You've got the Sunrise
12 Capítulo 12. - Mia.
Notas iniciais
– Você quer sair comigo? — Alex perguntou com um sorriso na face.
Ethan havia me convencido a ficar vendo o treino do time de basquete e eu me arrependia disso nesse exato momento.
Estava sozinha na quadra de basquete e Ethan estava longe tomando uma ducha. Agora, Alex Taylor bloqueava a única rota de escape para fora da quadra e parecia não querer receber um "não" como resposta para sua pergunta.
– Você quer sair comigo? — ele repetiu a pergunta.
– S-sair? A-a-apenas v-v-você e e-eu? — perguntei quando finalmente recuperei a voz. — S-s-só n-nós d-dois?
Ele sorriu.
– Geralmente primeiros encontros são assim. — sua voz saia macia e gentil, como a de um galã de novela.
– P-primeiros e-e-encontros? — gaguejei.
– Não me diga que você nunca teve um primeiro encontro na vida.
Engoli em seco a pergunta. Eu realmente nunca havia tido um primeiro encontro em minha vida, a não ser que contasse todas as vezes que havia saído com Ethan para ir ao cinema ou no McDonalds.
– Mia? — Alex estava com os lábios no minha orelha, a voz rouca. Senti um arrepio percorrer a minha espinha dos pés a cabeça.
– S-sim? — perguntei em voz baixa sem que me movesse.
– Você quer sair comigo? — ele pergunto no mesmo tom que usara para chamar minha atenção.
Olhei para suas mãos na minha cintura, eram delicadas e gentis apesar de um pouco pesadas.
– Por favor? -ele pediu em tom baixo. — Prometo que vou ser gentil e amável durante toda a noite!
Apertei minhas mãos uma na outra. Por que elas suavam tanto?
– E-e-eu n-não s-sei. — resmunguei.
– Por favor.
Ele chegou mais perto. Em seu rosto algumas gotas de suor escorriam. O uniforme estava levemente grudado em seu peito. Mas mesmo assim seu cheiro permanecia ótimo como sempre, uma mistura de desodorante e colônia masculina.
Minhas bochechas estavam pegando fogo.
– Sim. — respondi.
– Sim? — ele perguntou distraído.
– E-eu a-a-aceito s-sair com v-você.
Ele afastou o rosto do meu, um sorriso de lado, no mínimo empolgado.
– Não vou te decepcionar!
Ele depositou um beijo na ponta do meu nariz e saiu finalmente.
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Nunca me arrependi tanto de ter aceitado alguma coisa em minha vida.
O cinema estava praticamente vazio com exceção de mim, Alex e cerca de dois outros casais que insistiam em assistir a mesma (merda) de filme. O único filme que estava passando nesse horário era um filme de terror... E eu não poderia dizer o quão errado estava em eu assistir esse filme. Meu coração já estava pulando antes mesmo de o filme começar. Eu odiava filmes de terror por uma simples razão: "eu tinha muito medo".
Meus dedos suavam o suficiente para encher dois baldes cheios.
Alex havia passado o braço pelos meus ombros de uma forma gentil, mas em nada ajudava. Seus olhos estavam vidrados no filme como se fosse algo tão normal quanto ver uma árvore em um parque.
– Mia? — ele chamou baixinho. — você está bem?
– S-sim. — murmurei.
Ele me aproximou mais, seus dedos acariciando meu ombro com cuidado.
– Você tem certeza? — sua voz estava calma.
Mordi meu lábio novamente... Mais uma morte, mais uma, mais uma e mais uma. A pipoca já estava começando a querer voltar pelo caminho que entrara.
– Mia? — ele chamo novamente.
Eu sai da cadeira aos tropeços e passos rápidos.
Meu coração continuava a pular mesmo quando já havia fugido de dentro da sala. Encostei meu corpo em uma das paredes vermelhas do exterior do cinema. Fechei os olhos com cuidado e desejei que tudo desaparecesse. Eu respirava ofegante e descompassada, parecia a respiração de uma fumante.
– Quando alguém pergunta se você está bem e você não estiver bem, você tem que dizer "Não". — Alex tinha os olhos castanhos escuros preocupados. — vamos tentar de novo?
– Odeio filmes de terror. — admiti. — odeio tudo neles, principalmente cenas sangrentas. Odeio ver sangue.
– Achei que sua mãe fosse médica.
– Digamos que eu não herdei os talentos dela para cuidar de feridas sangrentas e hematomas protuberantes.
Ele sorriu para mim.
– Então você não vai ser minha enfermeira se eu me machucar?
Minhas bochechas coraram levemente.
– Talvez. — respondi baixinho. Por que eu respondi?
Seu sorriso aumentou de tamanho varias vezes.
– Minha vontade nesse momento é arranjar uma briga. — ele sussurrou com um sorriso perverso na face. — acho que continuar a ver o filme está fora de questão. Conhece alguma coisa boa para fazer? Ainda é cedo para voltarmos para nossas casas.
– Eu conheço um lugar, mas não sei se é seu eu tipo de lugar. — respondi.
– O meu tipo de lugar? — ele arqueou uma sobrancelha. — e qual seria o MEU tipo de lugar?
Nesse momento ele deu um passo para mais perto de mim. Por que eu não queria recuar? (Mesmo que não pudesse, já que tinha uma parede atrás de mim)
Alex se afastou com um sorriso.
– Já falei que você fica linda quando vermelha? — ele perguntou.
Balancei a cabeça fazendo que não, apesar de não me lembrar.
– Você fica linda quando vermelha. Uma linda pimenta de olhos azuis.
Minhas bochechas deveriam estar roxas nesse momento.
– Por que você não me mostra esse lugar? — ele segurava minha mão esquerda, o polegar fazendo carinho nas costas da minha mão.
– T-tudo bem. — respondi baixo.
Ele me arrastou pelo cinema até o seu carro. Nossos dedos continuavam entrelaçados.
Alex abriu a porta da caminhote prata para que eu entrasse, um sorriso bobo nos lábios. Ele, por fim, contornou o carro e entrou no banco do motorista.
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– Nossa. — Alex resmungou assim que seus olhos miraram as flores em volta do lago.
Estávamos na praça Lake of Swans, uma praça perto da casa dos meus avós. Um belo lago estava na nossa frente, bancos em volta, flores (rosas e margaridas, em sua maioria), dois cisnes nadando calmamente pela superfície e uma ponte de madeira de uma ponta a outra. Parecia um cenário de filmes de romance... Tudo ficava ainda mais belo quando a luz do pôr do sol.
– Não imaginava que ainda tivesse algo assim na cidade. — ele andou até as flores e colheu uma das margaridas. — algo tão vintage.
– Vintage? — perguntei entre risadas.
– Eu não sou um macaco sem cérebro como você pensa.
– Eu não achava você um macaco sem cérebro.
– O que você achava de mim, então? — ele perguntou.
Eu comecei a andar até a ponte de madeira. Alex me seguia logo atrás.
– Não vai dizer nada? — ele perguntou novamente.
Eu sorri para ele.
– Eu te achava alguém fútil, prepotente, narcisista, machista...
– Não posso ter feito uma tão má impressão. — ele reclamou.
Parei no meio da ponte, um dos cisnes me encarava esperando que eu jogasse um pedaço de pão como sempre fazia. Me apoiei na amurada da ponte.
– Você vem sempre aqui? — Alex se encostou na amurada junto a mim. Por que seus olhos estavam tão fixos nos meus?
– A-algumas vezes... — minha voz saiu baixinha. — sempre que venho visitar meus avós ou quando quero ficar sozinha. Meus pais sempre me traziam quando eu era pequena. Sempre gostei daqui.
– É realmente muito lindo. — seus olhos estavam fixos em mim e não no parque.
Ele se aproximou até que meu braço estivesse colado ao seu. Meu coração batia mais rápido e e forte. Era isso que ele fazia comigo? Mesmo que fosse sem querer?
Alex olhou de canto para mim, seus olhos estavam elétricos, como se estivesse ansioso para algo.
– Posso perguntar uma coisa? — ele pediu.
– Claro.
– Por que você é tão maravilhosa?
– Eu não sou maravilhosa. Eu sou normal.
– Você não é normal. Não estou falando apenas do seu rosto, estou falando mais de dentro.
– Eu não me acho muita coisa.
– Mas deveria se achar.
– Nem todos tem a mesma visão sobre algo. — respondi.
– Mas todos deveriam saber o que tem. — ele responder.
Ele realmente sabia falar coisas assim tão profundas?
– Do que você está exatamente falando?
– Do quanto você não quer enxergar.
– E o que exatamente EU não quero enxergar? — perguntei.
– Mia, você é incrível em todos os sentidos, mas tem apenas um defeito. Você não vê o que tem a sua volta. Eu estou perdidamente apaixonado por você.
Meu coração parecia querer voar do meu peito.
– Você pode achar que é uma mentira, ou que eu não sei do que estou falando. Mas eu sei. Eu sou apaixonado por você. Nunca fiz nada do que estou fazendo por nenhuma garota em minha vida. Eu penso em você o tempo todo, eu olho soar qualquer coisa me lembro de você, eu vejo qualquer coisa vermelha me lembro do seu cabelo... Cada garota que chega perto de mim eu comparo a você... E nenhuma é melhor.
Alex se aproximou com cuidado de mim, uma das suas mãos em meu rosto.
– Eu deveria disistir. — ele falou com um sorriso triste.
Não, não, não, não... NÃO.
Meu coração parecia estar se esmigalhando enquanto ele recuava passo para trás.
Eu não queria que ele fosse embora... Muito menos que ele desistisse. Eu queria ele. Eu estava apaixonada por Alex.
Eu o peguei pela a mão e fiz a única coisa que não o faria desistir e que eu mais queria fazer nesse momento: eu o beijei.
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