You're mine for life.
15 I knew you were trouble
Notas iniciais
POV Rachel.
Algumas semanas depois sem falar com Finn, e quase nem vendo a cara de minha filha, já que a mesma não saía do quarto. Brody mudava-se definitivamente hoje. Semanas atrás, ele havia vindo apenas para procurar emprego.
Acordei cedo, tomei um banho, como hoje era sábado não me preocupei em acordar a Lauren.
Estava tomando o café e escutei uma melodia de piano, era Lauren tocando na sala de estar. Fiquei admirando-a sem que ela percebesse minha presença, ela ficava linda tocando.
"Você voltou a tocar!" Exclamei quando ela terminou a melodia. Ela virou-se assustada.
"Achei que você estava dormindo, então quis tocar um pouco, me dá paz, mas relaxa já vou subir de novo." Ela disse levantando-se e indo em direção as escadas.
"Não!" Eu a interceptei. "Filha, eu espero que você entenda que eu e seu pai tentamos não só por nós, mas principalmente por você, porém, nunca vamos dar certo."
"Eu posso até entender e talvez aceitar, mas o que eu não entendo e muito menos aceito é esse relacionamento com o Brody quando você diz que a minha felicidade é o que mais importa pra você." Ela disse com um tom de tristeza misturado com raiva, sabia exatamente o que minha filha estava sentindo, pois eu sentia o mesmo, mas não podia fazer nada para mudar isso. Pelo menos era o que eu achava.
"Aí você está sendo egoísta, Lauren." Me defendi com tom de raiva, um tom que fazia tempo que eu não usava com ela, era usado mais em NY, quando nossa vida era com o Brody.
"Dane-se!" Ela exclamou e subiu para seu quarto batendo a porta com força.
Arrumei-me e fui até o aeroporto buscar Brody. Como eu queria que em vez dele fosse o Finn que eu estivesse indo ver. No carro deixei cair algumas lágrimas, pois quando o universo quer nos pregar peças ele trata de fazer isso muito bem.
Começou a tocar nossa música na rádio (Make You Feel My Love), lembro-me que dancei essa música com Finn no baile da formatura.
Me peguei sentindo saudades daquele tempo, onde nada era uma dificuldade, a única coisa que tínhamos que nos preocupar era a hora de chegar em casa.
Quando estava chegando perto do aeroporto tratei de limpar as lagrimas que ainda teimavam em escorrer pelos meus olhos. Chegando lá tive que esperar alguns minutos até que Brody desembarcasse.
"Oi meu anjo." Ele abraçou-me e beijou-me.
"Oi amor!" Disse indiferente, mas tentando esconder o que realmente estava sentindo.
"Aconteceu alguma coisa?" Ele perguntou segurando minha cabeça entre suas mãos.
"Vamos para casa, te conto no caminho." Eu disse segurando em suas mãos e indo em direção ao carro.
Fomos para casa, contei tudo sobre as brigas constantes que vinha tendo com Lauren, e ele, atencioso como sempre disse que conversaria com ela e pediu que eu tivesse paciência.
POV Lauren.
Eu queria fugir, quando isso mudou? Um dia estávamos rindo e vivendo como uma família feliz e no outro estamos separados e as pessoas que mais sofrem com isso são meus pais e não eu.
Decidi sair, mas não queria ir para o apartamento do meu pai ou para a casa dos meus tios. Muito menos para a dos meus avós, a última coisa que queria era deixá-los preocupados com meus problemas.
Então só havia uma pessoa, minha colega da escola, Beth. Eu tinha feito muitos amigos quando entrei, mas depois da escola inteira ficar sabendo que "eu sou a filha do professor Finn", Beth e Brandon foram os únicos que não me olharam torto, talvez eles me ajudariam agora e futuramente seriam meus melhores amigos.
Liguei para ela e perguntei se podia ir até a casa dela, ela concordou de imediato, percebendo que eu estava triste pela minha voz.
A casa dela era perto da minha, então arrumei minhas coisas e sai sem dar satisfação a ninguém, se é que tinha alguém em casa. Cheguei lá e ela mesma me recebeu.
Beth Fabray era ruiva de olhos claros, um pouco mais alta que eu. Nos conhecemos na aula de química, desde então a gente não se desgrudou mais. Depois conheci seu namorando, Brandon. Ele se tornou um irmão para mim, aquela conexão que eu tinha com os dois parecia ser de anos e anos.
"Como você está? Fiquei sabendo que seus pais se separaram." Disse ela quando entramos em seu quarto.
"Eu não estou nada bem, ainda mais que o namorado da minha mãe chega hoje em casa." Falei com um tom de raiva. Deitei-me em seu colo e ela começou a fazer carinho na minha cabeça.
"E pelo o que estou percebendo você não gosta nada dele?” Beth perguntou tentando entender a situação. Desde que eu a conheci, não havia entrado nesse assunto com ela ainda.
"Eu o odeio desde os meus oito anos." Eu disse sentindo meus olhos se enchendo de água.
"Odiar é um verbo muito forte, e esse sentimento não faz bem a você mesma, Lolo."
"É que... quando eu conheço meu pai, quando está tudo perfeito esse filhote de jegue tem que voltar e estragar tudo." Disse com as lágrimas já rolando em meu rosto.
Nossa como eu odiava chorar na frente das pessoas. Mas Beth já me conhecia o bastante para saber disso, então para tentar amenizar a situação ela riu do que eu havia dito.
"Você tem que ter calma e paciência."
"Mais do que eu já tive nesses sete anos de convivência?" Disse me levantando de seu colo.
"Você teve paciência por 14 anos até conhecer seu pai." Ela retrucou.
"Ai não! Eu vou ter que aguentar mais sete anos pra ele sair da vida minha mãe?" Perguntei com medo.
"Não Lolo, o que eu estou tentando explicar é que no final tudo dá certo." Beth sabia exatamente o que dizer, sempre.
"Obrigada Beth!" Agradeci e a abracei. "Você tem sido uma grande amiga."
Depois de ver um filme com Beth, voltei para casa. Já estava escuro quando eu sai da casa dela, estava pensando em tudo que ela havia me dito. Então eu tinha que esperar e ter paciência até que tudo se resolva.
Eu estava com a cabeça bem longe quando de repente eu tropecei naquilo que pensei ser um cachorro. Mas era um menino caído na calçada, num primeiro momento, achei que ele estava morto, pois não se mexeu quando tropecei nele, mas logo vi que ele estava respirando. Me senti em um daqueles episódios de Grey’s Anatomy que eu assistia com Beth e estava viciada.
"Ei, você tá legal?" Perguntei aproximando-me.
"Cara, que dor de cabeça." Ele disse meio bêbado.
"O que aconteceu com você?" Perguntei meio curiosa.
"Sei lá, eu estava numa festa e... calma, quem é você? Você vai me prender? Olha eu não dirigi bêbado, e nem bebi." Ele perguntava arrastando-se na direção contrária à minha.
"Garoto, eu tenho cara de policial?" Ele balançou a cabeça negativamente. "E qualquer um que passasse do outro lado da rua perceberia que você bebeu."
"Nossa, você é grossa hein." O tal garoto disse tentando se levantar.
"Meu nome é Lauren, e o seu?" Falei o ajudando, pelo menos tentando né, pois o garoto estava mais pra lá do que pra cá.
"Nate, tenho 18 anos." Nate falou já em pé.
"18 anos e já está caído na rua bêbado, imagina quando tiver 25 anos." Disse com um tom de 'poxa colega você é foda em, só que não'.
"Ei! Eu tô tentando parar ok? Afinal, quantos anos você tem?"
"Tenho 14. Agora vem, vou te ajudar chegar em casa, se é que você tem uma..." Dito isso ele apoiou-se em mim e começamos a tentar a andar.
"Seus pais não te ensinaram a não falar com estranhos?" Ele perguntou tentando se concentrar nas pernas, como se ele falasse mentalmente ‘primeiro o direito, depois o esquerdo’.
"E os seu pais não te ensinaram a beber com responsabilidade?" Retruquei.
"Gostei de você." Ele disse rindo.
Levei-o até sua casa, ou melhor, sua mansão; aos trancos e barrancos, rindo de tudo que ele contava sobre a festa que tinha feito ele ficar naquele estado.
"Passa seu número?...Caso eu fique assim de novo e precise de ajuda." Ele pediu meio tímido.
"Eu estou com cara de babá de bêbado, garoto?" Indaguei e ele riu.
Acho que aquilo era novidade para o tal Nate, alguém esnobando o bonitão.
"Talvez" Ele disse rindo e dei um tapa em seu braço. "Não, é sério, passa seu número, vamos sair um dia desses, posso te levar nas melhores festas da cidade." E não é que aquela timidez sumiu em dois segundos, e foi substituída por malícia estampada em seu rosto.
"Você é algum tipo de pedófilo?" Perguntei séria, mas com uma grande vontade de rir.
"Qual é gatinha, eu não vou roubar nenhum órgão seu." Ele disse como se isso tivesse passado na minha cabeça.
"Eu não cogitei essa possibilidade, agora estou com medo de você." Brinquei. "Mas gostei de você também, então te passo sim." Na mesma hora ele me deu o seu celular para que eu colocasse na memoria do aparelho meu número, fiz o mesmo com o meu.
Eu fui pra casa processando o que havia acabado de acontecer. Nossa, Nate era tão lindo, tinha várias tatuagens no braço para um cara de 18 anos, era meio careca, com um olhar de cafajeste e barba por fazer. Muito charmoso, tentador e super atraente.
Voltei para casa e já estava bem tarde. Ficar fora de todo aquele inferno parecia um sonho, mas agora tudo iria voltar ao normal.
"Lauren, onde você se meteu? Sabe para quantas pessoas eu liguei? Eu já estava ligando para polícia." Minha mãe disse desesperada, assim que eu abri a porta.
"Acabou com o drama?" Disse com desdém.
"Não fala assim com a sua mãe." Brody intrometeu-se, quem ele pensava que era para falar comigo desse jeito?
"Olha só quem voltou, para minha tristeza." Sorri falsamente. "Escuta bem, você não é meu pai para mandar em mim." Eu disse friamente.
"Mas eu sou, e exijo respeito com sua mãe e o Brody." Meu pai apareceu na sala repreendendo-me.
Não estava entendendo mais nada, nessa hora eu tinha me esquecido completamente do que Beth tinha dito, 'manter a calma'...tarde de mais.
"Nossa, jantar em família e nem me convidaram?" Disse em tom irônico. "E aí pai, trouxe a babaca da Taylor pro circo ficar completo? Ou você pensa que eu sou idiota e não sei que vocês reataram?" Adeus resíduos de calma que me restavam.
"Eu não vim aqui para ver você debochando de ninguém, vim porque sua mãe estava preocupada assim como eu, como assim você some o dia todo e só volta de noite?" Ele me encarava decepcionado. "Além disso, vim avisar que você vai para o meu apartamento. Arrume suas coisas agora." Nunca tinha visto meu pai tão bravo como estava agora.
"Que pena, tenho uma festa pra ir hoje, não vai dar." Disse debochando mais uma vez, não estava sendo minha culpa, os deboches saiam da minha boca como se eu não tivesse educação alguma.
"Você não vai em festa nenhuma." Minha mãe disse quase chorando de nervoso. Era normal ela ficar assim comigo quando o bostinha estava por perto.
"Lolo não piore a situação." Pediu Brody. NOJO!!!
"Primeiro: Não me chame pelo meu apelido, nós nunca tivemos intimidade alguma. Segundo: Me erra! Sua existência é desnecessária para mim e para minha família. Você não consegue entender que Rachel Berry NUNCA vai te amar como ela ama meu pai?" Gritei com raiva.
"CHEGA LAUREN! Sobe agora e pega suas roupas." Meu pai gritou. Ele nunca havia gritado comigo.
O que estava acontecendo? Era só o Brody chegar que minha vida ia pro buraco.
POV Narrador.
Lauren não perdeu muito tempo, assim que subiu em direção ao seu quarto, ligou para Nate ir buscá-la. Arrumou-se e pulou a janela de seu quarto.
Enquanto isso no andar debaixo, o clima era tenso. Finn e Brody frente a frente depois de anos.
"Obrigada por ter vindo, Finn." Rachel agradeceu tentando amenizar a tensão, que ficou maior quando Brody a abraçou por trás.
"É minha obrigação como pai dela." Respondeu seco desviando o olhar da cena. Mas na mesma hora que Brody havia feito aquilo, Rachel tirou seus braços de sua cintura.
"Não precisa se preocupar Finn, tenho feito esse papel por anos." Brody debochou deixando Finn irritado.
"E não tem feito direito, não é?" Finn disse irônico.
"Bom, eu diria que mais que você, sem dúvidas nenhuma. Vou sempre as apresentações dela, estou presente em todos os aniversários, a presenteio; e você o que faz?" Brody gabou-se com vontade de provocá-lo, e pelo jeito que Finn estava, ele estava conseguindo.
"Dou educação, amor e muito carinho. Porque pra mim, ser pai não significa dar coisas materiais pra fazer uma filha feliz, significa dar um pouco de si mesmo a cada dia." Rachel sentiu seus olhos marejados.
"Eu consegui o amor da Lauren em apenas dois meses, diferente de você que está tentando até hoje, mas isso é conversa para outra hora." Finn disse percebendo que Rachel já estava prestes a explodir e pedir que os dois parassem. Ele conhecia a mulher que amava.
"Falando na Lauren, ela está demorando. Brody pode subir e ver se ela está bem?" Rachel tentou remediar a situação.
"Claro, meu amor!" Brody disse com ênfase na palavra "meu".
...
"Finn, me desculpa por isso. O Brody não faz por mal." Rachel já foi se pronunciando quando Brody sumiu nas escadas.
"Não Rachel, vou dizer um única vez, eu não tenho mais nada a ver com você e sim com a minha filha..." Finn disse ríspido, porém mais calmo.
"Nossa filha." Saiu como um sopro.
"Que seja! Só estou dizendo que não vou tolerar que ele meta a Lauren em assuntos que ela não tem nada a ver. " Mais uma vez ele tinha rispidez na voz.
"Até porque enquanto nós conversávamos, sua filhinha fugiu pela janela do quarto." Brody desceu as escadas dizendo.
...
Nate não demorou para estacionar onde Lauren havia o mandado. Logo que parou o carro a menina entrou.
"Pra onde vamos?" Perguntou ele animado.
"Pra onde você quiser, só me tira logo daqui." Ela falava desesperada, a adrenalina estava tomando o corpo de Lauren.
Nate ligou o carro sorrindo. Gostou da atitude da garota, apesar de ser uma adolescente aparentava ser muito determinada e madura aos olhos dele.
"Problemas em casa?" Nate tentou puxar assunto mas só recebeu um aceno como resposta.
"Eu sei bem o que deve estar sentindo. É por isso que eu vivo saindo e dormindo em qualquer canto. Mas não esquenta, vou te levar pra um lugar foda. Aliás, tem algum documento falso?"
"Não... Mas, mas para quê?" Perguntou receosa.
"Ué gatinha, como é que você vai beber hoje?" Nate disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
"Beber? Bebida alcoólica?" Ela disse gaguejando.
"Não, refrigerante..." Respondeu irônico. "É claro, vai me dizer que nunca tomou umas?" Perguntou admirado esperando uma resposta como 'claro que já'.
"Não... Quer dizer, sim mas... Eu só costumo beber champanhe." Disse tensa.
"Isso é bebida de gente chata. Hoje você vai conhecer bebida de verdade." Ele disse determinado.
Nate entrou na boate de seu conhecido pelos fundos, facilitando a entrada de Lauren também. A menina nunca tinha se arrependido por algo até o momento. Ela só pensava onde ela tinha se metido.
Sabia que as consequências seriam desastrosas quando chegasse em casa. E sentia que sua mãe a mataria se ela bebesse. Mas a raiva que ela estava sentindo a consumiu de tal maneira que a única atitude que teve foi seguir Nate boate a dentro.
"Esses são meus amigos, Lauren. Brian e John." Apresentou seus amigos a garota. "Amigos bem mal encarados" Pensou Lauren com sigo mesma.
"Cara, você se drogou? Essa garota tem cheiro de leite." Brian repreendeu Nate puxando-o para o canto.
"Relaxa bro, daqui a pouco o único cheiro que você vai sentir será de vodka." Ele falava malandro, se achando o foda do lugar por ter conseguido trazer uma menina de 14 anos para o local.
"Mas um dos seus brinquedinhos? Essa tem quantos anos?" John disse passando as mãos pelo rosto na menina.
"Tem 14, mas ela parece ser legal, sei lá, vamos ver no que dá." Respondeu rindo.
"Só não traga problemas pra mim hein. Se descobrirem que uma menor está aqui, meu negócio já era." Brian respondeu ríspido, mas se divertindo com tudo aquilo.
"Eu só estou fazendo-a descobrir um mundo mais divertido. Fica de boa que nada vai acontecer." Nate disse com firmeza e com jeito de malandro.
Nate voltou até Lauren já com um copo com várias bebidas misturadas na mão.
"O que é isso?" Lauren perguntou apreensiva.
"Só bebe, você vai se sentir melhor." Nate disse dando o copo na mão da garota.
"Mas minha mãe vai me matar se eu chegar bêbada." Ela disse baixo, como se aquilo fosse dito apenas para ela, mas foi ouvido pelos três ali em volta.
"Só um gole, não vai fazer nem cócegas. Ninguém vai perceber que você bebeu, está tudo sobre controle." Incentivou Nate.
Seria uma pena se os dois perdessem o controle...
Na manhã seguinte, Lauren acordou no carro de Nate, com o mesmo ao seu lado. Seu celular tocava insistentemente.
Lauren fitou a tela e viu que era sua mãe, desligou sem ao menos atender e olhou o horário. Eram sete da manhã. Sua sorte é que era domingo mas mesmo assim estava fudida.
"Nate acorda!" Balançou seu corpo para que ele acordasse.
"Que? Onde estamos?" Acordou meio desnorteado.
"Em um estacionamento, eu acho." Ela disse tentando se encontrar, com uma dor de cabeça horrível e desesperada com o que ela não se lembrava da noite anterior.
"Ah! Já quer ir pra casa ou quer conversar sobre ontem?" Ele perguntou meio preocupado e meio feliz por ter conseguido que ela se soltasse tanto na noite anterior.
"O que rolou ontem? A gente não...? Você não se atreveu..." Ela disse desesperada e com um certo tom de raiva.
"Não, não rolou nada disso. Só você que meio que me agarrou e depois me pediu em namoro." Ele recordou rindo.
"EU FIZ O QUE?" Lauren a essa altura já estava totalmente desnorteada e envergonhada. Quem era ela quando bebia?
"Não esquenta Lau, eu sabia que você estava bêbada." Nate passou a mão no rosto da menina.
"E mesmo assim se aproveitou de mim?" Perguntou mais uma vez aflita.
"Oh! Eu não me aproveitei de você, mas confesso que você me agarrou de um jeito que nossa, eu tive que me controlar..." Disse rindo e relembrando o ocorrido da noite passada.
"Ai para! Eu não lembro de nada. Agora me leva pra casa, por favor." A garota estava realmente mal, com uma dor de cabeça terrível e morrendo de medo do que lhe aguardava em casa.
"Como quiser, namorada!" Nate não perdia uma.
"Nate, não me chama assim." Ela implorou para o garoto que ria da situação.
"Ué mas você me pediu pra namorar você, eu apenas aceitei." Disse ainda rindo que nem um bobo.
Lauren bufou e afundou-se no banco, totalmente vermelha.
"Não somos namorados, eu não lembro de nada. Me leva pra casa, por favor Nate."
Nate riu e seguiu as coordenadas da garota até sua casa. Quando saiu do carro viu sua mãe à esperando ao lado de fora.
O garoto assustado, também saiu do carro. Qualquer coisa colocava a culpa nele mesmo para livrar Lauren de uma bronca. Só não esperava que Lauren o agarrasse novamente.
Virou-a pressionando o corpo da garota no carro. Impulsionou seu corpo e a deixou sentada no capô do carro, com Nate entre as pernas. Lauren se recompôs e desceu da onde estava, olhou para Nate que estava confuso e disse:
"Nos vemos mais tarde, babe." Foi aí que ele se tocou que foi usado para despertar raiva na mãe da garota.
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