You're mine for life.
16 Encontros inesperáveis.
Notas iniciais
POV Narrador.
"Puck, precisamos ir na casa da sua irmã agora." Santana ordenou.
"Se você quiser ir pode pegar meu carro." Disse concentrado no jogo de videogame.
"Acho que você não entendeu... Nós, eu e você, necessitamos ir até a casa da Rachel." Santana cruzou os braços, esperando que Puck desligasse aquele vídeogame.
"Não estou afim de ver o Brody, eu não vou." Puck disse apertando os botões do controle com certa raiva.
"Puck, a Lauren fugiu de casa e voltou no dia seguinte cheirando a álcool. A Rachel está desesperada." Santana já estava ficando mais nervosa que o normal, sabia que seu marido era enciumado com o Brody, mas isso não era motivo para deixar sua irmã passar por aquilo sozinha.
"Ué... Que ela peça pro Brody ajudá-la." Puck respondeu sem ao menos prestar atenção no estado de raiva que tomava o corpo de Santana.
"Noah Puckerman, nós somos os padrinhos da Lauren. Não me interessa se você gosta do Brody ou não, o que interessa é que a nossa sobrinha está se metendo em problemas." Santana disse nervosa entrando na frente da televisão.
"Que tipo de problemas?" Perguntou dando pausa no jogo e agora sim dando a devida atenção à Santana.
"Puck o que você tem hoje? Será que dá pra me escutar?" Bombardeou-o nervosa.
"Ok, desculpa! Estava com a cabeça longe. Mas o que aconteceu?" Ela bufou, pois havia acabado de explicar o ocorrido para ele.
"Eu acabei de falar, a Lauren voltou pra casa aparentemente bêbada." Santana sentou-se no sofá ao lado de Puck.
Puck não preocupou-se em responder, pegou as chaves do carro que estavam em cima de uma mesa que se encontrava ao lado da porta.
"O que estamos esperando para ir na Rachel?" Com um tom de que aquilo era o óbvio a se fazer neste momento.
Santana, que já não estava entendendo mais nada, ficou mais confusa ainda.
"Qual o problema desse cara?" Perguntou para si mesma vendo Puck entrando no carro.
…
Enquanto isso, na casa de Rachel, a mesma estava quase arrancando os cabelos, e mesmo vendo a situação da namorada o que mais estava despreocupado era Brody, ele se mostrava tranquilo. Ele nem sequer teve a audácia de perguntar o que havia acontecido com a enteada, ou se Rachel precisava de ajuda com algo. Apenas levantou-se, tomou seu café e agora estava todo largado no sofá assistindo um filme qualquer.
Rachel procurava uma maneira de contar para Finn o estado em que a menina tinha chegado e se comportado em sua frente. Mas as únicas palavras que vinham em sua mente era 'Totalmente bêbada se comportando vulgarmente com um garoto.' Afinal, Rachel questionava-se quem era esse estranho e onde ele havia conhecido Lauren?
Ela não tinha nenhuma resposta para as duas questões, isso porque Lauren entrou em casa sem dar satisfações, trancou-se em seu quarto, ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo lá dentro. Ela não respondia as investidas de Rachel.
Rachel havia mandado um sms para Finn, com a seguinte mensagem:
'Lauren não está bem. Por favor, me ligue. Precisamos conversar.' Quando a mensagem foi enviada a campainha de sua casa havia tocado, ela foi em direção a porta observando Brody deitado no sofá como se nada estivesse acontecendo.
"Oi senhora Berry, a Lolo me mandou uma mensagem, pediu que eu viesse visitá-la." Beth disse com um ar de vergonha.
"Oi Beth, ela está lá em cima, não quer falar com ninguém, mas eu acho que com você ela fala, pode subir; você já conhece o caminho."
Beth passou por Brody, e ficou meio chocada com a cena que viu, ele largado no sofá sem se importar com nada ao redor, a cumprimentou apenas com um aceno de cabeça.
A garota subiu as escadas com pressa. Chegando a porta do quarto de Lauren, a garota bateu na porta anunciando-se. Lauren abriu a porta com um cara péssima, parecia que ela havia sido atropelada por um caminhão.
"Minha cabeça dói tanto." Reclamou Lauren deitada em sua cama com os braços tampando seus olhos.
"Também né, nem quero imaginar o tanto que você bebeu, ou o que você bebeu." Disse Beth, se sentando ao lado da amiga.
"Nem eu sei o que eu bebi. Só sei que agora tem um gosto horrível." Disse referindo-se a tudo que havia vomitado.
"Tem noção do quanto você foi irresponsável?" Beth repreendeu-a.
"Ah não, sem sermão!" Pediu Lauren sentando-se na cama.
"Lauren, eles poderiam ter te dopado, ou pior, te dopado e abusado de você." Disse Beth com uma voz de reprovação e ao mesmo tempo preocupação.
"Eu tenho certeza que não aconteceria isso, e por favor não grite." Lauren falou com as mãos nos ouvidos.
"Como pode ter tanta certeza? E eu não estou gritando, estou falando normal, você que está com uma puta ressaca."
"Confio no Nate." Lauren disse duvidando de si mesma.
"Confia em quem? Esse é o cara que você conheceu ontem? Não me diga que você confia em um moleque que você encontrou bêbado jogado na rua." Beth disse irritada.
Aquilo que Beth havia dito não parecia tão ruim enquanto estava apenas na cabeça de Lauren e não havia sido pronunciado alto.
"Ok, eu sei que errei, que fui idiota, imatura, mas eu estava com raiva. Com tanta raiva que não queria ter nem nascido, não pra viver nesse inferno." Lauren reconheceu seu erro ficando triste, mas sem perceber mexeu com os sentimentos da amiga.
"Você faz sua vida parecer ruim. Mas quem dera eu tivesse nascido do amor de duas pessoas. Se eu tivesse um pai como o professor Hudson." Ela disse com lágrimas nos olhos.
Assim que viu o que havia dito, Lauren tratou de se desculpar com a amiga.
"Ai Be, desculpa." Disse sentida. "O fato da sua mãe ter escolhido fazer uma inseminação para engravidar não torna você anormal ou menos especial." Lauren sorriu confortando-a e abrindo os bracos para um abraço.
"Não sou uma das sete maravilhas do mundo para ficar de braços abertos que nem o Cristo Redentor." Lauren disse rindo, e Beth foi ao encontro do abraço.
"Eu amo você." Beth disse emocionada. "Mas não pense que vai mudar o assunto assim tão fácil." As duas riram.
Quando ia voltar a repreender a amiga, a porta do quarto abriu-se. Na porta apareceu Santana e Puck para completar a 'festa'.
"Atrapalhamos algo?" Santana perguntou, com metade do corpo para dentro do quarto.
"Ah não, eu já estava de saída. Minha mãe deve ter chegado já." Beth tomou a frente levantando-se.
"Beth, sua mentirosa!" Exclamou Lauren.
"Quer que eu fique pra te encher de sermões?" Beth brincou retrucando.
"Ah pode deixar que nós continuamos com essa parte!" Puck completou.
"Quer que eu te leve até a porta?" Lauren ofereceu.
"Nada disso mocinha! Seu padrinho a leva enquanto começamos a nossa conversinha." Santana a cortou e foi sentando-se na cama de Lauren.
Beth e Puck desceram as escadas, a garota despediu-se de Rachel, a mesma a agradeceu por ter vindo.
Quando o homem abriu a porta para que a garota pudesse ir embora, ele ficou paralisado com quem estava encostada no carro estacionado na frente da casa de sua irmã. Aquele era a última pessoa que ele imaginava ver atualmente. Justamente a pessoa que havia tomado seus pensamentos mais cedo.
"Minha mãe já está ali. Obrigada tio Puck." Beth disse dando um beijo na bochecha de Puck, mas a garota não percebeu que ele estava em choque.
"Quinn!" Sussurrou para si mesmo. Beth estava abraçando a mãe. Achou que ela havia o visto também, mas como ela não demonstrou nenhuma expressão ele deduziu que de onde estava, o sol impedia de ser visto por ela.
Rapidamente fechou a porta e voltou para o quarto da afilhada.
"Nossa tio, parece que viu um fantasma." Lauren brincou assim que viu o rosto pálido do tio.
"Não, eu estou bem." Tentou disfarçar.
Santana olhava-o desconfiada, mas resolveu não dar importância, e se voltou para sobrinha.
"Então, voltando ao nosso assunto... Quem é esse tal de Nate?" Santana disse com preocupação e dúvida.
"É um cara que eu conheci ontem quando voltava da casa da Beth." Lauren disse envergonhada.
"Foi ele que te embebedou?" Puck perguntou com raiva.
"Não, ele não fez nada. Eu quis me embebedar." Lauren defendeu-o.
"Lauren você nunca teve cara de quem gosta de bebida alcoólica. Eu te conheço muito bem, sei que está mentindo." Puck disse encarando a afilhada.
"Eu pedi pra ele me levar em um lugar legal e ele me levou." Lauren continuou mentindo.
"Que lugar?" Santana questionou.
"Uma festa." Ela disse como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.
"Onde?" Santana rebateu e Lauren permaneceu em silêncio.
"Diga a verdade, Lauren. Não iremos fazer nada com o garoto." Puck pediu e afirmou.
"Ok..." Ela deu uma pausa e respirou fundo. "Ele me levou a boate do amigo dele..." Lauren disse.
"Uma boate? Como ele pôde levar uma menor pra uma boate? Eu vou matar esse menino..." Santana a interrompeu gritando e levantando-se da cama.
"Santana, deixa-a contar." Puck a acalmou indo em sua direção.
"Ofereceu-me uma bebida e eu aceitei." Lauren disse de cabeça baixa.
"Você aceitou por conta própria ou ele te obrigou a tomar?" Puck perguntou calmo.
"Eu estava com raiva e aceitei, depois perdi o controle." Ela disse com lágrimas nos olhos, ela sabia que tinha feito merda.
"Raiva de quê?" Santana perguntou.
"Não é de quê e sim de quem." Lauren enxugou uma lágrima que teimou em cair, e a olhou como se com o olhar ela mostrasse de quem estava falando.
"Brody? Não acredito que você prefere estragar sua vida por causa dele. Sabe o que ele está fazendo nesse exato momento? Está pouco se fodendo pra você e pra sua mãe. Eu diria até que ele está achando graça da situação." Santana apontava o dedo e jogava na cara da afilhada algumas verdades que estavam ocorrendo na sala. Lauren não conseguiu se controlar e começou a chorar.
"É melhor irmos embora. Acho que a Lauren já entendeu o que dissemos." Puck foi levantando-se vendo o estado de choque da menina.
"Espero que tenha mesmo." Santana disse saindo do quarto sem se despedir.
"Ah sua mãe pediu que eu te levasse para escola amanhã. Esteja pronta vinte para sete." Puck disse e deu um beijo no rosto da garota e foi ao encontro de Santana que estava com Rachel na cozinha.
O casal se despediu somente de Rachel e voltou para casa. Quando chegaram em casa, Puck foi direto para o banho e Santana ficou na sala vendo um filme que estava passando na televisão. Quando ele voltou, se juntou a esposa no sofá. Puck estava estranho, sua mulher tentava puxar assunto mas só recebia respostas curtas e objetivas como 'sim', 'não', 'talvez', 'não sei' e 'pois é'.
Puck não havia contado que havia visto Quinn Fabray para Santana, pois sabia que elas não se davam bem desde quando Puck começou a namorar Quinn. Segundo Santana, a loira sempre soube de seu amor por Puck, e não só aproveitou-se de sua amizade como também da popularidade de Puck.
Quando anoiteceu, Puck e Santana prepararam-se para dormir. Só então Puck decidiu conversar.
"Estou preocupado com a Lauren vivendo novamente com o Brody." Ele disse deitando-se ao lado de Santana.
"Nem me fale. Lolo cresceu toda revoltada por não ter o pai por perto, e agora que tem está arruinando a vida dela por causa daquele babaca." Disse Santana deitando-se ao lado de Puck.
"Tenho medo de que no meio dessa confusão toda, ela comece a ficar depressiva." Puck falou preocupado.
"Ai credo Puck, vira essa boca pra lá!" Exclamou Santana.
"Eu não queria estar na pele da Rach, ela deve estar sofrendo tanto." Disse pensando na irmã que estava presa naquela casa com Brody.
"É por esse motivo que não quero ter filhos. Já basta sofrer pela Lauren." Santana disse debochada.
"Santana, já pensou se é só você que não quer ter filhos?" Puck perguntou ríspido virando-se para a morena.
"Vai me dizer que você quer?" Ela disse virando-se para o marido.
"Eu sempre quis..." Puck falou sincero.
"Mas você nunca me disse isso. Por que agora?" Santana perguntou confusa.
"Porque você nunca me deu a oportunidade de dizer. Quando eu namorava a Quinn, nós sempre conversávamos sobre ter filhos." Ele disse sem pensar.
"Então por que você não se casou com a Quinn?" Santana disse com ódio. "Corre atrás dela agora, faça um filho com ela e vivam felizes para sempre." Disse já sentindo seus olhos arderem.
"Sant, não foi isso que eu quis dizer!" Tentou remediar a situação.
"Mas disse!" Santana levantou-se da cama, pegou seu travesseiro e foi até a porta.
"Aonde você vai?" Puck perguntou levantando-se.
"Vou dormir no quarto de hóspedes. Não se atreva a vir atrás de mim." Dito isso, bateu à porta com força.
Puck voltou a se deitar. E com toda essa conversa, ele começou a ter lembranças do passado.
Lembrou-se do momento que contou a Quinn que queria ter uma filha, uma filha chamada Beth...
"Beth?" Puck sentou-se novamente assustado.
Começou a pensar na idade da garota, logo depois se lembrou da última vez que tinha ficado com a loira... Não usaram proteção.
"Será que... Será que a Beth é minha filha?" Essa pergunta ficou o martirizando a noite toda, tirando seu sono, pois as datas coincidiam certinho.
Logo quando conseguiu pregar os olhos, seu despertador tocou. Santana não havia voltado para o quarto. Levantou-se, tomou um banho e um café. Sua mulher não saiu nenhum instante de onde estava até que ele saísse para buscar Lauren.
Chegou na casa da irmã na hora combinada, Lauren estava a sua espera na garagem de sua casa. Entrou no carro, deu um beijo em seu pardinho e os dois seguiram em direção à escola. Chegando lá Puck estacionou o carro, quando Lauren foi descer ele pegou em seu braço.
"Lolo, você cresceu tanto, antes eu e sua mãe nos preocupávamos com o que você ia comer para não fazer coco fedido, agora..." Ele respirou fundo. "Você está enorme, agora nós nos preocupamos com quem você anda e suas amizades."
"Padrinho se tudo isso for para dizer que você me ama, eu digo que te amo também, tá?" Lauren disse olhando nos olhos do tio. Ele afirmou com a cabeça.
Quando Lauren estava prestes a sair do carro, ela avistou Beth. "Tchau tio, estou vendo minha amiga daqui." Ela disse dando um beijo em seu rosto e abrindo a porta do carro.
Puck viu que a tal amiga era Beth, e que estava saindo do carro que estava parado ao lado do seu.
POV Puck.
Era agora ou nunca, quando vi que as garotas já haviam entrado na escola, saí do carro e fui até Quinn. Ela estava quase de saída, mas entrei na frente de seu carro e comecei a mexer os braços para cima de um modo que ela me visse. Acho que deu certo, pois quando me viu parou o carro na mesma hora.
Quinn ficou branca, assim como eu havia ficado no dia anterior, parou o carro em um movimento brusco que quase a fez bater a cabeça contra o volante.
"Puck!" Consegui ler em seus lábios ela pronunciando meu nome. No mesmo momento fui em direção ao lado do passageiro, ela abriu o vidro para falar comigo.
"Oi Q." Disse e ela não falou nada, parecia que a mesma estava vendo um fantasma, mas eu também estava, não via Quinn há 15 anos.
Depois de uns três minutos nos encarando, ela finalmente disse alguma coisa. "Puck, mas como?" Ela perguntou confusa. "Você não estava em New York com sua irmã?"
"Quinn, precisamos conversar, posso entrar?" Eu disse e no mesmo momento ela abriu a porta do carro. "Podemos ir á algum lugar?"
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