Notas iniciais
Gente do céu, faz muuuuuuuuito tempo que eu não posto nessa história. Então, eu estou com um capítulo pronto pra postar, daí eu vou ver e a irresponsável da Patrick não postou o capítulo dela que tá pronto há umas duas semanas. E ela reclamando que eu não escrevia o capítulo. Enfim, mil desculpas pela demora. Pra compensar, eu vou postar o meu capítulo agora também. Esse capítulo é da Patrick. Beijos da Bob Esponja ☆

Mia estava me beijando?

Eu podia ouvir o coração dela batendo tão nitidamente que poderia contar as batidas se quisesse.

Ela havia fechado os olhos e suas bochechas estavam vermelhas como um tomate mais do que maduro. Ela estava nervosa e não sabia o que fazer. Mia estava dura como uma pedra, as mãos segurando com força a gola da minha camisa e na ponta dos pés. Minha pequena ruiva estava no mais alto nível de nervosismo e eu tinha o dever de ajudá-la, mesmo que nesse momento tudo que eu quisesse ver fosse sua bela face vermelha.

Passei minhas mãos por sua cintura delicadamente antes que ela caísse por acidente. Mia se suavizou suas costas e desceu os pés. Eu me curvei sobre ela e a puxei mais para perto, Mia aceitou sem exitar. Suas mãos afrouxaram o aperto em torno da gola da camisa, as mesmas caindo sobre o meu peito. Fechei os olhos e aproveitei o resto do beijo.

Seus lábios tinham gosto de gloss de morango e eram macios e aveludados. Eu poderia ficar daquele jeito para sempre se Mia não já estivesse ficando sem fôlego. Ela se afastou mais vermelha do que no início. Seus belos olhos azuis desviando dos meus assim que se encontraram.

– E-e-eu não d-deveria ter feito isso. — ela gaguejava enquanto tentava se livrar dos meus braços que agora estavam em volta dela.

– Eu não acho. — falei com um sorriso. — eu gostaria que você tivesse feito isso desde o primeiro momento que me viu.

Passei meus dedos pelas pontas do cabelo dela e acariciei a sua bochecha em seguida.

Eu não queria esconder isso, se pudesse sairia gritando para todos, nesse momento eu sentia mais vontade de fazer isso do que em qualquer momento.

– Eu te amo, ruivinha. — falei com um sorriso.

Suas bochechas passaram de vermelho para roxo. Isso era tão divertido.

– M-m-m-m-mas i-i-i-isso... — ela gaguejou tanto que não conseguiu terminar o que queria dizer.

Botei um dedo em seus lábios.

– Não diga que é impossível. — falei com um sorriso. — Eu te amo.

Ela tirou meu dedos de seus lábios.

– V-v-você não sabia que eu existia até três semanas atrás e... — botei meu dedo em seus lábios novamente.

– Você não pode me dizer o que estou sentido, só eu posso fazer isso. Eu não me importo se você não gosta de mim do mesmo modo, eu apenas te amo e quero continuar te amando.

Ela tirou meu dedo novamente, dessa vez ela continuou o segurando com força excessiva.

– E porque eu não te amaria? — sua voz estava irritada.

Por que eu não te amaria? Isso era música para os meus ouvidos.

Mia pareceu se arrepender de suas palavras quase em seguida.

– Q-q-quer dizer... — ela começou a gaguejar mais do que nunca.

– Você me ama. — eu sentia como se tivesse vencido uma das maiores batalhas da minha vida.

– E-e-eu n-não f-f-falei...

– Você falou sim! Você me ama!

Ela gemeu e encostou a cabeça no meu peito.

– Você acha que eu não teria feito isso se não sentisse algo assim? — sua voz saiu baixa.

Algo assim?

Meu sorriso parecia querer pular para fora da minha boca.

– Eu te amo, minha bela ruiva.

– Eu não sou sua. — ela resmungou.

Eu a apertei para mais junto a mim.

– Desde o momento que você falou que me amava você é considerada a minha ruiva.

– Eu não falei que te amava. — ela falou.

– Quem você pensa que engana?

Mia passou os braços pelo meu tronco.

– E se hipoteticamente eu te amar como você diz... Qual a garantia que você não tem outras ruivas, morenas ou loiras?

– Você vai ter que confiar em mim, mas mesmo se sobrar alguma dúvida, não teria espaço para nenhuma outra.

– Então, o que eu sou agora? — sua voz saiu mais baixa do que antes como se não quisesse que eu ouvisse a pergunta.

Levantei seu queixo com gentileza e dei um beijo nele. Eu já sabia o que fazer.

Larguei seu pequeno corpo e desci correndo a ponte. Peguei o máximo de flores que pude e fiz um buquê improvisado, quase me furando com os espinhos de uma rosa no processo. As flores eram quase tão lindas quanto quem as receberia. Peguei duas pedras antes de levantar. Voltei para uma Mia confusa da cabeça aos all stars vermelhos.Varias mechas ruivas haviam escapulido da trança que ela usava, mas ela continuava linda como sempre.

Me ajoelhei na sua frente, o buquê improvisado na frente.

– Você vai me pedir em casamento? — Mia perguntou.

– Não seja tão apressada, ruivinha. — falei com um sorriso.

Ela pareceu se envergonhar por um momento.

– O-o que você está planejando?

– Você vai ver.

– Alex... — ela falou preocupada.

– Minha maravilhosamente ruiva Mia, eu Alexander Andrew Taylor, quero pedir a você a permissão para ser seu incrívelmente lindo namorado.

– Você bebeu? — ela perguntou rindo.

– Estou mais sóbrio do que nunca.

Ela deu um sorriso nervoso, mas talvez o mais lindo que já havia visto ela dar.

– Eu aceito. — ela respondeu.

– Pode repetir? — queria ter a certeza do que havia ouvido.

– Eu aceito ser sua namorada.

Peguei uma das pedras que estavam no meu bolso e a botei na palma da sua mão.

– Uma pedra? — ela levantou uma sobrancelha.

– Uma pedra. — respondi.

– Posso perguntar porque uma pedra?

– Alguns casais tem anéis, outros pulseiras ou colares...

– Nós temos pedras? — ela estava rindo. — e eu achando que Ethan era pão duro.

Eu tive sorrir.

– Eu não estava planejando nada... Não se acha anéis no chão por acaso. Seja feliz com sua pedra.

Ela apertou a pedra e me abraçou, mesmo que eu estivesse ainda ajoelhado no chão.

– Você é ridículo.

– E você é a minha ruiva.

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Me deitei na cama os cabelos ainda pingando água.

Fechei os olhos por alguns segundos tentando imaginar como havia sido esse dia. Havia sido incrível. A garota perfeita além de haver me beijado, agora era minha namorada e eu tinha uma pedra em cima da minha cabeceira me lembrando disso.

O telefone havia começado a tocar uma das músicas mais conhecidas do meu celular. O toque de Emma.

– O que foi, Emma? — perguntei.

– Por que toda essa alegria? — ela perguntou animada.

– Nada de especial. O que foi?

– Você quer ir ao cinema?

– Não sei se posso.

– Mia também vai.

– Diga quando.

Ela riu do outro lado da linha.

– Sexta a noite, às sete e meia.

– Vou estar lá.

– Você e Mia parecem ter tido uma tarde agradável.

– Você não faz nem ideia...