Notas iniciais
OMG! AQUI ESTÁ MAIS UM CAPÍTULO. PS: ESCREVI EM NOTAS GRANDES PARA QUE FICASSE MAIS GRANDE!

Quais seriam as chances?

Era novamente aula de educação física. Shorts curtos, pessoas olhando, frio nas pernas, nunca haveria como ficar pior... Nunca diga nunca.

O ginásio estava povoado apenas pelos poucos alunos que faziam educação física, com exceção de todos os jogadores do time de basquete.

Quais seriam as chances?

Engoli em seco e continuei a andar.

Todos os jogadores do time estavam lá, os uniformes azuis escuros com detalhes brancos e bolas de basquete de baixo dos braços musculosos. Entre todos eu pude enxergar os cabelos castanhos claros de Alex Taylor. Ele estava conversando com o professor, parecia entretido com alguma coisa e sorria o tempo todo.

Desci as escadas envergonhada por ser a última a chegar, uma pequena supresa me esperando no final da mesma. Ethan me esperava no último degrau, o uniforme do time no corpo e um sorriso radiante.

Ele passou o braço pelo meu ombro.

– O que acha? Arrasei ou não arrasei?

Eu tive que rir.

– Isso soou tão gay. — falei, ainda rindo.

– Desculpe. — ele falou.

Ele começou a andar junto comigo em direção ao centro do quadra.

– Mas você ficou lindo com o uniforme.

– Você não quis dizer "gostoso"? — ele perguntou com uma tentativa de sorriso safado.

– Eu não falo "gostoso". — reclamei.

– Deveria falar.

– Mas eu não falo.

Ethan abriu a boca para retrucar, mas o professor começou a falar com a turma em voz alta.

– Escutem! — ele gritou. — hoje teremos uma aula de basquete com os jogadores do time do colégio como professores. Então, formem duplas com os jogadores, peguem as bolas e vão para as cestas.

Sorri doce para Ethan, mas ele me deu em troca um sorriso diabólico.

– Desculpe, Sweet. — ele falou tirando o braço de cima dos meus ombros.

– Ethan? — perguntei indignada.

– Você já tem dono.

Um calafrio subiu pela minha espinha.

– Do que você está falando?

– Alguém me pediu um favor... — ele deu de ombros. -... então eu vou fazer isso por ele.

– E-e-ethan! — resmunguei, enquanto via ele seguindo em direção a um grupo de meninas.

O que havia acontecido?

Ethan havia me abandonado?

O mundo estava acabando?

Que merda estava acontecendo?

– Você está sozinha? — ouvi alguém me perguntar logo atrás de mim.

Me virei devagar e dei de cara com um Alex muito animado.

Dei um passo para trás, a cabeça dele estava muito próxima da minha.

– S-s-sim. — respondi baixinho... Por que, merda, eu respondi?

Ele sorriu.

– Posso ser sua dupla? — existia mais algum jogador que estivesse disposto a me fazer companhia?

Balancei minha cabeça em afirmativa.

– O que você sabe sobre o basquete? — ele perguntou.

Eu tive que rir nesse momento. Ninguém, nunca, deveria me perguntar o que eu sei sobre basquete. Era muito ridículo.

– Eu sei que os jogadores tem que acertar bolas nas cestas. — falei entre risadas. — acho que só isso.

Seu sorriso aumentou e seus olhos brilharam.

– Quem diria? Você sabe falar sem gaguejar. E ainda tem uma linda risada.

Senti minhas bochechas corarem e ele riu.

– Acho que minha alegria acabou. — ele murmurou.

Ele levantou uma das suas mãos e pegou uma mecha do meu cabelo com delicadeza. Alex enrolou a ponta no dedo antes de deixá-la com cuidado atrás da minha orelha.

– Você sabe fazer uma cesta? — ele perguntou. — ao menos isso?

– N-não sou boa com bolas... — resmunguei.

– Não entendi.

Ele chegou a cabeça mais perto da minha.

– Repete? — ele pediu.

– N-n-não sou boa com bolas. — repeti.

Ele passou as mãos pelo cabelo pensativo. Eu me sentia uma burra nesse momento. Papai jogava basquete, Ethan jogava basquete, meu tio jogava basquete, meu padrinho, até mesmo Emma sabia acertar uma bola dentro da cesta.

Alex soltou um suspiro, mas sorria.

– Eu posso te ensinar isso.

Ele pegou minha mão com delicadeza, seus dedos se entrelaçando com os meus, e seguiu andando até a uma das cestas.

Havia cerca de 5 no ginásio. Duas que eram realmente do ginásio e outras três móveis que os jogadores deveriam ter ajudado a trazer. Ele me guiou para uma das móveis, mais baixa que as outras alguns centímetros.

Alex me entregou a bola que levava de baixo do braço, uma laranja com detalhes amarelos e azuis dos lados.

– Tente acertar, OK? — ele pediu, se distanciando de mim.

Joguei a bola do melhor jeito que pude, mas ela caiu a vários metros de distancia da cesta e quase acertou o professor na cabeça. Alex foi buscar a bola correndo antes que ela tentasse acertar mais alguém.

– Vamos tentar novamente, dessa vez eu te ajudo. — ele falou assim que retornara.

– E-eu falei que e-era péssima... — resmunguei.

– Nada que um pouco de prática não resolva.

Ele foi para trás de mim e passou seus braços por mim, a bola nas mãos. Alex pegou cada uma das minhas mãos e as ajeitou na bola, as dele por cima das minhas e seus braços envolta de mim, quase como um abraço. Senti como se eu desse um passo de milímetros para trás pudesse encostar minhas costas em seu abdômen. Porque eu queria dar um passo para trás?

– Mia? — ele perguntou, os lábios quase grudando em meu ouvido.

Dei um pulo com o susto, mas ele me segurou antes que eu caísse.

– Você está bem? — ele perguntou.

– Hum. — respondi.

– Como eu estava dizendo. Eu vou ajudar você a lançar a bola, mas depois você mesma tem que tentar.

Alex impulsionou a bola junto comigo e ela entrou dentro na cesta como em um passe de mágica.

Ouvi ele rir baixinho e encostar novamente seus lábios em meu ouvido.

– Você deveria ver sua cara. Parecia uma criança maravilhada.

Minhas bochechas coraram, mas eu as ignorei.

– Não seja ridículo. — falei. — eu deveria estar parecendo uma Emma dentro de uma loja de sapatos.

Ouvi ele rir e se afastar de mim.

Passei uma mecha de cabelo para trás da orelha e ele se moveu para dizer alguma coisa, mas a voz do professor se sobressaiu a dele.

– Estão dispensados! — ele gritou do outro lado da quadra.

Os alunos e os jogadores do time começaram a se mover para fora do ginásio, mas Alex me segurava pela mão, me mantendo no mesmo lugar.

– Os jogadores do time vão sair hoje a noite, para comer pizza, junto com algumas lideres de torcida... — ele fez uma pausa, como se procurasse as palavras certas. — Você não gostaria de ir também?

Ele estava me chamando para sair?

– E-eu não sei... — murmurei. — e-eu tenho que estudar e fazer algumas tarefas...

– Por favor, Mia. Eu sei que isso são desculpas. Se você não gosta de mim não precisa fingir.

– Mas eu gosto de você. — falei, mais alto e claro do que gostaria. Meu rosto parecia a ponto de pegar fogo.

– Então porque não quer ir? — ele perguntou baixinho.

– Eu não me sentiria a vontade com os jogadores ou com as lideres de torcida e eu... — parei de falar assim que olhei para os olhos dele. Eram escuros como grãos de café, dóceis e gentis, mas ao mesmo tempo ariscos.

– Emma também vai. — ele falou. — e eu não vou te deixar sozinha um minuto se você for... — ele fez uma pausa e pareceu triste e irritado ao falar a última parte. — Ethan também vai.

Alex estava com ciúmes de Ethan?

Eu me arrependeria de todas as palavras que iria dizer agora mais tarde.

– Eu vou, mas eu realmente não quero ficar sozinha. Então como eu sei que Ethan e Emma vão me abandonar... E-e-eu gostaria que v-v-você ficasse pert-to de mim.

Ele sorriu vitorioso e extremamente animado.

– Pode contar comigo. Não vou te decepcionar.

Alex se curvou e me deu um beijo na maçã do rosto. Logo depois saindo um sorriso de ponta a ponta.

Eu passei os dedos no local onde ele havia encostado os lábios, um sorriso crescendo em meus lábios.

Eu havia acabado de dar uma chance a ele, ou era apenas minha imaginação?

Notas finais
BYE BYE!