Notas iniciais
Aqui vai mais um capitulo! Agora a coisa pegou fogo... Espero que gostem!

Loss Of Control

Então a bendita sexta-feira chegou.

Annabeth tinha ajudado Thalia com tudo, claro, como uma boa melhor amiga faria, mas isso não queria dizer que aprovava. A loira tinha certeza de que metade das pessoas que iam aparecer ali não faziam ideia do objetivo real da banda – livrar sua amiga de uma furada.

A Chase estava preocupada de ninguém aparecer. Quer dizer, o Luke tinha confirmado, o Percy também e de acordo com Jason, um tal de Leo Valdez também tinha dito que vinha. Não eram seis pessoas, mas já era alguma coisa.

– Que horas são? – Thalia perguntou mais uma vez. Annie já estava cansada de ter que responder isso a cada cinco minutos, mas sabia que a amiga devia estar muito mais nervosa que ela.

– Ainda faltam cinco minutos. Relaxa Lia, fomos nós que chegamos cedo demais.

A morena trocou de música mais uma vez no IPod. Pra ela não estar conseguindo nem ouvir uma música inteira do Green Day, Annabeth pensou, devia estar bem agitada.

Nessa hora, Luke e Percy entraram na sala de música, onde as duas garotas estavam. Eles riam, provavelmente de uma dessas piadas idiotas de garotos.

– Meninas. – o loiro parou diante delas, sorrindo satisfeito. – Vocês já conhecem o Percy, meu amigo aqui, claro.

Thalia ergueu um olhar crítico, mas parecia um pouco satisfeita, muito diferente de Annie, que estava bem emburrada. Não a levem a mal, ela não tinha nada contra o Jackson – mas também não tinha nada a favor.

– Oi. – Percy acenou com a mão.

Ficou um clima estranho na sala, com os dois garotos parados diante das garotas, ninguém sabendo o que falar. Mas quando Annabeth tinha acabado de abrir a boca para dizer que já tinha dado o horário, a porta abriu com um estrondo e todos se viraram para trás ao mesmo tempo.

– E ai pessoal! O Leo Valdez chegou para animar essa parada aqui! – exclamou o elfo latino que tinha chutado/batido/esmurrado/empurrado a porta.

Annie ergueu uma sobrancelha. Aquilo era a ideia que o irmão de Thalia tinha de ajuda?

– Hey Leo! – falou Percy, cumprimentando o recém-chegado.

– Pequena Sereia, é você? – Leo tentou fazer piada. Só o outro moreno e o Luke riram. Ele se virou para as garotas. – Olá, garotas. Quem quer o telefone do tio Leo? Só escrevo de caneta permanente.

Thalia e Annabeth reviraram os olhos em sincronia.

Então os meninos começaram uma conversa animada sobre carros, ou futebol, ou qualquer que seja o assunto sobre os quais os meninos gostam de falar. A Chase não se importava. Ela encarava tanto a porta, que tinha medo de desenvolver os poderes do super-homem e derreter a maçaneta. O diretor devia chegar ali em breve para conferir. Mas eles ainda não eram seis – até porque a loira não se incluía no grupo.

Ao lado de Annie, Thalia havia aumentado tanto o volume do fone que ela ficou com medo da amiga ficar surda. Mas decidiu não comentar nada – era quase caso de vida ou morte para a morena.

Cerca de dez minutos depois, o Sr. D. entrou na sala. A garota achou educado da parte dele dar pelo menos um tempo para o grupo se reunir, apesar de não ter sido de grande utilidade.

– Grace. – ele chamou, ajeitando os suspensórios da calça social.

Thalia quase pulou da cadeira onde estava sentada. Embolou celular, fone de ouvido e tudo mais e atirou dentro da mochila.

Todos ficaram em silêncio enquanto o diretor dava uma boa olhada ao redor. Annabeth fez questão de continuar sentada – queria deixar bem claro que não pretendia participar daquilo.

– Então, esse foi o grupo que você reuniu? – Dionísio avaliou.

– Sim, senhor. – a morena respondeu. – Como pode ver, não foi tão difícil.

– Claro. Mas eu me lembro muito bem de pedir seis pessoas. Só vejo cinco, e creio que a Srta. Chase não está incluída na equipe, o que nos leva a quatro.

– Ela está sim. – Thalia se adiantou. – É a... Hm.. Produtora.

O que?, pensou Annie. Não, não. A Grace estava indo longe demais com sua boa vontade.

– Ainda assim. – o diretor inclinou a cabeça, claramente insatisfeito. – São só cinco.

E então, bingo!, o sino da salvação soou na sala. Na verdade, foi só uma garota que entrou na sala. Annabeth a reconheceu do primeiro ano, mas não sabia dizer o nome dela.

– Você também está nisso, garota? – o Sr. D. perguntou, se aproximando da garota.

– Sim! – exclamou Leo Valdez do fundo da sala. Hm. – Ela também está na banda.

– Na? Eu... Espera! – ela tentou falar, mas o garoto a puxou para junto dele.

Dionísio lançou um olhar suspeito em direção a Thalia, como se não aceitasse que ela tivesse tido a ousadia de conseguir. Já a morena parecia prestes a voar de alivio.

– Muito bem então. – disse o diretor, se virando para sair. – O desfile é em maio, então se apressem.

Assim que ele saiu, o inferno se ergueu.

***

Percy não era o único que tinha decidido gritar. No momento em que o diretor deixou a sala, Annabeth ficou em pé e começou a berrar com Thalia, o que impediu qualquer outra pessoa de ter uma reação devida ao que tinha acabado de acontecer.

– VOCÊ FICOU MALUCA? – gritava a loira, com o rosto já completamente vermelho. – OLHA AQUI, EU NÃO CONCORDEI EM PARTICIPAR DESSA MALUQUICE SUA! PODE IR LÁ E DIZER PARA O DIRETOR QUE EU NÃO VOU PARTICIPAR!

– Annie, desculpa! – Thalia tentava argumentar. – Eu sei que eu devia ter falado com você antes, mas foi de última hora! O diretor ia me matar se eu não tivesse com a banda pronta!

– E VOCÊ JÁ PENSOU NO QUE PODE ME ACONTECER? NÃO NÉ, PORQUE É SEMPRE VOCÊ! VOCÊ SE FERRA E QUEM TEM QUE PAGAR A PRENDA COM VOCÊ SOU EU, A BOA E FIEL AMIGA. POIS PRA MIM CHEGA!

E com isso, a Chase saiu da sala batendo o pé. Thalia chutou uma cadeira.

– Ei, espera aí. – Percy finalmente se pronunciou, certo de que não tinha se metido no que achava que tinha. – Por que o diretor está tão preocupado com a banda? Ele não é contra o rock ou algo assim?

– É por que não era pra ser uma banda de rock, digamos assim. – a Grace tentou se explicar, enquanto andava em círculos com a mão na testa. – Eu fiz merda e o diretor mandou eu criar uma banda para tocar nos desfiles do colégio no fim do ano. Só que eu não sabia como convencer as pessoas a entrar, então decidi fazer uma banda de rock.

– A ideia foi minha, na verdade. – interrompeu Luke, que parecia desconfortável com tudo aquilo.

– Então quer dizer que isso tudo era só pra te livrar de castigo? – a primeiranista, Reyna, parecia inconformada.

– Isso aí. – Thalia admitiu, se jogando numa cadeira.

– E você sabia de tudo isso o tempo todo? – ela apontou acusatoriamente para Leo. – E não pensou em me avisar nada?

– Hm, eu não sabia de todaaa a história... – o Valdez tentou se justificar.

Percy olhou para Luke. O loiro parecia realmente nervoso, provavelmente se sentindo culpado pela situação toda, ele imaginava. O Jackson não era um bom remediador de conversas, mas já tinha percebido que aquela tarde poderia sim piorar, e ele não estava disposto a pagar para ver a treta que se desenrolava.

– Olha, gente. – se pronunciou o moreno. – Tudo bem que isso começou como uma ideia para livrar a Grace do castigo. Mas vamos lá, ter uma banda de rock é legal. Podíamos simplesmente aproveitar a oportunidade.

– E ir contra o diretor? – Reyna perguntou, como se a ideia a intrigasse.

– Acho que todos precisamos de uma dose de rebeldia. – Luke disse, sorrindo para o amigo.

– Bem, contanto que ninguém me faça tocar o hino dos Estados Unidos dos Bobões, eu tô dentro! – exclamou Leo, provavelmente a única pessoa cujo humor ainda estava em alta naquela sala.

Reyna olhou para Thalia, que deu de ombros. Percy não era muito bom com a linguagem das mulheres, mas sentiu que tinha tido algum tipo de entendimento entre as duas, porque logo depois a primeiranista se pronunciou:

– Ok. Acho que mais mal não pode fazer.

Luke deu uma batucada na mesa e o sinal tocou, anunciando o final do período.

We´re all crazy, you’ve all gone insane.

Notas finais
E ai, gostaram? O próximo capitulo não ta pronto ainda, buuuut eu vou tentar escrever o mais rápido possivel. Ei, senti falta de mais comentários no cap anterior... Beijos!