Notas iniciais
Hey little friends!!! Aqui está o segundo capitulo da nossa nova história conjunta! It's amazing!!!!

– Já falei o quanto você fica sexy com esse short? — Ethan perguntou enquanto eu seguia para o ginásio.

Era o último horário, o último antes de eu finalmente ir para casa e eu não merecia isso (e eu estava me referindo ao garoto de cabelos pintados de azul turquesa ao meu lado falando que eu estava sexy, o que com certeza é mentira).

– Me diga por que você não vai fazer educação física hoje mesmo? — perguntei olhando para seus jeans enquanto eu usava shorts vermelhos minúsculos.

– Porque desde do meu último ataque de asma durante o jogo de queimada o professor prefere me deixar de fora das aulas práticas.

– Você quer dizer: "Da última vez eu fingi um ataque de asma para não jogar queimada..."

– Eu estava apenas mostrando para ele meus talentos como ator, não é culpa minha se ele entendeu errado a mensagem. — ele falou com um sorriso travesso.

Eu dei uma risada e ele sorriu mais ainda.

– Adoro quando você ri.

– Eu fico ridícula. — retruquei.

– Não, você fica linda, você que não percebe. — ele retrucou.

– Então por que não está chovendo homens aos meus pés nesse momento como acontece com Emma?

– Por que ela é líder de torcida e usa aquelas saias minúsculas, isso ajuda muito.

– Bom saber.

Subimos as escadas e entramos no ginásio, para minha surpresa Emma me esperava na frente da porta acompanhada de sua comitiva de líderes de torcida, jogadores de futebol americano e basquete. Senti mais vergonha de estar usando aquele short nesse momento mais do que em qualquer outro.

Emma sorriu radiante e correu até mim... Como o uniforme de educação física poderia ficar tão bonito nela?

– Mia! — ela falou enquanto me abraçava. — nossas salas vão fazer educação física juntas hoje!

Por que ela estava feliz?

Lancei um olhar apavorado para Ethan, que apenas deu de ombro e sorriu como se tudo isso fosse normal.

– Que legal... — consegui murmurar para Emma enquanto ela finalmente me soltava.

– Eu sei. — ela falou radiante novamente. — por que vocês não vem falar com a gente?

Olhei instintivamente para Ethan que demonstrou mais uma vez seu sorriso travesso e, terrivelmente, diabólico.

– Vai ser ótimo. — ele falou, seus olhos verdes exalando maldade.

Empurrei o óculos para juntos dos olhos e segui Emma e Ethan aos tropeços enquanto ela me puxava pela mão.

Os homens do grupo pareciam muito interessados em minhas pernas assim que chegamos. Eca.

– Mi, minha linda! — ouvi Keith dar um gritinho fino enquanto vinha me dar o abraço mais falso que já recebi em minha vida. — Como você está, Mi?

– Mi? — perguntei com tamanho abuso que ela fez com meu nome.

– O nome dela é Mia. — Ethan respondeu com desgosto.

– Mas Mi combina muito mais com ela do que...

– O nome dela é Mia, diminutivo de Amélia. — ele reclamou. — não é Mi.

– Eu também prefiro muito mais Mia. — Emma falou com um sorriso cheio de raiva. — fui eu quem dei o apelido inclusive.

Keith me olhou com doçura exagerada e sorriu.

– Mas qual você prefere Amélia? — ela perguntou com sua voz nasalada extremamente irritante.

Senti a vergonha tomar conta das minhas bochechas e elas ficarem quase mais vermelhas que o meu cabelo.

– Pode me chamar de qualquer um, eu não me importo. — falei recebendo um olhar zangado de Ethan.

Passei minhas mãos pelo cabelo ajeitando uma mecha que havia escapulido do rabo de cavalo.

– É melhor nós irmos. — Ethan falou por fim, um olhar irritado sendo dirigido a Keith.

– Concordo. — falei.

Segui Ethan em silêncio em direção as arquibancadas vazias, havíamos chegado muito cedo porque não tivera a aula de espanhol.

Ele se sentou em uma das extremidades e passou as mãos pelos cachos azuis.

– Você não deveria ter aceitado. — ele reclamou.

– Desculpa.

– Não peça desculpas.

– Eu sou um capacho humano.

– Você é tímida, tem muita diferença.

– Gostaria de não ser.

– Não queria isso. — ele resmungou. — é uma das suas qualidades, você é tímida, gentil, inteligente, tem opiniões originais... É como um big mac, sem seu recheio você não é nada.

– Estou ficando com fome. — resmunguei.

Ele riu.

– Quer ir no McDonalds depois da aula?

– Compraria um big mac para mim?

– Vai me dar um pedaço? — ele perguntou.

– Claro que não. — resmunguei.

– Então sim, eu compro um big mac para você.

Um apito soou no meio da quadra, o treinado havia acabado de chegar e estava reunindo os alunos... Que comece a tortura.

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As meninas geralmente demoram horas no vestiário para trocar de roupas, eu demoro apenas 5 minutos.

Nós já estávamos liberados para finalmente ir para casa e eu queria comer um hambúrguer gorduroso do McDonalds mais do que qualquer coisa nesse mundo.

Fiz um gesto para empurrar o óculos para junto aos olhos sendo que meus óculos estavam com Ethan, já que eu quase os quebrara quando uma bola de queimado quase bateu na minha cabeça. Óculos intacto, cérebro nem tanto.

Ajeitei a mochila em um dos meus ombros e olhei para os meus all stars, o tecido já estava meio gasto de tanto uso e também estava sujo, mas não importava, nunca liguei para o que os outros tinham a dizer.

– Emma! — ouvi alguém chamar atrás de mim.

Uma súbita raiva me irrompeu, eu odiava quando alguém me confundia com a Emma. Odiava.

Segui meu caminho como se ninguém tivesse confundido meu nome.

– Emma, espera! — a voz masculina continuou a chamar.

Apertei o passo e continuei a andar. Sentia vontade de bater na próxima pessoa que me encontrasse.

– Emma! — o garoto parecia estar bem próximo nesse momento.

Senti um puxão com força no meu braço me levando ao chão junto com a pessoa que havia me chamado. Minha bunda bateu com força no piso de mármore e eu soltei um gritinho, ao menos a pessoa que havia me chamado não estava em situação melhor. O garoto estava deitado no chão praticamente, uma perna dobrada e a outra estendida sobre minhas pernas, a mochila dele havia se aberto por completo e todos os cadernos e livros haviam caído.

– Qual o seu problema, Emma? — ele perguntou gritando.

– Eu não sou a Emma! — gritei de volta.

O garoto havia levantado o rosto e me olhava intrigado. Eu me arrependi profundamente de ter gritado no momento que reparei quem era. O capitão do time de basquete, Alex Taylor estava olhando para mim fixamente, os lábios contraídos e os olhos castanhos analisando-me por inteira.

– Como você pode não ser a Emma? — ele gritou.

Minhas bochechas coraram bravamente, ele me encarava furioso enquanto passava as mãos pelos cabelos castanhos claros. Uma veia saltava em sua têmpora.

– M-meu nome é M-mia, e-eu s-sou irmã da Emma. — gaguejei. — irmã gêmea.

Ele encarou meu rosto ameaçadoramente. Meu coração parecia a ponto de sair pela minha boca e eu fiz a única coisa que alguém medrosa como eu faria se estivesse com um cara mais alto e muito mais forte que você te encarando de forma homicida: correr pela sua vida.

Levantei-me pegando a bolsa e comecei a correr pelo corredor.

– Espere! — ouvi ele gritar enquanto eu corria desesperada.

Cheguei a caminhonete de Ethan enquanto ele ainda estava abrindo a porta do motorista para entrar.

– O que aconteceu? — ele perguntou preocupado. — você está mais vermelha que seu cabelo.

– Ocapitãodotimedebasqueteestavaquerendomematarporqueeugriteicomele. — falei rápido de mais até mesmo para eu entender.

– Mia, eu vou abrir o carro, você vai entrar e me falar calmamente o que aconteceu, certo? — ele perguntou a voz lenta e pausada.

Eu assenti e segui para a porta do carona, que ele abriu assim que entrou.

– Está bem, diga o que aconteceu. — ele falou.

– Eu estava seguindo pelo corredor quando alguém começou a gritar o nome da Emma e querendo manter meu orgulho não me virei, a pessoa continuou a chamar a Emma e me alcançou e quando fez isso ela me puxou com força e nós caímos no chão e ele gritou comigo, depois eu gritei com ele e depois ele gritou comigo novamente, foi ai que eu percebi que era Alex Taylor e ele estava me encarando e eu fiquei com medo e corri dele, agora estou com medo de ele me matar porque eu gritei com ele.

Ethan levantou uma sobrancelha para mim.

– Então você gritou com o capitão do time de basquete e agora está com medo de ser morta por ele?

Senti minhas bochechas corarem.

– Falando desse jeito parece uma coisa idiota. — resmunguei.

– É uma coisa idiota. — ele respondeu. — Mia, ele não vai te matar.

– Mas...

– Ele não pode e muito menos vai te matar.

– Ta legal.

– Agora, nós, eu e você, vamos para o McDonalds comer big mac.

– Acho que eu quero um Mclanche feliz. — falei.

– Ridículo. — ele resmungou.

As vezes eu me pergunto: como eu posso ser tão medrosa?

Notas finais
Bye bye