Notas iniciais
Olá! Queridinhos e queridinhas, aqui está mais um capitulo da sua maravilhosamente fabulosa Cassy!! Ele está perfeito (não sei se me refiro ao capitulo a outras pessoas...).

Ethan já me esperava na porta da sala de artes assim que o sinal tocou.

– Como vai, Peach? — ele perguntou com um sorriso travesso.

– Bem... — respondi um tanto incomodada pelo jeito que ele falou.

Ele deu alguns passos e começou a me acompanhar, um ato natural tanto para ele como para mim.

– Eu estou ótimo e também preciso de um favor seu.

– Por que eu sei que não vou ficar tão bem assim mais tarde? — resmunguei.

– Não fale assim, Peach, querida.

– Diga logo o que você quer, Luigi. — reclamei.

– Não é nada de mais...

– Apenas diga.

– Não é nada para se preocupar...

– Diga logo de uma vez.

Ele riu como se meus momentos de raiva fossem algo divertido em seu dia-a-dia, o que poderia ser verdade vendo por esse ponto.

– Eu vou fazer teste para o time de basquete e quero que você esteja lá comigo.

Passei uma mecha ruiva pelo cabelo e olhei para ele de soslaio.

– Você não gosta de esportes. — reclamei.

– Eu gosto de basquete e sou muito bom, você mesma já admitiu.

– Sim, mas porque você quer que eu vá? — perguntei começando a ficar vermelha.

– Apenas apoio moral, além do mais boatos estão rolando...

Levantei uma sobrancelha para ele.

– Quais boatos?

– Boatos, nada de mais.

– QUAIS BOATOS? — repeti a pergunta.

Ele sorriu e virou o rosto para mim, os olhos verdes faiscando de tanta alegria.

– Os boatos de que um certo capitão de time de basquete está caído de amores por uma certa ruiva de óculos retrós.

Senti minhas bochechas corarem vários tons a mais que o normal, deveria estar parecendo uma beterraba passada do ponto.

– Por que está tão vermelha? — ele perguntou rindo. — não me diga que está envergonhada?

– Cala a boca. — resmunguei.

– Então era verdade? — ele perguntou com seu sorriso se ampliando. — minha pequena pimenta escarlate está apaixonada?

Como se possível minha s bochechas queimaram ainda mais.

– Eu não estou apaixonada. — falei entre dentes.

– Mas ele está. — ele falou como se tivesse toda certeza do mundo.

– Como pode ter tanta certeza?

– Um bom jornalista nunca revela as suas fontes.

Senti minha barriga dar voltas e mais voltas enquanto descia as escadas para o refeitório.

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Observar o teste para o time de basquete tinha várias vantagens, mas a melhor era ver Ethan usando o short da educação física e correndo todo suado pela quadra.

Alguns calouros que tentavam a equipe de basquete pareciam exarcados de suor, outros pareciam nem se quer suar.

Pensei em gritar alguma palavra de incentivo a Ethan enquanto ele corria, mas desisti assim que vi Alex me olhar intrigado. O uniforme do time caía bem nele, deixando os músculos dos braços de fora e a cor azul realçando seu tom de pele de cor canela que deixava ainda mais belos os cabelos castanhos claros lisos e.... Parem de pensar assim!

Senti minhas bochechas corarem assim que percebi que estava olhando fixamente para ele do mesmo modo que ele fazia para mim. Alex sorriu vitorioso para mim.

Desviei os olhos dele e continuei a olhar para Ethan que agora estava em sua sexta volta, o suor pingando em seu pescoço.

Ele veio correndo até mim, arfando sem parar.

– Água. — ele pediu.

Peguei a garrafa e a entreguei para que agradeceu com um aceno de cabeça.

– Encher? — ele perguntou tossindo bastante.

– Sim eu posso encher. — falei com um sorriso.

– Obrigada pimentinha. — ele falou enquanto bagunçava meus cabelos e voltava para a quadra.

Alex me olhava com uma sobrancelha levantada e os lábios em uma expressão séria. Ele segui para o meio da quadra e começou a falar em voz alta para os candidatos:

– Agora quero que vocês façam 100 polichinelos e depois dêem mais 5 voltas pela quadra. — ele mandou e assoprou o apito.

Me levantei das arquibancadas e segui pela margens da quadra para fora do ginásio. Andei até o bebedouro e enchi a garrafa até a boca, a água estava gelada e por incrível que pareça não havia ninguém por perto. Um pequeno arbusto florido estava arrumado perto do bebedouro, as flores vermelhas pequeninas brilhando com algumas gotinhas de água de quando os jardineiros aguaram. Peguei uma das flores e girei entre o polegar e o indicador, um sorrisinho brotando no canto do meu rosto.

– Você fica linda quando fica assim. — ouvi Alex dizer ao meu lado, os lábios em forma de um sorriso.

Meu rosto estava queimando.

– De que jeito? — perguntei.

– Pensativa. — ele se apoiou na grade que havia ali e fez uma pose que parecia tão natural que faria qualquer uma pensar que realmente estava muito relaxado.

– P-p-por que você e-está aqui? — perguntei ainda encabulado.

– Vim te perguntar se ele era seu namorado. — ele respondeu, seu sorriso se transformando em uma linha.

– E-e-ele? Você quer dizer Ethan? — perguntei ainda encabulada.

– O garoto de cabelo azul. — ele respondeu. — ele é seu namorado? — por que ele parecia irritado?

Desviei meus olhos do dele e passei uma mecha que escapulira do rabo de cavalo para trás da orelha.

– E-e-ele não é meu namorado. — afirmei.

Ele levantou uma sobrancelha.

– Ele não é meu namorado, é apenas um amigo de infância, pode perguntar para Emma. — falei com uma calma que chegava a me assustar.

– Se ele não é seu namorado, quem é?

Senti como se minhas bochechas estivessem voando em direção ao sol. As pessoas sempre me perguntavam isso, acho que por ser irmã da Emma todos já achavam que eu deveria ter um namorado só por associação.

– E-e-eu não tenho namorado. — falei.

– Não mesmo? — ele perguntou enquanto se aproximava.

– N-não. — respondi.

Ele estava muito próximo, até de mais.

– Nenhum pretendente? — ele perguntou, uma das suas mãos em minhas bochechas, o polegar acariciando minha maçã do rosto.

Meu coração estava pulando feito um martelo em um gongo.

– N-n-n-não. — respondi nervosa mais do que nunca.

Seu rosto estava tão perto que eu podia sentir sua respiração em meu rosto... Foi nesse momento que eu entrei em desespero.

Fastei meu rosto e dei alguns passos para trás, minha respiração ofegante.

– E-e-eu t-tenho q-que i-ir. — gaguejei desesperada.

Falei enquanto começava a andar, quase correr pelo pátio em busca do ginásio novamente.

– Mia!? — ouvi Alex gritar enquanto corria atrás de mim. — espera!

Apertei o passo e comecei a correr.

Assim que cheguei ao ginásio peguei minha mochila e deixei a garrafa junto a bolsa de Ethan, indo para casa em seguida.

Notas finais
bye bye