Notas iniciais
OI GENTE!!! Aqui estou eu pra postar o capítulo da Patrick porque ela estava com dificuldades técnicas na hora de postar. Ou seja, ou Nyah bugou no celular dela ou ela é mais burra que Valdirene. Voto no segundo. Mentiraaaa Ela sabe que eu amo ela ♥ Espero que gostem. Absolem ☆

– Coma! — Ethan mandou.

– Mas eu não quero! — eu retruquei.

– Mas você tem que comer!

– Eu não to com fome!

– Você está doente! — ele gritou. — você tem que comer alguma coisa!

– Quem disse?!

– Sua mãe, uma médica formada, disse!

– Ela não tem diagnóstico tão bons assim!

– Mia! — ele gritou.

– Ethan! — gritei em resposta.

Ele baixou a cabeça e a encostou na mesa, resmungando algo que eu não entendia.

Olhei para a sopa que estava na minha frente. Ethan a havia feito com cuidado, apesar de não estar nem um pouco saborosa e minha barriga estar embrulhada.

Meus olhos se ergueram para Ethan, que continuava com a cabeça abaixada, e senti uma pitada de compaixão pelos seus belos cachos azuis turquesa.

Levantei-me da cadeira e peguei um pão, que estava estrategicamente escondido dentro do armário, voltando a me sentar logo em seguida.

Mergulhei o pão na sopa e comecei a comer o pão molhado na sopa.

Ethan tornou a olhar para mim, dessa vez com uma sobrancelha erguida.

– Uma pergunta: por que diabos você não fez isso antes?

Dei de ombros e continuei a me forçar a comer o pão molhado na sopa... Ao menos ficava mais saboroso.

Terminei de comer depois de 15 minutos.

– Por que e a Emma ainda não chegou? — perguntei, logo depois fungando e tossindo.

– Ela está no treino das lideres de torcida, provavelmente só chegará daqui a meia hora. — Ethan pegou a tigela em que antes estava a sopa e levou direto para pia. — por que você não vai tirar uma soneca?

– Não to com sono. — tentei parecer o mais meiga possível.

Ele fechou os olhos com força e começou a murmurar bem rápido: "1,2,3,4,5,6...".

– Por que, merda, eu fui aceitar cuidar de você? — sua voz estava irritada.

– O motivo seria: seu amor incondicionalmente por mim. — respondi.

– Eu poderia estar no treino a essa hora. — ele reclamou. — vendo as lindas lideres de torcida remexendo aquelas lindas... — ele pigarreou e voltou sua atenção novamente para mim. — por que você não aceitou quando Alex se ofereceu para ficar com você? Ou melhor, por que você pediu para eu vir ficar de você?

– Desculpa. — resmunguei culpada.

Ele suspirou e passou a mão no meu cabelo.

– Tudo bem, Sweet. Mas você deveria deixar ele ficar mais próximo, se quer que esse relacionamento dê certo.

– Nunca achei que você fosse me dar um conselho sobre relacionamentos, principalmente se fosse sobre Alex. — falei.

– Já me conformei de um babaca ser o namorado da minha melhor amiga, além do mais, ele é gentil com você. O que você quer fazer agora?

– Assistir um filme?

Ethan fez uma careta.

– Jogar cartas?

Ele fez novamente uma careta.

– Fazer uma maratona de alguma série desde a primeira temporada até agora?

Ele sorriu.

– Nunca ouvi você ter uma ideia tão boa quanto essa.

8 minutos depois estávamos sentados no sofá assistindo a primeira temporada de supernatural. Eu, de um lado, usando um pijama de estampa de pandas e Ethan, no outro lado, largado como se estivesse em casa, considerando que ele passava mais tempo nessa casa do que na dele próprio. Um grande balde de pipoca, duas coca colas geladas e um saco de marshmallows na mesinha de centro.

X-X

Eram quase dez e meia da noite quando o celular começou a tocar o toque de Alex "Eye of the tiger".

– Como está a ruiva mais linda do mundo? — ele perguntou alegre.

Um sorriso se formou nos meus lábios.

– Você não quis dizer: " a ruiva mais doente do mundo?".

– Vou refazer. — ele pigarreou. — como vai a minha linda, e doente, namorada?

– Bem, apesar de sozinha. — respondi.

– Todos te abandonaram? — sua voz parecia transbordar compaixão.

– Se você está perguntando se eu estou sozinha em casa porque minha familia me abandonou, sim eu estou abandonada.

– Então, por que você não me deixa entrar? — ele perguntou.

– Entrar?

Ouvi sua risada rouca do outro lado da linha.

– Apenas abra a porta da casa. — ele mandou.

Desci as escadas pulando de dois em dois degraus, quase caindo no penúltimo. Abri a porta com o maior sorriso que poderia dar. Alex me esperava do outro lado, um buquê de margaridas na mão direita e na esquerda uma caixa de chocolates.

Eu abracei seu pescoço tão forte que pude ouviu o som de engasgo de Alex.

– Eu também te amo muito, mas eu preciso do meus pescoço para respirar. — ele resmungou com os lábios na minha orelha.

Afrouxei o aperto e aterrissei novamente (sim, eu estava sem tocar meus pés no chão).

Alex me olhou dos pés a cabeça e sorriu ao ver a roupa que eu usava.

– Adorei seu pijama. — ele falou como se fosse normal me ver assim.

Me envergonhei por ter escolhido um pijama com estampa de pandas e de shorts curtos.

Abracei minha barriga com intenção de esconder o panda gigante que enfeitava minha barriga.

– Por que o chocolate e o buquê? — perguntei.

– Emma falou que você estava tristonha... Achei que isso pudesse te alegrar. — ele estava envergonhado?

Peguei as margaridas com cuidado e as meti embaixo do nariz, o cheiro de flores penetrando nas minhas narinas. Eu espirrei assim que as tirei de frente do rosto.

Alex sorria.

– Como sabia que eram as minhas precedidas? — perguntei.

– Você me falou semana passada quando passamos por uma floricultura. — ele respondeu.

– Não achei que fosse se lembrar. — resmunguei.

– Parece que se enganou. — ele passou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.

Eu dei um passo para trás e meus pés bateram na porta de carvalho da casa.

Alex sorriu.

– Não vai me convidar para entrar?

Pisquei como se saísse de um transe.

– Desculpe... Você quer entrar? — minhas bochechas estavam queimando.

– Adoraria. — ele se curvou e me deu um beijo na bochecha.

Abri a porta e dei espaço para que ele entrasse, fechei a porta assim que passei.

Continuei a andando até as escadas e Alex começou a me seguir, o parei assim que cheguei ao primeiro degrau da escada. Ele tinha uma sobrancelha arqueada.

– O que foi? — ele perguntou.

– Eu vou trocar de roupa. — falei.

– E? — ele perguntou, um sorriso nas faces.

– Eu não te quero no mesmo quarto que eu enquanto faço isso.

– Por que não? — ele parecia profundamente magoado.

– Porque eu não quero ninguém me olhando trocar de roupa.

– Eu prometo que vou ficar de olhos fechados. — ele tinha um sorriso safado no rosto.

– Você vai ficar aqui.

– Eu posso virar de costas.

– Fica! — falei enquanto começava a subir os degraus.

Alex subiu um degrau.

– Eu não sou um cachorro!

– Fica! — repeti.

– Está bem. — ouvi ele resmungar baixinho.

Subi a escada e entrei dentro do quarto, pegando a primeira blusa e short que consegui achar na bagunça que dominava o guarda roupa.

Quando voltei para a escada Alex me esperava sentado no último degrau, uma careta de frustração no rosto.

– Como ele pode ser tão tarado? — suspirei enquanto descia o resto das escadas.

Notas finais
TCHAUU