha a este plano terreno trazendo os ventos fúnebres da perdição ! Xyz Summon ! Todas as fechaduras abrem perante a tua presença, ceife a vida daqueles que devem partir, Dullahan, o Cavaleiro Sem Cabeça do Reino dos Pesadelos (Dark / Rank 3 / Ov. 2 / Xyz / 2000 ATK / 0 DEF) ! —- Uma medonha criatura surgiu ao campo. Uma armadura vazia de coloração negra montada em um cavalo, ou melhor, o esqueleto de um, envolvido em uma armadura igualmente negra. O cavaleiro possuía em uma mão uma gigantesca espada que se assemelhava a uma vértebra e na outra uma cabeça liberando uma forte chama de seu interior. -- — Ativo o efeito do meu Dullahan, quando ele é invocado especialmente por banir uma Unidade Overlay dele eu posso banir uma carta virada para baixo do oponente ! Escolherei o seu monstro virado para baixo. -- O cavaleiro furioso avançou na direção da carta do oponente, pronto para ceifá-la. --
— Não pense que será tão simples, ativo minha armadilha, Ruptura de Habilidade (Trap) que me permite negar os efeitos do seu Dullahan até a End Phase !
— Eu ainda tenho o meu ataque garantido, Battle ! Vá, Dullahan, destrua o monstro virado para baixo ! Gallop of Nightmare !—- O cavaleiro mais uma vez avançou furiosamente na direção da carta, e ao erguer sua lâmina acima da cabeça, o monstro misterioso se revelou. Era um homem moreno vestindo uma capa negra e com um turbante igualmente negro sobre a cabeça, que rapidamente desviou do ataque. --
— Ao atacá-lo, isso ativa o efeito de inversão do meu Espião dos Guardiões da Tumba (Dark / Lv 4 / Spellcaster / 1200 ATK / 2000 DEF) que me permite invocar especialmente outro Guardião da Tumba com 1500 ou menos Ataque do meu baralho. Invocarei especialmente o meu Assaltante dos Guardiões da Tumba (Dark / Lv 4 / Spellcaster / 1500 ATK / 1500 DEF) na ofensiva.
— >— Era como eu suspeitava … Ele havia começado defensivamente para analisar melhor minhas jogadas. Bem, eu não podia esperar ele começar a atacar para agir, então foi o mais sensato a se fazer. — Deixo uma invertida e encerro o meu turno. (Hand x3)
— Excelente ! Agora é hora de me divertir um pouco. Meu turno, Draw ! Hehe … Isso é excelente. -- Disse o sujeito ao analisar a carta que havia sacado. -- — Ativo da minha mão o efeito do meu Comandante dos Guardiões da Tumba (Dark / Lv 4 / Spellcaster / 1600 ATK / 1500 DEF), ao descartá-lo eu posso adicionar minha carta de campo Necrovale (Spell / Field) ! Ó, grande Deus-Sol, ilumina teus guardiões com a benção do seu poer ! Ativar mágica, Necrovale ! Seu primeiro efeito da um bônus de 500 Pontos de ataque e defesa aos meus Guardiões da Tumba (G.K Spy: 2000 -> 2500 DEF) (G.K Assailant: 1500 -> 2000 ATK). Para que esses guardiões ajam em conjunto eles devem ser guiados por uma única voz … Sacrificando o meu Espião dos Guardiões da Tumba eu invoco normalmente com um tributo a menos o meu Visionário dos Guardiões da Tumba (Dark / Lv 8 / Spellcaster / 2000 -> 2500 -> 2900 ATK) que pelo próprio efeito ganha mais 200 pontos de ataque por cada Guardião da Tumba no cemitério. Agora é hora de quebrar alguns ossos … Battle ! Vá, meu Assaltante, ataque o Dullahan ! Silent Assault !—- O homem cujo corpo estava inteiramente coberto por um manto negro fugazmente empunhou sua faca e avançou na direção do cavaleiro, que enfurecido, tentou revidar. --
— Nossos ataques se igualam, isso causaria a destruição de ambos. -- Constatei. --
— Não pense que é tão simples assim ! Ativo o efeito do meu Assaltante dos Guardiões da Tumba, com a presença do Necrovale quando ele declara um ataque, posso selecionar um monstro do oponente e mudar sua posição de batalha. Seu Dullahan não possui pontos de defesa, não é mesmo ? -- Dizia ele com um sorriso sádico no rosto. Meu cavaleiro estava prestes a executar um cor lateral com sua lâmina, no entanto, o ágil assassino desviou, circulou-o por alguns instantes, fazendo-o perder a concentração, e então, várias facas foram disparadas de inúmeras direções, derrotando o nobre cavaleiro. -- — Após isso meu Visionário será o próximo a atacar, avante ! -- O misterioso feiticeiro ergueu seu cetro, conjurando uma forte energia que arremessou Krest contra a parede. --
— Argh !! >— Merda, como é possível ? Está causando dano de verdade … —- Pensei enquanto tentava me levantar da queda. --
— Krest LP's: 8000 -> 5100
— É melhor você pensar em algo rápido garoto, não vá querer morrer antes e terminarmos por aqui ! Haha ! -- Ele dizia com deleite na voz. Tsc, vai precisar de muito mais para me fazer cair … -- — Isso dá fim ao meu turno. (Hand x1)
— Agora é a minha vez de contra-atacar, Draw !—- Sorri ao ver a carta que havia puxado. -- Excelente … Invoco normalmente outro Jack, o Espectro do Reino dos Pesadelos, e novamente, pelo seu efeito eu posso invocar um monstro do Reino dos Pesadelos de minha mão. Aproveitarei essa oportunidade para invocar especialmente a minha Mary, o Espelho do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 1 / Fiend / 0 ATK / 1600 DEF) que por seu efeito pode tornar o próprio nível igual ao de um monstro de atributo Trevas que eu controle, escolherei o meu Jack, o Espectro do Reino dos Pesadelos como alvo !
— Irá tentar trazer aquele seu cavaleiro novamente ? Não vai dar certo ! Eu darei um jeito nele logo em seguida !
— Não pense que será fácil dessa vez amigo, meu baralho possui alguns truques interessantes para mostrar ainda … Eu utilizo minha Mary, a Dama do Espelho do Reino dos Pesadelos e meu Jack, o Espectro do Reino dos Pesadelos em uma Overlay Network ! Xyz Summon ! Galope mais uma vez para trazer a perdição ! Dullahan, o Cavaleiro Sem Cabeça do Reino dos Pesadelos ! Novamente, pelo seu efeito eu removo do jogo a minha Mary para banir a sua virada para baixo ! -- O cavaleiro enfurecido mais uma vez apresentou-se ao campo e com toda a sua fúria avançou na direção da carta invertida, destruindo-a com facilidade. --
— Nada que fosse fazer diferença, você ainda não pode passar pelos meus monstros !
— Será mesmo ?
— Huh ? Como assim ?
— Ativo a carta restante da minha mão, Magia de Mudança de Rank — Força do Pesadelo (Spell / Quick-Play) ! Com ela, utilizando o meu Dullahan como material, invocarei especialmente um monstro de atributo Trevas do meu Deck Adicional com um Rank superior ! Reutilizo o meu Dullahan em uma Overlay Network ! Rank-Up ! Xyz Change ! Acorde de seu sono eterno e com a escuridão do crepúsculo escarlate faça com que as trevas sobreponham a luz, traga o temor aos inocentes ! Alucard, o Imperador do Reino dos Pesadelos (Dark / Rank 5 / Ov. 2 / Fiend / 2400 ATK / 0 DEF) ! Então, ativarei seu efeito, ao ser invocado especialmente posso banir uma Unidade Overlay para tomar o controle de um de seus monstros até a End Phase ! Escolherei o seu Visionário dos Guardiões da Tumba !
— Como ?! -- Ao notar o leve desespero no rosto do sujeito, notei que ele estava contando com aquele monstro para ganhar … Excelente. --
— Battle ! Meu Alucard atacará primeiro. Vá, ataque o Assaltante ! Scarlet Sorrow ! —- A criatura de aparência humana, pele pálida e pequenos chifres sobre a cabeça, que vestia uma armadura com uma espécie de terno em seu interior, avançou na direção do homem coberto, e com uma facilidade impressionante o destruiu. -- — Em seguida, atacarei com o Visionário ! —- O feiticeiro que antes pertencia ao próprio sujeito ergueu seu cetro, disparando uma forte rajada de energia contra ele. --
— Argh !!
— ??? LP’s: 8000 -> 7600 -> 4700 LP’s
— Pelo efeito do seu próprio Visionário ele ganha mais 200 pontos de ataque com o seu próprio Assaltante no cemitério, não é mesmo ? -- Sorri. -- — Encerrando o meu turno o seu Visionário volta para o seu controle. (Hand 0x)
— Certo, meu turno, Draw !—- Ao sacar sua carta, ele esboçou um sorriso. Isso é ruim … -- — Ativar mágica, Pote da Ganância (Spell) que por seu efeito puxarei duas cartas. Após isso, ativarei o meu Litógrafo dos Guardiões da Tumba ! (Spell) Através dessa carta, adicionarei dois Guardiões da Tumba do cemitério a minha mão.
— O Necrovale impede cartas que estão no cemitério de serem afetadas por outras cartas … Como você faria isso ?
— Simples, essa carta ignora as limitações do meu Necrovale. Adicionarei o meu Assaltante e o meu Espião para a minha mão. Com isso, meu Visionário perde 400 Pontos de ataque (3100 ATK -> 2700 ATK), no entanto, ainda é o suficiente para acabar com o seu Alucard de uma vez ! Deixo um monstro virado para baixo e então ataco o seu Alucard com o meu Visionário ! -- O feiticeiro mais uma vez ergueu seu cajado, desta vez na direção da criatura de Krest, e então, disparou. Uma nuvem de poeira se espalhou pelo lugar, da qual se revelou Alucard mais uma vez, intacto. --
— Mas como ? Ele deveria ter sido destruído !
— Krest's LP's: 5100 -> 4800 LP's
— Por remover uma de suas Unidades Overlay eu posso impedir sua destruição. Mas ainda sim, o dano é aplicado. -- Disse enquanto limpava um pouco da poeira que havia ficado em minha roupa. --
— Tsc ... isso dá fim ao meu turno. Sugiro que você me derrote logo, no próximo turno terei tudo que preciso para acabar com você, haha !
— Então eu só vou precisar acabar com você antes disso ... Meu turno, Draw ! -- Analisei a carta que havia puxado. Era perfeito. -- — Ativo o efeito do meu Cheshire, o Gato Risonho do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 3 / Fiend / 600 ATK / 0 DEF) , por seu efeito ao bani-lo da minha mão eu posso reembaralhar dois monstros do Reino dos Pesadelos que estiverem removidos do jogo de volta ao baralho e então adicionar duas cartas do Reino dos Pesadelos a minha mão, mas elas não podem ser usadas neste turno. Eu irei retornar meus dois Jack, o Espectro do Reino dos Pesadelos no deck para adicionar outras duas cartas. Deixo uma delas invertidas na minha zona de Mágicas e Armadilhas e finalizo meu turno. >— Certo ! No próximo turno eu estarei com tudo pronto para acabar com ele.
— Hehe ... Haha ! Você teve a sua chance garoto, agora é hora de acabar com isso de uma vez ! Meu turno, Draw ! Inverto o meu monstro virado para baixo, ativando seu efeito, Espião dos Guardiões da Tumba (Dark / Lv 4 / Spellcaster / 1200 -> 1700 ATK), que novamente, me permite invocar especialmente outro Guardião da Tumba de ataque igual ou menor que 1500 do meu baralho. Invocarei a minha Xamã dos Guardiões da Tumba (Dark / Lv 6 / Spellcaster / 1500 -> 2000 ATK). É hora de trazer a sua perdição ! Sacrificando o meu Visionário, o meu Espião e a minha Xamã ... Tua vontade é divina e abençoada pelo Deus-Sol. Com sua santa visão nos guie para o futuro ! Venha, Oráculo dos Guardiões da Tumba (Dark / Lv 10 / Spellcaster / 2000 -> 2500 ATK / 1500 -> 2000 DEF) ! E então seu efeito é ativado. Como ele foi invocado tributando três monstros, seus efeitos são ativados em sequência, o primeiro, ele ganha ataque igual a soma dos níveis dos monstros que eu sei para invoca-lo vezes 100 (2500 -> (4+6+8 x 100 = 1800) -> 4300 ATK) !—- O imponente feiticeiro surgiu ao campo. Sua pele era morena e o rosto inteiramente coberto por uma densa barba loira. Vestia um belo traje que remetia aos antigos faraós egípcios. --
— >— Um monstro de 4300 de Ataque ... É muita coisa, mas eu posso aguentar até o próximo turno. —- Encarei o monstro com certo desprezo. --
— Vejamos se você ainda vai fazer essa cara quando eu ativar seu segundo efeito, que me permite reduzir o ataque do seu Alucard em 2000 Pontos ! (2400 -> 400 ATK) !
— Ainda não vai ser o suficiente para me derrotar ...
— Pode até não ser, mas só lhe restou uma carta na mão e você não pode ativar efeitos no cemitério. Você não vai conseguir me derrotar a tempo ! E só para garantir ... ativo minha mágica de equipamento, Cetro do Selamento (Spell / Equip) que dá pontos de ataque igual ao nível do monstro equipado vezes cem (4300 ATK -> (10. 100 = 1000) -> 5300 ATK) ! Battle ! Diga adeus ao seu Alucard, Gravekeeper's Judgment !—- O faraó então ergueu seu cetro acima de sua cabeça. A luz do sol poente refletiu no ouro do bastão e então liberou uma forte aura na direção do vampiro. E como vocês devem saber, não há nada mais mortal a um vampiro do que o sol ... -- — Que seu monstro seja reduzido às cinzas !
— Não tão rápido ! Em resposta eu ativo minha mágica de jogo-rápido virada para baixo, Magia de Mudança de Rank — Força do Pesadelo (Spell / Quick-Play), reutilizando o meu Alucard em uma Overlay Network mais uma vez ! Desta vez, eu irei invocar um monstro de Rank inferior em seu lugar ! Rank-Down ! Xyz Change ! Daquilo que já se foi há de surgir uma nova criatura, pelas mãos do conhecimento surja e sirva ao seu amo ! Venha, Golem, o Homúnculo do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 3 / Fiend / 0 ATK / 2800 DEF) ! Graças ao seu efeito, uma vez por turno ele não pode ser destruído em batalha, mas nessas situações dano perfurante é aplicado. -- Das cinzas do vampiro de Krest surgiu uma nova criatura. Um humanoide semelhante a uma estátua com uma pesada e grande armadura sobre seu corpo, ao entrar em campo, ele simplesmente entrou em posição defensiva e permaneceu parado. Ao ser atacado pela onda de energia do Faraó, de seu corpo diversos estilhaços foram liberados, acertando superficialmente Krest e fazendo-o agonizar por alguns instantes. --
— Krest's LP's: 5100 -> 2600 LP's
— Ficar se defendendo não vai te ajudar para sempre, garoto ! Eu apenas irei finalizar o meu turno.
— >— Ele está certo ... Com o meu cemitério totalmente travado eu não vou conseguir segurá-lo por muito mais tempo, principalmente com um monstro de 5300 de Ataque no campo dele. Tsc, que seja ... Lembre-se, Krest, quando se está em uma situação de sufoco aja como se não tivesse nada a perder ...
— Vamos, estou esperando ! Se você não acabar logo com isso eu serei forçado a fazer por eu mesmo ! Desista, acabou !
— Um duelo só acaba quando um de nós quebrar algum osso ! Meu turno, Draw !—- Ao sacar a carta, senti meu coração bater mais forte por um instante. Sim, agora eu lembro oque ele havia me dito agora ! Eu me lembro daquela carta. E agora, é hora de usá-la. -- — Caso eu possua algum monstro do Reino dos Pesadelos em campo, posso invocar especialmente meu Licaón, o Licantropo do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 5 / Fiend / 1950 ATK / 0 DEF) !
— Tsc, e o que você fará com isso ? Permanecem sendo monstros incapazes de derrotar o meu Oráculo.
— O princípio fundamental de um bom duelo é a predição, meu amigo ... Antes de você começar a cantar vitória você primeiramente deve analisar as cartas que você ainda não viu.
— Como ? -- Indagou ele um tanto confuso. Ter se esquecido desse fundamento foi o maior erro dele ... --
— Revelo minha recém-sacada Alice, a Dama do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 1 / Alqm. / Spellcaster / 0 ATK / 0 DEF), que por seu efeito, caso eu esteja usando como material um monstro Xyz, posso converter os seus Rank's em níveis. Agora, com a minha Alice na zona de Mágicas e Armadilhas e o meu Golem, o Homúnculo do Reino dos Pesadelos e o meu Licaón, o Licantropo do Reino dos Pesadelos em campo, eu irei criar um Transmutation Cicle ! Quando as trevas sobrepõem a luz, as cortinas do desespero então se abrem para revelar um mundo mergulhado em escuridão ! Transmutation Summon ! Venha, Estrela Sagrada Ω: Castor, o Anjo Caído do Reino dos Pesadelos (Dark / Lv 8 / Fiend / Transmutation / Mat. 3 / 3000 ATK / 2500 DEF) ! Ativo então seu efeito, graças a ele, quando ele é invocado caso todos os monstros em meu cemitério sejam de atributo Trevas, posso banir uma mágica ou armadilha do oponente, o alvo será o seu Necrovale ! -- Um misterioso guerreiro surgiu ao campo. Trajava uma armadura inteiramente negra e de aparência um tanto demoníaca. Asas de um negro intenso se abriam de suas costas e sua face, a única parte da cabeça a mostra, exibia uma feição fria de olhos negros. O guerreiro então ergueu sua espada ao alto, acima de sua ponta uma enorme esfera de pura energia negra criou-se, engolindo a luz do por do sol e fazendo a noite reinar novamente. --
— Transmutation Summon ... Mas o quê diabos é isso ?!
— Você logo verá ... -- Respondi com um sorriso no rosto. -- — Agora que seu Necrovale não está mais ativo, o seu Oráculo perde seus 500 Pontos ... (5300 -> 4800 ATK).
— Tsc, que seja ! O ataque dele ainda é superior !
— Não por muito tempo ... Ativo o efeito do meu Licaón, como ele está sendo usado como uma Matéria para o meu Castor, posso desanexá-lo para cortar pela metade o ataque de um monstro do oponente e dar a mesma quantia de ataque perdido ao meu Castor, Moonlight Roar ! —- Das sombras do cavaleiro sombrio, a criatura semelhante a um Lobisomem surgiu, e com uma incrível velocidade, acertou o feiticeiro do adversário de Krest. E então, mais uma vez escondeu-se as sombras de seu amo, oferecendo-lhe seu poder. -- (G.K Oracle: 4800 -> 2400 ATK / Castor: 3000 -> 5400 ATK).
— I-impossível ...
— Sem palavras ? Bem, agora o jogo está a meu favor, não é mesmo ?! Ativo o efeito da minha Alice, a Dama do Reino dos Pesadelos, pois desanexando-a eu ainda dou ao meu Castor ataque igual ao de um monstro do Reino dos Pesadelos em meu cemitério, e esse alvo será o meu Licaón (Castor: 5400 -> 7350 ATK) ! E sabe qual a melhor parte ?! Eu ainda nem terminei, ativo o efeito do meu Jester, o Chapeleiro Louco do Reino dos Pesadelos no meu cemitério, banindo-o de lá eu posso reduzir em 1100 pontos o ataque do seu Oráculo (2400 -> 1300 ATK) !
— Por favor, não !
— Agora é tarde demais para se arrepender ... Battle ! Atacarei o seu Oráculo dos Guardiões da Tumba com a minha Estrela Sagrada Ω: Castor, o Anjo Caído do Reino dos Pesadelos ! Darkness Despair !—- O cavaleiro sombrio então ergueu sua lâmina, que iluminada pela luz da lua, então foi arremessada contra o peito do feiticeiro, no entanto, este parecia agonizar, mas ainda estava vivo. O cavaleiro então abriu suas asas negras como a penumbra e ascendeu aos céus, em sua mão formou-se uma esfera de energia negra, que então foi disparada. Uma forte ventania se fez por alguns instantes, e então ... --
— ???'s LP's: 4700 -> — 5200 -> 0 -> DEFEAT !
O prisioneiro sem nome então caiu de joelhos, uma expressão de desolação tomou o seu rosto. Quando Krest se aproximou para tocá-lo, ele caiu ao chão, inconsciente, morto.
— >— Ele ... Está morto ? Não, não pode ser ... Será mesmo que aqueles ataques conseguiam mesmo causar danos reais ?!
— Vejo que você conseguiu acabar com o chefe da gangue ... -- Antes que me desse conta do porque eu estava ali mesmo, Guilty entrou pela "porta" daquele galpão em ruínas. Olhou com certa indiferença para o corpo sem vida daquele prisioneiro e após um breve suspiro começou a falar. -- — Se você pretende mesmo sentir pena dele agora, sugiro que você não o faça. Ele era bem famoso por aqui, cometeu diversas monstruosidades ao longo de sua pena neste lugar, e agora, está morto. Não sei se nós demos sorte ... ou azar. --
— Dane-se oque ele fez. -- Respondi com certa reprovação na voz. -- — Era um ser humano, não era ? Ele não merecia isso ! Como os duelos foram capazes de causar danos reais a ele ? Me diga !
— Claro, como se ele merecesse estar preso aqui também. Entenda de uma vez garoto, a morte é o mais próximo que nós temos da liberdade por aqui ... Agora venha, me ajude a carregar a comida.
— Então porque todos vocês não se matam de uma vez ?! -- Interrompi rapidamente. Por mais desagradável que aquele prisioneiro fosse, eu não conseguia me convencer de que a morte era a única maneira de escapar daqui, eu devia sair daqui. Jack e Elizabeth precisam de mim, e eu devia ajudar . --
— Os seres humanos tem muito apego pelo que lhes é precioso. A única coisa que nós temos nesse deserto é a própria vida. -- Antes de prosseguir, o homem respirou fundo. -- — Pois bem, eu realmente queria evitar que vocês se ferissem novamente, mas irei dizer de uma vez ... existe uma forma de escaparmos daqui. Mas ouça minhas palavras, não espere chegar até lá vivo.
— E como nós chegamos lá, para começo de conversa ?
— Se concentre em encher o saco com comida antes que outros prisioneiros cheguem ... Vamos descansar um pouco por hora, se você quer tanto assim escapar, deixaremos isso para a manhã.
— A cada instante eu desconfio mais de você, homem ...
— Sou a única opção que lhes resta não é mesmo ? Agora vamos garoto, quem sabe nós consigamos um pouco d'água no caminho. Você tem bastante talento como ladrão, sabia ? Haha ...—- Krest achou ter ouvido uma risada na frase do homem, não, não era possível ... Como uma pessoa tão amarga poderia rir ? Krest não sabia. Preferiu se deixar levar pelos conselhos do homem e esperar até o sol nascer. --
E assim foram, após alguns minutos recolhendo comida, finalmente seguiram rumo ao seu lar pelas próximas luas. Chegaram, acomodaram-se e comeram. Krest guardou um pouco consigo para que Jack e Elizabeth também tivessem oque comer. Após alguns minutos de silêncio compartilhado o homem finalmente caiu no sono. Mas Krest não, ele sabia que podia afirmar que havia algum mistério por detrás daquele homem ... Mas oque podia fazer para descobrir ? Nada sabia sobre aquele lugar, após se mergulhar por tanto tempo nos próprios pensamentos, inconscientemente, dormiu. E assim foi o primeiro de muitos dias naquele deserto envolvido por solidão e tristeza, no entanto, eles não iriam desistir, Krest não iria desistir ... não ainda. Guilty havia deixado escapar que havia uma saída, e com isso na mente de Krest, traçou sua linha rumo ao destino de nossos heróis.
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