Notas iniciais
Olá pessoinhas do meu coracão!! O celular da Patrick não tá prestando pra postar de jeito nenhum (pra variar) então eu estou postando esse capítulo dela. E tem um presente de Natal super atrasado pra vocês! Absolem ☆

*Flashback on*

Mia tinha o cheiro do perfume floral mais delicioso que já havia cheirado em toda a minha vida. Nunca iria voltar a sentir esse perfume de tão de perto.

Tinha que fazer isso.

Não sabia quantas músicas já haviam passado, muito menos sabia se Mia ainda estava consciente de que eu estava acordado.

– Alex? — ouvi a voz doce de Mia chamar.

Levantei a cabeça e encarei aqueles belos olhos azuis piscina. Sorri imediatamente, não poderia deixar nada transparecer.

– Sim? — perguntei.

– Você está bem? — Mia perguntou.

Engoli em seco.

– Estou ótimo. — respondi.

– Tem certeza? Você está parecendo um pouco ansioso.

– Eu estou ótimo, Mia. — respondi, depositando um beijo em sua testa, apenas para deixar claro. — não precisa se preocupar com nada.

Ela levantou a mão de meu ombro, o pequeno polegar deslizando por uma de minhas maçãs do rosto em uma carícia. Suspirei e sorri para ela, não poderia haver nada melhor que isso nesse momento.

– Alex... — ela começou, mas meu dedo em frente aos seus lábios a calou.

– Eu estou ótimo. — falei, meu dedo deslizando até seu queixo de boneca. — Mia, você não deveria se importar comigo.

– Você é meu namorado, é meu dever me preocupar.

Meu namorado... Isso doeu tanto que eu não posso descrever em palavras. Por que eu não poderia ser uma pedra nesse momento? Ser uma pedra dura e sem sentimentos, que pudesse fingir tudo sem se importar se ela pudesse se machucar? Simples, porque eu amava muito.

Olhei para todos os detalhes de seu rosto, desde as pequenas sardas que cobriam suas bochechas até as lindas bolotas azuis que ela tinha em seus olhos. Eu gostaria mesmo de fazer isso? Sim, eu gostaria. Peguei sua cintura com demasiada força, mais do que eu gostaria, e comecei a beijá-la. Meus lábios encostaram nos seus e ela acompanhou os movimentos. Ela passou os dedos pelos cabelos da minha nuca, as unhas fazendo cosquinhas nos pequenos fios. Apertei o beijo e apenas a soltei quando percebi que ela arfava.

Encostei meus lábios no seu ouvido. Precisava de motivo para continuar tão perto dela.

– Peguei pesado? — perguntei, ela pareceu levar um choque.

– N-n-não. — ela gaguejou.

Um sorriso percorreu meu rosto.

– Sinti falta de te ouvir gaguejar.

– Achei que já tivesse superado isso. — ela resmungou.

– Você deveria saber os efeitos que eu causo em você, minha Rui... — engoli em seco as palavras. — Mia.

Ela pareceu não perceber que eu havia trocado "minha ruiva" por "Mia".

A guiei para fora da pista de dança. Nem eu nem ela falávamos uma palavra, mas eu continuava próximo a ela. Chegamos a mesa e Mia se sentou na cadeira, eu, pelo contrário, permaneci em pé.

– Eu vou ao banheiro. — falei enquanto ajeitava alguns fios de cabelo.

– Tudo bem. — ela respondeu, berbericando um pouco do ponche.

Dei um passo na direção do banheiro, me detendo. Como seria nunca mais poder beijá-la ? Ou nunca mais olhar nos olhos dela? Ou pior, nunca mais poder ouvir uma única palavra doce? Eu estava fazendo o certo? Eu não iria machucá-la ainda mais fazendo isso, ou estaria apenas a machucando ainda mais? Eu não poderia simplesmente ser mais cuidadoso? Eu tinha que continuar, mas antes...

Retrocedi alguns passos e voltei para de frente a Mia.

– O que foi? — perguntou ela curisosa.

– Eu te amo. — eu a beijei como antes, gostaria de ter esse gosto gravado em meus lábios, não gostaria de perdê-lo nunca.

– E-e-eu te amo. — falou assim que nos separamos, as bochechas tão vermelhas quanto o cabelo. — muito.

Eu nunca a veria assim por mim novamente, veria?

– Você é perfeita. — me doía falar isso, mas se fosse para a ver assim novamente, não importaria se fosse por qualquer cara que ela se apaixonasse mais tarde. — nunca mude.

Virei-me e segui o caminho para o banheiro, não poderia virar para trás.

X-X

Cheguei ao banheiro e Louise já me esperava encostada na parede. Seus cabelos loiros cheios estavam soltos e o vestido azul escuro colado ao corpo, deixando evidente o tamanho da sua bunda e peitos.

– Como vai, Alequinho? — ela perguntou, a voz tentando soar sexy e rouca, o que poderia soar um pouco se sua voz não fosse tão fina quanto a de Keith.

– Estou bem. — falei, meu sorriso deveria estar parecendo uma careta, mas ela aceitou bem.

Louise se aproximou, os lábios vermelhos e grossos em um sorriso. Seus peitos me contraíram contra a parede com força e ela se atirou em cima de mim, a língua entrando na minha boca rápido como o próprio Flash. Ela puxou minhas mãos para sua bunda e me fez segurá-la, a mesma coisa com minha mão esquerda, que agora apertava um de seus peitos.

Tinha mesmo que fazer isso? Sim, eu tinha. Eu tinha medo de que Mia se machucasse. Eu já havia quebrado os sentimentos de tantas garotas que já não podia contar nos dedos. Já vi muitas chorarem também. Mia não merecia, ou poderia, ser uma delas. Não poderia deixá-la ser mais uma delas. Seria melhor tudo acabar agora, antes que ela se apegasse demais. Antes que eu me apegasse demais.

O beijo continuou como sempre, ate que um barulhinho me fez olhar para o lado. Mia me olhava paralisada, lagrimas escorrendo pelo rosto pálido.

Onde estava Tyler?

Afastei-me de Louise, o que foi difícil considerando que ela continuava a me contrair contra a parede. Mas antes que eu pudesse dar um passo Mia começou a correr na direção oposta, tão rápida que mal podia vê-la quando alcancei o final do corredor.

Que merda eu havia feito?

Uma ou duas lágrimas escorreram antes que eu pudesse perceber.

*flashback off*

Notas finais
ATÉ DAQUI A POUCO!