Notas iniciais
OIII! Aqui está mais um capítulo para vocês, minhas queridas e queridos if my heart! PS: quero muitooooooooos comentários!

Alex me puxara para um lado mais afastado da mesa onde tinha um pequeno espaço para mim entre ele e Ethan.

– Não acredito nisso, Sweet. — Ethan resmungou enquanto tentava controlar as risadas. — como você deixou Emma fazer isso com você?

Olhei nervosa para a saia curta.

– Ficou tão ruim assim? — perguntei no tom mais baixo possível.

Senti um braço passando pelas minhas costas.

– Eu acho que ela ficou linda. — Alex falou.

Minhas bochechas coraram. Ele havia me puxado para perto dele, deixando um pequeno espaço entre minha perna e a dele.

– Na verdade... — Ethan me puxara para perto dele novamente, com mais força do que deveria para ser sincera. — ... Ela está linda.

– Não pareceu pelo o que você falou. — Alex revidou, me puxando novamente.

– Sweet, diga a ele que eu gosto mais do seu jeito original. — Ethan pediu delicadamente, um sorriso gentil com olhos irritados no rosto.

– Sweet? — Alex pronunciou o nome com raiva.

– Sweet. — Ethan confirmou. — tem algum problema com meus apelidos para a MINHA melhor amiga?

– Você fala como se ela não pudesse ser amiga de mais ninguém.

– Ela pode, mas não de idiotas que querem apenas a bunda dela.

– O que você está insinuando? — a voz de Alex era arrastada, como se tentasse não me assustar. Plano frustrado com sucesso.

– Nada de mais. — ele falou, os olhos verdes fuzilando Alex dos pés a cabeça.

– Termine de falar o que começou, se for realmente homem. — ele rosnou para Ethan.

– Você deve ter me entendido. — ele resmungou. — todos conhecem seu histórico. Achei que você pudesse ter mudado quando pediu para que deixasse você ajudar Mia na aula de hoje, mas, sinceramente, o jeito que você olhou para ela quando chegou aqui. Nojo.

Alex me olhou assustado e Ethan parecia se arrepender de cada palavra que havia dito nesse momento. Eu estava começando a chorar.

Saí de onde estava sentada andando rápido. As lágrimas estavam começando a descer pelas minhas bochechas.

Eu era tão ingênua como Ethan dissera?

Uma estúpida e ingênua que não percebia quando alguém se interessava apenas por ser bonitinha?

Saí da pizzaria quase correndo. Queria desaparecer nesse momento, ser engolida pela terra e nunca ser cuspida de volta.

Corri até uma praça que havia perto, pequena e bem iluminada, sentei no primeiro banco que achei distante o suficiente do restaurante.

Chutei uma pedra com a ponta do tênis.

Eu não podia gostar dele a esse ponto, poderia?

Poderia estar apaixonada por ele?

Sempre soubera a fama de Alex Taylor, famoso capitão do time de basquete, o maior pegador daquela porcaria de colégio. Todos sabiam.

Sequei as lágrimas que continuavam a descer com as costas das mãos. Eu sempre fui uma chorona, Emma mesmo confirmava a qualquer um que quisesse ouvir. Mas entendia a expressão que Ethan mostrara assim que me vira chorar. Ele nunca havia me feito chorar.

– Vai borrar a maquiagem. — Alex estava poucos centímetros de mim.

Um soluço escapou pelos meus lábios.

– Não dou a mínima. — resmunguei enquanto secava mais lágrimas.

Me levantei do banco e tentei começar a andar, mas Alex era mais rápido e forte que eu. Ele me segurou, um abraço forte em volta de mim.

Bati com o máximo de força que pude em seu peito, mas ele nem sequer se moveu.

– Me desculpa. — ele resmungou.

– E-e-eu não tenho na-a-ada a d-d-desculpar. — solucei.

Ele se afastou de mim devagar, mas mantendo uma de suas mãos firme nas minhas costas. Alex deslizou o polegar pelas minhas bochechas na esperança de secar as lágrimas. Minhas bochechas estavam vermelhas e quentes.

– Acho que você já deveria saber das...

– ... Suas inúmeras namoradas? — completei a frpeito

Ele mordeu o lábio e olhou para mim.

– Mia... Eu realmente não queria afastar você ou te magoar...

– Está tudo bem.

– Você está chorando.

– Eu estou bem.

– Você está chorando.

– Eu estou... — não consegui completar a frase.

Alex havia me puxado para um abraço mais apertado do que o anterior, minha cabeça sendo puxada para seu peito. Passei meus braços pela sua cintura e agarrei sua camisa.

– Eu não consigo ver ninguém triste... É pior ainda se é você. — ele resmungou enquanto encostava seu nariz no topo da minha cabeça. — Desde o momento que eu te vi penso em você a cada cinco segundos, nem que seja apenas seu sorriso. Você é totalmente diferente do que vejo... E eu gosto disso.

Meu nariz estava embrenhado em sua camiseta. O coração dele parecia pular como uma bateria.

– Eu estou apaixonado por você. — ele declarou.

Apertei com mais força a camiseta que ele usava.

– Não vai dizer nada? — ele perguntou baixinho.

– Eu não sei o que dizer. — respondi em mesmo tom baixo.

– Qualquer coisa.

– Você olhou mesmo para minha bunda quando eu entrei no restaurante? — perguntei.

– Achei que fosse falar algo mais profundo. — ele resmungou.

– Desculpe, mas eu não sei o que sinto. — eu suspirei. — as vezes eu sinto como se você fosse apenas um incômodo, alguém que estava ali apenas para me irritar, outras vezes eu sinto como se fosse uma espécie de príncipe, mas...

– Mas?

– Mas, eu quero ficar perto de você. — falei tão baixo que eu mal pude entender. — mas não parece normal.

Ele se afastou de mim com delicadeza. Apenas alguns passos de distância nos separavam.

– O que você quer dizer com "não parece normal"? — sua voz parecia magoada.

– Já olhou para mim? — perguntei, minhas voz mais amargurada do que gostaria. — eu não sou o perfil que as pessoas como você gostam. Não sou bonita, não tenho peitos, nada que posso chamar atenção! Nem mesmo andar eu consigo fazer sem tropeçar e cair de vez em quando!

– Eu não ligo! — ele respondeu.

– Eu não acredito nisso. — respondi

– Mia, eu não pareço tão fútil assim, pareço?

Olhei para meus pés. Nunca me sentira tão envergonhada por ter aberto minha boca.

Senti sua mão apalpar meu queixo e levantá-lo com cuidado.

– Não sabia que eu era assim aos seus olhos. — ele me olhava como um cachorro abandonado.

Minhas bochechas coraram.

– Mas eu posso mostrar que não. — ele falou, a voz dura e ranzinza. — me bata!

– O-o que? — perguntei, mais alto do que necessário.

– Me bata! — ele repetiu.

– Como assim? — minha voz saiu esganiçada.

– Eu olhei para sua bunda desde o momento que você entrou na pizzaria. Me bata!

– E-eu não v-vou t-te bater!

– Vai sim!

– P-p-por que v-você quer q-que eu te b-bata?

Ele passou as mãos pelos cabelos castanhos claros e sorriu.

– Vou mostrar para você que sou diferente de tudo o que dizem. Vou mostrar que não sou um idiota que se importa apenas com aparências ou que só quer abusar da sua bunda... — por que todos falavam isso? -... Vou mostrar que posso ser melhor do que dizem, também vou mostrar que você é perfeita do jeito que é. E que eu gosto de você assim.

– E por que eu tenho que te bater? — perguntei.

– Preciso aprender a minha lição, não acha? — ele tinha faleipso travesso no rosto, um bem diferente do de Ethan, algo mais carinhoso e menos "pronto para fazer sua vida um inferno".

Levantei minha mão e olhei para ele temerosa, ele apenas sorriu e virou o rosto para mim. O tapa foi tão forte que qualquer um a metros de distância poderia ouvir.

– O que foi isso? — Emma surgiu detrás dos carros. — Mia!

Me senti como se fosse uma criança pega no flagra.

– O que foi isso?! — ela se dirigia a mim.

– Está tudo bem, Emma. — Alex falou enquanto massageava a face vermelha. — eu pedi por isso.

O rosto de Emma se tingiu de vermelho. Raiva.

– Olha aqui se você fez alguma coisa com Mia, eu juro que vou decepar seu amiguinho e deixar no lugar um parafuso e vou... — ela começou a falar, o indicador no peito de Alex.

– Emma, está na hora de ir... — falei enquanto a puxava para longe de Alex.

– Mas...

– Eu te conto tudo no carro... — falei entre dentes.

Saí puxando Emma pelo braço enquanto dava sorrisos para Alex.

Notas finais
Bye bye