Notas iniciais
Oi pessoas!!! Eu tô postando o capítulo da Patrick (pra variar, né?) porque eu quero logo postar um capítulo e eu sei que, com a semana de provas que vai vir, nenhuma de nós duas vai postar, então... Beijos, Mavelle ☆

Mamãe pareceu entrar em pânico assim que Emma terminou de explicar o que havia acontecido, os cabelos castanhos claros presos um coque pareceram se arrepiar ainda mais com a surpresa.

– Você ainda se sente tonta? — perguntou mamãe, os dedos examinando o local onde eu havia batido a cabeça. — ou tem dor de cabeça?

– Eu não sinto nada, apesar de que.... Ai! — ela havia feito pressão sobre o machucado. — agora eu sinto dor!

– Parece estar um pouco inchado... — resmungou, absorta. — talvez fique dolorido por algum tempo, acho melhor por um pouco de gelo.

– Não precisa.

– Não seja boba. — respondeu.

– Hoje é o seu dia de folga, você deveria descansar ou, quem sabe, sair com o papai, não cuidar de mais um paciente.

Ela sorriu, o que a deixava muito mais bonita do que já era. Ela parecia radiante.

– Você é minha filha, não precisa agir como se fosse um peso, além do mais, seu pai está insuportável esses dias. — deu de ombros.

Suspirei e sorri, mamãe sempre fora a melhor mulher do mundo, as vezes parecia uma super heroína.

– Onde está Emma? — perguntei, havia notado seu desaparecimento apenas agora.

– Ela falou algo sobre estar com sono. — respondeu ela. — Emma realmente não parece bom esses dias.

– Duvido que qualquer uma de nós duas esteja. — resmunguei.

– Problemas com garotos? — seus dedos brincaram com alguns cachos do meu cabelo.

Confirmei com a cabeça e ela deu suspiro de compreensão.

– Mia, meu anjo, homens são um problema que todas as mulheres tem que lidar, não há um dia que eu mesma não fique irritada com seu pai. — riu.

– Eu não sabia disso.

– As vezes são brigas mais discretas, como quando ele esquece de baixar a tampa ou deixa cuecas largadas pelo quarto, é algo normal.

– Você teria algum conselho para mim? — perguntei.

Mamãe sorriu com doçura.

– Ouça o lado dele, nunca tenha decisões precipitadamente, tente compreender, e se não estiver satisfeita, dê tempo ao tempo, talvez mude de ideia.

– E se eu não mudar?

– Siga o conselho anterior, tempo é o melhor remédio.

Ela prensou uma bolsa de gelo na área inchada da minha cabeça.

X-X

Era quase uma da manhã, mas eu não poderia esperar mais. Disquei o número de Alex e sai de dentro do quarto, não queria que Emma ouvisse nenhuma palavra, sentei no sofá da sala e apertei a mão entorno do celular.

– Alô? — um Alex sonolento atendeu o telefone.

Minha voz pareceu se perder.

– Alô? — repetiu ele. — eu vou desligar.

Meu coração acelerou.

– Por favor, não. — pedi, minha voz era baixa, quase como um suspiro. — não desliga.

Silêncio reinou do outro lado da linha, Alex parecia nem se quer respirar.

– Achei que você nunca fosse ligar para mim novamente. — ele resmungou.

– Eu... Eu... Eu acho que nós deveríamos conversar. — falei.

– Mia, eu sei que fui um estúpido, não precisa falar isso na minha cara. Eu sei que estava errado e que tudo o que eu fiz foi ridículo, também sei que você agora me odeia e que me quer longe. Não precisa deixar tudo isso mais explícito. — por que ele parecia tão amargo?

– Como assim?

– Você prefere Ethan. Enquanto ele me batia você ficou apenas olhando e deixando eu levar os socos...

– Eu não queria que ele fizesse isso!

– Então por que você estava junto?

– Eu estava tentando impedi-lo.

– E por que? — ironia inundava sua voz. — desde quando uma ex-namorada se preocupa com um ex-namorado? Você me queria ver levar uma surra.

Apertei o punho entorno do telefone.

– Ou talvez eu só quisesse ter a certeza que você estava bem, ou que você sentia minha falta, ou simplesmente por que eu te amo, seu idiota. — falei. — por que você não pode ver o lado das outras pessoas? Por que você não tenta pensar no que as outras sentem? Eu liguei para ouvir o que você tinha a dizer, não para ser ofendida...

Ele ficou mudo, parecia novamente que eu estava falando com uma parede do outro lado da linha.

– Mia, me desculpa. — ouvi sua voz surgir novamente do outro lado, sua voz parecia culpada. — por favor, me deixa explicar tudo, tudo mesmo.

Fiquei em silêncio, já havia ouvido demais por uma noite.

– Por favor, Mia? — ele pediu.

– Amanhã, na hora do almoço. — falei por fim, desliguei o celular antes que ele respondesse alguma coisa.

Notas finais
TCHAUUU